Notas iniciais
Olá pessoal, está história escrevi á muito tempo, nunca tive um lugar onde me achava confortável para postar. Até que encontrei nesse site lindo, cheio de pessoas legais.
Espero que gostem, da minha criação.

Estava em uma floresta escura, onde não conseguia enxergar nada, a única coisa que eu conseguia ver era a lua e o céu cheio de estrelas.

Meus pés já estavam cansados de tanto correr, não sabia por quanto tempo mais eu ia conseguir fugir. Então notei uma luz forte, foi aí que eu percebi que não tinha mais saída, comecei a ir lentamente para minha esquerda de onde vinha aquela luz, eu sabia quem era os responsáveis pelo clarão, não tinha mais forças, eles tinham me achado.

Mas para minha surpresa vi dois olhos azuis, meus lábios formaram um largo sorriso e meu coração se acelerou, e sem pensar em mais nada, virei meu corpo e fui correndo na direção oposta da que estava indo, mesmo sabendo que poderia morrer se fosse para os olhos e não para luz, meus pés não me obedeciam.

Era aquilo que eu queria, era aquilo que meu coração estava clamando, implorando.

Mesmo com todo o perigo que estava correndo, talvez aquela fosse a saída, talvez isso fosse minha salvação.

— Dayana! Dayana! — Alguém chamava meu nome, eu reconheci a voz, mas meu coração e eu sabíamos que os olhos se fechariam, eu tinha que chegar o mais rápido possível.

— Dayana!!! Acorde... — Meus olhos se abriram e eu estava em meu quarto, à janela já estava aberta e o sol iluminava o rosto de minha mãe.

— Até que enfim achei que não ia mais acordar.

— Bom dia para a senhora também. – Falei ironicamente.

— Parabéns meu anjo que hoje está ficando mais velha.

— Já é hoje?

— Sim e pode ir levantando sua preguiçosa.

Minha mãe levantou da cama e saiu do quarto, fui para o banheiro escovar os dentes, lavei meu rosto e quando olhei para o espelho eu estava diferente, minha pele estava mais branca, parecia até gesso.

— E aí maninha como ta se sentindo com 16 anos?

— Bom dia Nanda, para falar a verdade to meio branca.

— É mesmo, parece até que você ta doente ou que viu um fantasma, melhor dizendo você parece o fantasma. – Falou rindo e mal olhando para mim.

— Também não exagera.

— Eu sei, estou brincando, toma seu presente, espero que goste. — Ela me deu um abraço e colocou a caixa em cima da cama.

— E não demora mamãe preparou um café delicioso.

— Pode deixar já vou descer. — E falando isso fui até a cama para abrir meu presente e Fernanda saiu do quarto fechando a porta. Era um CD de uma das bandas preferida de nós duas. “30 seconds to mars”.

Ao descer as escadas e ir para a cozinha vi que minha mãe estava chorando e Fernanda a estava consolando.

— Por que a mamãe está chorando? – Perguntei.

— Sei lá. – Respondeu Fernanda saindo de perto de nossa mãe.

— Que foi mãe?

— Eu me lembrei do seu pai, ele ia ficar tão orgulhoso em ver como você cresceu e viro essa moça linda e responsável.

— Não sei por que você ainda se preocupa Day, você sabe que sempre que uma de nós faz aniversário, mamãe sempre chora.

— É mãe não precisa ficar assim, onde papai estiver, estará olhando por nos.

Comecei a tomar café, mas nada que eu comia tinha gosto, tudo que eu mais gostava estava lá encime da mesa, mas o gosto não era o mesmo, na verdade eu quase não sentia gosto algum.

— Fernanda leve sua irmã para escola e tome conta para que ela não se meta em confusão.

— Mãe! Como pode pensar que eu iria me meter em alguma confusão? Será que não está me confundindo com a Nanda?

— Fernanda não se esqueça de ligar se algo der errado. – Falou mamãe me ignorando totalmente.

— Pode deixar mãe. — Fernanda saiu rindo, eu peguei minha mochila e ao sair bati a porta com força para ver se com o barulho o cérebro da minha mãe funcionaria melhor.

Notas finais
Esse primeiro capitulo foi feito para começarmos a conhecer nossos personagem, Dayana personagem principal é mais centrada enquanto a irmã, bem diferente dela, brincalhona.

Espero que gostem e fiquem a vontade para comentar, criticas construtivas são sempre bem vidas.