-Cara, dá pra explicar por que a gente tá aqui?- Pedro perguntava a Rafael enquanto caminhavam pela imensidão do salão de festas.

- Quantas vezes vou ter que responder? – Rafael dizia revirando os olhos — Tamo aqui pra pegar GATINHAS, entendeu?

- E pelo amor do Pai, como você pretende saber quem é bonita ou não, se todas tão fantasiadas? – Pedro reclamava enquanto apontava pra pista de dança repleta de Fantasias.

- Cala a boca, Robin Hood! – Rafael dizia batendo no chapéu verde com uma peninha vermelha que o primo usava- Já tamos nessa festa a mô tempão e ainda não peguei ninguém – ele resmungava.

Passaram-se mais 15 minutos e Rafael não parava de procurar uma garota que ele pudesse ficar, e ia arrastando Pedro consigo.

Até que ambos avistaram um grupinho de garotas conversando.

Rafael soltou o braço do primo pela 1ª vez desde que chegaram.

- Vou ir falar com a odalisca- Rafael disse arrumando a gravata borboleta de sua fantasia de MR. Bean – Me deseje sorte! – exclamou, mas não ouviu resposta do primo, então virou — se – Covarde! – disse entre os dentes ao perceber que Pedro não estava mais ali.

Ele tomou ar e foi até a tal odalisca.

Pedro dava graças a Deus por ter conseguido se livrar do primo.

Em menos de 2 minutos ele foi tomado pelo total tédio. Pelo menos quando estava com Rafael tinha alguma coisa pra fazer. Resolveu então, ir até a pista de dança.

Uma música agitada ecoava por todo local, e ele foi tentando ir no ritmo, de um jeito muito desengonçado e acabou esbarrando em uma garota, fazendo com que ambos caíssem no chão.

- Foi mal – ele disse depois que já estavam de pé

- Não foi nada... – ela disse o olhando, procurando o adjetivo correto pra ser usado.

- Robin Hood. – ele disse percebendo a dificuldade da garota.

- Que estranho. – ela disse- Parece com o Peter Pan.

- E você é exatamente o que? – ele perguntou analisando o figurino da garota: Um vestido Preto com Muito brilho na parte da saia, que acabava no joelho, um All Star Preto e cinza de cano longo, uma mascara preta que realçava seus olhos cor de mel, e ao topo de sua cabeça uma coroa prata, que combinava perfeitamente com o tom avermelhado que ela tinha.

-Princesa do Rock. – ela o respondeu fazendo o símbolo do Rock’n roll com uma das mãos.

- Muito bonita você, princesa. – ele a elogiou e em seguida, uma música lenta começou a tocar e as pessoas ao redor dos dois começavam a ficar em pares e iam dançando no ritmo – Gostaria de dançar, bela dama – ele a perguntou, brincando, se curvando e estendendo a mão.

- Claro, cavalheiro. — Ela respondeu no mesmo tom de brincadeira e tocou em sua mão.

Que sensação estranha era aquela que aquela que ambos sentiram ao se tocar?

Correntes elétricas passavam pelo corpo dos dois, fazendo que se arrepiassem e milhares de borboletas brincavam incontroláveis no estomago dos dois.

A medida que se perguntavam isso, mesmo que sem perceberem, iam se aproximando mais e mais.

Como se ele estivesse preso nos olhos cor de mel e ela em seus olhos castanho-esverdeados.

Sem ao menos perceberem, seus lábios estavam a poucos milímetros um do outro, porém outra garota puxou a princesa dos braços de Pedro.

- Yasmim Azevedo da Silva, onde você tava? As meninas tão te procurando a maior tempão.- a garota dava uma bronca na princesa enquanto a puxava.

-Yasmim? – Pedro perguntou a si mesmo- Não... Ela NÃO pode ser minha inimiga! – ele resmungava enquanto Yasmim ficava mais e mais distante.

- Que idéia foi aquela, Yasmim? – a garota que a puxou perguntou assim que elas entraram em um cômodo sem nenhuma pessoa

- Que idéia, Ana? – Ela perguntou boba sentando-se em uma das cadeiras espalhadas por ali.

-Que tal a de quase beijar um LANZA? Já pensou se seu pai fica sabendo?

-O que? – ela perguntou incrédula do que acabava de escutar- Aquele garoto... ele é...

-Um Lanza. Pedro Gabriel pra ser mais exata. Filho do pior inimigo do seu pai. – Ana completou impaciente.

- Não pode ser! Não pode Ser – Yasmim se repetia tentando acreditar, assim como Pedro a alguns metros de distancia

- Não pode ser o que primo? – Rafael perguntou ao se aproximar de Pedro.

- To apaixonado, primo.- Pedro se explicava querendo que aquilo não fosse verdade — Por uma Azevedo...

Notas finais
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