Como pude odia-lo ???

62 Ir pra cama com Malfoy?


Notas iniciais
Oi pessoas. Tem um capitulo novo. Decepcionada com vocês.

Gina comeu o que o elfo lhe trouxe em paz como ele mesmo disse. O prisioneiro da cela da frente não a assediou verbalmente durante sua refeição. Só naquele momento que ela notara com estava realmente com muita fome. Não comia há umas vinte horas, mais ou menos.
A comida que o elfo lhe trouxe, por mais simples que fosse estava divina e foi como um manjar dos deuses no estômago faminto da garota.
Quando terminou, colocou a bandeja para o lado e refletiu sobre o elfo por alguns minutos. Ele parecia diferente dos demais, menos triste talvez. E a maneira como ele ficou emocionado quando Gina agradecera foi linda. Nesse momento ela parou para pensar que os elfos realmente nunca eram recompensados pelo seu trabalho.
Ela teve vontade de adotar aquele pequeno ser de olhos grandes. Dobby, ele disse ser esse o seu nome.
Depois ela voltou sua mente para a sua própria situação. Se a do elfo era ruim, a sua era um tanto pior. Novamente sua mente ficou vazia, não tinha nenhuma maneira aparente de ela escapar, não sozinha e sem varinha.
Quase uma hora depois que os elfos trouxeram comida Gina deitou-se no chão gelado de sua cela, olhou para o teto de pedra e ficou ali por uns instantes. Até que ouviu a voz esganiçada novamente.
– Senhorita! – chamou o elfo.
Ela sentou imediatamente.
– Sim? – perguntou ela intrigada pelo motivo que o elfo voltara.
– Dobby não queria acordar a senhorita, Dobby pede desculpas.
– Tudo bem, eu estava acordada.
– Dobby veio seguindo as ordens do menino Malfoy novamente. Pediu que Dobby levasse a senhorita para ele.
– O que ele quer? – perguntou Gina já na defensiva.
– Dobby não sabe.
Gina analisou a situação, qualquer coisa era melhor do que ficar ali naquela cela imunda tendo que aturar as provocações de um prisioneiro tarado louco que já estava acordando de novo. Decidiu que iria junto com o elfo. Talvez até pudesse ter uma luz de como sair daquele lugar.
– Está bem.
O pequeno elfo encarou a porta e murmurou alguma coisa, e com um clic a porta da cela abriu como se nunca tivesse sido trancada antes.
– Então a gostosa vai sair da cela?! Não quer vir aqui pro meu lado não? A gente pode se divertir um bocado. Você pode me chupar e tudo! –ele suspirou, como se imaginasse a cena – E depois eu te deixo louquinha.
O homem, que já estava resmungando há bastante tempo, acordara de vez e voltou com a corda toda para assediar Gina. Ela grunhiu e o encarou.
O elfo se virou enfurecido para ele.
– Dobby disse pra ficara calado! – então estalou os dedos novamente, e dessa vez o sujeito pareceu levar um soco porque até caiu de costas.
– Obrigada de novo. – agradeceu Gina.
E se fosse possível, o elfo corou.
– Então, você disse que Draco queria me ver. Vamos?
– Logo iremos. Mas antes Dobby tem que seguir o protocolo de segurança. E vai ter que colocar um cordão guoy na senhorita.
– Cordão guoy? –Gina fez cara de confusa – O que é isso? – nunca tinha ouvido falar naquilo nem em nada com nome parecido.
– É esse cordão aqui – Dobby o tirou do meio de suas vestes.
Era uma espécie de colar bem simples, era todo vermelho e parecia feito de couro ou alguma coisa do tipo. Tinha a grossura de um dedo humano mais ou menos.
– Dobby terá que colocá-lo na senhorita. Ele serve para impedir que a senhorita tente fugir da propriedade, se tentar ele irá começar a se apertar. Ele também funciona como um comando obrigatório, tudo que o senhor do cordão manda-la fazer a senhorita terá que fazer, ou então ele irá ficar tão apertado que a senhorita não conseguirá mais respirar e acabará morrendo. Dobby poderá colocá-lo porque tem autorização do senhor desse cordão, mas só o senhor do cordão pode colocá-lo ou tira-lo. O senhor desse cordão é o menino Malfoy.
