Como Me Tornei Uma Caçadora
19 A caça a bandeira
Notas iniciais
Thalia achou melhor eu treinar um pouco de esgrima, porque no jogo a melhor arma a ser usada era a espada.
– Bom, eu vou te ensinar alguns truques básicos – Percy falou dando uma espada para mim.
– Ok, vamos ver... Como eu seguro isso... – eu falei pra mim mesma rindo.
– Você está fazendo certo. Agora eu vou fazer um movimento e você vai copiar – ele fez um movimento simples e eu tentei copiar, como ele tinha dito.
– Isso mesmo! Só segure a espada com mais força, se não ela pode acabar caindo da sua mão – ele falou e eu acabei me distraindo um pouco. Ele fez o mesmo movimento de novo e dessa vez eu não consegui acompanha-lo e minha espada caiu – Cuidado! Você não pode se distrair por nada. Fique atenta aos meus movimentos.
– Tá bom, vou tentar ficar mais atenta – eu abaixei para pegar minha espada e voltei a posição de defesa.
Ele fez alguns movimentos e depois voltou a falar:
– O que você está achando do chalé 1? – agora ele tinha começado com alguns movimentos de ataque.
– Ah, a noite é um pouco assustador, mais eu estou me acostumando.
– É, aquela estátua deve assustar um pouco – ele riu e parou um pouco com os movimentos. Pousou a sua espada na mesinha de canto e ela imediatamente se transformou numa caneta. Eu olhei com espanto e Percy deve ter percebido que eu estava confusa – é uma espada magica, eu a ganhei no meu primeiro ano no acampamento. Ela se transforma em caneta então é mais fácil levar ela para os lugares. Se eu perder ela numa batalha, em alguns minutos ela reaparece no meu bolso.
– Nossa, que demais! Deve ser incrível.
– Bom, vamos voltar ao treino.
Nós ficamos repetindo os movimentos por algum tempo e depois Percy me desafiou a um duelo. Ele era muito bom, eu estava perdendo feio. Annabeth chegou na arena correndo.
– Ei Percy, como estão às aulas? – ela ainda não tinha me visto, porque eu tinha abaixado para pegar minha espada e amarrei o cadarço do meu All Star que havia desamarrado. – Sam! Então é você que está tendo aulas com meu namorado essa tarde! – ela brincou – Eu só vim avisar que Quíron vai revelar as equipes agora, vamos lá ver?
Percy foi chegando mais perto dela e deu um beijo em seu rosto. Seus dedos se entrelaçaram e eles foram caminhando lá pra fora.
Quíron estava na frente de todos e começou a falar:
– As equipes vão ser separadas agora, com a ajuda do Sr. D.
– Te achei! – Léo me assustou, segurando em meus ombros.
– Ai! Você me assustou, seu chato! – eu gritei.
– Não reclama. Eu sei que você me ama, sua chata! – ele provocou.
– Cala a boca, seu metido flamejante! – eu arrisquei. No fundo eu sabia que era verdade. Eu amava Léo, ele era meu melhor amigo e eu faria qualquer coisa por ele – e ai, como está sendo no chalé de Apolo?
– Ah, sempre demais... Eu não me imagino em nenhum outro lugar. Lá é a minha casa.
– Que bom que você encontrou sua família – eu realmente estava feliz por ele – Ei, você viu a Miranda?
– Acho que ela está conversando com algumas filhas de Afrodite.
– Será que... – eu estava pensando se Afrodite era a mãe da Miranda e Léo interrompeu.
– Eu acho que não, ela não faz muito o estilo Barbie das filhas de Afrodite. – ele entendeu o que eu estava pensando e riu.
– Bom, na equipe vermelha os chalés de Zeus, Atena, Ares, Artêmis, Afrodite... – assim que Quíron falou do chalé de Afrodite todos do chalé de Ares gritaram desanimados, menos Clarisse, que apenas abaixou a cabeça e depois levantou os olhos para o céu. Isso me fez pensar que ela tinha perdido uma grande amiga daquele chalé. Quíron continuou falando os chalés da equipe azul e começou a falar da equipe vermelha – Poseidon, Hermes, Hefesto, Apolo... – Léo comemorou.
