Como Conhecer Um Popstar
7 I feel so (gênio do crime) right now...
Notas iniciais
Oi para vocês que estão lendo, gostando e comentando...
Aos leitores fantasmas... G,G
Tá, não culpo vocês, morro de preguiça às vezes, mas VAMOS SER DIFERENTES DE MIM, NÉ? Uma louca com sedentarismo nos dedos está bom.
Obrigada pelos comentários no capítulo anterior e (sim, isso aqui é pra você, T Freitas) esse capítulo é onde a loucura começa. Ou piora, né, porque... Enfim!
Boa leitura, flores do meu jardim! ;D
Bella
— Estamos aqui hoje para agradecer à Mãe Natureza e ao Cosmos por terem atendido ao nosso desesperado clamor — essa era a Aly, na escuridão completa do meu quarto, sentada sobre os calcanhares no tapete com uma vela aromática acesa que era a única fonte de luz do lugar. Não que eu tenha concordado com isso, mas…
Estava começando a achar que a Zafrina, aquela louca, tinha feito a cabeça da minha amiga mais do que eu havia imaginado.
Em tese, o motivo da reunião de hoje era a comemoração pela nossa inacreditável sorte. E era isso mesmo. Nós passáramos de incrivelmente azaradas a ganhadoras da loteria. Literalmente.
Quando eu contei à Rosalie, ela achou que estivesse brincando. Como se eu fosse brincar com uma coisa dessas. Quero dizer, eu havia colocado a minha vida naquilo. Conhecer os GB para mim era o ápice da minha existência. Eu tinha todas as revistas em que eles saíram ou deram entrevistas, todos os CDs dele, inclusive os ao vivo, e o DVD da turnê americana.
Claro que eram gravados, porque eu ainda não estou vomitando dinheiro. Além do mais, é nisso que dá ter uma pai policial que tem outras prioridades na vida. Ele achava desperdício.
Enfim, eu tinha até uma toalha que supostamente era do camarim do Jasper Whitlock, que comprei de um site de leilões da internet usando um mês do meu dinheiro de lanche. Eu passara fome por um pedaço de pano que, segundo a página do leilão, tinha encostado na pele do gostoso do Jasper.
Esse era o meu nível de loucura por eles, só posso dizer.
Nós estávamos lá no meu quarto, rodeada pelas revistas que eu tinha deles, seu último CD, Wake Me Up, tocando às alturas no meu rádio de segunda mão e bebendo champanhe — okay, a música estava mais para um baixo fundo musical porque senão meu pai iria irromper naquele quarto me xingando mais que a uma vaca no meio da estrada, e provavelmente amanhã estaria com um péssimo humor, e nós estávamos bebendo coca-cola mas, sinceramente? A sensação parecia a mesma.
E eu quis dizer em todos os sentidos — a gente estava bêbada de coca-cola.
— Alice — chamei a fadinha empolgada demais com o gás do refrigerante. — Chegou de loucura, né? Vamos parar com o ritual macabro.
Ela esticou a língua para mim e começou a rir histericamente, tanto que até babou. Sério, alguém deveria realmente olhar a lista de ingredientes da coca-cola.
E, tudo bem, eu também comecei a rir convulsivamente, o que não foi nada bonito considerando a minha risada — sobre a qual já comentei.
— Eu não acrediiiito! — disse Lice, com a voz arrastada. — Nós tlês somosss umassssssortudas des… — soluçou — …graçadassssssss.
Eu ri ainda mais. Rosalie acompanhava a nós duas.
— Juro pra você, amigas, eu não acreditei mesmo que você e a Bella conseguiria. Mas aqui vamo nós!!! — cantarolou a nossa lourinha.
— Pois é! — Alice, soando bem incoerente, disse. — O seu mau olhado não nos atingiu! — mostrou a língua mais uma vez.
Caí de costas no chão.
— Ai! — disse, gargalhando.
— Bella?! Você não está morrendo de novo, né?! — gritou Rose.
Eu tossi entre as gargalhadas.
— Não! Estou bem. Estou bem. Cara, nós somos muito bizarras mesmo, tomando coca-cola e ficando bêbadas.
