Tome, Jesus, em Tua mão

o peso imenso do meu coração

de pecados tão sobrecarregado;

Coração impuro, outrora morto e duro,

purificado, agora, pelo Teu sangue derramado.


É difícil entender como o Filho de Deus—Cordeiro tenro, imaculado—pôde anelar por redimir

(no sagrado Reino me admitir, como o ladrão)

a maldade indizível do meu coração,

a ponto de por Ele propor ser na cruz sacrificado.

E sofrer em meu lugar a humilhação que me cabia…

O rasgo de dor, a terrível agonia…

E beber o cálice da amarga bebida,

pela Lei de Deus, a mim destinado…


Por este indigno coração,

eis o mistério que desafia a razão:

Jesus consentiu abrir as mãos para ser na cruz com duros pregos cravejado.

E foi assim, não sem dor,

que por tão imenso amor,

meu coração de meretriz

(ó pecadora de dura cerviz!)

foi finalmente perdoado.