Competição DDA (2ª Temporada): Meninos & Menin

13 Capítulo 13 - Tubarões em Águas Rasas


Notas iniciais
Olá público, o último capítulo que postei foi no final de outubro, onde o Nyah ainda era algo kkk, ou seja, essa está sendo minha primeira experiência com o site novo. Tudo bem com vocês?? Fazia um bom tempo que não fazia uma "pausa" grande assim, minha frequência de postagem já não estava boa, mas como dia 26 de março foi aniversário da fanfic, eu queria muito ter postado esse capítulo nesse dia, porém houve alguns imprevistos que me impediram de fazer isso, mas cá estamos nós, finalmente. Eu definitivamente não esqueci da Competição DDA, ela passou pela minha cabeça ao menos umas 2 vezes por dia, todos os dias. Tenho planejado muito o restante da temporada, e adianto a vocês que a temporada terá um total de 20 capítulos (22 se contarmos o capítulo bônus e o extra/especial), e gostaria de manter a frequência de postar ao menos um capítulo por mês, possivelmente na última semana de cada mês. Se vou conseguir, só Deus sabe haha, mas quero realmente me comprometer com essa história que eu amo demais. Então fiquem com mais um capítulo bastante atrasado, mas feito com bastante carinho como sempre. Uma ÓTIMA leitura a todos!

Chris: No episódio anterior da Competição DDA:

Nós tivemos o privilégio de ver nossos competidores mais dramáticos do que nunca, já que o desafio de ontem, consistia em criar pequenas histórias e apresentá-las no palco do auditório do DDA; só ontem tivemos a oportunidade de ver a Milena sendo um homem, o Leandro sendo uma mulher, e Matheus e Fernando sendo caubóis espaciais jogadores de futebol. E falando agora em novidades: O episódio de ontem encerrou a fase de equipes da temporada, dando início a tão aguardada fusão; sem contar que... com ela, tivemos também um atributo novo para temporada... sim, uma garota! Maria Eduarda é a mais nova aluna e competidora do pedaço, será que ela vai mostrar pro que veio? Ou vai ser só mais uma azarada que vai passar pelo velho carro da vergonha logo logo? Que nem o Fernando, que além de perder o dinheiro, e perder a garota, também perdeu seu estilo descolado, em prol de ser ele mesmo.

Aww, que fofo, mas chato. Fiquem ligados agora, porque essa é a... Competição DDA!

(Abertura)

(Após uma noite de sono agradável e tranquila, Maria Eduarda estendia seus braços e se retirava de suas cobertas, acabando de despertar. Para sua surpresa, todas as demais garotas a assistiam de maneira nada discreta)

Maria Eduarda: Ahn... eu demorei pra acordar?

Bárbara: Não, a gente só tava te observando.

Brunna: Então você era do Amazonas?

Maria Eduarda: Eu sou, minha família ainda mora lá.

Milena: Então você mora sozinha?? Mas como se você ainda é criança?

Maria Eduarda: Não, eu moro com o meu pai e a minha mãe...

Rúbia: E por que você veio pro DDA? Você já sabia do programa?

Maria Eduarda: Eu...

Bárbara: Calma gente, uma coisa de cada vez.

Brunna: É verdade. Oi, meu nome é Brunna, e eu acho que a gente seria ótimas amigas.

Maria Eduarda: Que legal, eu também acho.

Milena: Como foi andar com um menino ontem? Foi estranho?

Maria Eduarda: Não... foi bem normal.

Brunna: Se eu fosse você, eu parava de falar com eles agora, pro seu bem.

Maria Eduarda: Por quê? Vocês não gostam dos meninos?

Brunna: Hm-hm.

Rúbia: Nem um pouco.

Brunna: Meninos são nojentos, egoístas e mentirosos.

Rúbia: É mesmo. Sabia que eles escreveram coisas ruins sobre a gente no diário de uma das meninas?

Maria Eduarda: Que horror.

Milena: Teve uma vez que o Enzo colou a bunda da professora na cadeira com “Super cola”.

Maria Eduarda: Nossa...!

Rúbia: E uma vez... o Leandro e o Hugo, entraram no banheiro das meninas, quebraram os canos, fizeram vazar água de esgoto na escola inteira, quebraram os ventiladores, jogaram lixo nos professores, e ainda escreveram “Somos os ******” e escreveram um palavrão no final.

(Maria Eduarda mal sabia qual reação esboçar com o comentário ultra detalhado)

Bárbara: Tá, elas tão exagerando, um pouco.

