Jared e eu estávamos deitados em minha cama, abraçados. Já era janeiro de 2010, eu treinava agora constantemente, mas parecia que estava regredindo, sempre tendo as mesmas visões, sempre acordando em prantos. Estava tremendo, Jared me abraçou com mais força; aviamos estabelecido uma rotina, na qual ele vinha toda noite dormir comigo, nunca tivemos nada, por mas que já tivesse passado 1 mês desde que ele vinha dormir comigo, os sonhos eram tão violentos, eu me sentia tão fraca, que nem se abriu uma oportunidade para podermos ser um do outro.

— Tudo bem? — Perguntou me beijando.

— Não, vi os vultos novamente, como capas sobrevoando o céu. — Então me virei para encara-lo, estávamos de conchinha anteriormente. — O que será esses vultos? O que esta acontecendo com minha cabeça?

— O seus poderes devem estar se manifestando rápido de mais, sei que vai melhorar, você é forte vai conseguir, e eu estou aqui e sempre vou estar.

— Eu te amo tanto.

E antes que pudêssemos nos beijar novamente ouvimos a porta do quarto bater. Me levantei com relutância, Jared foi até o banheiro se trocar, ao abrir a porta me deparei com uma Sofia bem arrumada e com lagrimas nos olhos.

— Vim me despedir, e chamar o Jared para me levar até o aeroporto com o pessoal.

— Minha amiga sinto tanto não poder ir com você, te acompanhar até lá, mas estou tão mal, que tenho medo de prejudicar sua ida ao aeroporto.

— Tanta coisa aconteceu, e mesmo assim você está preocupada comigo, obrigada por ser minha amiga. — Então me abraçou, tentei conter as lagrimas para evitar sujar seu vestido claro. Sofia ia voltar para São Paulo, Fernanda que avia acabado as aulas decidiu ficar mais um pouco antes de decidir que curso faria para faculdade.

Me vi sentada sozinha no sofá da sala, Michael, Fernanda e Jared, aviam ido levar Sofia, vovó estava na casa de Jhony. Então fui até o centro da sala me sentando no chão, tentando me concentrar em esvaziar minha mente, quem visse de fora acharia que estava meditando, e não deixava de ser, mas queria não pensar em nada, queria aliviar minha cabeça que estava louca, cheia de imagens e barulhos, que nunca se encaixavam.

Ouvi um estampido do lado de fora, abri meu olhos e fui até a janela, Sofia deveria ter esquecido alguma coisa e voltaram para buscar, mas não me deparei com meu carro, que avia emprestado, e sim com varias vassouras pousando no chão, não sabia exatamente quantas, mas sem duvida eram mais de dez. Quando seus pés tocaram o chão notei as capas grossas e negras, que os encobriam.

— Tony guarde as vassouras, Thamires e Tais venham comigo e o restante monta guarda aqui fora. – Falou um homem alto, pele muito clara.

— Não vai bater? – Perguntou uma voz feminina e doce.

— Ela já sabe que estamos aqui. — Falou dando um meio sorriso.

E com um estrondo a porta se abriu, notei que ele queria mostrar quem manda, mostrar quão intimidador era. Nem me movi, não achei que valeria o esforço, já que sabiam que estava ali.

Eles entraram suavemente, o homem estava no meio, mostrando sua superioridade, retirou a capa revelando olhos negros, e cabelos igualmente negros, usava uma roupa muito elegante do século XVIII.

— Não sejam mal-educadas garotas. – Aquilo era uma ordem. A direita uma mulher esguia retirou sua capa, mostrando um vestido elegante vinho, também do século XVIII, era loira de olhos verdes, sua pele mais bronzeada que a do homem, não se deu ao trabalho de olhar para mim, seus cabelos prendiam em um coque muito elegante e usava uma maquiagem um pouco forte, a tornando autoritária. Fiquei tão hipnotizada que nem notei a outra mulher a sua esquerda retirando a capa, quando a vi já estava sem, ela se parecia com a loira, mas seus cabelos era castanhos escuros, soltos até a cintura. Seus olhos não consegui identificar a cor, por ser pequenos, mas deveria ser puxado pro castanho, se usava maquiagem era algo muito leve, quando viu que a observava deu um leve sorriso.

