Como se fosse Inverno e Verão.

7 7. Primeiro dia em uma escola nova.


Notas iniciais
O que será que vai acontecer nessa escola nova?

Eu passei o dia todo em casa lendo o livro (Pollyanna), eu já havia lido-o umas cinco vezes, quando eu estava na parte que ela sofre o acidente, percebi que já estava tarde e fui arrumar meu material escolar, que minha avó havia comprado.

No dia seguinte eu acordei cedo, ao descer as escadas fiquei surpresa ao ver minha avó já acordada, tomamos café juntas, pelo que pude notar até conseguíamos comer para nos manter vivos, mas nada era muito saboroso.

— Dayana, seu carro está na garagem, mas antes quero que você saiba que Michael ira com você para a escola, pois ele não tem carro.

— É serio? Eu acho isso ótimo. – Falei com um sorriso, mesmo sem conhece-lo direito, seria mais fácil entrar em uma escola nova com alguém conhecido.

— Sabia que você iria gostar, tenho certeza que vocês serão grandes amigos.

Depois de me arrumar desci para esperar Michael, mas ele já estava a minha espera.

— Oi Day!

— Oi como vai?! – Falei alegremente, notando a intimidade ao abreviar meu nome.

— Bem, podemos ir?

Depois que nós nos despedimos de minha avó fomos para garagem pegar o carro, havia dois, logo reconheci o de minha avó, o outro se mantinha coberto.

— Esse deve ser o meu? – Chutei.

Quando tiramos a capa do carro surgiu um citroen C4 vinho, ao entrar vimos que minha avó tinha deixado um mapa indicando como chegar até a escola.

— Para que vovó deixou esse mapa? Você poderia falar o caminho.

— É o meu primeiro dia também.

— Serio? Por isso vovó comentou das duas vagas.

A escola não foi difícil de chegar, o difícil mesmo foi encontra uma vaga no estacionamento, tinha todo o tipo de carro.

— Vou confesar, fiquei surpreso ao ver como dirigi bem, achei pelo que Miranda comentou que ainda não tem idade nem pra dirigir. — Comentou enquanto nos encaminhávamos para secretaria da escola.

— Não tenho mesmo carteira, por hora apenas essa autorização da minha avó, que vou ser bem sincera me chocou um pouco, mas sempre dirigi o carro de mamãe, claro não em lugares movimentados, mas me viro bem.

— Por favor, gostaria de saber qual é a nossa sala. — Falou Michael se voltando para secretaria.

— Seus nomes, por favor.

— Michael Ciller.

— Dayana Cupper.

— Claro, os novatos, vocês estão na sala 05, 2° grau, e aproposito vocês fazem um casal lindo.

Na hora senti minhas bochechas arderem, tinha certeza que eu estava vermelha, como ela era desagradável nem nos conhecia, poderíamos ser irmãos. Quando chegamos na frente da sala de aula o professor mandou nós ficarmos esperando do lado de fora, para que ele nos apresenta-se de uma vez só, para todos da sala, ficamos esperando e quando ele começou a falar eu pude ouvir pela porta.

— Queridos alunos, gostaria de comunicar que vocês vão ter mais dois colegas na turma, Michael Ciller. — Quando ele entrou ouvi vários suspiros. — E Dayana Cupper. — Quando eu entrei e fiquei ao seu lado vi vários olhares vindos em minha direção e percebi que todos acharam a mesma coisa que a secretaria da escola.

— Meu nome é Douglas Garcia sou o professor de Química, por favor, queiram se sentar naquele lugar vago.

Ele apontou para um lugar no fundo da sala, e nos encaminhamos até lá. Depois de uns 50 minutos que já havia começado a aula, a porta bateu, o professor abriu e quem entrou era alguém que eu sabia que já tinha visto antes, é claro, era...

— Senhor Leçouna, isso é horas de chegar? Já é a terceira vez que você se atrasa.

Era ele, Jared, tão bonito. Ele se sentou do lado de uma menina de pele clara, cabelos pretos e escorridos até a cintura, sua aparência era bonita e jovem. Ela se virou para ele e lhe deu um beijo, ele a empurrou lentamente.

— Perdoe-me mas estava muito transito.