Brunna: Ih, lá vem a Bárbara, a “menina moleque”.

Rúbia: Hihi.

Maria Eduarda: “Menina moleque”? Como assim?

Rúbia: Ela gosta de futebol, super-heróis...

Brunna: Jogos de luta, quadrinhos...

Rúbia: Ou seja, um menino disfarçado.

Maria Eduarda: São coisas legais mesmo, não tem problema gostar disso eu acho.

Bárbara: Obrigada Duda, e se o Hugo foi legal com você, isso é legal. Quer dizer que eles podem gostar de qualquer um, mesmo sendo menina.

Rúbia: Ou... eles só foram atrás dela pra terem alguém a mais pra votar com eles.

(Tanto Bárbara, quanto Brunna e Rúbia, trocam olhares críticos umas para as outras)

Maria Eduarda: Ahn... por que a gente não vai tomar café?

[Brunna: Vai ser bom ter a Duda do nosso lado, o lado certo, das meninas. Só a gente sabe como não pode confiar nos meninos, então a gente tem que ajudar..., só tomara que a Bárbara não estrague tudo]

[Bárbara: A Maria Eduarda parece ser bem legal, eu acho que os meninos iam gostar dela, só que é difícil conseguir conversar com a Brunna e a Rúbia falando mal deles o tempo todo; falando que eles são mentirosos, trapaceiros, como se elas fossem muito diferentes...]

(Chef Hatchet estava no volante de seu ônibus preparado para fazer uma viagem com os alunos, vigiando a todos ainda no aguardo de Chris)

Chef: Comportem-se! E lembrem-se: Nada de violência no meu ônibus.

(Brunna e Rúbia, ao ouvirem a sentença de Chef, decidem fazer uma traquinagem)

Brunna: AI! Chef, o Leandro puxou meu cabelo!

Leandro: Não puxei não!

Chef: LEANDRO! O que eu falei de sem violência??

(O garoto apenas aceita e não tenta contra-argumentar, tirando boas risadas de Brunna e Rúbia)

(Maria Eduarda avista Nicholas sozinho e decide sentar ao seu lado)

Maria Eduarda: Qual é seu nome mesmo?

Nicholas: ...? Nicholas.

Maria Eduarda: Que nome legal! Eu...

Nicholas: Deixa eu te falar uma coisa, novata: Isso aqui é uma competição, e não um parquinho. Ninguém aqui gosta de você e todo mundo vai dar um jeito de te tirar na primeira hora que der, então abaixa a bola aí.

Maria Eduarda: Nossa eu... só queria conversar, não precisamos ser amigos.

Nicholas: Então tá bom. De onde você falou que é mesmo?

Maria Eduarda: Manaus.

Nicholas: E é verdade que vocês andam de jacaré ao invés de ônibus? Haha!

Maria Eduarda: Na verdade os jacarés são bem legais, até mais legais que os burros. Você não acha?

Nicholas: Não sei, nunca vi um burro.

Maria Eduarda: Então devia se olhar no espelho.

(Nicholas engole seco e finge não ter ouvido aquilo)

Viu? Eu também sei fazer piada.

(O apresentador, aquele que todos aguardavam, aparece de óculos escuros, pronto para a viagem)

Chris: Estão prontas crianças?

Chef: Se eu não contei errado, está faltando um.

Chris: O que? Por que você não foi lá procurar?

Chef: Você disse pra eu ficar quietinho aqui.

Brunna: Todas as meninas estão aqui, Chris.

Nicholas: Os meninos também.

Hugo: Espera... e o Matheus?

(Todos olham em volta, e percebem que de fato, havia um colega a menos)

Chris: Se ele não aparecer nesse ônibus em 5 minutos, acho que vamos ter que expulsar ele por não fazer o desafio.

Maria Eduarda: Nossa! Tem isso também?

Leandro: Tomara que ele não venha, aquele traidor.

Hugo: Eu posso ir atrás dele?

Chris: Se for rápido...

(Em busca de seu colega e amigo Matheus, Hugo, apressando o passo, procura-o de canto em canto)

Hugo: Matheus...? Matheus?

(... até encontrá-lo dentro da biblioteca da escola, sentado e com os olhos virados para o nada, cabisbaixo)

O que você tá fazendo aí?

Matheus: Ah, oi Hugo. (Disse-o de maneira bem tediosa)

Hugo: Você não ouviu? A gente vai pra praia de Sonieta.