— Olá Srta. Cupper, uma pena não termos sidos apresentados antes, mas sou David. – Então aquele era o bruxo que todos temiam. – Essa é Thamires minha esposa. – Ele apontou para a loira, que continuou me ignorando. – E
essa é a Thais minha cunhada. – Ao me olhar Thais me deu outro sorriso gentil.

— Já sabemos de tudo. — Começou ele bem descontraído indo até o sofá. — Sei que você esta se relacionando com um metamorfo.

— Isso é mentira. — Tentei falar calmamente, sem sucesso.

— Não, não é mentira. — Se inclinou em minha direção como se fossemos amigos. — Kerolaine veio falar comigo, vou ser sincero, não acreditei, mas quando Jhony veio negar tudo, desconfiei, se não fosse nada porque teria o trabalho de vir até mim desmentir tudo? Tentei ver através de você, mas não consegui, então investiguei Jared, sempre desconfiei dessa nova raça, e consegui finalmente o rastrear, vi vocês juntos, tenho observado vocês.

— O que você quer que eu faça? Não posso controlar por quem me apaixono.

— Talvez você possa, que tal se afastar dele, e não o ver nunca mais? — Sorriu perversamente.

— E se eu não fizer isso? — Foi um erro ter dito essas palavras, David levantou a mão direita e de lá saiu uma luz azul atingindo o meu peito, eu comecei a me contorcer, era uma dor crucial doía tudo, cai no chão.

— David pare! – Gritou Thais.

— A queremos viva. – Falou Thamires calmamente, não parecia se importar muito. Ele parou, e se levantou do sofá, Thais correu ao meu encontro e posou minha cabeça em seu colo, parecia mesmo preocupada.

— Ela esta acordada? – Perguntou David a Thais.

— Sim.

— Isso que você sentiu não é nem um porcento do que posso fazer, então sugiro que me esculte.

— O... Que... Você.... Quer? – Tentei responder, minha voz estava fraca.

— Achei que era obvio, termine com seu metamorfo, não quero saber de ver vocês juntos novamente. E sei que Jhony é uma boa pessoa, acredito que não terá problemas em casar com ele não é mesmo, e caso não queira viver eternamente ao lado dele, não precisa se preocupar, é ter um filho dele que está livre. Ou não será você a próxima pessoa que sentirá dor, caso faço o que estou pedindo tão gentilmente, vou considerar deixar o metamorfo vivo.

Sabia que todos corriam risco, principalmente Jhony, Michael e vovó, meu corpo tremia, ainda pelo feitiço lançado em mim.

— Eu faço o que você quer. – Já estava aos prantos, pensando em como ia dar a noticia á Jared, em como Jhony se sentiria culpado por tudo.

— Após o seu aniversário, será realizado a cerimonia. – Falou David.

— Mas ela faz aniversário em Março, está muito longe. – Disse Thamires.

Como eles sabiam tanto assim da minha vida?

— Não estou com presa. – Alertou David

— Mas...

— Ela se casará com Jhony depois do aniversário, mas que fique bem claro, isso não significa que pode ficar com metamorfo até lá.

— Mas como você terá certeza que ela não ira velo? — Thamires parecia transtornada.

— Thais ficara aqui vigiando ela.

— Como assim? – Perguntou Thais.

— É o que você ouviu, ficara aqui de baba de uma vampira.

— David, ela não é confiável.

— Chega de me interromper, vamos. — Então os dois vestiram suas capas e saíram pela porta, David parou, parecendo mudar de ideia, e lançou um feitiço em mim, parecia que um fogo ardia minha pele, eu tremia.

— Calma Dayana. – Falou Thais assim que eles se foram, colocando suas mãos em meu peito. — Vou tirar sua dor.

E como magica, já não sentia mais dor, só tristeza e ódio por tudo que havia aconteceu.

Notas finais
O que acharam dos novos personagens. Espero que esteja agradando.