Como Me Tornei Uma Caçadora
26 O começo de uma grande missão
Notas iniciais
Eu estava tensa, era minha responsabilidade descobrir tudo. Eu não sabia o que fazer. Nico e eu estávamos na arena, já que ele disse que seria bom nós treinarmos todos juntos para nos preparar melhor e, claro que eu não reclamei.
– Eu acho que a Thalia deveria ir com a gente. Ela é caçadora e eu não vejo ninguém melhor pra ir do que ela.
– É, eu também acho – Nico falou, me golpeando.
Léo e Miranda também estavam lutando, um pouco afastados de nós.
– Temos que avisar ela, nós vamos amanhã de manhã.
– Nossa, nem acredito. Acho que essa também é minha primeira missão de verdade – Nico comentou, deixando escapar um sorrisinho de lado.
– Sério? Achei que você estivesse no acampamento há anos.
– Deve fazer uns quatro anos que nós... – a voz dele falhou – eu vim pro acampamento. – ele se corrigiu, me deixando confusa – mas eu nunca tive uma missão. Ele parou de lutar. Ficou parado olhando pro nada, aquele sorriso sexy desapareceu. O que estava acontecendo?
–Nico? – agora ele parecia estar pensando se dizia ou não alguma coisa pra mim.
– Minha irmã teve uma missão logo que chegamos ao acampamento – ele começou a contar, com cuidado. Parecia ser um assunto difícil – mas como dizia a profecia, ela ficou no deserto. – ele parecia frágil como um castelo de cartas num terremoto.
– eu sinto muito Nico – eu segurei no braço dele, queria mostrar o quanto ficava triste mas o braço dele era musculoso, não muito, mais era, então eu me distrai.
– Não, tudo bem. Eu já me acostumei. Fiquei bastante tempo tentando traze-la de volta mais foi em vão, ela esta no lugar certo.
Eu não sabia o que dizer, mas não precisei dizer nada porque ele me golpeou e nós voltamos a lutar.
Ele era muito bom com a espada, seus movimentos eram rápidos e concretos mas eu já não estava tão bem assim. Era muita responsabilidade pra mim.
– Sabe pra onde vamos amanhã?
– Você deveria saber – ele me golpeou e derrubou minha espada no chão.
– Mais eu não sei. Onde você acha que é?
– ah, num monte por ai... – ele riu e pegou minha espada.
– Como se eu não soubesse disso. Qual monte você acha que é? – eu estava cansada, suada e horrível, mas ele... Ah, ele estava suado, irresistível, sua camiseta branca grudava no peito suado.
– Não sei, talvez no monte Tam. Tinha muito poder concentrado lá.
– Ah, – eu concordei, sem entender muito bem como ele podia ter certeza de que o monte Tam era o monte certo.
– Bom, vamos ver. A jovem filha de Zeus é você, a filha de Íris é a Miranda, o Léo é o arqueiro. Thalia seria a caçadora e eu, o filho de Hades. Não falta ninguém certo? – eu assenti – dificuldades vão atrapalhar, seriam os monstros?
– Acho que sim, o que mais atrapalhar?
– Distrações, desejos próprios, traição... – Nico começou uma lista que parecia ser bem longa.
– Ok, eu entendi. Continua falando sobre a profecia. – nós tínhamos parado de lutar e ficamos apenas conversando, perto da arquibancada.
– Hm, eu tenho o pressentimento de que vamos encontrar alguma coisa no monte Tam. – ele estava falando sério? Como ele podia ter certeza?
– Como você sabe?
– Não sei, você vai falar com a Thalia? Eu preciso tomar um banho. – ele falou, segurando sua camiseta branca molhada de suor.
– ok, Miranda, Léo, eu vou falar com a Thalia tá? Vocês vão ficar aqui? – eu chamei a atenção dos dois, que agora tinham parado de lutar e estavam sentados na arquibancada, como nós.
– Podem ir, nós vamos ficar aqui. – Léo falou apenas isso e se virou. Como era de se esperar, ele beijou a Miranda.
Eu e Nico saímos da arena e ele foi para o chalé de Hades e eu fui me encontrar com a Thalia.
– Oi Thalia, você já sabe da missão?
– Claro! A Annabeth me contou. Parabéns Sam!
– Obrigada maninha – eu falei com vergonha afinal, eu nunca fui boa em receber elogios e essas coisas.
– E quem vai te acompanhar nessa missão? – ela estava interessada, tinha um brilho nos olhos. Thalia estava esperando que eu a convidasse.
– É por isso que eu vim aqui, queria que você fosse com a gente. A profecia diz que uma caçadora iria nos ajudar e eu não conheço ninguém melhor do que você!
– É claro que eu vou! Só preciso avisar as meninas que vou ficar um tempo fora. Quem mais vai com a gente?
– O Nico, a Miranda que é filha de Íris e o Léo.