Matheus: E daí? Eu vou perder de novo mesmo.

(A frase dita por Matheus assusta Hugo, visto que é algo que o mesmo, com seu jeito otimista, jamais diria)

Hugo: O que foi? Você tá legal?

Matheus: Hm, eu acho que as coisas eram mais fáceis em equipe. Mesmo quando eu não conseguia, a equipe dava um jeito de ajudar, agora que eu tô sozinho, eu já até perdi o primeiro desafio.

Hugo: Mas você tá aqui ainda.

Matheus: Não sei como..., eu acho que o Leandro tava certo, eu não sirvo pra isso.

Hugo: Quê?? Matheus, não liga para as coisas que o Leandro fala.

Matheus: Mas é difícil. Olha... desde o primeiro ano inteiro eu quis ser o melhor amigo do Leandro. Eu achava ele muito da hora, não porque ele era superlegal, mas porque pra mim ele era tudo o que eu tinha que ser; popular, bom no futebol, e ele nunca chorava ou mostrava que tava triste. O tempo inteiro eu tentei ser que nem ele, e agora que eu vi que ele só deixa as pessoas mal, o que eu tenho que fazer?? Se o Leandro tem tudo o que um homem de verdade tem, por que ele não é legal? Será que na verdade os meninos foram feitos pra... serem idiotas com os outros? Eu nem gosto tanto assim de futebol, e se eu não gosto dessas coisas... será que eu não sou um homem de verdade...?

Hugo: Matheus!!

Matheus: Ahn?

Hugo: Você ouviu as coisas que você falou? Você achava que o LEANDRO era o cara que você tinha que ser?

Matheus: Eu... achava.

Hugo: Olha pra você: Você é engraçado, gente boa, sempre pensa nos outros, é inteligente, e ainda consegue ser bonito, por que que você ia querer ser diferente?

Matheus: Porque não é o bastante. Se eu falasse que eu não gosto de futebol os meninos iam me achar estranho.

Hugo: E daí? Esquece o futebol! Você é meu amigo desde o prézinho, e se eu quis ser seu amigo não foi por causa de um jogo, foi porque eu gosto de você, ou melhor... eu amo você.

... De um jeito..., de amigo, claro.

Matheus: Hehe, isso parece estranho.

Hugo: Mesmo se for, vamos ser estranhos juntos.

(Os dois amigos, após o grande momento de afeto, se abraçam carinhosamente)

Chris: O ônibus já está saindo!! (Grita o apresentador ao longe)

Hugo: Vamos logo.

Matheus: É, vamos.

(Já descalços na areia da praia de Sonieta, os competidores estão prestes a ouvir qual será o próximo desafio)

[Maria Eduarda: Esse é só o segundo dia e eles já levaram a gente pra praia?? Ah, que demais! Parece até férias.

... na verdade, meio que... é férias. Mas e daí? É legal mesmo assim]

Chris: Crianças, quem aqui gosta de fazer castelinhos de areia?

Bárbara: Eu gosto! Eu e meu pai sempre tentamos fazer os castelinhos que o pessoal faz nos vídeos da internet, mas ele sempre desmonta antes da hora.

Hugo: Eu não ligo pra castelinho, eu gosto de nadar o mais fundo até encostar o dedo no “chão” do mar.

Leandro: Eu também.

[Brunna: “Chão” do mar? É esse o nome daquela areia que fica lá embaixo? E se a gente cavar ela pra sempre, aonde que a gente chega? Sei lá, eu sempre fico boiando.

(Brunna fica pensativa, até se dar conta de que acabava de fazer um trocadilho)

Ah, não foi de propósito]

Chris: Bom, o desafio de hoje é...: Aquele que construir o maior, e mais esplêndido castelo de areia, ganha a imunidade, e ficará seguro na eliminação no final do dia.

Brunna: Só isso?

Chris: Sim. E vocês podem usar alguns baldes e outros brinquedos espalhados pela praia.

Chef: Construir um castelinho? ESSE é o desafio?

Chris: A gente tem que dar uma equilibrada, ok? Os produtores disseram que não é legal colocar crianças pra pularem de helicóptero todos os dias.

Chef: Hm.

Maria Eduarda: Ahn... Chris? (Ela estende sua mão, como se estivesse em horário de aula)

Chris: Pode falar menina.

Maria Eduarda: Podemos fazer duplas?

Chris: Não, sem duplas hoje, coloquem suas cabeças para trabalharem sozinhas.

