Notas iniciais
Esses primeiros capítulos é dedicado para conhecermos os personagens.

Entrei no carro, um Corola vermelho que era de minha mãe, Nanda que ia dirigindo, não fazia muito tempo que ela tinha completado 18 anos e conseguiu passar na alto — escola. Isso facilitava muito, antes tínhamos que pegar ônibus e a escola ficava uma meia hora de distância.

Não faltava muito para chegarmos e o sol começou a ficar mais forte, meu braço estava para fora da janela, o sol começou a arder em minha pele, até chegar um momento que eu não estava mais aguentando, quando retirei o braço vi que ele estava queimado.

— Nanda! – Gritei.

— O que foi?

— Olha meu braço!

— Não grita...

Mais quando ela virou a cabeça e viu meu braço freou o carro bruscamente, fazendo nossos corpos irem para frente.

— Meu Deus! O que é isso Dayana?

— Não sei. — Lágrimas começaram a descer pelo meu rosto.

—Dayana, seus olhos...Estão...Vermelhos.

—Que? Claro que não.

Falando isso ela abriu sua mochila e retirou um espelho, eu peguei e me olhei. Não quis acreditar era verdade, eles pareciam duas tochas de fogo, como isso poderia está acontecendo comigo? Mas eu tinha que me acalma, tudo não deveria passar de um reflexo do sol.

— Fernanda é melhor você voltar a dirigir ou vamos ficar atrasadas. — Ela acelerou o carro e voltamos para a estrada. Não falamos mais nada o resto do caminho, quando ela estacionou o carro me lembrei de algo e quebrei o silêncio.

— Como vou chegar até o portão da escola? O sol esta queimando minha pele, e meus olhos?

— Você sai correndo, só pare quando chegar na sombra e seus olhos já voltaram ao normal.

— OK.

Eu saí correndo, mas meus pés mal tocavam o chão, nunca avia corrido tão rápido assim, chegando na sombra olhei para os lados, parecia que ninguém avia notado, talvez fosse só minha imaginação.

— Oi Dayana. — Quando ouvi meu nome tomei um susto, me fezendo pular.

— Oi Paola.

— Desculpa pelo susto.

— Tudo bem. – Eu ainda arfava.

— Nossa! Como você esta linda, quando eu fiz 16 anos poderia ter ficado assim como você.

Ela me passou uma caixinha pequena, quando a abri lá dentro continha um par de brincos super fofos que eu estava namorando na vitrine já fazia dias.

— Muito obrigada. – Agradece abrasando-a.

— Eu sabia que você ia gosta, vi você olhando ele na vitrine da loja.

O dia estava meio estranho, quase a escola inteira veio me cumprimentar desejando-me um feliz aniversário, e olha que eu me lembrava de conhecer tirando minha irmã três pessoas, eu nunca fui uma pessoa muito popular.

Quando acabou a aula foi um alivio ver que não estava mais sol e minha pele do braço já avia melhorado, como, eu não sei. Já estava pensando o que eu iria fazer. Com certeza se isso continuasse a acontecer teria que passar no médico, será que avia adquirido uma sensibilidade ao sol? E ainda por cima minha amiga Sofia estava indo junto para me prepara para a festa, pois eu era um desastre quando o negocio era me arrumar, eu não queria festa, mas a Nanda insistiu e como ela não teve a dela.

Quando Fernanda fez 16 anos teve que ir para casa da minha avó que fica em Urubici (Santa Catarina), nem eu nem Fernanda entendeu o motivo, mas com isso ela não pode ter a sua festa, ela quase me implorou para que eu aceitasse fazer a minha, então acabei aceitando.

Chegando em casa eu e Sofia fomos direto para meu quarto, ela vivia mais na minha casa do que na dela, mas eu gostava disso, pelo menos tinha uma companhia. Ela sentou na cadeira que ficava na frete da mesinha onde estava meu notebook que eu havia ganhado no dia anterior de minha mãe.

— É lindo Day, já colocou internet? – Perguntou Sofia olhando para o notebook.

— Sim, como a Nanda já tinha, minha mãe puxo para cá. — Ela começou a mexer, primeiro olhou se ela tinha algum email depois olho se eu tinha.

— Day você recebeu um.

Ela saiu da cadeira e foi sentar na cama deixando o lugar para eu sentar e ler o que tinham me mandado.

"Dayana!

Não deu para mim te desejar um feliz aniversário, porque parece que todos os meninos decidiram te cumprimentar hoje.

Mas não é para menos você está linda, não que você era feia, mas hoje você está especialmente linda, como sempre.

Mas isso não importa, vou pedir pela milésima vez...

Aceita namorar comigo?

Te amo muito.

PS: Eu vou fantasiado de franquestem, a Sofia disse que você iria de vampiro e que ninguém poderia esta usando a mesma fantasia que você.

“Quem chegar com a mesma fantasia que ela não entra na festa”...

“Marcos”

— Não acredito que você disse isso! — Eu me virei para encará-la.

— É claro, e to certa, e mudando de assunto, e aí, vai aceitar o pedido dele?

— Não.

Como ela poderia pensar que eu aceitaria? Afinal eu sabia que ele gostava de Sofia e não de mim, ele me disse uma vez que fazia isso para ela ficar com ciúmes, porque não tinha coragem de dizer que na verdade ele a amava e não a mim. Sempre achei isso uma burrice, mas não posso negar, depois disso Sofia começou a reparar nele muito mais.

— Como não? Você nunca namorou com ninguém ou beijou alguém, você não acha que já esta na hora?

— Mais é claro que não, e principalmente com ele que é só um amigo para mim, e sabemos muito bem que você está gostando dele, acho que está na hora de a gente se arrumar para festa. — Falei por fim finalizando o assunto.

Notas finais
Espero que tenham gostado, nos próximos capítulos conheceremos melhor nossa protagonista.