Como Conquistar Um Magnata.
4 Capítulo quatro - Conhecendo um Magnata.
Notas iniciais
Capítulo quatro – Conhecendo um Magnata.
POV Isabella.
EU MAL acreditei que já havia se passado uma semana, uma longa semana e que dentro dela tivessem acontecido tantas coisas diferentes e importantes, recebi um telefonema inusitado há uns dois dias atrás e desde então estou empregada, não é nada do que eu realmente imaginei, é em uma loja que vende artigos de viagens, tem a ver com turismo, sim, né? Um pouco distante, mas tem algo relacionado, e isso deixou meus pais felizes, deixou Rosalie feliz, o que faltava no nosso lar era felicidade e enfim consegui proporcionar isso a eles.
Rosalie não queria me chamar para acompanha-la na missa de sétimo dia do Sr. Cullen, mas fora no mínimo obrigada por Renée, na verdade, ela já havia admitido que fosse apaixonada por Emmett e eu deveria ir só para vigia-la, como se Rosalie fosse alguma menina inocente e virgem. E então que minha mãe teve uma ideia incrível, ir todos a missa do Sr. Cullen e aproveitaríamos para assistir a missa de domingo, aquela ideia foi incrível só pra ela, porque Rosalie empalideceu no mesmo momento e tentou dizer que não tinha nenhum problema se só eu fosse junto com ela, enfim, quase a enforquei na frente de todos, mas minha mãe já tinha decido, ela iria à missa e nada mudaria sua opinião.
Enquanto eu saia de casa, aproveitei para pegar na minha gaveta meu pequeno tutorial, estive matutando durante toda a semana e hoje colocaria meu planto em prática.
(...)
O lugar estava cheio, assim como no dia do sepultamento, toda aquela energia pesada me sobrecarregou, aquelas pessoas de preto e chorando descontroladamente, porque não optavam por cores neutras? O preto era muito triste, era o sinal da morte, realmente.
— Você é a Isabella, não é? – uma pequena mulher me cutucou assim que eu saia do banheiro da capela do centro da cidade, estava inquieta e só queria que acabassem logo as missas que teria que assistir. — Eu sou Alice, não sei se você sabe irmã de Emmett, você o conheceu, não? – questionou Alice, ela estava tentando sorrir, porém seu rosto estava sério.
— Sou sim, conheço. – respondi sem jeito, apertei sua mão estendida e ela sorriu novamente, forçadamente.
— É ele reclamou que você não ligou, mas acho que Edward ficou bem mais decepcionado, você sabia que meu irmão está afim de você? – perguntou Alice adentrando o banheiro e fitando seu rosto no espelho. — Só quero te dizer que Edward é um cara muito bacana e especial, e ele eventualmente vai atrás do que quer e se quer mesmo você... Só não o magoe ok? E também não me leve a mal, o problema Isabella, é que quando te olho não consigo ver transparência... – ela fora absolutamente sincera em suas palavras, Alice me olhou carrancuda antes de sair do banheiro. Maluca, mulher m a l u c a.
Quando eu voltei para banco Rosalie parecia estar apresentando meus pais a Sra. Cullen, Edward e Emmett, nós estávamos sentados em um dos primeiros bancos da Igreja, Esme sorriu quando me viu.
— A pequena Isabella! – murmurou amorosa.
— Oi Senhora Cullen! – ela me abraçou e ao contrário de sete dias atrás, ela parecia bem melhor.
— Você viu minha pimentinha por aí? Alice sempre foge nas horas importantes, são como vocês disseram sobre Isabella, as caçulas são as que dão mais trabalho. – minha mãe e Esme sorriram.
— Ela estava no banheiro há poucos minutos atrás. Hey Emm, oi Edward. – os cumprimentei, Emmett sorriu largamente e me abraçou quando Esme me soltou, Edward sorriu... Ele sorriu? Parecia ainda triste como sete dias atrás, mas ao menos estava sorrindo... Então meu futuro marido sorria? Interessante.
— Nós já vamos começar... O padre chegou. – Tânia que chegou de repente anunciou, os dedos dela correram pela mão de Edward e meu olhar seguiu a cena, os olhos verdes me encararam e então ele rapidamente tirou sua mão de perto da dela, não pude deixar de rir discretamente quando ele o fez, e acho que percebeu meu riso, pois retribuiu.
— Isabella! Preciso falar com você mais tarde, me espere hein. – Emmett piscou e então seguiu seus familiares para o primeiro banco.