Nicholas: Ufa.

(Prontos ou não para colocarem seus projetos em prática, cada aluno se posiciona em um ponto diferente da praia. As garotas, notavelmente, escolheram uma área próxima umas das outras e mais afastadas dos demais; os garotos também fizeram o mesmo)

(Maria Eduarda está ainda sem muitas ideias, apenas passando seu dedo pela areia sem muita pretensão; Hugo decide entrar em cena)

Hugo: Oi Duda, o que tá fazendo?

Maria Eduarda: Agora...? Uma carinha feliz. (Um rosto sorridente havia sido formado na areia pelo movimento de seu dedo)

Hugo: E o seu castelo?

Maria Eduarda: Eu ainda não sei por onde começar.

Hugo: É tranquilo, você nunca montou um castelinho de areia?

Maria Eduarda: Eu já montei de barro, será que é a mesma coisa?

Hugo: Deve ser. Por que não vai lá montar com a gente?

Brunna: Duda! A gente estava te procurando.

Maria Eduarda: Estava?

Brunna: Por que você tá aí sozinha? Vai lá montar com a gente, vai ser tão legal!

Hugo: Chispa Brunna, eu chamei ela primeiro.

Brunna: “Chispa” você, Hugo! Por que não vai lá com os seus moleques e deixa ela com as meninas que são mais legais?

Hugo: Mais legais?

“Aii não! Eu quebrei a unha fazendo o castelinho! E agora amigas?? O que será de nós??!”

(Hugo fazia uma imitação estereotipada. Maria deixa escapar uma leve risada, mas logo controla o sorriso ao ver a cara fechada de Brunna)

Brunna: Deixa ele Duda, vamos logo.

Hugo: Espera aí “Barbiezinha”, por que não deixa ela escolher?

Brunna: Tá bom! Duda, de que lado você tá?

(A novata se encontrava apreensiva diante de tal situação)

{Maria Eduarda: Haha, eles tão brigando por mim??

...

Essa não, eles tão brigando por mim}

[Maria Eduarda: Tá, pelo que eu vi, os meninos e as meninas meio que... se odeiam; e se eu escolher errado, eu acho que eu não vou conseguir voltar atrás...

Hm, que coisa difícil]

Maria Eduarda: Eu já andei com o Hugo ontem, então acho que vou ficar com as meninas.

Brunna: Ha! Eu sabia que você ia escolher a gente.

(Eduarda decide seguir para o lado feminino)

Se deu mal, bobão.

(Hugo acerta o rosto de Brunna com um punhado de areia que havia acabado de juntar; a reação da garota é apenas tossir e limpar seu rosto)

(Milena havia até então formado duas bases de areia, graças ao balde de brinquedo, entretanto, a mesma parecia insegura, e incerta do que estava fazendo)

Milena: Bárbara.

(Ela então decide ir atrás de aconselhamento)

Bárbara: Oi?

Milena: O que você acha?

Bárbara: ...

Achei... legal.

Milena: Legal tipo... “Nossa, dá pra você ganhar o desafio hoje!”; ou legal tipo... “Eh... legal”.

Bárbara: Ele parece meio pequeno ainda.

Milena: Droga, eu sabia.

Bárbara: Mas calma, você tá conseguindo.

Milena: Eu queria conseguir ganhar um desafio pelo menos uma vez, mas parece que tudo o que eu faço nunca fica bom.

Bárbara: Vai ver você só tá nervosa.

Milena: Pode ser..., e como eu faço pra parar isso?

Bárbara: É só você prestar BEM atenção no que você tá fazendo, e esquecer tudo que tá na sua volta.

(Dando ouvidos ao comentário de Bárbara, Milena respira fundo, fecha os olhos... e os abre novamente, olhando bem atentamente para as suas torres de areia)

E aí? Como se sente?

Milena: ...

Bárbara: Milena?

Milena: ... (Nenhuma palavra saía de sua boca)

Bárbara: ...

Ok então.

(Ambos Chris e Chef, assistiam ao desafio acomodados em cadeiras de praia)

Chef: Achei que as equipes tivessem acabado.

Chris: E elas acabaram.

Chef: Então por que os meninos estão de um lado e as meninas do outro?

Chris: Não sei, vai ver eles preferem assim.

Chef: Eles (os garotos) ainda são muito novos, quando chegarem na adolescência aposto que não vão desgrudar o olho das meninas.

Chris: Não sei não, com você nunca mudou, haha.