— Bem, nós não somos normais mesmo. Todo mundo sabe disso. Além do mais, estamos felizes. É disso que estamos bêbadas!
Rosalie e Alice se deitaram cada uma de um lado meu, agora em silêncio.
— Meu Deus, você se imagina passando a mão naquele corpo abençoado do Jacob? Meu Senhor. Imagina só aquilo ao vivo e a cores? Juro, não me chamo Alice se eu não agarrar pelo menos um deles pelas calças!
— Alice! — eu disse, sorrindo. — Sua pervertida!
— O quê? Vai dizer que você não está imaginando também?
Nós três gememos.
— Culpada! — acabei falando.
Suspirei.
— Eu só fico imaginando… Sei lá. Não fico fico imaginando, mas desde que descobri que a Rosie tinha ganhado o sorteio eu passei a pensar sobre isso… — comecei. — Eles têm tantas fãs, sabe? Tantas meninas como nós se jogando nos braços deles, morrendo por autógrafos, se matando para conseguir um fio de cabelo. Eu sei, eu faria isso. Mas não te faz pensar: nós vamos ficar um pouco com eles… E aí o quê? Eles vão se lembrar de nós? A gente vai ser mais uma do fã-clube.
— Credo, Bella! Pára de ser mornida — disse Rosalie.
— Mórbida — corrigi.
— É, isso aí mesmo.
Levantei-me bruscamente.
— Não estou sendo! Eu quero mais que isso. Eu quero romance! Eu quero algo que dure! Quero os romancinhos bestas de filme de popstar da Disney. Quero o clichê das fanfics.
— Você quer é demais, meu amor — disse Alice de olhos fechados, ainda deitada. — Uma noite na cama com qualquer um deles já ia me fazer feliz para o resto da vida. Com sorte eu dou o golpe do filho.
— Jesus, Alice! Olha o que você está falando! — voltei a rir.
— Estou só considerando as possibilidades, Bella — respondeu a guria com um sorriso safado.
Meu Deus. Do minuto em que soube que iria conhecer os Gangster Boys para cá, a minha amiga tinha se transformado em uma maníaca sexual golpista.
— Eu só queria pensar que, de alguma forma, eles fossem se lembrar da gente. Da gente mesmo, não outras fãs histéricas que os conheceram…
— O que a gente somos — disse Rosie.
Silêncio. Estávamos digerindo o significado das minhas palavras — ou digerindo a sequela cerebral séria da Rosalie. Ela era a loira das piadas em carne e osso. E natural, ainda por cima.
— Ai. Meu. Deus, Bella — Alice, a louca, gritou em um salto. — Você acabou de me dar a ideia perfeita.
Opa. Eu conhecia aquele tom. Era o mesmo tom “Bella, você não sabe o que eu achei quando estava passando no shopping essa tarde”. Não ia prestar, isso eu estava vendo.
— Não fale nada! Só escute — ela disse, notando minha expressão.
Suspirei e mandei que ela continuasse.
— Estava eu aqui, entrando em depressão quando a sua linha de pensamento fez algum sentido para mim… E pensei comigo: ”Puxa vida! Seria tão bom se a gente conseguisse realmente fazer com que eles se lembrassem da gente e tal…”, porque, você sabe, eu assisti a StarStruck — sério, aquele filme é incrível, você deveria ver o Sterling Knight com aquela cara de anjinho dele e…
— Alice, foco! — e, sim, eu estava começando a perder a paciência porque a Alice viajava demais.
— Tá! Enfim. Daí eu me perguntei como a gente poderia fazer isso…
Ela me olhou em expectativa. Eu estava boiando total, portanto olhei para ela com cara de “ãh?”, simplesmente.
— É óbvio, Bella! Os caras estão tão acostumados a essa horda de gente se esfregando neles que isso é normal! Por outro lado, dificilmente eles se deparam com gente que não se impressionam com eles — pelo fato óbvio que eles são lindos, gatos, perfeitos e maravilhosos, têm almas sensíveis de artistas e tudo mais, e só um cego poderia ignorar isso.
