Notas iniciais
Que tal conhecermos mais alguns personagens?

Ao chegar em casa percebi que meus olhos e meus dentes já havia voltado ao normal, fui tomar banho para relaxar um pouco, a água estava tão quente que fez minha pele branca ficar vermelha, depois do banho fui me deitar.

Tive outro sonho estranho, estava com medo, muito assustada, uma voz me chamava. Acordei assustada, quem será que era dono daquela linda voz?

Levantei e abri a janela, vi que estava amanhecendo e o sol começou a invadir meu quarto, fui até um espelho grande que havia em minha parede e fui me olhar, sem dúvida eu estava mais bonita e mais branca. Ao ver o sol me veio a mente os acontecidos do dia anterior, tinha que ter certeza de que eu me queimaria ao sol, coloquei meu braço exposto, minha pele começou a ficar avermelhada até que foi queimando, a dor era horrível, segurei minha boca com a outra mão para o grito não sair, então sai do sol, pude ver que aos pouco minha pele parou de queimar e começou a parecer que radiava de tão bela que estava, até que se recuperou totalmente.

O telefone tocou, olhei para o relógio eram umas seis horas da manhã, então sai correndo para atender, pois não queria que ninguém acordasse.

— Alô? – Atendi de pressa.

— Dayana?

— Oi querida é sua avó.

— Vó! Isso são horas? – Perguntei contende de ver que era ela ao telefone.

— Desculpa mas que horas são?

— 6 horas – Respondi rindo.

— Eu não sabia que era tão cedo, mas mudando de assunto, muitas felicidades minha querida como ta se sentindo com 16 anos?

Eu confiava muito na minha avó, sempre foi minha confidente, sempre contava tudo para ela, confiava plenamente em seu julgamento, então contei tudo, do sol as prezas.

— Querida chame sua mãe que preciso falar com ela. – Falou depois que eu terminei de contar tudo.

— Mais ela está...

— Chama ela por favor. — Eu vi pela voz dela que era algo urgente então fui correndo chamar minha mãe.

— Mãe! – Gritei.

— Que foi menina? – Falou ela um pouco assustada.

— É a vovó no telefone.

Ao dizer isso passei o telefone para minha mãe que atendeu meio grogue. Ela ficou quase meia hora no telefone e quando desligo foi para sala onde eu e a Nanda já estávamos à espera dela.

— Dayana comece a arrumar suas coisas, pois você vai ir morar com a sua avó aparte de amanhã.

— Que? Mais...

— Fernanda ajude sua irmã e ligue para a Sofia que sei que pode ajudar também.

Depois disso minha mãe ficou no quarto o tempo todo enquanto arrumávamos minhas coisas, de vez em quando ouvíamos alguns soluços que eu reconheci que era o choro de minha mãe. Ficamos embalando as minhas coisas até por volta das duas horas da manhã, Sofia e Fernanda dormiram comigo como uma despedida.

Estava na ponta de um penhasco e lá embaixo tinha uma água negra e violenta que batia nas pedras com força.

— Temos que pular.

— Se eu pular eu morro! — Eu gritava.

— Você não vai morrer.

Eu não sei o motivo mas eu sentia que tinha que obedecer, meus cabelos estavam soltos, e eu estava trajando um vestido longo e branco, eu pulei... Eu ia morrer...

— Ah!!!!

— O que foi Dayana?

Falaram Nanda e Sofia juntas pulando da cama e indo até mim.

— Só foi um pesadelo, me perdoe ter acordado vocês.

Elas voltaram a dormi, mas eu não consegui, fiquei acordada o resto da madrugada pensando no sonho, e aquela voz, o que ara aquela voz?

***

Chegou à hora da despedida, todos estavam chorando, até a Paloma foi para o aeroporto.

“Passageiros do vôo para Urubici (Santa Catarina) se encaminhem para o portão seis”

— É seu avião querida, e me perdoe não te explicar o motivo da viagem, chegando lá ira entender tudo.

Despedi-me de todos e fui para o portão, entrando no avião sentei no meu banco e dormir um pouco, acordei assustado com outro pesadelo.

“Todos os passageiros coloquem o sinto de segurança, pois já vamos pousar”

Coloquei o sinto e aguardei o avião pousar, quando sai logo vi minha avó, não me lembrava de ela ser tão bonita e jovem, parecia ser mais nova que minha mãe e logo ao lado dela estava o sonho de todas as garotas, olhos verdes, pele branca e cabelos escuros.

— Dayana! — Minha avó veio em minha direção, pegou minhas malas e passou para o rapaz e me deu um abraço bem longo.

— Esse é o Michael, um amigo da família.

— Prazer, eu me chamo Dayana.

Eu estendi a minha mão para que ele a apertasse, mas ao invés disso passou o braço em meu pescoço e me deu um abraço. Nesse momento tudo que estava em minha volta saiu de foco e de repente eu estava na frente de uma casa onde havia uma floresta ao lado, depois tudo volto ao normal e Michael já havia me soltado, ele e minha avó me olhavam, com um olhar espantado.

— O que aconteceu? – Perguntou vovó.

— Não sei bem ao certo, mas de repente, tudo saio de foco e parecia que eu estava na frente de uma casa e ao lado dela havia uma floresta. — Eles se entre olharam.

— Acho que é melhor a gente ir. – Falou Michael enrugando a testa.

— Claro, vamos. – Respondeu vovó.

Entramos em um Celta vermelho que imaginei que seria de minha avó, ela foi dirigindo e eu e Michael fomos no banco de traz. No caminho inteiro ele fez varias perguntas, depois de um tempo o carro estacionou na frente de uma casa, mas o que era aquilo? Era a casa que eu tinha visto no aeroporto.

— Vó foi essa a casa que eu vi.

E vovó e Michael se entre olharam novamente.

Notas finais
O que será que está acontecendo com Dayana, será que no próximo capitulo ela vai intender melhor o porque dessa mudança repentina?