Como o Pardal Solitário: Poemas e Odes Espirituais
1 Coração remido
Tome, Jesus, em Tua mão
o peso imenso do meu coração
de pecados tão sobrecarregado;
Coração impuro, outrora morto e duro,
purificado, agora, pelo Teu sangue derramado.
É difícil entender como o Filho de Deus—Cordeiro tenro, imaculado—pôde anelar por redimir
(no sagrado Reino me admitir, como o ladrão)
a maldade indizível do meu coração,
a ponto de por Ele propor ser na cruz sacrificado.
E sofrer em meu lugar a humilhação que me cabia…
O rasgo de dor, a terrível agonia…
E beber o cálice da amarga bebida,
pela Lei de Deus, a mim destinado…
Por este indigno coração,
eis o mistério que desafia a razão:
Jesus consentiu abrir as mãos para ser na cruz com duros pregos cravejado.
E foi assim, não sem dor,
que por tão imenso amor,
meu coração de meretriz
(ó pecadora de dura cerviz!)
foi finalmente perdoado.
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