Meu cérebro cheio de coca-cola e cansaço tentava dar sentido ao que aquela pessoa hiperativa dizia — tipo, era 1:30h da manhã. Quem podia me culpar se eu não acompanhava o raciocínio daquela garota? Ela parecia ter cafeína nas veias ao invés de sangue. Ninguém acompanhava a Alice em período integral, eu era uma heroína apenas por tentar.
— Alice, a gente — Rosie soltou um bocejo enorme — estamos cansadas. Fala logo, fia.
Alice bufou, como se achando que nós duas éramos as duas pessoas mais lesadas e mais lerdas que uma lesma aleijada na face da Terra.
— Jesus, gente! Vamos ter que agir como completas desinteressadas neles. Indiferentes. Entediadas. A gente tem que ser do tipo Não-Estou-Impressionada-Com-A-Beleza-De-Deus-Grego-De-Vocês-Nem-Com-A-Conta-Bancária-Milionária-Ou-As-Dezenas-De-Prêmios-Nem-Com-A-Sua-Música. É isso que vai fazer com que a gente se destaque das demais.
E mesmo naquele estado de semi-sono eu pensei: é isso.
Porque aquela idéia era simplesmente genial… Se a gente conseguisse fazer valer.
E considerando o nosso histórico de fanaticaçãozice…
[…]
Você poderia acreditar que depois de ganhar um sorteio só vem a paz e a alegria… Mas não. Não mesmo.
Alice e eu tomamos a frente na situação — não porque a gente tivesse dúvidas quanto à capacidade da Rosalie de lidar com tudo… Era pela certeza mesmo.
Foi um baita de um processo burocrático, isso sim.
Primeiro, mandamos todos os dados da Rose, inclusive o das amigas que a acompanhariam (nós). Depois eles mandaram um arquivo de texto em pdf de sessenta páginas por e-mail — termos contratuais, autorização dos responsáveis e todas as cláusulas das letras miúdas e os tramites legais — e disseram que ela (a Rosie) analisasse junto aos responsáveis dela e dos nossos.
O que é claro que a gente NÃO FEZ, pelos motivos óbvios que eram: a) Os pais da Alice iriam assinar qualquer coisa sabendo que aquilo seria publicidade extra para a família; b) A Rosie já era maior, não precisava de ninguém que respondesse por ela E seria a nossa acompanhante; c) Meu pai era chefe de polícia, super-protetor e paranóico com qualquer coisa que parecesse um contrato. Auto-explicativo.
E tudo teria corrido lindamente se no outro dia o M.I.B. Homens de Preto E Uma Mulher não tivesse aparecido na escola. Falar. Com. A gente.
Eu me senti a Lilo quando o agente Bubbles apareceu na casa dela. Foi com muita força de vontade que reprimi o meu instinto de dizer “Tá tatuado aí ‘cobra’”. Tentador.
Eu tinha seriamente que parar de ver desenhos.
E assim fomos abordadas na hora da saída:
— Vocês são Rosalie Hale, Bella Swan e Mary Alice Brandon?
Nós olhamos uma para a outra.
— Sim — respondeu Rosie, o POÇO DE INTELIGÊNCIA, e eu fiquei lá com a boca aberta ainda pensando no que dizer para contornar o assunto.
Quero dizer, é, Eu fumei maconha! — foi só uma vez, pelo amor de Deus! O Mike estava fazendo pressão então eu cedi… Em minha defesa tenho que dizer que eu quase morri sufocada com a fumacinha, não curti nem um pouco a sensação de estar doidona e depois tive perda de memória.
Ah, sem mencionar que eu paguei o maior chimpanzé do universo, cantando as músicas de A Bela Adormecida.
Não que eu goste ou saiba a todas de cor. Quero dizer, é coisa de criança.
Ainda estava com a boca aberta quando Alice soltou:
— Okay! Eu ia devolver as roupas hoje, tá?! Menos estardalhaço! Meu pai cancelou o cartão ontem, o que eu podia fazer? Meus Deus, nem tempo para reagir vocês me deram… Para que os agentes do governo? Não é como se eu tivesse invadido o sistema de segurança do Pentágono!
Sério, era a quarta vez que o pai da Alice cancelava o cartão dela só naquele semestre. Um deles, pelo menos. Ela sempre tinha os de emergência.
