Como ser um lorde das trevas bem sucedido

4 Lorde Voldemort apenas quer paz e cordialidade


O lorde das trevas diz que eu tenho as características de um bajulador de primeira classe! – Exclamou Draco Malfoy, claramente se gabando para seus amigos sonserinos sentados na mesa da sala de estar da mansão Malfoy. – Ele diz que eu lembro muito meu pai, e isso é bom. Meu pai é uma grande inspiração para mim, eu espero um dia poder esfaquear meu pai pelas costas e roubar sua fortuna e influência junto ao lorde das trevas.
— Não pense que eu não farei seu pai ouvir sobre isso. – Sibilou uma voz fria e morta, com um toque cruel, que saia das sombras atrás de Draco.
— Mi Lorde! – Exclamaram todos os sonserinos na mesa, rapidamente levantando-se e caindo de joelhos temerosos. Demorou um pouco, mas Draco, ao erguer minimamente a cabeça percebeu que o lorde das trevas era acompanhado por um segundo par de pés vestidos com uma imitação barata de adidas.

Draco piscou para o segundo par de calçados e levantou a cabeça

— Meu senhor! – Ele exclamou – esse é....
— Exatamente! – Respondeu Voldemort – Mérak Black!
— Tudo bem, não era isso que eu ia dizer.

Harry Potter (também conhecido como Mérak Black pelos capangas lunáticos e delirantes de seu involuntário e compulsório) suspirou e tentou (e falhou miseravelmente, diga-se de passagem) dar à Draco um olhar clássico de `` lorde das trevas bravo com seus decepcionantes capangas ´´.

— Ele é meu mais novo aprendiz e herdeiro designado. – Continuou Voldemort. – Sua adição à família Black foi patrocinada por Bellatrix Lestrange e Narcisa Malfoy, que fornecerão toda a documentação de sua infância e educação inicial. — Minha Mãe?! – Exclamou Draco. – O que ela tem a ver com isso?
— Sua mãe concordou que um criador de problemas naturais como o jovem Mérak aqui tem um lugar especial na família Black. De qualquer forma, estou muito felizes que vocês já estejam familiarizados uns com os outros. Agora, me permitam fazer as apresentações adequadas, Mérak, por favor comprimente os Sr. Zabinni, Nott, Crabbe, Goyle, a namorada do Draco e o Sr. ao lado da namorada do Draco cujo não eu não me lembro. De qualquer forma, preciso que vocês sentem-se e interajam uns com os outros como bons garotos enquanto eu tenho negócios a resolver.
— Você, vai deixa-lo ir embora? – Perguntou muito nervosamente Theodore Nott.
— Claro que não – disse Harry. – Ele quer ficar perto de mim, provavelmente inveja do meu cabelo e naAAAARH|!
— Lembre-se de onde está sua cabeça. – Disse aquele-que-não-entende-o-conceito-de-espaço-pessoal lentamente afrouxando sua mão sobre o cabelo de Harry. – Eu quero que vocês sentem-se, tomem um chá, e falem sobre quadribol e dominação mundial ou o que quer que garotos da idade de vocês conversem hoje em dia. Quando terminarem, voltarei para buscar meu aprendiz. – e então saiu com sua característica risada maléfica.

Após um minuto estranho de silêncio e olhares atrozes e confusos, Harry puxou uma cadeira e sentou-se ao lado de Draco, que o encarava incredulamente.

— Potter! – Ele exclamou – eu não acredito que ainda estão te mantendo vivo!
— Você provavelmente não deveria me chamar mais assim. – Afirmou Harry.
— Eu me recuso a te chamar por qualquer nome que implique que somos parentes!
— Eu não me importo de qualquer maneira. Chame-me do que quiser, os outros comensais me chamavam de aquele-que-não-deve-ser-nomeado-na-presença-daquele-que-não-deve-ser-nomeado, mas acho que isso não cabia no formulário de adoção.
— Formulário, de, adoção?
— Sim, Bellatrix Lestrange, ou Black agora. – A voz de Harry cheia de desgosto enquanto falava o nome de sua `` mãe.´´
— Tia Bella?
— Exatamente, sabe o que isso quer dizer, não é Malfoy? Quer dizer que agora nós somos primos.