– Então, se eu tentar qualquer coisa vou morrer asfixiada?
– Sim senhorita.
– Se é o único jeito...
Gina sentada no chão ficava da altura do elfo. Ela se inclinou para frente e Dobby colocou o cordão em seu pescoço. Imediatamente ela o sentiu encolher até ficar justo em seu pescoço, nada muito apertado, apenas justo.
O elfo deu um passo para trás. Colocou as mãos sobre as correntes de Gina que se soltaram com outro clic metálico e caíram no chão.
– Agora a senhorita deve seguir Dobby. – disse o elfo.
Ambos saíram da cela. Gina se espantou com o comprimento do corredor. Caminharam na direção que Draco viera na única vez que aparecera ali. Alguns minutos depois e ambos se encontravam diante de uma escada, subiram.
A escada terminava no que parecia ser uma passagem lateral de um corredor maior. O elfo seguiu para a esquerda, e depois de uns passos dobrou a direita. Os corredores pareciam labirintos enormes e eram todos iguais, uma decoração escura e apavorante mas Gina não pode negar que era de muito bom gosto.
Dobby parecia saber o caminho de cor, o que Gina não duvidou, então o seguiu por mais um tempo. Logo chegaram a frente de uma grande porta de madeira, Dobby bateu e entrou.
O cômodo em que entraram era uma enorme sala de estar, com grandes sofás e inúmeros quadros nas paredes. Havia uma lareira com um fogo baixo e amplas janelas abertas, a noite escura era vista através do vidro.
– Senhor, aqui está ela. – Disse o elfo.
– Ótimo. Está dispensado Dobby. –Disse Draco
O elfo saiu.
Na sala estavam apenas Draco e outras duas pessoas, seus pais.
– O que você... – começou Gina.
– Calada. – disse Draco.
Gina fechou a boca assim que sentiu o cordão guoy apertar, ele apertou e depois voltou ao normal.
– Então o Lorde das trevas lhe deu permissão para isso? – perguntou a mulher, mãe de Draco.
– Já expliquei mãe. – disse o garoto como se repetisse aquilo pela centésima vez, o que provavelmente era verdade.
– Devemos encarar como um sinal de confiança ainda maior, nosso filho foi escolhido para essa missão e agora obtém essa honra, Ciça. – disse Lúcio.
– Está bem, mas ainda não gosto da ideia de nosso filho se divertir com ela. – disse ela.
– Tudo bem – disse Draco fugindo de uma longa discussão. – Vamos, garota.
Gina não se mexeu até o cordão começar a apertar, então saiu atrás de Draco por uma porta lateral menor.
Seguiram por um corredor igual aos de antes. Gina já estava perdida.
– Então vejo que está tendo que me obedecer agora, Weasley.
Gina não podia responder porque ele a mandara ficar calada, então apenas lançou um olhar furioso. Seguiram em frente. Viraram em uma esquina que tinha guardas, e Gina viu que no fim do corredor que haviam entrado havia outros, dos dois lados. No corredor só tinha uma porta. Caminharam um pouquinho, então Draco sussurrou para que só ela ouvisse.
– Me beija. Me beija loucamente como se quisesse ir pra cama comigo agora.
Ela se recusou a fazer aquilo. Aguentou o cordão apertando até onde conseguiu, mas aquilo era mais forte que ela, muito mais forte. Ela cedeu e o beijou. E ele a beijou de volta com tudo que tem direito, línguas e mãos.
Quando ela tentou se separar dele, o loiro a segurou pela cintura e ordenou:
– Não para até eu dizer que pode.
Então ela continuou, a cada beijo tinha nojo daquele garoto e mais ainda da situação em que estava, ele era bonito, mas mesmo assim ela não queria trair o namorado. Ela amava Harry, apenas o Harry. Só que se ela parasse de beijar Draco por muito tempo, parava de respirar junto.