— Senhorita, não sabemos sobre o que vocês estão falando. Estamos aqui por causa do sorteio realizado pela revista Most Stars.
— Ah! — nós três dissemos em uníssono.
Pausa para o silêncio constrangedor.
— Então, para quê, exatamente? — Alice perguntou.
— Buscar os termos de aceitação assinados pelos responsáveis por vocês.
Ele só podia estar de brincadeira!
[…]
Papai estava encarando os protótipos de M.I.B Homens de Preto (e uma mulher) cuidadosamente enquanto eles explicava tudo.
E haja coisa.
Nós estávamos assinando um termo de compromisso, assegurando que tudo o que acontecesse durante a nossa estadia no Hotel Hollywood Plaza enquanto estivéssemos lá era de interesse total dos Gangster Boys e da produtora deles, portanto nós só poderíamos comentar sobre o que fosse permitido. Além disso, uma vez por semana uma repórter iria nos visitar e perguntar sobre a experiência de conviver com seus ídolos, que posteriormente seria publicado como reportagem na revista.
Era simplesmente muito para absorver — principalmente o fato de que estaríamos viajando para L.A. COM TUDO PAGO para ficar simplesmente num dos hotéis mais luxuosos dos Estados Unidos.
Quero dizer… Olá, sorte! Bom te ver por aqui depois de tanto tempo! Achei que você não fosse com a minha cara. Enfim.
— Bella, preciso dar uma palavrinha com você — Charlie atrapalhou meus devaneios.
Ops. Mau sinal. Péssimo sinal. “Preciso dar uma palavrinha com você” é tão bom quanto “Seu boletim chegou hoje”.
Segui meu pai pelo corredor até o “escritório” — o ambiente de enfeite da casa, já que ninguém ficava lá. Bem, a não ser para dar palavrinhas, para a minha sorte.
Ele fechou a porta.
— Bella, o que você está pensando?! — disse ele ao virar-se. — Você espera que eu concorde em te deixar à mercê dessa gente que não conheço, que vem com essa conversa estranha… Jesus, você sabe o que pode te acontecer? Além disso, seu boletim chegou hoje.
O que eu falei sobre essas frases mesmo? É. Duas das Frases da Morte dos Pais. Péssimo sinal, definitivamente.
— Não. Não, não e não.
— Mas pai…
— Já passou da hora de você parar com essa fixação por esses moleques! E se você for molestada? E se…
— Se isso acontecer, pai, eles vão ter muito o que pagar de indenização depois para que o assunto não chegue aos tablóides. É sério — e, tipo assim… Que terrível seria se eu fosse "molestada" por Edward Cullen. Ou Jasper Whitlock. Sério, que horror, né?, acrescentei mentalmente.
Ainda bem que meu pai não era do tipo que lê mentes.
— Bella…
— Pai, olha só… — eu disse com minha voz “vou ser teimosa, pronto!” — Eu tenho dezessete anos, já sou quase maior de idade e estou pedindo a sua permissão. Podia ser pior. Eu podia estar matando, roubando, me prostituindo, vendendo a minha alma ao satã… Podia estar namorando um vampiro sanguinário, mas não. Estou só pedindo que você assine uns papeis para que eu vá ver umas celebridades. Nem estou arrumando problemas. Eu podia ser daquelas loucas presas por invadir a casa deles, sabia? Talvez eu vá ser, já que você não quer me deixar fazer isso legalmente… — tomei fôlego. Eu tinha a leve tendência de falar tudo de uma vez e muito rápido quando nervosa…
Papai suspirou.
— Okay! Vencido pelo cansaço. Ou devo dizer pela chantagem?
Sorri para ele e o abracei.
— Muito obrigada!
— Eu sei que vou me arrepender disso… Eu sei…
E com isso eu corri dali antes que ele mudasse de idéia.
Duas malas e alguns papéis assinados depois, entrei num lindo e caro (sério, estilo importado… Provavelmente Alemanha) sedan em direção à viagem da minha vida. Rosie e Alice já estavam lá — claro, porque a sorte de ter um pai hiper-protetor com o adicional de ainda ser da polícia ficou todo para mim.
