Como se fosse Inverno e Verão.
20 20. Poema.
— Dayana. – Falou Jared no meu ouvido, estávamos todos na sala terminando os últimos preparativos para a festa. – Quero te levar a um lugar.
— Mas e a ...
— Esquece a festa um minuto, sei que darão conta sem você. – Ele tinha razão, mesmo a festa sendo amanhã todos estavam ali para ajudar, e fazia tempo que não ficávamos sozinhos.
— O.k. — Concordei me levantando, saindo bem devagar para que ninguém notasse.
— Quero te fazer um pedido. — Falou assim que saímos pela porta. — Gostaria de fazer uma surpresa, então peço que não faça perguntas e muito menos tente ver o que vai acontecer.
— Pode deixar não vou estragar a surpresa. — Disse ficando mais curiosa ainda, mas não iria estragar a surpresa, se fosse ao contrario também iria pedir isso, achei justo o pedido.
Fomos direto para a floresta, como prometi não fiz perguntas, e muito menos tentei visualizar o que poderia acontecer, entramos por um caminho que nunca tinha visto, a sua área verde era mais densa, como se ninguém nunca tivesse passado por ali.
— Tome cuidado está parte é um pouco complicado de se andar. – Alertou Jared assim que tropecei em uma raiz. Tive dificuldades em continuar a caminhada, mal tinha lugar para colocar o pé, sabia se fosse correndo passaria com leveza, mas não era momento para isso, então tentei acostumar meu corpo com o solo. Para ser onesta não sei por quanto tempo andamos, já que estava concentrada no caminho, mas sei que com certeza já fazia mais de hora, e antes que pudesse notar o mato alto avia cessado, as arvores agora estavam afastadas, me lembrava um pouco a campina que ficava perto da casa de vovó, se não fosse o penhasco que se estendia em nossa frente, nunca avia visto lugar tão bonito.
— Chegamos. — Anunciou, era fim de tarde o sol começará a se por, quase não conseguia me mexer com tamanha beleza. — Venha vamos nos sentar. — Ele pegou minha mão com delicadeza, fazendo com que ele e eu sentássemos na ponta do penhasco. Pude notar que abaixo dela havia um rio que batia nas pedras com violência, isso me causou arrepios, imagine se caísse daquela altura com certeza não sobreviveria, mesmo sendo vampira.
— Como você achou este lugar? – Perguntei curiosa.
— Sempre ando pela floresta, me acalma, me da forças, em um desses passeios estava em forma de uma águia, passei voando por aqui, encantado com a beleza do lugar, escolhi este lugar como meu refugio.
— Ele é maravilhoso.
— Te trouxe aqui, pois, escrevi um poema para você, sei que não faz meu estilo, e sei que não sou muito bom nisso, mas você não sai da minha cabeça, e um dias desses quando estava aqui me surgiu na mente, achei justo você ouvi-lo onde foi criado. — Falou com um sorriso tímido, estava muito curiosa para saber o que teria criado, Jared não era um bom escritor, notei nas aulas, era muito melhor com os números, mas se avia se esforçado tanto deveria ser muito especial.
“Como o inverno você chegou sorrateiramente sem que eu percebesse. Na noite escura vejo o brilho dos seus olhos intensos queimando minha alma.
No sol tão radiante, e com um toque me sinto como o verão tocando o inverno.
É como o eclipse do sol, você sendo a lua que me
encobre por um momento, e quando se vai deixa saudades.
É como um sonho no qual tenho medo de acordar.
É o motivo dos meus sorrisos.
O motivo de fazer planos.
O motivo no qual tenho forças para sobreviver."
Sem duvidas era um poema amador, talvez não poderia ser chamado como tal, mas isso não importava, meus olhos cheios de lágrimas de sangue, percorrendo meu rosto. Cada palavra escrita com amor, falada com carinho e sentida com paixão.
— Eu te amo. – Falei me inclinado em sua direção, então o beijei. — Te amo. — Falou ele em meus lábios, por mas que não fosse necessário as palavras serem ditas, já que estava sendo sentida. Nosso beijo começou a ser mas voraz, notei a necessidade dele de me tocar, de me sentir junto a ele, e sem pensar meus dedos já estavam a procura da barra de sua camisa, eu queria sentir seu peito nu contra meu corpo, finalmente consegui tirar sua camisa pela cabeça, podendo em fim sentir seu corpo quente, era engraçado como eu mal sentia as temperaturas, mas o toque dele era um choque de calor. Suas mãos finalmente subiram pela minha coxa, que naquele momento já estávamos deitados na grama, sua mão foi subindo deixando um rastro de calor. Então tudo saiu de foco. Estava tudo escuro, não conseguia ver nada na minha frente, então notei que estava sem ar, sufocando, até que não entrava mais ar em meus pulmões.
— Dayana. — Gritou Jared, meus olhos se abriram e meu ar voltou, ele estava sentado ao meu lado, segurando meu rosto.
— O que aconteceu?
— Tive uma visão. — Falei em duvida, pois não era nada parecido com que já tinha visto.
— Meu Deus, nunca te vi desse jeito, estava sem ar, pude notar. — Me sentei com calma arrumando meu vestido. Fui até ele e tentei beija-lo novamente, mas ele recuou.
— Acho melhor não, pode ser perigoso, você precisa se concentrar, e sei que se continuar sua concentração vai embora. Melhor irmos com calma.
— Sim, você está certo, temos todo tempo, preciso me conhecer melhor, não vou negar isso foi muito estranho. — Jared veio até mim e me abraçou, novamente tudo em minha volta sumiu, mas desta vez eu estava de frente ao espelho, os cabelos lisos.
— Vai dar tudo certo. — Era a voz de Jhony.
E antes que a visão pudesse continuar me concentrei e voltei a realidade, voltei aos braços que estavam me envolvendo, voltei para continuar sentindo nossos corações pulsando juntos.
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