Como se fosse a primeira vez
8 Um apelido fofinho para os pombinhos
Depois daquele jantar super incrível de ontem a noite, Edu estava radiante. Eles tomaram um sorvete, vieram caminhando para casa juntos conversando sobre qualquer coisa. Era um bom começo e gostaria de fazer isso mais vezes. No refeitório do trabalho, Edu comia com os colegas kevin e Tamara. Kevin tava ocupadissimo conversando pelo celular, enquanto Tamara estava curiosa para saber como foi o encontro de ontem.
— E aí, como foi lá? Deu tudo certo?
— Sim, deu tudo certo. Obrigada por seus conselhos.
— Que nada Edu. Você que foi incrível. Imagina, um homem como você lutando por seu casamento. Não é comum, e isso deixa tudo mais interessante. — Tamara estava cortando a carne e já seguiu para perguntar qual será a próxima jogada dele.— Já pensou o que vai fazer depois? Qual será sua próxima jogada?
— Eu não sei ainda.
— Olha, tenho umas ideias legais se quiser saber.
— Sou todo ouvido.
Enquanto ouvia Tamara lhe contar sobre algumas outras fofocas, Edu se viu tentado pela conversa do colega ao lado que falava com a namorada. O que lhe chamou a atenção foi o modo em que aquele Kevin estava totalmente transformado em um ser tão meloso e romântico de uma hora para outra.
— Tchau, chuchu.
Edu não aguentou, riu um pouquinho e o amigo percebeu.
— Hey, qual é a tua? Todo mundo tem um apelido fofinho! — kevin olhou para os outros colegas a fim de que eles concordassem.
— Verdade. Nisso tenho que concordar.— disse Tamara.
— Como assim Tamara, você tem um?
— Tenho.
Kevin retomou a palavra e voltou novamente para Edu.
— Não me diga que você não tem um?
Edu deixou o garfo cai da mão no prato. Um silêncio parou o ambiente.
— Eu não tenho.
— Você vai amar ter um apelido fofo.
— É, você vai amar mesmo.
Ele se sentiu curioso para saber como era ter um apelido fofo, ficou pensativo e naquele momento decidiu que gostaria de ter um. Porque seria legal ter Tina o chamando carinhosamente de um nome fofinho. Pensar nisso o fez corar rapidamente. Certo, Edu queria um apelido, mas como conseguir um? Será que Tina se daria o trabalho de dar um desses para ele? E como ela vai adivinhar?
Levado pela curiosidade de como seu amigo conseguiu um, foi conversar com ele para ter ideia de algo que pudesse ajudá-lo nesse desafio. O encontrou tomando café na copa e viu a oportunidade para os questionamentos. O amigo Kevin preparava o café para tomar.
— Oh Kevin, fiquei interessado por aquele assunto de apelido fofo! Como você fez pra ganhar um?— disse Edu, entrou na copa e se encostou na parede.
— Cara, foi complicado. Ela que criou pra mim, eu só vi ela me chamando de chuchuzinho e pronto.
— Então, tá dizendo que é algo que vem naturalmente? Não pode ser provocado?
— Não sei, eu no caso, obtive sem fazer esforço.
— Ah sim.
— Esquenta não, ter um apelido fofo não é pra qualquer um.
— Oque?
Não satisfeito, Edu se pos a pensar em uma forma inteligente e provocativa de receber um de Tina. Temendo que realmente fosse impossível como Kevin deixou claro, deduziu que talvez seja porque era algo que nascia de uma vulnerabilidade compartilhada e validada. Quem sabe um nível de proximidade e carinho mútuo representariam que tipo de relacionamento eles tem um com o outro.
— Isso, não está certo! Não pode ser assim? E se eu... tentar criar um para ela? E se isso provocasse alguma coisa?
Nesse momento, Edu teve uma grande ideia. Se ele criasse um para ela ficaria mais evidente que ele se sentia a vontade com ela, e isso faria ela pensar bem dele. Ele só precisaria pesquisar e escolher um que fosse mais adequado. Então, como isso funciona?
Lendo em alguns blogs de relacionamentos, Edu percebeu que um apelido fofo é justamente algo que admiramos no outro. Se ele chamá-la de bombom, não necessariamente estaria me referindo a ela como uma coisa doce, mas ela entenderia o que isso significa a partir da ideia de bombom que ela tem na cabeça. Esse seria o charme da coisa.
— Oque há de bom em Tina?
Edu se viu tomado por muitas características memoráveis de sua adorável amada. Era o sorriso dela, o jeito doce e as vezes indiferente, o fato dela ser uma mulher muito elegante e bonita, charmosa... muitas coisas. Qual escolher?
Uma generosa lista de apelidos fofos tinha em mãos e treinava um jeito de falar para ela frente ao espelho.
— Mozão, Benzinho, estrelinha, docinho, bom bom, jujubinha...
Mas nenhum parecia bom o bastante. Surpreendido por sua entrada súbita no quarto, ele se espanta e sem querer deixa sair uma palavra diferente, pois ela era a última coisa da lista.
— Bombom?
Ao perceber a estranheza de sua esposa e também se dar conta do que acabara de falar, Edu conserta o mal entendido.
— Tina, você já chegou... eu nem fiz o jantar ainda.
Ele sai uma pouco desconcertado pelo ocorrido, pensando que ela deva ter odiado o que ele acabou de falar. Mas pelo contrário, ela demonstra uma pequena surpresa e felicidade ao perceber o afeto dele por meio daquelas palavras tão singelas.
No entanto, ainda é cedo para ela falar alguma coisa. Depois do jantar que rolou em um clima estranho, ele ainda com vergonha e sem jeito, Tina e Edu vão dormir.
— Boa noite, Tina.
— Boa noite, Eduzinho.
Edu se vira para o lado e não se contém de tanta felicidade. Ele não estava crendo que ela tinha acabado.de chamá-lo de "Eduzinho". Assim, vai dormir com a alma lavada.
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