Draco a pegou no colo segurando a apertando suas coxas com força. Por mais nojo que estivesse, ela tinha que admitir que ele tinha pegada.
Os dois continuaram se beijando enquanto Draco a levava no colo pelo corredor. Colocou ela apoiada de costas em uma parede e enfiou a mão por baixo da blusa de Gina, apertando seu seio esquerdo por cima do sutiã, e involuntariamente Gina gemeu.
Ela queria se matar, não podia acreditar que estava traindo Harry, mesmo que obrigada, ela estava fazendo aquilo conscientemente, só que se parasse sofreria as consequências. Morreria.
Draco apertou seu peito de novo, e ela gemeu mais alto. Morrendo de raiva do loiro pelo que ele estava fazendo, ela o mordeu com força enquanto se beijavam, o que fez com que ele levasse um susto e virasse depressa com ela no colo, a jogando contra a única porta do corredor e entraram no cômodo.
Quando entrou, fechou a porta. E largou Gina no chão, ela caiu sentada com cara de idiota e vermelha de raiva.
Draco foi mais para frente com a mão na boca.
E Gina agarrou o cordão guoy quando o sentiu apertar, por dois motivos: um, tinha prado de beijar Draco e dois, estava tentando falar isso a ele.
– Pode parar de me agarrar e voltar a falar! – disse ele ainda com a mão na boca.
Gina caiu de costas respirando novamente.
– Que merda foi essa? Você me mordeu! Você me mordeu mesmo! – ele estava incrédulo.
Gina levantou.
– E vou fazer muito pior! – ela foi na direção do loiro pronta para acabar com ele.
– Não se atreva!
O cordão guoy apertou e Gina parou, maldita porcaria que estava no pescoço dela.
– O que foi isso que acabou de acontecer? – perguntou ela, ainda não entendera o ocorrido.
– Deixa eu te explicar, querida – disse Draco – Você está aqui no meu quarto porque eu pedi autorização pra me divertir com você por enquanto. E isso aqui acabou de ser uma prova pra todo mundo de que a gente “está fodendo” nesse exato momento. – disse ele fazendo aspas com as mãos. – Aquele bando de guardas fofoqueiros já deve estar espalhando.
– Por que você fez isso?
– Na verdade eu fiquei com pena de você, mandei o Dobby te levar uma comida descente e ele veio me contar o que o cara da sua frente estava fazendo, e eu fiquei com mais pena de você. Inventei essa mentira de querer te comer só pra você poder ficar aqui, confortável. E aí você me morde!
– O que você queria? Fogos de artifício?
– Só um “valeu” já ia estar bom.
– Valeu por me sequestrar, me colocar numa cela imunda com um tarado na frente depois ainda tentar me estuprar. –disse com o nariz empinado.
– De nada – respondeu Draco. – O sofá é seu.
Ele jogou para ela um travesseiro, um lençol e uma coberta.
Nesse momento que Gina olhou para o quarto. Era enorme e todo decorado com motivos da sonserina, tinha grandes janelas com cortinas grosas, uma porta que devia ser um banheiro, um mini escritório biblioteca num canto, um grande guarda-roupas, uma cama que cabiam no mínimo umas cinco pessoas, e só no sofá podiam dormir duas Ginas tranquilamente.
Ela arrumou o sofá para poder dormir.
– Você está imunda. – disse Draco.
– Obrigada. – respondeu grossa.
– Coloca isso. – ele lhe deu algumas roupas femininas.
Nada como Gina costumava usar, eram sexys e coladas tinha até uma camisola preta muito vulgar.
– Onde você arrumou isso?
– Bella que arrumou.
Então ele tirou a camisa e se deitou na cama. Mas antes disse:

– Não chegue perto de mim a noite. Só pra garantir.

Notas finais
Poxa gente eu faço os capítulos com o maior carinho, principalmente agora que a fic ta indo pra reta final (sim, está indo pro final) e vcs nem pra comentar direito? Cada vez o numero de comentários ta menor, assim o final vai acabar sendo ruim se vcs não me inspirarem. Magoada.