A sorte era que os agentes secretos contratados para nos escoltarem estavam em um carro diferente nos seguindo, então podíamos conversar normalmente.
— Gente, é oficial: começa agora a Operação Conhecer Um Popstar. Nós temos que…
— O que é isso? — perguntou Rosalie.
— O nome da operação — respondeu Alice.
— Que operação?
— Conhecer Um Popstar.
— E pra quê serve?
— Pra você perguntar, Rosie. Agora que você já fez isso, deixe-me continuar — uma Aly já sem paciência grunhiu para a Rosie.
— Credo. Que besta.
Revirando os olhos, a fadinha hiperativa continuou:
— Então, eu já arquitetei tudo. Como foi a Rosalie quem ganhou o sorteio, ela não pode fazer parte do plano… Então ela tem que agir nor…
— Por que não posso? Como assim?
— Fique quieta e escute, urubu! — cortou Alice. — Você ganhou a coisa toda, ser, que sentido vai fazer se parecer que não curte os garotos?
Rosalie pareceu ter entendido.
— Agora prestem atenção: Rosie, você é a fã, nós só somos as amigas que estão te acompanhando. Entenderam? É perfeito!
Meus olhos brilhavam em expectativa. Alice discorria sobre tudo o que ela tinha pensado, distribuindo para mim o material da ofensiva. Eu tinha que admitir, ela tinha aplicado uma grana alta na estratégia…
Estávamos torcendo para que desse certo… Mas a verdade era que a coisa toda era genial demais para não dar. O plano de mestre.
Além disso, Alice sempre teve mais sorte que eu.
* * * *
Enquanto isso, do ponto de vista do narrador...
O helicóptero pousava suavemente sobre o heliporto do hotel. Edward, Jasper, Emmett e Jacob estavam esperando no último andar, onde três fãzinhas enlouquecidas e anônimas viveriam seu sonho adolescente.
Os produtores e agentes do grupo haviam dito que aquilo seria o melhor material em marketing que eles algum dia poderia produzir… Principalmente por ser uma idéia relativamente inovadora.
Edward concordara unicamente por esse motivo. Jasper estava mais entediado que tudo e os outros dois… Bem, é realmente melhor não comentar o que eles estavam pensando, os pervertidos.
— Sorrisos, garotos. Não se esqueçam. Vocês têm que ser legais, pelo menos uma vez na vida — esse era Ted Stevens, o agente dos quatro, descendo o elevador e deixando-os sozinhos (tudo bem, com a Debby. Grande diferença) com três desconhecidas que, pelo que eles sabiam, podiam muito bem ser assassinas em série.
Ótima idéia, Ted. Deixe as suas maiores fontes de renda para serem devorados por tubarões.
Eram tão fácil para ele falar, já que só observava dos bastidores. Não era ele quem era perseguido por aquelas garotas ensandecidas (e eventuais garotos). E definitivamente não foi ele que teve um pacote interceptado pelo esquadrão anti-bombas.
Eles eram gostosos, talentosos e famosos. E milionários. Por que se dar ao trabalho?
Além disso, Edward estava tendo um péssimo (e péssimo dos MAIS PÉSSIMOS) pressentimentos sobre aquilo tudo. É sério. Aquela micose nos seus pés não era bom sinal.
Enquanto isso, cento e vinte e três andares abaixo, um pouco para a esquerda, Bella, Alice e Rosalie desciam na pista de pouso e se encaminhavam para a entrada do hotel com a mente mais lotada de estratagemas do que a Sra. Bennett jamais poderia ter. Quero dizer, Rosalie não tinha mais do que alguns sopros de vento na cabeça no momento, mas mesmo assim. A bagagem delas chegaria depois, de carro — ou carros, já que uma das pessoas ali era Mary Alice.
O plano estava formado. Os Gangster Boys, que Deus tivesse pena deles, não estavam prontos para receber aquelas meninas nem nessa vida, nem na próxima. Sem tramarem nada elas já eram encrenca, imaginem daquele jeito?
