Notas iniciais
Nem sei por onde começar. Eu sei que sumi, bem sumida, mas finalmente voltei para terminar a fanfic e tentar, postar uma nova (ainda estou estudando o assunto). Quero agradecer a todos os leitores que comentaram e quero também agradecer por todas as recomendações. Espero que gostem do final da fanfic e espero que nos encontremos (online) novamente :')

Três anos depois.

Olhei à minha volta sorrindo. Peguei a câmara fotográfica e mirei o palco enfeitado em tons de azul. Os formandos estavam sentados nas fileiras da frente, alinhados por turma. Seus nomes eram chamados um após o outro e os aplausos eram barulhentos naquele campus.

— Tobias Eaton!

Olhei através da câmara e foquei a lente em sua direção. Pressionei o botão no preciso momento em que meu futuro marido aceitava o seu diploma de graduação e em seguida deixei o aparelho com meu pai enquanto me levantava para aplaudi-lo. Sorri com orgulho ao vê-lo caminhar até mim e soltei um grito agudo quando ele me abraçou com força e nos rodopeou, levantando-me do chão.

— Parabéns! — Parabenizei com orgulho. Beijei-o e sorri ao ser correspondida. Ouvi um falso pigarrei-o e ri entre o beijo já sabendo que era meu pai.

— Sabe, não é porque ficaram noivos que podem se soltar assim não. Tris ainda é a minha princesinha e... — Ri ao ver que Sue o beijara, fazendo-o perder totalmente o raciocinio.

— Seu pai ainda vai me matar um dia. — Falou Tobias ao meu ouvido. Neguei e abracei-o.

— Não vai. Ele sabe que eu te amo demais para me impedir de ficar com você.

— Nós somos incompatéveis lembra? — Perguntou com um sorriso malicioso. Assenti.

— E é por isso que nos completamos tanto. — Respondi dando um selinho breve.

— Parabéns filho!

— Obrigado pai. — Agradeceu Tobias abraçando Robert.

— Eu estou tão orgulhosa de você!

— Não chora mãe. — Falou rindo enquando a abraçava.

— Sou sua mãe e acabei de ver a graduação do meu único filho. Tenho o direito de chorar o quanto eu quiser menino! — Ralhou dando um tapa em sua cabeça. Ri de sua reação ao correr para me abraçar.

— Você nunca vai mudar. — Disse recebendo um beijo no rosto.

— Você quer que eu mude? — Perguntou em meu ouvido.

— Nem um pouco.

— Beatrice Prior e Tobias Eaton! Venham aqui! — Chamou Valentina acompanhada de Zeke. Merda!

— Vamos lá de uma vez se não vou levar mais um tapa. — Sussurrou Tobias me fazendo rir. Fomos até eles e vi Valentina batendo o pé e remexendo no celular.

— Zeke, era suposto vocês relaxarem no paraíso. — Disse Tobias recebendo um olhar mortal de Valentina.

— E relaxamos. — Afirmou Zeke. — Antes do surto nós queríamos agradecer pelo barco.

— Ah, é verdade! É tudo lindo lá. E a Lizzie é super legal como você falou Tris. Queremos lá voltar numa segunda lua de mel. — Disse Valentina me abraçando e voltando à posição inicial. — Agora vamos ao surto. O que isto fazia numa das suítes do iate? — Perguntou me estendendo o celular. Arregalei os olhos e mostrei a imagem do meu sutiã a Tobias que olhou e começou a rir como se tivessem contado a piada mais engraçada do mundo.

— Isso foi... Er... — Eu não sabia como explicar. Eu não tinha revelado aquela parte da noite quando contei a Valentina do meu fim de semana perfeito.

— É meu! — Falou Tobias de repente. Prendi o riso e escondi meu rosto em seu peito. Aquilo ia dar merda.

— Seu Tobias? Você tem fetiches por sutiãs agora? — Perguntou Valentina desconfiada. Seu olhar era mortal e eu sabia o que aquilo queria dizer.

— Você por acaso sabia que na falta de algemas ou uma gravata os sutiãs desempenham muito bem o papel? Você nunca experimentou? — Perguntou olhando Zeke como se pedindo ajuda.

— Você acha que eu ia deixar os meus sutiãs perfeitos nas mãos deste safado? Para ficar tudo destruído? — Perguntou apontando para o marido que sorriu convencido. Ele sabia o que ela ia dizer. — Já bastam as calcinhas! — Comecei a rir descontroladamente como uma retardada. Valentina não tomava jeito nem casada!

— Se não fez, devia experimentar. — Falou Tobias. — E a gente também gatinha. — Sussurrou no meu ouvido. Parei de rir e comecei a tossir falsamente para disfarçar o rubor que me tomava a face.

— Enfim. Quando a gente pode lá voltar amor? — Perguntou abraçando-se a Zeke.

— Quando você quiser.

— Vai ter casa para vocês lá. — Disse Tobias. Eu sorri concordando.

— Ainda não acredito que vá viver para tão longe de mim. — Resmungou Valentina me olhando. Olhei-a incrédula e ri sarcásticamente.

— Longe? Nós estamos na Carolina do Norte Val! A gente vai se mudar e vai ficar a 20 minutos da cidade de carro. Ainda acha longe? — Perguntei abraçando-a. Ela negou e sorriu.

— Ainda não acredito que casei primeiro que você. — Resmungou desacreditada.

— Mas eu noivei primeiro. — Falei convencida enquanto mostrava o anel perfeito em meu dedo.

— Não vejo a hora de engravidar e ter uma menininha. Quero ensinar tudo pra ela. — Falou empolgada. Eu sabia que eles vinham tentando ultimamente.

— Nem tudo Valentina! — Negou Zeke rapidamente. Ri de onde aquilo ia dar.

— Tudo sim. Quero a nossa princesa bem informada. Principalmente em relação à sexualidade. É muito importante que ela saiba o que os homens são capazes de fazer.

— Não tão cedo. Não mesmo.

— Aguenta meu amigo! — Suspirou Tobias dando um tapinha em seu ombro. Zeke fez uma careta e beijou Valentina para que ela parasse de falar.

— Pai, tira uma foto da gente? — Perguntei chamando-o.

— Posicionem-se. — Pediu sorridente. Juntei-me mais a Tobias e logo ouvi meu pai dizer. — Olha essa mão na minha filha moleque! — Ri sem me importar com a fotografia e puxei Tobias para um beijo.

Eu não era mais aquela mulher certinha que tinha a necessidade de ter o controle sobre tudo na sua vida. Eu tinha mudado tanto como a minha vida nos últimos anos. Mudanças são boas, principalmente quando elas nos trazem pessoas que podemos amar. Eu não devia ter ficado com tanto medo quando a vida me trouxe um garoto mimado, filho de papai. Foi uma dádiva. Uma pessoa que eu aprendi a amar incondicionalmente. Um homem por quem irei me apaixonar todos os dias. De novo e de novo.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!