Como a número um
18 Novamente eu e você - Capítulo 18
Notas iniciais
Eu sou forte, muito forte mesmo. Sempre saio de relacionamentos se cabeça erguida, só choro uma lágrima, literalmente. Mas com Christopher, não. Eu passei uma semana chorando na minha cama, comendo sorvete e chorando. Não parava de doer. Até Karen, que ficou comigo todos os dias, cansou. Mentira, ela só foi comprar mais sorvete.
Por que continua doendo? Ah deve ser por que, ele falou em publico sobre o término. E sabe qual foi à causa? Eu não estava aguentando a pressão. Hahaha. Deve dor também porque, eu pensava que ele era meu amigo acima de tudo. Mas cadê ele? Cadê as promessas?
Então tive que voltar aos velhos hábitos.
Foi sexta a noite que levantei. Vesti-me de preto, e fui para o lugar marcado. Claro, ainda tenho medo de becos. Mas sabendo quem está lá dentro, melhora.
–Eu sabia que você ia se machucar.
–Cala a boca, Stephen.
–Calma, Li, eu só estou preocupado. –Ele diz se aproximando, e deixo. –Você, no final, se apaixonou não é?
–É... –Começo a chorar em seu ombro, e ele me abraça. –Trouxe?
–Li, você disse que ia parar.
–E eu parei, mas se der crise, e-eu tenho o que usar. –Suspiro.
–Sei... –Ele ainda está me abraçando. –Eu sei de algo que pode cuidar dessa crise...
–É? –Digo notando seu sorriso malicioso.
Ele me beija, e me encosta na parede de um prédio. Não é a primeira vez que fazemos isso, mas... Seus beijos descem pelo o meu pescoço, e estou indo a loucura. Sua mão desce pelo o meu corpo, e o afasta quando sinto-o descendo a minha calça.
–Não hoje, love. –Sorrio, e começo a ir, mas ele me pega.
–Vamos lá, Li, sinto sua falta. –Ele sussurra da minha orelha. –Tudo bem, vamos só nos divertir... Vamos para uma festinha.
–Ainda não confio em você.
–Nem eu... –Ele morde o lóbulo da minha orelha. –Não vou fazer nada que você não quiser.
–Vou te quer que pagar?
–Por minha conta.
–Então vamos.
–Quanto tempo! –Diz Carol, me entregando a bebida.
Sim, eu havia parado de beber, fumar e tudo mais. Mas estou tão despedaçada que não consigo fazer outra coisa. A boate é muito conhecida por mim. Claro que foi renovada. É uma boate normal, e em cima dela tem quartos.
–Voltando ás antigas, Cal.
–Fiquei sabendo do seu namoro com aquele...
–Por favor, xiu.
Meus velhos amigos riem. Stephen, Carol, Kentin. Puxo Stephen para a pista de dança. Estamos dançando juntinhos. Sabe, sinto falta dele também. Ainda tenho pesadelos, mas mesmo assim.
A noite continua assim, eu dançando, eu bebendo. Estou bebendo na garrafa depois das duas. Stephen sabe como me drogar. Principalmente quando me beija. Ai, ele beija bem. Muito bem mesmo.
Estamos indo em direção aos quartos quando percebo isso. Estou sem blusa como ele. Não que precisávamos pagar quarto, nossos amigos são donos disso tudo. Ele abre a porta e me joga na cama macia. Vejo-o trancando a porta. Estou sorrindo.
–Nada contra sua vontade.
–É, minha vontade agora é você dentro de mim.
–Sabe que é a minha também? –Ele ri e sobe em cima de mim.
Estamos nos beijando outra vez, e nem ligo.
–Já vai? –Ele pergunta se espreguiçando.
–Já está quase amanhecendo, love. –Digo colocando o sutiã.
–Ás vezes me esqueço de como gosto de foder você. –Ele diz sorrindo.
–Nossa, que gentil. –Sorrio.
–Li, eu gosto de você.
–Você gosta da minha vagina, isso sim. –Digo terminado de me vestir. Olho para o seu corpo nu, ai Céus.
–Também. Mas gosto de você.
Ele coloca os braços em volta da minha cintura e sua cabeça no meu ombro. Tão romântico, mas não. Suspiro e beijo sua bochecha.
–Eu gosto do seu amigo, e de você também. –Digo sussurrando. –Mas como amigo.
Levanto-me e tento não olhar para ele nu. Cara, ele é muito gostoso. E ele está com um sorriso no rosto.
–Amizade colorida?
–Pode ser.
E saio do quarto.
Já amanheceu quando chego em casa. Vou tirando a roupa já em direção ao banheiro. Tenho que tirar esse cheiro de bebida e transa. Tomo um banho quente um pouco demorado e escovo os dentes. Estou enrolada numa toalha quando saio do banheiro para o meu quarto e... DROGA!
Christopher está me encarando com aqueles olhinhos verdinhos, e eu estou caindo. Ele está tão lindo. E sei que não mudou nada. Está usando jeans escuros, blusa verde que realça seus olhos. Lindo...
–O que faz aqui? –Volto a respirar.
–Estou aqui a noite inteira.
–Noite inteira?
–Sim. –Ele vira para o outro lado. –Karen me ligou dizendo que estava preocupada com você, que você estava muito mal. Mas vejo que ela estava enganada. Você parece muito bem, acabou de chegar de uma festa até.
Encaro-o e respiro. Controla-se.
–Christop... –E começo a chorar descontroladamente de novo.
Eu tentei, curti um pouco para ver se a dor passava. Mas vê-lo ali dói mais ainda, e faz tudo ser à toa. Caio no chão, e vejo o olhar chocado dele. Ele vem em minha direção, e me abraça.
Ficamos assim um bom tempo, ele me acariciando e eu chorando e soluçando. Está tão bom... Nem me lembro mais por ter dormido com Stephen. Eu estava mal, mas eu queria só isso. Christopher.
Quando paro de chorar ele limpa minhas lágrimas.
–Você ficou tão mal assim?
–Você prometeu ser o meu amigo, e me deixou. –Quase choro outra vez.
–Não... Eu errei, me desculpa. –Ele me abraça mais forte. –Eu não vou te deixar mais, tudo bem... Eu sou um idiota.
–Não...
–Eu sei como você precisa de ajuda, sei como somos amigos e faço isso.
–Não quero sua pena. – “Quero mais...” Quase digo isso.
–Você não tem ela, só gosto de cuidar de você mesmo.
Sorrio e ele me ajuda a levantar.
–Eu gosto do seu sorriso.
Fico corada. Ele gosta do meu sorriso... Sorrio mais ainda.
–Mas Ollie... –Ele aponta para baixo, e vejo que a toalha caiu. Mas não tenho vergonha.
–Eu vou hum me trocar.
–Bom. –Ele diz indo para a porta.
–Christopher?
–Sim? –Ele se vira com a mão na frente, e sei que ele consegue me ver.
–Não me deixe. –Peço.
–Nunca, e você vai até cansar. –Ele sorri — aquele sorriso que tira o meu fôlego – e sai.
Ele fica comigo como das últimas vezes que pedi. E percebo que preciso pedir mais.
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