– Ainda bem que Percy está no meu time! Ele é o melhor na esgrima. Nós vamos ganhar fácil! – ele provocou.
– Quero só ver! – eu ri – Atena é a deusa da sabedoria e das táticas de guerra. Nós vamos encontrar a bandeira vermelha antes do que você imagina!
– Vocês podem pegar suas armaduras e começarem a pensar nas táticas de jogo. Boa sorte as duas equipes! – Quíron finalizou os avisos.
– Eu vou ganhar de você – Léo continuou provocando.
– Fica quieto seu tagarela!
Depois de estarmos todos prontos para o jogo, Annabeth reuniu a equipe vermelha para dizer como deveríamos nos separar.
– E que o jogo comece! – Quíron gritou e nós corremos para o meio da floresta.
Chegamos numa clareira e de trás de algumas árvores eu podia observar a bandeira vermelha balançando com o vento. Fui tentar sair entre os galhos e Annabeth apareceu atrás de mim.
– Não vá, é uma armadilha.
– Mas como você... – como sempre eu nem consegui terminar de falar e alguém na clareira me interrompeu.
– AAARG! Vamos lá! Acha que pode ganhar de mim novato?
– Clarisse! – Annabeth falou baixinho, mais bem irritada.
Eu olhei para a clareira mais uma vez e vi aquela valentona de cabelos enrolados e pretos indo pra cima de Léo. Ele estava indo bem, como sempre, não deixava a lança de Clarisse ao menos encostar nele. Ela estava ficando bem irritada com esse fato.
– Arg, meu Ares! Que saco!
– O que foi Clarisse? Não está conseguindo me vencer? – Não sei o que Léo tinha na cabeça ao provocar uma filha do deus da guerra, mais ele estava a provocando sem medo algum. No momento em que Clarisse foi atacar Léo, um monstro saiu da floresta atrás dele. Ela estremeceu, imaginei que ela não tinha tido muitas experiências boas com um daqueles monstros. Léo não tinha visto aquela coisa, porque ele estava de costas. Ele percebeu que tinha alguma coisa de errado pela cara da Clarisse. Meu melhor amigo se virou e deu de cara com aquela fera. Eu nunca imaginei que ele faria isso, mas ele estava lutando com o monstro e com Clarisse ao mesmo tempo. Miranda chegou correndo na clareira e o cão infernal foi correndo na direção dela. Ela apenas se encolheu e Léo foi correndo atrás do monstro, passando sua espada no meio do pescoço dele, enquanto estava distraído com Miranda. A fera virou pó e Clarisse aproveitou esse incidente para pegar a bandeira vermelha.
– Léo, como você fez isso? – Miranda falou, tirando as palavras da minha boca.
– Eu, eu não sei. Não podia deixar aquela coisa machucar minha amiga! – Ele falou passando de assustado para o metido de sempre.
Eu e Annabeth saímos de trás dos galhos e Clarisse gritou:
– NÓS VENCEMOS! – a voz dela soava mais competitiva do que nunca.
– isso foi uma armadilha? – Léo perguntou bravo.
– Não, ninguém sabia que um monstro ia atacar a Miranda – eu fiz uma pausa e olhei para onde estava o pó daquela coisa – mais você se distraiu e nós ganhamos – eu o provoquei rindo e indo segurar a bandeira com Annabeth e Clarisse – Eu disse que a gente ia ganhar!
Quíron chegou trotando até a clareira e pegou a bandeira vermelha da mão de Clarisse.
– Os azuis venceram! – ele gritou e todos os campistas foram chegando mais perto. Eu olhei para Miranda e Léo e percebi que eles estavam abraçados. Fiquei um pouco confusa e pela cara deles, os dois não entenderam muito bem o que estavam fazendo. Eles se olharam e depois um se afastou do outro, como se estivessem com nojo. Foi uma cena bem engraçada.
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