O coração de Draco parou brevemente com a surpresa. Quando voltou a bater, ele ainda teve que processar a informação, algo que seu cérebro parecia incapaz de fazer. O longo e difícil processo de assimilar as palavras Potter, Bellatrix, adoção, mãe e primos na mesma frase, causou um efeito clinicamente chamado de `` fritou o cérebro do pobre coitado ´´.
Enquanto o pobre Draco tentava livrar-se do choque e falar ou fazer qualquer coisa que não incluísse gemer e gritar silenciosamente em descrença, Harry voltou sua atenção para os outros sonserinos na mesa, que tinham reações parecidas.

— Por favor fechem as bocas. Se continuarem assim daqui a pouco vão engolir uma mosca.

Theodore Nott foi o primeiro a se recuperar mentalmente do choque.

— Então quer dizer que você tem sido prisioneiro do lorde das trevas?
— Infelizmente, e agora eu sinto falta do tempo eu que eu achava que tudo que aconteceria comigo enquanto cativo seria tortura seguida de morte. Honestamente, agora não me parece tão ruim.
— Como isso foi acontecer?
— Eu também não tenho certeza, mas acho que começou comigo ganhando dele no jogo da vida.
— Jogo da vida? Como no jogo de tabuleiro?
— Exatamente.

— Eu entendi! Entendi o que está acontecendo! – Exclamou Draco assustando todas as pessoas na sala e fazendo com que Zabinni derrubasse todo o chá em suas calças. – Se os meus cálculos estiverem certos, eu morri caindo da minha vassoura no último jogo de quadribol, e agora estou no purgatório e essa é a minha punição! Ter que viver, sendo parente do Potter!

Harry suspirou, revirou os olhos (o que já tinha se tornado hábito a esse ponto), e falou.

— Olha Malfoy, linda teoria, mas peca por quê, se esse fosse o purgatório, provavelmente seria o meu. Afinal, eu sou obrigado a sentar e interagir com vocês e a passar mais de 10 minutos em uma sala sozinho com Lucio Malfoy!
— Hey, não fale do pai do Draco assim!
— Olha, namorada do Dra... – Quando Harry se virou, não era a namorada do Draco falando. A voz era definitivamente afeminada, entretanto era um garoto falando, um que Harry não conhecia e na verdade nem se lembrava que ele estava ali. – Sinto muito, quem é você mesmo?
— Este é Ambrose Branson, meu assistente pessoal. – Indicou Draco. – E ele vai tomar nota sobre essa reunião, não vai Brenson?
— Sim senhor! – Exclamou Brenson puxando um pergaminho da mesa e derrubando toda a tinta no chão.
— É por isso que os magos precisam substituir as penas por canetas urgentemente. – murmurou Zabbini.
— O que?
— O que?
— Bom. Só pra saber, porque você precisa de um assistente pessoal Malfoy? – indagou Harry.
— Para fazer todas as tarefas mundanas que eu sou obviamente bom demais para fazer por mim mesmo.
— Por que você não usa um elfo doméstico então?
— Eu até usaria, mas meu pai libertou nosso elfo doméstico Dobby por motivos misteriosos e proibiu os outros de interagirem comigo.
— Sim, misteriosos.
— Eu sinto que esse seu sorriso de escárnio quer me contar alguma coisa sobre Dobby mas não sei o que é.

Harry se virou novamente e analisou Benson. Parecia um gêmeo maligno de Malfoy (nesse caso apenas um gêmeo normal?), dos fios de cabelo até os sapatos descoloridos pelo demasiado polimento, era como se Lucius e Narcissa tivessem um segundo filho secreto. Ele parecia com o Malfoy até nos pequenos gestos de mão. Harry imaginava que a única função do homem era substituir o verdadeiro Draco em festas e reuniões de família sem ninguém perceber. Ele também notou seu nariz torto e sua expressão de desdém, obviamente ele passava muito tempo frente ao espelho do banheiro praticando essa expressão.
Era como se Draco Malfoy e Percy Weasley tivessem um filho através de um ritual profano.
Harry não gostou de pensar nas implicações disso.

— Então – disse o bruxo tentando tirar as horríveis visões de sua mente. – o que fazemos agora?
— Bom – disse Zabinni voltando do banheiro com as calças secas. – Acho que ficamos aqui e fingimos que não é a coisa mais estranha que aconteceu com a gente.
— É, parece bom.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.