Coming To Life
2 Bonnie
Notas iniciais
Ele a olhava com os olhos arregalados .
–Bonnie?
Antes que Bonnie reagisse, ele a abraçou com toda força que teve e começou a chorar em seu ombro.
–não vá embora de novo, preciso de você! eu estou enlouquecendo.
Ela não lembrava quem era, mas quando ela olhava para seus olhos ela sentia uma enorme vontade de abraçá-lo e protege-lo do mundo. Mas quem era ele?...
Ao soar o alarme Bonnie acorda e, apesar de querer voltar a dormir , ela levanta-se rapidamente e vai para o banho.
Quando Ben acordou estava estirado diante de Bonnie, foi quando um rancor guardado se expôs em busca de vingança e ele tentou dar uma lição em Bonnie , e só ai notou que estava acorrentado da cabeça aos pés, caindo em cima de seu próprio corpo.
– o que você quer ? — perguntou o garoto depois de um grito interno de dor.
Bonnie jogou um prato de comida quase vazio e empurrou com o pé para o prisioneiro.
–Bon Appetit ! — zombou a garota, e saiu do lugar sem nenhum indício de dó.
Bonnie saiu da cela do prisioneiro e foi para o poço que irrigava a vila. Chegando ao local ela notou uma grande concentração de gente em volta do poço, e antes de qualquer pergunta, um ancião notou a chegada de bonnie e gritou com seu rosto fervendo de ódio :
–Olhe o que você fez, a maldição foi lançada contra nós, por sua culpa! E você é a única que deve pagar por isso.
Bonnie recuou alguns passos para trás para ter certeza que estavam falando com ela, foi quando a multidão começou a ir em sua direção, a moça virou de costas e começou a correr em completo desespero buscando um abrigo para se proteger, enquanto seu corpo agia por completa adrenalina como nunca ela havia visto antes, sua mente estava confusa em busca de respostas, que maldição era essa na qual ele falou? por que a culpa era exclusivamente dela? será que todos haviam enlouquecido?.
Ao cruzar a 4 esquina, Bonnie chegou em uma rua sem saída, antes de pensar em uma nova rota de fuga, ela foi puxada rapidamente para um beco entre a grade alta do fim da rua e um muro completamente desgastado.
Pressionando os olhos com toda a força, ela torcia que isso ajudasse para não notarem a presença dela ali, Bonnie ignorava o fato de ter alguém tapando a boca dela, ela até agradecia quem quer que fosse por ter salvado a vida dela. Quando o barulho da multidão havia se dispersado de modo que Bonnie quase nem ouvia mais, ela resolveu ver quem era seu salvador.
A moça abriu os olhos cuidadosamente pra ter certeza de que não corria mais perigo, quando seus olhos estavam completamente abertos ela se virou rapidamente.
Ben encarou aquele prato de comida que parecia ter apenas algumas ervilhas, enojado do prato, porém com fome ele se esticou para tentar alcança-lo.
Foi quando ele ouviu um barulho de porta, e a pouca luz que havia naquele lugar se apagou por completo. Ben rapidamente entrou em modo defesa, seu coração parecia que queria pular para fora, e era o único som que se ouviu em meio do silencio absoluto.
Mas esse silencio durou por pouco tempo, logo ele foi quebrado por um barulho parecido com passos que se aproximavam rapidamente, antes que Ben pudesse tomar uma reação as luzes voltaram a se acender, e tudo parecia estar igual... em exceção as correntes que o prendiam.
Vendo-se livre das correntes Ben levantou-se e olhou de novo para ter completa certeza de que aquilo havia acontecido, mas logo se acalmou e falou o mais alto que pôde:
–Se vocês querem me assustar, vão ter que fazer mais do que isso!
Logo quando terminou a frase, outro barulho se instalou no local, mas dessa vez um barulho baixo vindo da porta. Ben se aproximou curioso, porém antes mesmo de encostar na porta, ela se abriu por completo...
Bonnie recuou ao tomar um susto, quem era ele? não podia ser novato sem passar por ela, isso era impossível, mas se não fosse novato por que ela não o conhecia?, ele era familiar demais para ser de fora da vila, mas ela não lembrava de ter visto ele antes.
–Antes que pergunte, sou Héctor... Mas não temos muito tempo para saudações, temos que ir rápido antes que te encontrem.
Héctor puxou a mão de Bonnie até o final do beco, ela sem discutir o acompanhou, até pararem em frente a uma porta verde de madeira, era a única coisa colorida no local, e parecia chamar muita atenção, mas ela nunca havia notado a mesma.
–Primeiro as damas — disse ele ao abrir a porta.
Atrás da porta havia um longo corredor com pouca iluminação, Bonnie parou e se perguntou por que estava acompanhando um desconhecido em um lugar como esses, sabe-se lá quem ele era, mas para estar fora do conhecimento dela, não era coisa boa. Quando ela começou a dar indícios de que iria recuar o barulho da multidão voltou a poder ser ouvido novamente.
–Parece que você não tem muita escolha não é? — zombou Héctor.
Sem pensar duas vezes Bonnie entrou pela porta, seguida por Héctor...
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