— Antes de você interromper eu já ia explicar para a turma que vocês iram ter que fazer um projeto para me entregar na próxima semana, que valerá 20% da nota de vocês, e namoradinha do Jared.

— Meu nome é Kerolaine. – Falou ela irritada.

— Tanto faz, dessa vez você não fará o trabalho com ele.

— Por quê?

— Porque eu to mandando, você fará o trabalho com o novato, o Michael.

— E o Jared?

— Fará com a Dayana, e senhorita Cupper, não precisa se preocupar ele é atrasado mas é inteligente. — Todos da sala começaram a rir. Ao ouvir meu nome ele logo olhou para traz, quando seus olhos me encontraram sua boca sorrio para mim, o sinal para a troca de aula tocou e sua atenção voltou-se para sua namorada. As outras aulas passaram rapidamente, mas eu não estava prestando muita atenção, quando o sinal para o intervalo tocou Jared e sua namorada veio em nossa direção, ela era ainda mais bonita de perto.

— Prazer eu sou Kerolaine, mas podem me chamar de Kelly. — Ela acenou para mim, e eu o retribui.

— Eu sou Dayana e esse é Michael.

— E eu como vocês podem ter percebido sou o Jared, mas nós viemos convidar vocês para ficarem no intervalo com a gente.

— Pode ser já que vamos ter que fazer o trabalho juntos. E você Day? -Perguntou Michael.

— Claro para mim esta ótimo, mas vocês sabem por que o professor não me colocou com a Kelly e Michael com o Jared? — Perguntei um tanto curiosa.

— Porque ele é tio dela e gosta de pirraça. – Respondeu Jared.

— E acha que com isso eu vou ficar com ciúmes, afinal não tem nem motivos, você namora o Michael...

— Nós não somos namorados.

— É, eu e Day somos só amigos.

— Vamos? – Perguntou Jared, tentando mudar de assusto.

— OK – Respondi.

Kelly saiu da sala com uma cara horrível enquanto Jared saiu rindo da gafe que ela havia cometido, nós fomos logo atrás deles para a cantina, nem eu nem Michael compramos nada enquanto Jared e Kelly foram. Eu não ia pergunta nada, mas estava muito curiosa para saber por que Michael também não havia ido comprar alguma coisa para comer, pois se fosse dinheiro eu poderia emprestar para ele.

— Por que você também não vai? Eu fico aqui esperando sozinha. — Ele começou a rir. — Por que esta rindo? – Eu quis saber.

— Você ainda não percebeu? Eu sou igual a você.

— Eu ainda não tinha certeza, mas...

— Quando voltarmos para sua casa eu explico tudo, olha eles já estão voltando.

Quando eles chegaram, Jared se sentou do meu lado e quando Kelly ia se sentando ao seu lado ele disse que seria melhor ela sentar-se junto a Michael para já irem combinando o que iriam fazer no trabalho, quando eles começaram a conversar Jared se voltou para mim.

—Senti saudades. – Falou ele tão baixo que foi difícil entender.

— Para de mentir. – Falei me virando para ficar fronte a ele.

—Não to mentindo.

—Ok. Finge que eu acredito. — Falei um pouco brava com a petulância dele. — Por que você se apresentou hoje se eu já te conhecia? — Quis saber.

— Porque a Kelly é muito ciumenta e iria fazer um interrogatório se soubesse que já nos conhecíamos.

— É eu pude perceber que ela é um pouquinho ciumenta. — Notei que já não estava mais irritada.

— Um pouquinho é apelido, mas mudando de assunto, você disse que agora está morando com sua avó? É a dona Miranda?

— Sim, por quê?

— Ela é muito jovem para já ter tido uma filha, mas ela já é avó?

E agora o que eu ia dizer, qual seria a explicação para isso, afinal tinha alguma?

—É complicado.

—Você não pode me contar? – Ele quis saber.

—Acho que minha avó não ficaria muito feliz se eu contasse.

—OK. Então está combinado?

—O que?

—Fazer o trabalho quarta-feira na minha casa?

—Acho que sim. — Responde sem pensar direito.

Notas finais
Espero que estejam gostando, sei que os capítulos são um pouco curto, mas é a forma que mais gosto de escrever. Alguma sugestão? Pode comentar.