Como se fosse Inverno e Verão.
13 13. Férias.
As ferias chegaram, estava morrendo de saudades de todos em São Paulo, por mais que as meninas aviam prometido vir me ver, só conseguiriam vir no fim do ano, e eu não podia esperar tanto tempo. Então decidi ir por 15 dias, achei que todos iam ficar feliz e concordar, mas a ideia de ir de carro não agradou muito, principalmente Michael, sempre muito protetor.
Mesmo assim quis correr o risco, mesmo ainda não tendo carteira me abracei na autorização de minha avó e fui rezando para não ser parada.
***
— Dayana! Dayana! Dayana! — Gritava Fernanda e Sofia na frente da minha antiga casa. Antiga, era tão estranho pensar assim agora.
— Como vocês me reconheceram de dentro do carro? — Digo saindo do carro.
— Eu liguei para a dona Miranda. — Disse Sofia pulando em cima de mim.
— Seu carro é lindo mana. – Falou Fernanda já dentro do carro. — Mamãe está lá dentro.
Quando entrei dentro de casa não consegui me segurar, um soluço saiu da minha garganta enquanto lagrimas de sangue escorriam pelo meu rosto, pude notar o olhar de espanto da minha mãe ao me ver sangra, mas logo esse olhas sumiu e deu lugar a um sorriso e um abraço.
Depois de todo drama inicial, tomei um banho e me instalei no meu antigo quarto, não conseguia parar de sorrir. Quando adentraram as três no meu quarto se amontoando em minha cama, me fazendo varias perguntas, nas quias tentei responder.
— Você já teve alguma visão com a gente? — Pergunta minha mãe.
— Na verdade, não. — Eu nunca tinha parado para pensar, mas era verdade, por que não tinha tido nenhuma visão delas? Apesar que ao decorrer desses meses eu não tinha visto muita coisa, apenas feches, ou coisas que sempre envolviam os meus amigos da escola.
Os 15 dias se passaram que mal notamos, todas nos divertimos muito, até mamãe ficou no meio da bagunça. A despedida foi sofrida, mais do que eu poderia imaginar, entrei no carro muito abalada, no meio do caminho tive que parar para abastecer e comer alguma coisa. Até que notei que já estava escurecendo, então decide ir um pouco mais rápido, não me preocupei, meus reflexos eram ótimos agora. Finalmente avia chegado na cidade, estava próxima da rua de minha avó, quando tudo virou um grande borrão, eu estava entrando em uma visão.
— Ela foi embora Kelly, embora! — Gritava Jared.
— E eu com isso? — Ela também gritava.
— Eu a amo você sabe disso, a Éllen também te falou e você não me libertou, eu não tive nem a chance de demonstrar meu afeto, de falar o que sinto. — Ele chorava.
— Agora ela se foi você não pode fazer mais nada, além de ficar comigo é claro. — Kelly ria.
— Nojenta! Você nunca vai ter meu amor! — Falou de uma forma que nunca imaginei que seria capaz.
— É isso que você quer? — Gritou de volta, agora com raiva no olhar.
— É! — Berrou ele.
— Jared Richard Leçouna, eu te liberto. — Ela arrancou o colar que sempre usava pude notar uma luz fraca saindo dele e jogou em Jared.
Nesse momento senti algo entrar em minha costela, meu corpo parecia que estava se abrindo, uma dor tão forte que acabei apagando.
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