As horas seguintes foram as mais entediantes da minha vida, tudo porque eu nunca fui muito religiosa, Rose cochichou no meu ouvido o que Emmett queria comigo e depois disse que ele sorria para ela ás vezes, e que tinha o primeiro jogo da estreia de Emmett no estádio em nossa cidade, ela queria muito ir, mas odiava futebol e não saberia entender o que estava acontecendo, a verdade é que Rosalie só teria olhos para ele e então não saberia dizer depois quem ganhou ou não o jogo. Eu comentei com ela o que Alice dissera no banheiro e a forma que ela fora grosseira, Rose ficou brava e prometeu que tiraria satisfações, mas eu a fiz prometer que jamais comentaria algo com Alice, não queria que ela atrapalhasse nenhum dos meus futuros planos, e sabia que sua honestidade o faria.
Quando saímos da igreja, Rose bocejava e Charlie e Renée tagarelavam sobre como foi bonita as palavras que o padre usou sobre o consolo aos familiares, eu só me lembro das primeiras palavras “boa tarde...” e então, nada ficou guardado em minha mente.
— Ei, Bella! – ouvi a voz do grandão a chamar, olhei para trás e ao lado dele estava Edward, ele resmungava algo coisa com Emmett.
— Oh, não é o Emmett, Rose? Falando nisso, ele é um rapaz muito bonito, querida. – comentou Renée.
— Ele está te chamando Bella, vai lá! – me empurrou Rose. Eu tropecei, mas caminhei tentando manter minha dignidade.
— Você não ligou. – reclamou ele. Edward ao seu lado parecia impaciente. Os olhos de Emmett não estavam em mim, olhei para trás e vi Rose sorrir.
— Você gosta da minha irmã. – eu ri como uma boba ao dizer isso, Emmett corou, igual o fez quando disse que ela servia como modelo.
— Gosta. – Edward então murmurou tentando soar animado, mas estava longe de soar animado.
— Argh! Calados, por que você não ligou Bellita? – me questionou.
— Ahhhh Emmett! Eu só... Foi mal. – me desculpei, Edward riu.
— Você gosta de correr? – me perguntou Emmett.
— Correr? – perguntei confusa. – Ah, não sou muito boa nisso Emm.
— Que nada! Isabella, eu e Edward corremos todos os dias pela manhã, antes das sete até as oito, eu estive pensando... Você e Rosalie tem uma ótima forma física e...
— Ele quer saber se vocês não gostariam de companhia nas corridas matinais. – Edward fora direto ao ponto. Eu ri, e então me lembrei do passo número dois “seja notável” e eu seria.
— Bom, vou precisar falar com Rose... Eu ligo pra dar a resposta. – lhes sorri. — Até mais tarde, rapazes. – dei as costas, nada melhor que deixar um homem na expectativa.
(...)
— Ele perguntou o quê? – Rosalie gritou assim que cheguei a casa e contei tudo que Emm havia dito. Ela estava em êxtase, e nem parecia acreditar quando eu disse que ele estava caidinho por ela também.
— Eu já disse, os dois querem nos ver pela manhã antes do trabalho. – repeti.
— Eu não corro Bella! – gritou em pânico.
— Passará a correr depois de hoje, porque eu vou ligar para o Emm agora e dizer que podemos correr com eles... Por favor, Rose, Alice disse que Edward ficou interessado em mim... E eu tenho que manter esse interesse. – ela me olhou durante alguns segundos fixamente e pareceu pensar. Eu apontei o celular pra ela e indiquei que estava discando o número de Emm, ela nada fez e então eu continuei, o celular chamou por quase cinco vezes até que a voz feminina atendeu.
— Oi? É o celular de Emmett, mas ele está ocupado. – os risinhos masculinos me fizeram calar por uns instantes, Rose me olhou, mas eu ri falha. — Quem está falando? Deixe seu recado... – pediu. “Calma Emm, já vou voltar pra cama.” Ouvi-a murmurar.
— Diga que a Bella ligou e... – “quem é?” o grito dele fora estrondeante do outro lado da linha. “tal de Bela” ela respondeu.
— Oi Bella! – gritou afobado.
— Oi Emm, desculpa se atrapalhei algo... – murmurei sem jeito.
— Que nada! Só me diz que Rose não ouviu isso, por favor! – ele estava bem aflito.
— Oh não... Então, liguei só pra avisar que aceitamos a companhia. – Rosalie riu tapando a boca.
— Que maravilhoso Bella! Isso é ótimo! Edward e eu iremos passar aí pelas seis e meia, pode ser? – perguntou animado.
— Seis e meia tá ótimo, Emm. – respondi.
— Até seis e meia. – desligamos.
— Ele vem mesmo? – questionou Rosalie, ela gritou histérica quando eu assenti. Não iria contar o que eu ouvi, não queria estragar a felicidade dela.
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