Notas iniciais
Oie pessoas! Só pra avisar vocês que eu to curtindo a minha viagem das oitavas!!! *-* Bom, eu decidi deixar essa postagem programada por que não achei justo vocês ficaram sem fic por muito tempo. Ah, e eu também tenho que lhes dar enho um recado lá embaixo. É isso. Boa leitura!

Normalmente depois de se dizer eu te amo para a pessoa amada, quem se declarou sente-se muito feliz, corre até a pessoa e a beija ou no mínimo algo do tipo. Mas não foi o que aconteceu com Harry, definitivamente não.

Não era daquela maneira que ele tinha planejada dizer o primeiro eu te amo a Gina, com certeza era de uma maneira muito diferente. Era pra ser daquele jeito fofo que as garotas esperam a vida inteira e então, quando acontece, elas se jogam nos braços do garoto dizendo “Eu também te amo!”.

Porém, aquela hipótese sempre pareceu um tanto vaga para Harry. Lhe parecia o tipo de coisa que qualquer cara faz só para ter a menina nos braços e poder usá-la da maneira que bem entendesse, depois disso jogar ela fora como se não fosse nada importante e partir para outra.

Ta bom que esse era um pensamento um tanto quanto dramático, mas era o que vinha a cabeça de Harry naquele momento. Preferia mil vezes ter dito daquela maneira comum do que ter gritado no meio de uma briga.

Ele simplesmente não se controlou e quando foi notar já tinha gritado. Já tinha extravasado sua raiva. E se arrependia muito de ter feito isso.

Quando notou a merda que tinha feito, Harry se sentiu a pessoa mais suja do mundo, o cara mais insensível e arrogante. Talvez ele estivesse virando o velho Harry de novo. Aquele que não se importava com o que os outros sentiam, e que achava que era o centro do mundo. O Harry que não conhecia de verdade a Gina.

Não. Ele não era mais aquele cara. Não queria voltar a ser aquele cara. Não podia voltar a ser aquele cara. Ele nem percebera que mudara, mas agora notava o quão diferente ele estava. E não pretendia voltar a ser daquela maneira.

Agora notara o motivo daquilo tudo, o motivo daquela briga. Mais um de seus ataques de ciúme bestas. Como ele pode pensar que Gina e Malfoy estavam tendo alguma coisa? Porra! O cara tinha praticamente salvado a vida dela! Era óbvio que os dois teriam algum tipo de relação.

Mas Harry tinha que ser burro o suficiente para não notar. Tinha que brigar com ela por uma coisa insignificante e acabar dizendo coisas que não eram pra ter sido ditas. Não naquela hora nem daquela maneira.

Só foi perceber o que tinha feito quando viu a expressão indecifrável que se formou nos olhos de Gina, uma mistura de choque e surpresa, com milhares daqueles sentimentos femininos que ele não conseguia entender.

Ele se sentiu muito mal, um covarde, abaixou a cabeça e saiu da frente de Gina.

Quando ele foi embora, Gina estava sem reação, um turbilhão de pensamentos envolvia sua mente.

Mas de uma coisa tinha certeza, tudo que dissera era verdade, as partes ruins e as boas também.

A Ggrota não sabia o que pensar sobre o que acontecera. A única coisa que estava em sua mente era a voz de Harry gritando as mesmas palavras; Porra! Eu te amo muito! Eu te amo! Muito!

Ela estava extremamente surpresa, realmente não esperava ouvir aquilo. Não naquele momento, no meio de uma briga daquele tipo. E muito menos daquela maneira.

Gina sempre imaginara que Harry fosse se declarar pra ela daquela maneira clássica, fofa e romântica que os caras dos filmes fazem, e que ela ficaria sem palavras como as mocinhas melosas de sempre.

Mas pensando por esse ângulo, Harry não era o tipo de homem que faz isso, e ela muito menos era uma mocinha delicada e melosa.

Claro que seu namorado era fofo e romântico, mas ao seu estilo, de uma maneira que ela achava muito melhor, muito mais sensual.

Ela também não era meiguinha como a maioria das garotas. Ela era muito mais do tipo forte e determinada. Muito mais do tipo mulher que do tipo garotinha.

Mas mesmo assim, ele não precisava ter dito daquele jeito. Não precisava ter gritado o te amo na cara dela como fez. Embora Gina percebesse que era extremamente verdadeiro, tinha sentimento e era real.

Idiota. Essa era a palavra para descrever aquela briga. A primeira briga de verdade que eles tiveram. E como sempre era por causa de um ataque de ciúme de um dos dois, que nesse caso fora Harry. O porquê dele ser tão possessivo ela jamais iria entender. Mas ela também se sentia assim em relação ao namorado, só que conseguia se controlar diferente dele.

Lá no fundo, Gina se sentia bem. Ao menos sabia que ele a amava. Sim. Podia parecer muito idiota gostar de ter ouvido um “Eu te amo!” gritado no meio da pior briga da relação até então. Mas era exatamente isso que a ruiva estava sentindo. Ela realmente se sentia amada.

Era lindo o jeito que ele ficava selvagem quando a via com outra pessoa e também a maneira como se sentiu culpado depois de ter gritado com ela. Ela sabia que não devia achar aquele gesto fofo ou romântico, mas a verdade era que foi lindo. Ela tinha que ser muito importante para causar aquele efeito sobre ele. Ela tinha que significar muito para ele.

Assim que ele saiu ela estava atônita demais para agir. Quando recuperou os pensamentos teve vontade de sair pelo corredor atrás de Harry. Só não sabia se estrangulava ou beijava ele. Com certeza as duas opções eram boas, porque afinal de contas o namorado dela era o idiota mais perfeito do mundo todo.

Quando saiu pela porta, não o viu mais, na verdade não viu ninguém no corredor.

Decepcionada, fez suas malas e esperou madame Pomfrey voltar (graças a Merlin ela não estava na enfermaria para ouvir a briga dos dois, havia saído para atender um aluno do primeiro ano que se machucara na aula e voo). Quando recebeu a autorização para sair da enfermaria decidiu dedicar a tarde livre a encontrar Harry e fazer as pazes.

Não o encontrou em lugar algum, não sabia que aulas o garoto teria naquela tarde e não podia estar em todas as portas o procurando cada vez que houvesse uma troca de período. No jantar ela também não o viu, o garoto parecia ter evaporado.

Ela só foi o ver novamente a noite. Voltou a torre da Grifinória, já era tarde e como de costume o moreno estava lá, no seu canto particular. Sentado, quieto, folheando um livro e olhando pela janela ao mesmo tempo. Ela se aproximou em silencio, ele não a notara. Abaixou-se bem perto de seu ouvido e sussurrou.

– Porra, eu também te amo.

Notas finais
O que acharam do cap???! No próximo eles fazes as pazes de verdade --> hot u.u IMPORTANTE. A classificação da fic será alterada para +18. Por causa das cenas hot que estão ficando um pouco pesadinhas. Estou fazendo isso por que minha beta me alertou quanto as regras do Nyah, e como não queremos que a fic saia do ar temos que nos adequar as regras. Já no próximo capítulo a classificação será alterada. Bjks até mais pessoas!