Como cuidar de uma estrela.
4 Um bebê estrela.
P.O.V. Elijah.
Ilumina está grávida e não fazemos a menor ideia do que está dentro dela.
A criança é uma incógnita, os aparelhos de ultra-som não captam nada além de uma luz muito brilhante.
Imagino que a criança ainda seja feita de luz, mas quando nascer vai assumir uma forma humana.
O bebê se mexe e como um bom filho de estrela fica acordado á noite e dorme de dia assim como a mãe. Por mais que ela tentasse Ilumina nunca conseguiu dormir durante a noite, afinal a natureza dela é dormir com a luz do sol.
—Como saberemos o que essa criança vai se tornar.
—Temos que esperar ela nascer. Só assim saberemos Niklaus.
A moça mais bonita do mundo estava bem na minha frente explodindo de grávida. Grávida do meu filho.
—Ilumina o que acha? Ilumina?
Ela já estava dormindo abraçada com a barriga.
—Isso é incrível e assustador ao mesmo tempo.
—Porque Hayley?
—Ela acorda assim que o sol se poe e dorme assim que os primeiros raios começam a despontar no horizonte. Parece um relógio.
—Ela é uma estrela Hayley, o relógio biológico dela a manda fazer isso. Não há absolutamente nada errado com ela.
—Melhor levá-la para o quarto. Não quero que fique desconfortável ou com dor nas costas.
Assim que o sol se pôs ela acordou e acordou com muita fome. Nem sei como é capaz de caber tanta comida dentro de alguém, nem mesmo Hayley comia como Ilumina durante a gestação, mas por ela ser uma estrela o organismo dela deve funcionar diferente.
Provavelmente precisa de mais energia do que o das outras pessoas.
—O que foi?
—O que?
—Está olhando pra mim como se eu fosse uma aberração.
—Não! Você não é uma aberração escutou?
—Sim. Mas, está me olhando como se eu fosse uma. Porque?
—É que nunca vi alguém comer tanto quanto você.
—Eu sei. Mas, eu não estou acostumada com essas sensações.
—Eu sei. Lembra-se quando sentiu vontade de fazer xixi pela primeira vez?
—Lembro. Aquilo foi constrangedor.
Flashback ON.
P.O.V. Ilumina.
Eu me sinto estranha. Nunca senti nada parecido antes.
—O que foi Ilumina?
—Eu não sei. Me sinto estranha.
—Estranha como?
—Não sei explicar.
Passado algum tempo estávamos todos na sala quando eu comecei a vazar.
—Meu Deus! Eu to vazando!
Estava vazando um líquido amarelo e que tinha um cheiro muito estranho.
—Acho que eu vou morrer!
—Você não vai morrer.
—Eu vou desmoronar e virar uma poça de líquido amarela!
P.O.V. Rebekah.
Estávamos todos na sala quando Ilumina fez xixi. Antes disso acontecer ela disse que se sentia estranha, acho que ela nunca passou por isso antes já que achou que iria morrer e se transformar em xixi.
—Isso é o que eu acho que é?
—O que é?
—Xixi.
—Porque não foi ao banheiro?
—Eu não sabia que isso iria acontecer! Como é que eu ia saber?
—Você nunca tinha feito xixi?
—Não.
Uau! Isso foi vergonhoso, coitada. Ela até ficou irritada porque o Nik ficou brava que ela fez xixi no sofá.
—Eu to molhada e cheirando estranho.
—Vem comigo.
Eu peguei Ilumina pela mão e sai meio que correndo.
—Eu não vou limpar isso ai não.
Flashback Off.
P.O.V. Hayley.
Que que essa estrela tinha que aparecer? Eu tinha os dois pra mim. Só pra mim. Elijah cuidava de mim, Klaus cuidava de mim. Eles se preocupavam comigo! Sou eu que to carregando o bebê mágico e milagroso! Ou pelo menos eu era.
Já que agora, o Elijah tem o seu próprio filho para cuidar. Ele se quer sabe o que é aquela coisa que a estrela tem dentro dela e já está paparicando-a!
Agora é exatamente meio dia. O que significa que é quando o sono da estrelinha está mais profundo.
Eu entrei no quarto e lá estava ela. Aquele ser diabólico.
—Agora você vai ver sua songa monga.
Peguei o travesseiro e apertei contra a cara dela. Ela começou a lutar e então, eu só vi o fogo vindo.
P.O.V. Ilumina.
Quando eu acordei a senhorita Hayley estava no chão. Ela estava queimada. Mas, não tava morta.
—Socorro! Socorro!
Logo todos estavam no quarto.
—Eu ouvi a explosão. Hayley?
—Eu não queria que acontecesse isso! Eu tava dormindo, mas eu acordei. Tava com uma sensação horrível. E tinha alguma coisa na minha cara, ela estava encima de mim e ai... Boom!
Os ferimentos de Hayley logo cicatrizaram.
—Abominação!
—Não sou abominação! Você que colocou um travesseiro na minha cara!
—Colocou o travesseiro na sua cara?
—É! Ela apertou o travesseiro na minha cara! E quando eu acordei ela tava queimada. Eu vi a bola de fogo saindo da minha mão, mas eu não consegui parar. Nem sabia que podia fazer isso!
—Você a sufocou?
—O que é sufocou?
—Ela não tinha nada que ter vindo pra cá! Devia ter ficado no céu sua piranha!
Como ela é boba! Eu não sou piranha, eu sou uma estrela.
P.O.V. Klaus.
Briga de garotas. Isso merece uma taça de champanhe. E as reações da estrela eram combustível para a raiva da loba e eram completamente cômicas.
—Eu não sou piranha. Eu sou uma estrela.
Disse como se explicasse pela milhonésima vez.
—Como você consegue ser tão sonsa!
—Você tá me ofendendo?
Ilumina estava completamente perdida.
—Ah, como você é burra!
—Não sou burra!
—É sim! Burra como uma porta.
—Você é que é burra! Portas não são burras! Portas não podem ser burras, porque elas são objetos inanimados!
—Por favor, acalmem-se.
—A estrela tem um ponto.
—Niklaus!
—Você devia me defender! Eu sou a mãe do seu filho, lembra?!
—Querida, você é meramente uma barriga de aluguel. No segundo em que o bebê sair, não tenho razão para deixar você morar aqui ou viver.

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