(Sem hesitar, Chef acerta Chris McLean com um golpe de mão fechada em seu rosto devido a seu comentário de mal tom; Chris suspira e logo troca de assunto)

(Bárbara usava as suas mãos para tentar moldar o castelo da maneira que ela imaginava)

Brunna: Você devia usar a pá, é mais fácil.

Bárbara: Por que você não cuida do SEU castelo?

Brunna: Eu só estava tentando ajudar.

Bárbara: É, eu vi você tentando ajudar, me fazendo de vilã no teatrinho de vocês.

Brunna: Aquela era a nossa versão da história, não tenho culpa se você não gostou.

Bárbara: Você não muda mesmo, né Brunna?

Milena: Oi Bárbara, eu vi o Chris tomando um soco e perdi a concentração.

Bárbara: Tá bom amiga, eu te ajudo.

Brunna: Amiga?

Bárbara: É, qual é o problema?

Brunna: Ela era minha melhor amiga até ontem, não é Milena?

[Milena: Eu odeio briga, ainda mais aquelas que eu tô no meio. Eu não sei o que tá acontecendo, mas a Bárbara é mais a minha amiga agora do que a Brunna, então eu acho que eu tenho que ajudar ela]

Milena: Eu ERA, como você falou. Por que não deixa a gente em paz?

(Brunna arregala seus olhos com o comentário curto e grosso de Milena)

Rúbia: Brunna, você me deixou sozinha com a menina nova, eu não sei o que falar.

Brunna: Desculpa, AMIGA, eu tava resolvendo uns problemas.

Rúbia: Por que tá perdendo seu tempo com elas?

Bárbara: Por quê? Algum problema??

Rúbia: O problema é que tem um desafio que vocês não tão deixando a gente fazer.

Milena: A GENTE não tá??

Bárbara: Vocês que não largam do nosso pé!

Brunna: Ha, a gente não liga pra vocês!

Bárbara: Ótimo!

Milena: Ótimo.

(Maria Eduarda, sozinha em seu canto, reage a cena)

[Maria Eduarda: Tá, atualizando... os meninos e as meninas se odeiam, e algumas meninas odeiam outras meninas também, que complicado.

... e se eu desse um pulinho no lado dos meninos só pra variar?]

Rúbia: Vem Brunna, não vamos se misturar com essa gentinha.

Brunna: Eu tentei ser legal com vocês, mas se é assim que vai ser...

Agora vocês são nossas inimigas!!

(Rúbia e Brunna viram as costas, encerrando o diálogo de maneira dramática)

Maria Eduarda: Oi gente.

(Repensando sua decisão, Duda decide se juntar a Hugo e Matheus por um momento)

Hugo: E aí Duda?

Matheus: Fala Duda!

Hugo: Eu sabia que você ia mudar de ideia.

Maria Eduarda: É, tá meio difícil daquele lado.

Matheus: Também... as meninas só dão dor de cabeça.

Hugo: Dor de cabeça? Elas dão o hospital inteiro.

Maria Eduarda: Mas por que vocês não gostam das meninas?

Hugo: Por quê? Meninas são mimadas, frescurentas e reclamonas.

Matheus: Aham. Uma vez, uma colega nossa, a Vanessa, jogou todas as bonecas da amiga dela fora, porque só ela podia ter as bonecas daquela marca.

Maria Eduarda: Nossa!

Hugo: É, e outra, elas combinaram de roubar os votos da caixa de votos pra tirar um amigo nosso, o Murilo, nessa temporada ainda.

Maria Eduarda: Isso é bem errado.

Matheus: E uma vez a Brunna, e a Sara, pegaram todo o papel higiênico, do banheiro dos meninos, quebraram as luzes, jogaram o papel na privada e deram descarga até entupir tudo; e depois elas ainda passaram batom no espelho e escreveram “os meninos são uns ******”, com um palavrão no final.

Maria Eduarda: {Hum... essas histórias tão bem confusas} é, elas parecem ser um terror.

Hugo: E são, por isso você tem que ficar longe delas.

[Hugo: A Maria Eduarda tá sendo tipo a nossa aluna, é legal mostrar pros novatos quem realmente presta na escola, e por enquanto... a lista tá bem pequena]

Rúbia: Aff, a Maria Eduarda foi para o outro lado, que traíra.

Brunna: Eu também iria, ninguém merece ouvir aquelas duas.

Rúbia: Elas vão ver só!

