– Amy!

–Amy, abre essa porta!

Natasha estava muito preocupada. Desde que Amy chegou na escola, ela viu que amenina era muito tímida. Sempre silenciosa, quase não falava. Então ela foi se soltando mais, mas, ao longo dos dias, ela via que Amy havia passado por muitos traumas. A amiga contara que perdeu os pais num incêndio e que sua avó havia morrido. NUnca havia falado sobre nenhum Ian. Natasha conhecia bem Amy, sabia que ela tinha algo a esconder. Quando Ian começou a gritar, Naty viu que não ia dar bem. Há 3 palavras que enlouquecem Amy. Pai. Mãe. Fogo. Se você usasse essas palavras em situações erradas, poderia esperar as mais diversas reações da ruiva, mas aquilo ela nunca vira.

– Já sei!-exclamou Sofia.- Eu vou arrombar essa porta.

– Vai sonhando.

Então ela pegou um clipe e começou a mexer na fechadura, ouvimos um clique, mas a porta não abriu. Ela tentou de novo, mas o clipe quebrou.

– Deixa para a profissional agora-disse Karen, se aquecendo. ela se afastou e deu um chute na porta- Haiá!

Funcionou. A porta abriu, Amy estava chorando, ouvindo música no mp3, provavelmente não ouviu o barulho.

–Amy!-mas ela não ouvia

– Amélia Hope Cahill!-gritou Natasha

– Não me chame de Amélia-foi tudo o que ela disse.

Elas fecharam a porta e foram até a colega.

–O que foi que aconteceu?

Então Amy contou toda a história. Não fazia sentido escondê-la.

– Então é isso.

– A gente vai te apoiar, não importa o quão psicopata a sua família é.

Amy riu, só elas para a animar mesmo.