Notas iniciais
Este capítulo está meio confuso, mas é por quê o Chris está. Espero que gostem ^^ P.S.: Agradeço a todos os leitores, principalmente aqueles que recomendaram (esse é para vocês)

Pov Christopher.

–Tem certeza? –Pergunta Luca.

–Tenho.

–E se não for ela?

–Ela concordou! Ela falou que era verdade. –Explodo em cima de Luca.

–Hum, tá, mas tem algo de errado aí. Eu sinto, no meu coro cabeludo. –Ele diz sério. –Intuição.

–Não vou acreditar num couro cabeludo.

–Ok, man.

O resto do grupo foi passar o Natal com os pais, e quando chegaram viram como eu estava ruim. Thalles e Ed ignoraram, sabendo que seria melhor assim. Mas Luca? Pulou em mim querendo sabe o porquê da minha tristeza. Então eu contei á ele pensando que iria ajudar. E não, não ajudou.

Estamos indo para o show. Olho para minhas mãos. Roxas e doloridas de tanto socar a parede ontem à noite. Quando eu fecho os olhos ainda lembro-me da dor e da raiva.

Não consigo tirar aquela sensação que ela mentia. Enquanto falava aquelas coisas, ela mentia. Mas como? Era impossível. Havia provas... Eu não consegui aguentar, sai para beber. Devo ter ficado horas, nem me importando com a mídia. E a minha parte tola e apaixonada esperava encontrar Olívia na minha cama dizendo que era tudo mentira e que tinham armado aquilo. Porém, assim que entrei no quarto, vi que tudo estava vazio. “Ela foi embora como disse”. Sem gato, sem roupas, sem livros, sem nada. Ao ver tudo isso, foi quando comecei a socar tudo.

Assim que entramos nos bastidores do show, me joguei no sofá. Eu não queria cantar, principalmente por que eu teria que canta a nossa música e a música que eu compus para ela. Eu não... podia. Eu iria começar a chorar. E cara... Isso...

–Oi.

Viro-me e encontro Justine. Ela está bonita.

–Oi. –Digo forçando um sorriso.

–Eu estava tirando algumas fotos, então... Eu queria pedir desculpas. Por aquele dia, eu fui tão incessível. –Ela faz um biquinho. –Aprendi a segurar o meu sentimento por você, mesmo ele ainda existindo. Você ama outra. Desculpe-me.

–Tudo bem...

–Falando nisso, cadê Olívia?

–Eu... Ela... Nós terminamos. –Falo engolindo em seco. Minha mão fecha em punho e eu nem sei nominar o quê estou sentindo.

–É... o quê? –Ela sorri. –Droga, você tinha que me falar isso mesmo? Agora?

–Hum...

Ela parece pensar rápido no que vai fazer, então se atira em mim. Quando seus lábios colam nos meus, penso em corresponder. Olívia nunca me amou, era só um jogo. Posso beijar qualquer pessoa agora. Mas enquanto beijo-a não sinto nada. É como beijar o vento, ou pó. É algo seco. Afasto-me dela e vejo que a mesma ficou magoada.

–Me desculpe.

–Tudo bem, foi imprudente. –Ela dá um sorrisinho. –Mas... O quê acha de sair um dia desses?

Ignoro sua pergunta com outra.

–Por quê você me traiu com Stan?

–O quê?

–Apenas responda.

–Ele me enganou, me fez achar que você que estava me traindo. E eu... Ah... Nunca vou me perdoar por aquele dia.

Uma parte de mim não acredita.

–Certo. A gente se vê. –Me afasto antes que ela tente me beijar outra vez. Então de repente algo vem na minha cabeça.

Lembro-me da gravação da Ollie. Aquele sotaque... Era falso, não era o mesmo que o dela. O sotaque dela estaria na minha mente para sempre, pois eu o amava. Mas aquele não era o dela, tenho certeza. Na hora nem percebi do tamanho da minha raiva e dor. Agora... Mas por quê ela mentiria? Preciso de respostas.

Começo a sair correndo dos bastidores, quando me seguram. Ignoro tudo. Saio direto para a rua e entro em um taxi. Eu vim na van, não estou com o carro. As pessoas gritam meu nome, mas e daí?

–Para onde?

–Hum... –Ela poderia muito bem estar com Stan, mas... Talvez a Karen saiba onde ela está. Digo o apartamento da amiga de Olívia rapidamente. Ela havia me dado enquanto Ollie estava no hospital.

Espero impaciente o motorista chegar até o apartamento de Karen. Quando chega saio correndo jogando as notas de dinheiro no banco. Não espero pelo elevador e vou pelas escadas. Assim que estou na frente do seu apartamento bato na porta.

–Christopher? –Karen atende assustada.

–Cadê ela?

–Indo para o aeroporto.

–Como?

–Ah! –Ela joga as mãos para cima. –Ela pode até ter jurado ou assinado algo, mas eu não.

–Ér... –Não estou entendo nada.

–Entra ai que eu te explico.

Entro em seu apartamento e me jogo no sofá. Karen senta na minha frente e me conta tudo. Minhas mãos soam imaginando tudo, e fico com raiva. Raiva por Justine que estava bem na minha frente e eu podia ter enforcado ela. Raiva da ex-chefe de Ollie. Da Ollie mesmo e de mim. Como fui tolo.

–Cadê ela? Cadê a Olívia?

–Eu já disse, ela está voltando para o Brasil. –Ela diz mordendo o lábio.

–O quê? Quando?

–Hum... Daqui a uns quinze minutos. –Ela diz nervosa. –A impeça Chris.

–Eu vou.

Saio correndo de lá e volto para um táxi. Enquanto torço para chegar á tempo no aeroporto, ligo para Luca e falo para ele entrar em contato com o nosso empresário. Explico tudo á ele rapidamente. Saio do carro.

Entro no aeroporto, tentando encontrar Olívia. Nada. Estou ofegante. Procuro um segurança e pergunto onde é o canal de embarque para o Brasil. Sigo para onde ele apontou. Assim que chego, corro para a aeromoça que está lá. Não consigo ver muitas coisas por conta do nervosismo.

–Vocês tem que parar esse avião.

–O quê?

–Eu tenho que entrar lá.

–Senhor, já estamos fechando as portas.

–Não! Não podem! –Começo a gritar.

–Senhor! –Ela parece desesperada. –Seguranças! Aqui!

–Não, por favor.

Dois seguranças seguram meus braços e começam a me afastar. Tento me soltar deles, mas é impossível. A mulher ruiva coloca a mão no ouvido como se tentasse escutar algo.

–Desculpa, ele já partiu. –Ela me dá um sorriso triste.

–O quê? –Não... Não pode ser... –Me soltem, já entendi.

Depois de muito esforço, os seguranças me soltam. Fico parado no meio da multidão que me encaram. Sinto fotos sendo tiradas, mas... Ela se foi. Eu a perdi. Ela já deve estar bem acomodada em sua poltrona. Eu a perdi.

Meus olhos começam a lacrimejar, e acho que estou chorando quando coloco as mãos sobre o rosto. Meu coração dói e minhas pernas também. Então escuto um bater de palmas atrás de mim, porém ignoro. Só paro quando sinto uma mão em meu ombro. Provavelmente a mesma que estava batendo palmas.

–Você está chorando de verdade?

Notas finais
Quem será em? REVIEEEEEEEEEEEEWS (bjs até)