Brunna: Eu já esperava isso dá Bárbara, mas a Milena... parece até que eu virei uma estranha.

Bárbara: E aí Mih, como tá indo o seu castelinho?

Milena: Por enquanto eu tenho..., três blocos de areia.

Bárbara: Hihi, eu também, acho que a gente não é muito boa em castelinhos.

Milena: É, hihi. (Seu momento de leveza, logo, se passava e Milena parecia tensa de novo)

Bárbara: O que foi?

Milena: Você não tá com medo da Rúbia e da Brunna fazerem alguma coisa com a gente?

Bárbara: Eu não, elas só querem chamar a atenção.

Milena: Eu fui amiga da Brunna por 4 anos, e eu sei como ela pode ser bem maluca; eu sempre torci pra ela não pegar raiva de mim, mas agora...

Bárbara: É, eu sei.

(Uma lâmpada imaginária acende acima de sua cabeça)

Ei, que tal a gente fazer uma fortaleza?

Milena: Uma fortaleza?

Bárbara: É, uma fortaleza de areia! Contra meninos, e meninas ruins.

Milena: Hm... eu topo! Vamos nessa.

(Bárbara e Milena, juntas, tocam as mãos e fazem um “high-five”)

(Um passo à frente dos demais, o castelo de Matheus estava até então o mais impressionante, com torres altas e escavações precisas, remetendo a um fosso)

Matheus: Ótimo! Agora eu só preciso de uma pá.

(Deixando sua construção de areia de lado, Matheus encontrava uma pá como procurava próximo de uma cadeira de praia. Quando se aproximou para pegar, o garoto estava pronto para retornar, até que...)

Leandro: Ei!

Me dá essa pá, eu vou precisar.

Matheus: (A presença de seu ex-amigo, já foi o suficiente para lhe deixar com calafrios) Eu... peguei primeiro Leandro.

Leandro: Mas eu vi primeiro.

Matheus: Não viu nada!

Leandro: Qual é Matheus? O seu castelo nem tá tão bonito assim.

(Matheus ainda teimava em levantar a voz)

Anda!

Matheus: Não, Leandro! Me deixa em paz!

Leandro: Você vai morrer se me emprestar?

Matheus: Não, mas eu não quero!

Leandro: Você ainda tá bravo por causa daquele dia? Esquece!! Já foi!

Matheus: Não! Não foi aquele dia, foram AQUELES dias, foram 4 anos! ... e agora eu sei o que você sempre achou de mim.

(Arqueando as sobrancelhas, Leandro tentava formular a situação em seu subconsciente, mas tudo parecia exagerado demais em sua cabeça)

Tchau, Leandro.

Leandro: ..., tá, tchau, eu não preciso dessa pá mesmo. E nem de você!

(Maria Eduarda decide se intrometer ao presenciar a cena)

Maria Eduarda: ... você tá bem?

Leandro: Tô, eu tô bem!! Por que eu não estaria?

Maria Eduarda: Ele parecia bravo.

Leandro: Ah, aquilo é só frescura, ele é um bebê chorão.

Maria Eduarda: Vocês eram amigos?

Leandro: ..., por que você quer saber?

Maria Eduarda: Eu só... perguntei.

Leandro: É, a gente sempre foi amigo, mas do nada ele acha que eu fui grosso, ou sei lá o quê, e quis parar de falar comigo.

Maria Eduarda: Os amigos têm sempre que se ajudar, e ouvir os outros quando eles precisam, vai ver ele... achou que você não ouvia tanto assim.

Leandro: E isso é da sua conta? Você nem me conhece, e não sabe o que tá acontecendo!

(Desta vez, Chris estava segurando uma bolsa de gelo, cobrindo a parte dolorida de seu rosto)

Chef: Aquele Leandro é um pé no saco.

Chris: Ele é bem arrogante, se não mudar essa atitude dele vai acabar virando um garoto solitário e infeliz.

Chef: Eu tenho pena é dos pais, qual informação privilegiada você tem?

Chris: O pai dele é um eletricista, passa os dias trabalhando e as noites em bares jogando conversa fora sobre futebol, e a mãe é uma mulher de saco cheio, sem a atenção do marido e amargurada com o seu salão de beleza fracassado.

Chef: Hum, a receita perfeita pro desastre.

(Após se afastar da discussão, Leandro observa os demais construindo seus castelos de areia; Brunna, em específico, chama sua atenção, especialmente pelo comentário que a mesma havia feito mais cedo...)

