Jared Leçouna.

Quando Michael foi até minha casa, quase morri, achava que para ele ter ido até lá, deveria ser uma noticia muito ruim, pensei que os Bruxos a aviam pegado. Então ele me passou o recado de Dayana, no bilhete dizia que ela queria me encontrar no nosso lugar, fiquei pensando, porque eu deveria ir? Indo estaria ariscando a vida dela, mas não resisti, tinha que olhar para ela, se ela avia marcado esse encontro sabia o que estava fazendo, e mesmo que não soubesse, que importância tinha, queria tanto ver ela, que doía.

Passar as noites sem sua presença era doloroso de mais, saber que ela estava sofrendo, que seus pesadelos à estavam perturbando e eu não podia estar lá para consolo-lá, ajudar, segurar seu corpo junto ao meu enquanto tremia de angustia e dor.

Precisava saber como ela estava, precisava, por ela, mas principalmente por mim, sei que era egoísta, mas nada importava, eu iria vela novamente.

***

Fiquei andando de um lado para o outro, vendo o céu cheio de estrelas e a água violenta que batia nas rochas, não aguentava de ansiedade, avia marcado quinze para meia noite, mas já estava lá desde que o sol começara a se por, tentei me distrair me transformando em águia, leão, até mesmo em um coelho, mas meus pensamento era apenas ela, então acabei ficando na minha forma natural. Tentei ficar sentado mas era impossível.

Então ouvi as arvores, agitadas, eu conhecia bem o som da natureza, e sabia que ela estava a caminho, estava sem relógio, não conseguia marcar as horas, mas sentia a presença dela, o vento soprava mais rápido, e lá estava ela, parada em minha frente, me olhando com seus olhos intensos e vermelhos que eu tanto admirava, ela usava um lindo vestido azul era longo e com o seu movimento se arrastava lentamente ao chão, nunca tinha visto com nada parecido, tão linda, cabelos soltos, um pouco arrepiado, por causa do vento. Ela sorriu e se aproximou.

Não consegui esperar que ela falasse, fui até seu encontro tirando qualquer distancia entre nos, com facilidade a abracei retirando seus pés do chão, tão pequena e delicada, sua pele tão fria em contato com meu corpo quente.

— Me perdoe. – Falou ela suavemente, pude ver o desespero em seus
olhos.

— Não peça desculpas, a culpa não é sua, que culpa temos de nos amar? — A coloquei no chão suavemente, beijando seus lábios, pude sentir seu corpo tremer.

— Eu sei meu amor, sei que não temos culpa, mas como vou conseguir casar com alguém, me deitar com alguém que não seja você?

— Podemos dar um jeito nisso, vamos fujir, agora, quando perceberem já estaremos bem longe daqui.

Então começou a chorar, um choro profundo e desesperado, lagrimas de sangue escorriam pelo seu rosto., enquanto seus olhos ficavam mais intensos.

— Como eu queria dizer sim, como eu queria correr e nunca mais voltar, esquecer tudo, esquecer todos, e ser apenas eu e você. Mas eu amo de mais minha família, amo de mais meus amigos, para ir e deixá-los sofrer as consequências, os Bruxos são muitos, e fortes, sem duvida nos acharia, sem duvida nos pegaria, e você seria morto, e isso não posso suportar, e me manteriam viva, para me usar como experimento. Esse será o nosso ultimo encontro. – Ela chorava freneticamente.

— Isso não pode estar acontecendo. — Falei desesperado.

— Mas está meu amor, se eu tivesse certeza que nada aconteceria com minha família e a sua, fugiria agora, para nunca mais voltar.

Eu peguei um lenço que guardava no bolso e comecei a limpar seu rosto ensanguentado, suas lagrimas eram mais grossas que o normal.

— Eu só vim aqui hoje, porque Thais esta do meu lado, sei que é arriscado só de vir aqui te ver, mas Thais é mais forte quando pega energia da natureza, então ela está bloqueando seu rastreio, e como eles não podem me ver, então vim.

Dayana estava mais calma, passando sua delicada mão em meu rosto, foi deixando pequenos rastros de beijos até chegar em meus lábios, retribui com mais intensidade, meu coração disparou, aquecendo ainda mais minha pele.

— Os Bruxos podem tirar muita coisa de mim, mas não podem tirar esse momento, eu quero ser sua, para sempre.

De primeiro momento não intendi, até ela segurar minha nunca, ela me queria, depois desse último mês a vendo tremer de dor em meus braços, não chegou nem passar na minha cabeça tentar algo a mais, mas o momento chegara, ela ariscará tudo para aquele momento, eu a queria, mais que qualquer coisa que já quis na vida, não parecia errado pra mim, ela me olhava com seus olhos vermelhos, tão profundo, que tinha certeza que podia ver minha alma.

Então a puxei para meu corpo, enquanto suas mãos pequenas retiravam minha blusa pela cabeça, meu peito nu se arrepiou com seu toque, meus dedos foram até o laço nas costas do vestido, descamarei nó por nó, assim que o último nó foi desfeito, seu vestido caiu como uma cascata, deslizando pelo seu corpo, por baixo dele avia apenas uma calcinha de renda, o resto do seu corpo estava nu, seus seios firmes, pele muito clara.

Seus braços voltaram a me envolver, meus lábios não deixavam sua pele, tentei ser o mais delicado possível, sabia que era sua primeira vez. Meu corpo tremia em contato com o dela, nada poderia ser melhor que aquele momento. — Eu te amo. – Falei em seu ouvido, minha voz estava tremula. Ela me apertou com mais força, pude perceber que sua pele estava mais quente, imaginei que seria por causa da minha, parecia um sonho aquele momento, ter ela nos meus braços, talvez não fosse assim que imaginava nossa primeira vez, mas não poderia ser mais perfeito, suas curva se encaixavam perfeitamente em mim, seus lábios rastros frio na minha pele pegando fogo.

— TE AMO. — Falou ela com um sorriso nos lábios.