O hall de entrada do hotel era simplesmente… indescritível. Havia poltronas de couro para espera que com certeza valiam toda a casa de Bella, uma cachoeira artificial atrás da mesa da recepção, plantas espalhadas por todo o lugar em vasos cromados… Para completar o ar de riqueza só faltava o tapete de notas de cem dólares.
As três foram recepcionadas por uma mulherzinha que disse ser a encarregada das “convidadas” durante sua estadia lá — tipo babá, mas em um termo atenuante. Bella e Alice reviraram os olhos enquanto Rosie batia palmas. Seu nome era Debby e ela as guiou pelo enorme salão até o elevador (tão chique quanto o resto… e era só um elevador. Era de se esperar que essas coisas fossem padrão, porém okay), levando-as à suíte de cobertura.
“Emocionante” era uma palavra um pouco vaga para descrever aquele momento.
Alice e Bella se preparavam psicologicamente para o que viria a seguir — apenas conhecer os ídolos de suas vidinhas medíocres… Coisa mínima, TIPO ASSIM! —, quando o plim soou, tão mágico quanto teria sido se aquele fosse um filme do Harry Potter, e as portas se abriram para a visão do paraíso: os Gangster Boys, nunca antes tão não-feitos-de-papel-de-poster-de-revista.
Elas tinham que admitir… Eles eram tão gatos quanto nos comerciais, nas capas de revistas, nos pôsteres… E tudo bem, mais arrumados do que nas fotos de relance dos paparazzis, mas quem se importa?
Bella achou que ia desmaiar, enquanto Aly já encarnava a personagem. Era como a garota sempre dissera: tinha sido feita para o estrelato, isso era um fato!
E sim, a rima era proposital.
— Bem vindas! — disse Emmett, o mais sociável do grupo no momento, com um sorriso matreiro. — Nós estávamos ansiosos pela chegada de vocês!
Edward deu seu melhor sorriso — que não era exatamente bom, fazer o quê — resistindo ao impulso de dizer “fale por si mesmo”. Olhou para Jasper, vendo se amigo teria a decência de mostrar sua cara de “Aff” característica… para encontrá-lo com um olhar estranho e vidrado. Nas garotas.
Tinha que ser brincadeira.
Rosalie voltou para a realidade nesse momento.
— Ai, meu DEUS! NÃO ACREDITO QUE TÔ AQUI DE VERDADE MESMO! Edward, Jake, Jazz… Emmett! Vou ter um infarto do coração! — gritou ela, saltando, sendo hiperativa no estilo Alice, mas em menor escala… E isso assustou aos garotos. Pobrezinhos.
As outras duas estavam caladas diante da cena da loira.
— E vocês? — Emmatt olhou preocupado para elas, tão quietas atrás da Rainha do Chilique ali na frente — Deus, estão em choque? Debby! — chamou.
— Estamos ótimas — arriscou Bella, tentando parecer indiferente.
Alice fitou a amiga, depois voltou a olhar para os quatro garotos à sua frente.
— Vocês eram mais bonitos com o Photoshop — comentou ela, como se falasse do tempo excepcional que estava fazendo aquela tarde.
Os Gangster Boys se entreolharam, atônitos.
Operação Conhecer Um Popstar:
#1. Não esteja impressionada.
Los Angeles que se segurasse em pé (e sem pegar fogo, explodir, ser levada à falência, ter escândalos a nível mundial), porque a loucura estava prestes a começar.
Notas finais
Caso vocês queiram estapear a Alice, bem, ela tem um propósito maior nessa loucura toda, acreditem.
E que propósito.
E, sim, tem como ficar bêbado com Coca-cola. Não me contradiga, o psicólogo disse que não é esperto da parte dos outros.
Cumprimento de dedinho para você que sabe do que eu estou falando! :*
Gostaram? Riram? SIM?!?!
Comentem e me façam felizes também, poxa! E se alguém sentir falta de comédia nesse meio tempo... As Loucas Confissões de Jessica Summer está lá nas minhas histórias para quem quiser ler, ok?!
^^
BeijoS,
Miss Doll ;*
P.S.: Horário do término do capítulo 2:55 am. Número um no cronograma para o dia seguinte: Levantar às 7h.
Acordar cedo: você está fazendo isso errado.
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