Notas iniciais
Oi oi gente. Espero que gostem deste capítulo, Anne está passando por um momento bem importante =]

Na manhã seguinte acordei com meus cabelos molhados de suor, mal tinha dormido. Levantei sem vontade alguma de ir ao colégio mas eu tinha prova de física uma das coisas que mais odiava na vida. E eu não tinha estudado. Traduzindo: Nota baixa, baixíssima. Ao menos hoje era sexta-feira eu só teria que trabalhar e mais nada depois iria para casa e dormir. Tomei um banho super rápido e fui tomar café.
–Bom dia!!!!!!!! Gritou minha tia e continuou cantarolando pela cozinha. Ela parecia ter tomado um choque de felicidade.
–Bom? Só se for pra você.– Resmunguei baixinho.
–Sua mãe vai voltar amanhã querida, isso é ótimo!– Ela abriu um enorme sorriso e não pude deixar de compartilhar esse sentimento de felicidade.

Com meu tanque cheio, não tive problema desta vez em ficar na estrada, cheguei em 5 minutos no colégio. Sentei em um banco ao lado da sala de física e esperei pacientemente com meus fones de ouvido no ultimo. Não queria ser incomodada por ninguém e fechei meus olhos tentando relaxar ... quando algum ser mais desastrado que meus dois pés esquerdos cai em cima de mim.
–DESCULPA, DESCULPA ANNE FUI EU. Eu só queria te acordar de um jeito sutil sabe ..
– P**ta me*da Becca você poderia ter me chamado ou algo do tipo, não se jogado em cima de mim feito uma pessoa retardada.– Revirei os olhos e tirei os fones de ouvido.
–Nossa, agora você pode parar de gritar comigo?– Ela fez um biquinho. Suspirei fundo. – Alguém acordou de mal humor hoje hein.–
–Vai te catar– Soquei de leve seu braço e entramos na sala de aula.

Ao passar do tempo as aulas estavam mais irritantes e desprezíveis que o normal, ainda mais quando minhas aulas e as de Becca éramos separadas. Depois do intervalo, pensei que seriam piores. Eu tinha me dado super mal na prova nada mais me surpreenderia. Mais eu estava errada. Quieta com meus livros em mãos, sentei numa carteira distante do restante da sala. Porém meu silêncio foi interrompido rapidamente me deixando frustada. Uma voz muito conhecida tagarelava ao meu lado.

–O que eu sentia por ele parecia complicado demais para definir, mas logo se tornou óbvio para mim que a emoção mais forte que eu sentia, a que estava agitando meu coração, era… amor.– Declarou Zac em meus ouvidos. Abri os olhos e o encarei confusa, porque diabos ele estaria declarando isso para mim .. ele lembrava que a Maldição do Tigre era um de meus livros favoritos. Mas ainda não tinha entendido.
–Oi? Você está falando comigo?–
–Viu como eu ainda lembro?– Seus olhos estavam fixos nos meus, o que para mim não surtiam mais efeito algum. Eu estava certa desde sempre. Eu não amava Zac e tinha me esquecido como isso me fazia eu me sentir super mal.
–Zac, o que eu tinha para te dizer já foi dito, já se passaram tantos meses e você aparece assim como quem não quer nad..–
–Relaxa ai Annabell, só vim curtir com a tua cara um pouquinho.– Ele mostrou a língua e se levantou.
–Você é um otário como sempre suspeitei– Declarei baixinho. Olhei feio e o ignorei feito uma criança revoltada por não ganhar o brinquedo que gostaria. Ele saiu dando risadinhas e sentou-se ao lado de sua nova ''namoradinha''. Eu não ligava de verdade, se minha atitude o fez pensar que eu me importasse ele estava redondamente enganado. Suspirei fundo e esperei em silêncio a chegada do professor, eu já estava morrendo de tédio antes mesmo dele declarar as primeiras palavras.

–Bom dia incompetentes .. – Suspirei e depois disso não ouvi mais nada, ignorei completamente o restante da turma e voltei-me para meu livro que era muito mais interessante que todo esse blá blá de sempre. Era meu último ano, e só se passaram 4 meses de aula, eu tinha muita coisa que aturar ainda. Fiquei entretida demais para notar certas coisas, meus livro era um romance. E romance me prendia fazendo-me sentir esperançosa a ponto de encontrar um amor de verdade, talvez alguém que eu realmente goste.

–Hathaway!– Pulei da cadeira com um susto. –Você por favor gostaria de deixar este livro em paz e prestar atenção na aula pelo menos desta vez?– Gritou meu professor. Naturalmente fui ficando vermelha por conta da situação, e mais e mais, eu sabia que parecia um tomate e eu odiava essa sensação.– Muito obrigado.– Prosseguiu ele.– Então como estava dizendo, temos um novo aluno na classe para nossa alegria. E ele sentará com você Hathaway.–

Olhei em direção ao rapaz ao lado do professor minúsculo e gordinho e soltei um suspiro. Meus olhos conheciam aqueles olhos. Era o rapaz do telefone. Cruzei os braços com extremo constrangimento e tentei forçar um sorriso que acredito que tenha parecido uma careta. Meu coração deu uma pequena vacilada, igualmente aquele dia que o peguei ao telefone. Me senti como se tivesse voltado no tempo por alguns segundos e congelei enquanto ele andava cautelosamente ao meu lado. Sem nem dizer uma palavra se quer ele abriu seu caderno me ignorando completamente. Não entendia o por que de sua atitude, no dia que nos ''conhecemos'' ele foi simpático e hoje estava com uma atitude rude.

Talvez eu estava o julgando mal. Nem conhecia esse sujeito ... Com o canto do olho fiquei observando seus movimentos discretos, ele sentou-se ao meu lado só que muito longe, isso me desapontou. Por que ele me chamava tanta atenção? Tinha vários garotos bonitos como ele.

Não! Eu estava errada ao comparar com um garoto normal. Ele era mais que isso, mesmo parecendo desleixado ele era mas bonito que o normal, se é que é possível. Seus cachinhos castanhos caiam em seu rosto, vi que ele tocou-os várias vezes para não deixa-los atrás da orelha. Me deu um pouco de agonia, ele não precisava ficar arrumando não era nada necessário. Sua barba estava por fazer e ele parecia nem se importar. Isso deu um charme a mais. Era perfeito. Seu rosto, seu nariz meio pontiagudo mais combinada exatamente com o formato triangular de seu rosto. Pisquei várias vezes ficando vermelha novamente. Eu estava gravando detalhes, não era certo eu não podia ficar reparando nele assim, isso é um indício de atração e não quero isso. Agora não. Virei para frente e percebi que Zac me fuzilava de um jeito assustador. Não me surpreendi. Sorri ironicamente para ele.

Essa é a lei do retorno, todos os dias ele tentava esfregar na minha cara que estava namorando uma gostosa do colégio, mais não percebeu o quanto ela é burra também por achar que eu tenho inveja dela, daquele seu vermelho extremamente exagerado e ridículo. Nunca dei motivos por ciúmes ou inveja, sempre fui muito fria se tratando disso nunca demonstrei qualquer emoção a não ser indiferença. Sem comentários, ambos tem sérios problemas de auto-confiança. E eu também para falar a verdade. Já tinha rabiscado a ultima folha do meu caderno inteira, e percebi que o rapaz estava me observando. Droga.
Eu com certeza estava ficando vermelha.