Como pude odia-lo ???
28 Como antes
Notas iniciais
“Eu não sei do que está falando. ”
Aquelas palavras ecoaram pela cabeça de Gina, será mesmo que ele não sabia? Será que ele também não se lembrava? Não, não era possível. O obliviate não tinha pego nele, ou será que tinha?
A garota não pensou duas vezes, abriu a porta da sala e entrou quase correndo.
–Harry espera, como...
Gina, parou de falar bruscamente, congelara sob o olhar de Snape. Se esquecera completamente de que estava indo cumprir detenção.
–Senhorita Weasley – disse ele em tom calmo e irônico –modos por favor. Não se entra gritando e sem bater, ao menos não na minha sala.
–Sim professor –respondeu ela levemente irritada, mas disfarçando.
–Agora quero que rotulem todos os frascos de ingredientes que estão no armário, para ver se assim, ao menos conseguem diferencia-los.
–Com licença professor mas o que ela –disse Harry indicando Gina – está fazendo aqui?
–Ela recebeu esta detenção antes de você Potter, e eu não pretendia perder minha noite de amanhã também, então vocês dois irão cumprir detenção juntos hoje.
–Mas... –Harry começou a protestar mas Snape o cortou
–Quieto Potter. Agora comecem.
Como ordenara Snape os dois se encaminharam para trás da bancada e começaram a etiquetar os frasquinhos, Gina escrevia e Harry colava.
Passados apenas dez minutos, ouviram-se batidas na porta e logo a mesmo foi aberta, era Filch que veio seguido de perto por Madame Nora.
–Com licença professor Snape. –disse ele parecendo nervoso
–Sim? –Snape meramente levantou a cabeça de suas anotações
–O diretor Dumbledore, ele pede que vá até seu escritório.
–Obrigada, mais alguma coisa? –indagou ele e o zelador apenas negou com a cabeça.
O professor seguiu até a porta onde se virou e dirigindo-se aos dois.
– Vocês, se terminarem ante que eu volte, fiquem a vontade para se retirarem, mas saibam que se não cumprirem a tarefa a contento terão que fazer novamente.
Assim o professor saiu da sala seguido por Filch e sua gata.
Quando a porta bateu Gina se virou para Harry que para desviar seu olhar foi até o armário buscar mais frascos.
No instante em que o garoto voltou Gina parou de escrever e passou a encara-lo.
–Vamos garota. Não quero ficar aqui a noite toda.
–Por que você negou? –perguntou ela seriamente
Agora foi a vez e Harry parar o que estava fazendo para olhar a ruiva.
–Neguei o que? –retrucou ele apoiando as mãos na mesa
–Você sabe, negou quando eu disse que havia me lembrada da noite de ano novo.
Harry caminhou até o outro lado da mesa parou de costas para Gina e passou a mãos pelos cabelos visivelmente nervoso.
–Escuta aqui. –começou ele –você lembrou de tudo?
–Sim. – confirmou Gina
–Tudo, tudo mesmo?
–Sim, lembrei de tudo. –confirmou ela seriamente
–Ai meu Merlin... –balbuciou Harry com os cotovelos apoiados na mesa e a cabeça entre as mãos.
Gina contornou a mesa e para próxima de Harry tocando seu ombro.
–Você se arrepende? –pergunta calma mas receosa com a resposta
Estava preparada para ouvir um belo “Sim, me arrependo muito”.
O silencio dominou a sala.
–Harry? –perguntou ela novamente
O moreno se manteve na mesma posição, não moveu um músculo. A garota se afastou magoada, entendera o recado.
–Não.
Gina parou bruscamente, aquela resposta só podia ser um delírio seu. Virou novamente para Harry que continuava no mesmo lugar.
–O que? –perguntou ela não confiando nos seus ouvidos.
–Não. –repetiu o moreno, agora levantando a cabeça e encarando Gina nos olhos –Eu não me arrependo.
–Você está falando sério? –perguntou ela, aquilo só podia ser uma pegadinha, uma brincadeira de mal gosto, típica coisa que Harry se habituara a fazer com ela.
