Quando abro os meus olhos está tudo escuro, eu estou deitada em uma cama , na minha cama de hotel, respiro aliviada por tudo estar bem e eu estar em segurança. O relógio da cabeceira marca quatro e treze da manhã, mais eu não me sinto tão cansada, levanto e acendo as luzes, fleches do que aconteceu na boate invadindo minha mente, respiro fundo.

"Preciso de um banho. " — Digo pra mim mesma

Entro no banheiro carregando uma muda de roupas e olho-me no espelho, eu estou com a mesma roupa de ontem, o sangue que manchava meu rosto não está mais aqui, escovo os dentes uma,duas , três vezes para tentar apagar a lembrança do beijo forçado que se acumula em minha mente. A água desce quente pelo meu corpo, mais por dentro eu me sinto gelada, gelada como um iceberg duro e impenetravél, talvez seja uma pequeno drama adolescente e por isso não quero ligar para minha mãe e dizer o quanto me sinto usada, respiro alivida, não havia acontecido nada Graças a Deus! lembro de sua cara de dor quando o chutei e rio sozinha no banheiro me lembrando de como estava assustada e de como agora aquilo parecia bobagem. Acabo de tomar banho e me seco, uso o secador do hotel para deixar meus cabelos secos, sendo em minha cama e olho no relógio novamente 5:30 agora, o sol nem nasceu ainda, me pego sozinha no quarto sem nada pra fazer e decido que vou explorar o hotel. Pego um de meus casaquinhos em minha mala e calço uma sapatilha e saio.

Os corredores estão vazios a essa hora e pequeno raios de sol começam a surgir, durante minha caminhada descobri que no enorme hotel havia uma enorme praça de alimentação , um cinema, um teatro, um local para esportes e uma sala de recreação infantil. Meu estômago ronca e sigo em direção a praça de alimentação, estou sem celular e não faço ideia de que horas são mais está tudo mais claro então arrisco dizer que já passam das 7:00 da manhã. Uma enorme mesa está posta no meio do salão com variadas comidas , mesas se espalham para todos os lados, e garçons sorridentes que já estão de pé tão cedo olham as pessoas comendo do lado oposto. Eu pego uma bandeja como aquelas que vem a comida nas praças de alimentação de shooping e sigo para a mesa, são diversas as variedades e me pego pegando um pouquinho de cada coisa que vai de pães recheados, a musse e pudim e suco natural, isso sim que é ter vida boa, ou ser rico, minha amigas adorariam isso aqui, eu penso. Algumas pessoas já comem lendo seus jornais outras mexendo no celular. Me sento em uma mesa no canto sozinha enquanto como.

"Acordada tão cedo? " -

Me viro e Dimitri tem uma sobrancelha levantada em minha direção sarcasticamente.

"Eu que estou surpresa, afinal, os popstars não costumam de levantar só depois do 12:00 dia? " — Eu pergunto irônica

Ele sorri e dá a volta na mesa sentando de frente para mim.

"Que engraçado, mais saiba que sou como todo mundo e acordo cedo. " — Diz ele

Eu enfio uma colherada de pudim na boca.

"Você pode ser tudo o que quiser, menos todo mundo popstar , e pra dizer a verdade quando estou em casa eu não levanto antes das nove. " — Eu lhe digo e como mais um pouco de pudim

Ele ri.

"Então por que levantou mais cedo hoje? " — Ele pergunta

Minha mente volta a boate de ontem, e de como eu havia de lá aos prantos, respiro fundo.

"É meu último dia em NY, queria aproveitar um pouco, e eu não estava com sono. " — Eu digo

Meus olhos voam para o pudim que está em minhas mãos, meu estômago já embrulhando.

"E não tem nada a ver com ontem? " — Dimitri pergunta

Eu levanto a cabeça e como mais um pouco de pudim.

"O que aconteceu ontem? " — Pergunta Dimitri

"Nada demais, apenas delirios de uma adolescente conturbada. " — Eu digo

Ele sorri.

"Você não é conturbada. " — Ele diz

Agora eu rio.

"Você nem me conhece. " — Eu digo

Ele sorri.

"Vamos mudar isso. " — Ele diz

O olho intrigada.

"O que? " — Eu pergunto

"Hoje você terá um dia de honras comigo e com a cidade de Nova York. " — Diz Dimitri

Eu o olho e ele ri.

"Não me olhe assim, eu não mordo, quer dizer, só se você quiser " — Ele diz

Não seguro a risada, e me sinto bem, pela primeira vez no dia consigo rir e esse riso foi provocado pelo popstar mais arrogante que já conheci, Dimitri Belikov.

Notas finais
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