“Brunna: AI! Chef, o Leandro puxou meu cabelo!

Leandro: Não puxei não!

(O garoto apenas aceita e não tenta contra-argumentar, tirando boas risadas de Brunna e Rúbia)”

Leandro: Puxei seu cabelo, é? (Destemido em se vingar, Leandro forma um punhado de areia com suas mãos e acerta precisamente em Brunna)

Brunna: ...! Leandro!!

Leandro: Opa, hihi!

Brunna: Agora você vai ver só!

(Um pouco mais vingativa, Brunna tenta acertar um balde de plástico em seu oponente, porém sua mira a trai, e, por acidente, Nicholas é atingido, voltando seu olhar furioso para os dois)

Leandro: Foi ela! Foi ela!!

(Ainda mais vingativo, Nicholas pega o balde e coloca bastante força em seu movimento, atingindo Rúbia do outro lado)

Rúbia: Ai!!

Hugo: Guerra de areia!!!

(Toda a situação causada por Leandro e Brunna havia se tornado um caos, com todos pegando porções de areia de suas construções e arremessando uns nos outros)

Bárbara: Vamos nos esconder!! (Ela e Milena não participam da briga generalizada e se camuflam atrás de seu projeto)

(No meio de toda a confusão... Chef também era atingido por acidente)

Chris: Haha! (Ele tirava sarro da situação, até ser atingido também)

Chef: Haha!!

Chris: Muito bem, já chega!! Estátua!!!

(Todos os demais ficam imóveis ao ouvirem a palavra “estátua”)

Mas que bagunça é essa??

Brunna: Foi o Leandro que começou!

Chris: Eu não quero saber! Acho que tá na hora de julgar os castelos.

(Os competidores olham uns para os outros deslocados, já que todas as suas construções haviam sido destruídas)

Ou melhor dizendo... O castelo.

(Milena e Bárbara se retiram de sua “fortaleza”)

Milena! Você ganhou a imunidade.

Milena: Eu... ganhei??! (A informação deixava Milena completamente em choque)

Bárbara: Ahn... eu ganho alguma coisa por ajudar a Milena? Hihi.

Chris: Não. Eu disse que o desafio era individual, e como aquele castelo era o da Milena, então.

Bárbara: Hm, acho que você tá certo. Né Milena?

Milena: ...

Eu ganhei?!

(Algumas horas depois, o grupo havia retornado para escola. Brunna e Rúbia conversavam no segundo piso a respeito da competição)

Brunna: O que a gente vai fazer?

Rúbia: O meu castelo tava ficando legal, eu acho que eu ia ganhar.

Brunna: E a votação?? A Duda foi pro lado dos meninos, e a Bárbara e a Milena não são mais nossas amigas. A gente tem que achar alguém pra votar com a gente, se não uma de nós pode sair!

Rúbia: Hm... é eu acho que a gente devia ter pegado leve com elas.

Brunna: E agora Rúbia?!

Rúbia: Calma, não tem NINGUÉM na escola mais sozinho que a gente?

Brunna: ...

(Ambas as garotas, após o curto diálogo, encontram Nicholas rasurando uma folha de papel em branco; ele jogava uma bola de papel amassada em direção a porta, descartando-a)

Brunna: Ahn?

Nicholas: O que foi?

Rúbia: Oi, Nicholas.

(Rúbia empurra o braço de Brunna gentilmente, indicando que gostaria que ela tomasse rédea da situação)

Brunna: ..., a gente quer saber se você quer votar no Leandro com a gente hoje?

Nicholas: Hm, vai ajudar vocês?

Brunna: Vai. Vai ajudar todo mundo, ninguém gosta do Leandro.

Nicholas: Tá bom, eu topo.

Brunna: Ótimo.

(Levemente aliviadas, Rúbia e Brunna se retiravam da sala, deixando assim Nicholas sozinho novamente. Pouco antes de sair, Rúbia aproveitou o momento para pegar a bola de papel arremessada por Nicholas, e a desamassa e confere seu conteúdo)

Brunna: O que você pegou aí?

Rúbia: O papel que o Nicholas jogou. “Inteligência Artificial VS. Humanos” (Dizia o papel, se tratando de uma história em quadrinhos)

Brunna: Uau.

(Observando o rascunho mais de perto, a garota ruiva nota algo extremamente revelador)

Rúbia: ...

Eu sabia!