–Estou –disse ele sendo sincero –não me arrependo de nada do que houve naquela noite.
–Mas Ronald quase te matou... –disse ela lembrando da memória
–Eu sei disso –falou Harry caminhando até onde Gina estava e a abraçando pela cintura –mas não me importaria se acontecesse tudo de novo, só para ter você mais uma vez.
Gian quase derreteu nos braços do garoto. O que poderia responder naquele momento?
Ela nunca esperaria uma resposta assim dele, não imaginava que ele pudesse sentir algo assim por ela. Ela, que ele sempre desprezara e que fazia questão de dizer que não era boa o bastante para ele.
Sem saber o que podia fazer, Gina pensou em uma única possibilidade, beija-lo. E foi isso que ela fez.
O beijo começou calmo, mas logo foi ganhando força, as mãos de Gina se infiltraram nos cabelos do moreno enquanto as mãos dele apertavam sua cintura. Um brincava com o outro, suas línguas travando uma verdadeira batalha. Quando o ar faltou, se separam ofegantes mas sorridentes, encostaram suas testas e ficaram olhando um para o outro com cara idiotas.
Logo os dois estava se beijando feito loucos novamente, beijos de tirar o folego, cheios de desejo. Harry pegara a ruiva no colo e colocara-a sentada em cima da mesa, assim os dois ficavam da mesma altura, enquanto isso Gina estudava detalhadamente cada musculo do garoto.
–Ei Harry, melhor a gente parar com isso... –disse a garota dando-se conta do que estavam fazendo
–Hum? –gemeu Harry com a cabeça enfiada no pescoço dela, emaranhado em cabelos ruivos.
–Para Harry... –falou
–Por que?
– Nós estamos no meio da sala de poções, Snape pode chagar a qualquer momento, e além disso ainda temos que terminar de etiquetar os frascos para podermos sair daqui.
–Sua desmancha prazeres... –disse ele fingindo ficar brabo
Gina riu de sua atitude, e retornou a escrever nos papéis. A contra gosto Harry a acompanhou, mas a todo momento roubando-lhe selinhos.
Snape não retornou a sala, então os dois saíram assim que terminaram o que deviam fazer, e isso já era tarde da noite, pois realmente muito tempo fora “perdido” em brincadeirinhas.
Foram das masmorras até a torre da Grifinória entre beijos a amaços nos corredores. Quando chegaram a sala comunal se decepcionaram ao ver que alguns alunos ainda estavam por lá, inclusive Ron e Hermione que se agarravam em um canto. Harry sentou em uma mesa para terminar os deveres enquanto Gina foi para um sofá e começou a ler um livro. Na verdade nenhum dos dois fez nada, mas deu para enganar.
Quando ficaram literalmente sozinhos Harry mais que depressa pulou para o sofá, sentando ao lado de Gina a beijando.
–Ei, calma garotão! –disse ela
–Garotão? –perguntou ele arqueando uma sobrancelha
–Desculpe...
–Não, eu gostei ruiva. –retrucou ele rapidamente
–Ruiva? –agora foi a vez de Gina arquear a sobrancelha
–O que? Não gosta mais?
–Eu adorei ouvir isso de você de novo! –respondeu ela dando-lhe um selinho
–Mas Harry –começou Gina –tem uma coisa que não sai da minha cabeça.
–Fala
–Por que você não me contou antes?
–Não contei o que?
–Ah, você sabe...
–Bom... –Disse Harry passando as mãos pelos cabelos, estava nervoso – eu tive medo.
–Medo?
–É medo.
–Mas medo de que? –Gina não estava entendendo de que ele poderia ter medo.
–Medo de você, medo de sua reação... –concluiu ele
– O que você achou que eu faria?
–Não sei, e era essa dúvida que estava me matando, eu não sabia o que você iria fazer, como você iria reagir, se iria me dar um soco e me chamar de tarado ou coisa parecida...
Gina riu de sua explicação, bom na verdade ela gargalhou.
–Eu não faria isso. –respondeu ela ainda rindo
–Claro que faria, olha quantas vezes você já me bateu...
E assim seguiu na noite, entre conversas, risos e beijos...
Fale com o autor