Como pude odia-lo ???
71 Epílogo
Notas iniciais
Harry terminara o relacionamento com Gina. Ela o entendia completamente, sabia que era o melhor, e também sabia que Ron e Hermione iriam junto com Harry na missão porque era isso que Dumbledore queria. Mas ainda assim era difícil separar-se de seu amor.
A confusão estava instaurada no mundo da magia.
Sem Dumbledore no comando, a Ordem se desfez, e a sede ficou abandonada. Sirius foi para a casa de Tiago lhe dar apoio.
Harry falara ao pai da missão que seguiria, e depois de muita discórdia e briga conseguiram chegar a um acordo.
Harry estava dividido entre sua própria casa e a Toca, em casa ficava para apoiar o pai, na Toca, planejava a missão junto de Ron e Hermione.
Fleur e Gui iriam se casar em breve, ainda durante o período em que os alunos não teriam aulas. No fundo todos sabiam que o casamento seria feito para que as pessoas pudessem ter apenas um momento de paz durante aquele período de guerra.
A direção da escola foi assumida por Severo Snape, e mesmo Harry o acusando de matar Dumbledore não foi julgado pois não havia nenhuma evidência de que aquilo era verdade.
Gina ficava na Toca, e cada vez que via Harry, resistia à vontade de agarrá-lo e matar a saudade que sentia. Mesmo que nunca tivessem contado a família que estavam namorando, muitas pessoas sabiam que estavam juntos. Só que agora, ambos se tratavam como estranhos sempre que se viam. Embora os sentimentos implorassem pelo contrário.
E mesmo chorando sempre escondida, Gina mantinha-se forte e determinada, não poderia ter Harry para ela em paz como queria, não enquanto essa guerra estivesse acontecendo.
Se a guerra era o que os separava, então a guerra que teria um fim, pois ela precisava salvar sua família e seus amigos, mas também e principalmente, precisava salvar Harry.
xXx
“Meu amor.
Escrevo a você, como sempre, sem saber se vai receber ou não. Mas é inevitável. Eu preciso falar com você, mesmo que não fale comigo. Eu preciso de você, mesmo que seja apenas uma enganação para meu coração desesperado. Por favor, se estiver recebendo minhas cartas me de um sinal, qualquer coisa, eu imploro. Não aguento mais, não sei onde está, se está bem, não sei nem ao menos se está vivo. Essa dúvida é a pior coisa. Usar uma coruja clandestina para mandar cartas para o nada, sem saber nem ao menos uma notícia sua, está sendo a coisa mais difícil que já fiz na vida. Isso está me matando.
Por aqui continua tudo bem, dentro do possível, mas Hogwarts não é mais a mesma, nunca esteve tão sombria, não posso dar detalhes aqui, pois, todo o correio corre riscos nos tempos de agora.
Queria muito poder escrever seu nome, poder escrever realmente as coisas que estou sentindo. Queria poder escrever com todas as letras cada palavra que está presa na minha garganta. É duro ter de ser tão formal assim para falar com você.
Na verdade, o que eu realmente queria, era estar com você, poder abraçar você, sentir o seu cheiro e segurar a sua mão.
Queria, ao menos ter tido a chance de me despedir de você, mas com toda a confusão que aconteceu no casamento, não nos vimos. Não pudemos nem trocar um último beijo.
Ah, como eu sinto falta de seus beijos, de seus carinhos, de seus cabelos enrolados nos meus dedos enquanto nossos lábios estavam unidos, de suas mãos bobas, de suas piadinhas idiotas, de seus olhos carentes quando brigamos... Como eu sinto sua falta.
A saudade está me corroendo por dentro, não estou mais aguentando ficar sem você. Por favor não morra. Volte logo para mim. Volte vivo para mim.
Eu te amo
G.”
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