(Reunidos na secretaria para colocarem seus votos na urna, os competidores são surpreendidos com Brunna e Rúbia, chegando de forma escandalosa com um papel e o diário da Sara em mãos)

Brunna: Esperem!! A gente tem uma coisa pra falar!

Leandro: Ihh, lá vem coisa.

Rúbia: Estão vendo isso aqui?! (O diário estava aberto na página onde declarações maldosas sobre as meninas haviam sido escritas)

Bárbara: Sim, são as coisas que os meninos escreveram, e daí??

Hugo: Como assim os meninos?

Brunna: E essa folha aqui? Tão vendo??

(Matheus e Hugo se entreolham confusos)

Nicholas: Por que pegaram a folha que eu joguei fora?

Rúbia: Exatamente! A letra da folha é a mesma letra do diário. Foi o Nicholas quem escreveu aquelas coisas horríveis sobre a gente!

(O cômodo logo era tomado por um silêncio revelador)

Milena: E a gente ainda culpou a Sara.

Hugo: Você pegou pesado Nicholas.

Brunna: Como você pôde?! Acha isso engraçado??

Maria Eduarda: Gente, o que tá acontecendo?

Matheus: Eu também não tô entendendo nada.

Brunna: Anda!! Confessa!!

Nicholas: Tá, fui eu.

(Todos entram em choque novamente)

Bárbara: Aff, você é um idiota, Nicholas!

Nicholas: Fui eu quem escrevi essas coisas, e sabe? Eu acho engraçado sim...

(Como uma maneira de contextualizar, Nicholas pega o diário das mãos de Rúbia)

Esse diário só tem porcaria! Era tudo sobre bichinhos, amizade, princesas..., eca, que coisa chata!

Só tem uma página nesse diário que vale a pena, que é essa daqui.

(O garoto começa a ler a página folheada)

“Querido diário, hoje eu fiquei com medo de verdade. Achei que uma das meninas ia sair. O Chris ficou bravo comigo porque eu não queria fazer o desafio. Ainda bem que a Rúbia teve a ideia de trocar os votos pro Murilo sair. No fim, deu tudo certo”

(Mais uma vez... uma outra reviravolta deixava a classe boquiaberta)

Hugo: ...

Foi VOCÊ?! (Ele apontava para Rúbia, a deixando sem graça)

Rúbia: ..., é..., eu...

Brunna: Ah, qual é gente? Fala sério?? O Nicholas falou coisas horríveis sobre as meninas, por nada!!

Nicholas: Pode ser, mas se não fosse a RÚBIA, a briga nunca ia ter acontecido)

(Olhares aflitos eram trocados mais uma vez, pouco tempo antes de Chef, que estava supervisionando a turma, colocar ordem e obrigar todos a fazerem sua escolha)

- Na cerimônia de eliminação -

(Imune(s): Milena)

(Na berlinda: Bárbara, Brunna, Hugo, Leandro, Matheus, Maria Eduarda, Nicholas e Rúbia)

(Todos, com exceção de Nicholas e Rúbia, já estavam de pé com seus marshmallows, salvos por mais um dia)

Chris: Vocês dois tem ótimos motivos para estarem aqui hoje. Foram contra o que é considerado moralmente certo e fizeram um caos, principalmente com os membros do sexo oposto. Um de vocês vai pra casa hoje, mas o outro...? Vai ter a chance de consertar tudo e desfazer os vários inimigos que fizeram pelo caminho.

O último marshmallow vai para...

(Rúbia parecia bastante tensa, mais do que em qualquer cerimônia anterior; Nicholas poderia sentir uma gota de suor escorrendo pelo seu rosto, pela primeira vez incerto do que poderia acontecer)

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Nicholas!

(Seu estresse desaparece após ouvir seu nome sendo chamado; o garoto se levanta e pega seu marshmallow se sentindo vitorioso)

Chris: Rúbia, o carro da vergonha te espera.

(A garota se levantava de cabeça baixa, sem demonstrar muitas emoções)

Rúbia: Eu quero dizer que eu não mudaria o que eu fiz. Se vocês acham que as coisas vão melhorar porque eu saí, vocês se deram mal. Tá na cara que o vilão aqui não sou eu.

Nicholas: Mas também não é a boazinha.

(Rúbia apenas se vira e fecha a cara novamente até a saída)

[Brunna: Tá..., a Rúbia saiu; agora o Nicholas me odeia, o Leandro me odeia, a Bárbara e a Milena também me odeiam, então sobra o...

...

Eu tô ferrada, não tô?

(Créditos)