– A Miranda foi mesmo reclamada? Que legal!
– É, foi hoje de manhã. – eu sorri – Nós vamos sair amanhã de manhã, é melhor nós irmos pro chalé arrumar nossas coisas. O Nico já foi se arrumar e os dois ficaram na arena, e não estavam treinando, se é que você me entende – eu ri e ela pareceu entender porque riu também.
– Vamos então, você tem que se preparar bem pra sua primeira missão.
Pegamos nossas mochilas e Thalia começou a dizer o que eu teria que levar:
– Pode pegar umas três camisetas, por precaução. Você vai ter que ficar só com essa calça jeans ou então não vai conseguir carregar a mochila, vai ficar muito pesada.
– Sim senhora mãe – eu debochei dela.
– Irmã mais velha. – ela corrigiu, brincando – Bom, continuando... Pega esse saco de dormir e umas três sapatilhas, são leves e confortáveis.
Eram 7h30 da manhã e nós já estávamos prontos pra ir.
- Vocês vão ficar bem? — Thalia perguntou para as caçadoras, que não paravam de abraça-la.
- Claro que vamos! Nós somos caçadoras lembra? E você, vai ficar bem? – Clara estava muito animada. Ela falava muito, não deixava nenhuma outra caçadora falar _ Sam, vê se volta inteira pra poder se juntar a nós ok? – ela recomentou.
– Ok, vamos ver... – eu falei a abraçando.
– Ei meninas, viemos nos despedir de vocês – Annabeth e Rachel foram nos abraçar. Annabeth me abraçou forte e depois fez o mesmo com Thalia. Rachel veio ao meu encontro e também me abraçou.
– Boa sorte – ela sussurrou – Essa é a sua missão e você vai conseguir. Espero estar aqui quando vocês chegarem.
Ela sorriu e foi abraçar Thalia. Eu sempre achei Rachel legal, depois disso eu passei a achar ela demais.
– Vamos? – Nico veio do meio das sombras. Com um chalé só pra ele, ele ainda prefere ficar no meio das sombras.
– Estamos prontos – Léo e Miranda disseram vindos de mãos dadas para o pé da colina.
– Como vamos fazer pra ir até São Francisco? – Miranda perguntou.
– Avião não! – Thalia gritou imediatamente. Algo me diz que ela tem medo de altura.
– Por que vocês não pegam o taxi das parcas? – Annabeth sugeriu.
– NÃO! – Miranda gritou. Ela não teve experiências boas com aquelas velhinhas.
– Nós decidimos no caminho. – eu decidi.
Nico estava quieto, parecia preocupado.
– O que foi Nico? – eu perguntei, indo mais perto dele.
– Nada – ele deu de ombros e ficou olhando pras sombras.
– Você não mente bem. É sobre a sua irmã não é?
– Ah, ela se foi na sua primeira missão. Nós dois éramos a única coisa que meu pai tinha, se alguma coisa acontecer...
– Nico, nós vamos ficar bem. Você tem a gente. – eu indiquei todos que iriam com a gente na missão.
– É, até pode ser – ele deu de ombros de novo.
– Agora trate de ficar animado, é a nossa primeira missão! – eu o empurrei de leve, fazendo ele dar aquele um sorriso de lado, completamente irresistível. Eu fiquei observando os traços dele. Ele era um pouco mais alto que eu, tinha aqueles olhos pretos penetrantes, as sardas que salpicavam todo o rosto dele. O seu sorriso perfeito, emoldurado por seus lábios finos e irresistíveis. Além de tudo isso, seus cabelos eram tão... Samantha pare de encara–lo!
– Sam? O que foi? – ele interrompeu meus pensamentos.
– Anh? Eu... É... Nada. – eu gaguejei.
– Ok, eu não entendi nada – ele riu da minha cara de boba. Ele podia parar de ficar tão atraente?
– Então, vamos? – eu perguntei assim que consegui fazer minha voz sair.
– Sam! Antes de ir, Quíron me pediu pra te entregar isso. – Percy chegou ofegante até onde estávamos segurando um pequeno pacote.
Ele colocou o embrulho na minha mão e quando eu abri, vi que era uma presilha em forma de raio. Era meio metálica, delicada e punk ao mesmo tempo. Era perfeita. Mais porque Quíron queria me dar isso?
– Aperte aqui – Percy apontou para uma parte atrás da presilha – quando você precisar de uma espada.
Eu apertei e com um passe de magica, uma espada apareceu em minhas mãos. Tinha o mesmo brilho metálico que a presilha. Eu sorri. Tinha uma espada magica, como a de Percy.
– Obrigada, é incrível! – eu não conseguia parar de sorrir. Aquela espada se encaixava perfeitamente na minha mão.
Nós nos despedimos mais uma vez e pegamos a estrada. Era o começo de uma grande missão.
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