Come Bite Me

46 Cap. 46 - Meet me in my bedroom


Notas iniciais
Uia, mais um *-*

Erguendo as sobrancelhas, James se aproximou dela. Lizie sentiu o toque quente de James, por causa da chuva fria. Ele encostou a testa na dela, fechando os olhos por um momento.

- Ainda não. – Ele disse, se afastando – Não sabendo que vamos continuar na mesma situação de antes. No mesmo tom de frieza. Não quero nóssendo assim. Você não sabe o quanto é insuportável te ver, e saber que não posso te beijar ali, em qualquer momento.

Ele deu um passo pra trás. Elizabeth sentiu o chão caindo sob seus pés quando ele se afastou.

- E se... – Ela começou – Eu dissesse que... Que não vai ficar igual?

Ele a fitou por um momento longo. Tomando coragem, ela continuou:

- Mas como devo saber que esta sendo verdadeiro? – Ela disse – Sabe, vampiros tem poder de persuasão, e tudo mais...

James riu sem humor. – Por favor, Lizie... – Ele se reaproximou – Acha que eu seria cretino a ponto de te manipular?

Ele estava na mesma posição de antes, só que ainda mais perigosamente perto. Elizabeth sabia que era errado. Na noite passada, tinha sonhado com Anjos caindo do Céu, e aquela mesma garota dos cabelos negros, dizendo para ela se afastar de James. Era sempre o mesmo. Ela não queria perdê-lo quase o tanto de que não o queria machucado.

Mas com ele assim, tão perto dela, Lizie perdia o raciocínio. Era difícil se concentrar em algo.

- Acho. – Ela sorriu malandramente.

- Se eu te provasse o quanto eu seria cretino... – Ele a puxou de leve pela cintura, e sussurrou em seu ouvido – Você não aguentaria.

- Ainda não sei se esta sendo sincero. – Ela disse, tentando conter a tremedeira.

Ele a olhou novamente, e Lizie só conseguiu lembrar-se da perigosa proximidade entre eles quando os lábios de James estavam sobre os dela. Ele capturou os lábios da garota, dando-a um beijo colante. Ela preferia pensar assim, a pensar que era um simples selinho demorado estúpido que não era nem metade do que ele podia fazer nem causar nela.

- James... – Ela disse, segurando a camisa dele – O que foi isso?

- Um beijo. – Ele disse, dando de ombros. As mãos dele estavam na cintura dela – Da maneira mais chata.

- Não é o que pode fazer. – Ela disse, olhando-o nos olhos. Eles estavam escuros, arregalados. Lizie podia jurar que ele a achava feia naquele momento. Pelo menos, parecia. – Quero dizer, no momento não é o que eu quero. O que eu preciso.

Ele riu baixinho, e selou os lábios nos dela novamente.

Dessa vez, Lizie se permitiu apoiar as mãos no peito dele, segurando a blusa com firmeza nos dedos. James a beijava longa e lentamente, do jeito que a fazia se arrepiar por completo.

As mãos de James estavam pousadas na cintura de Lizie, chegando perto do quadril. A mão dela vagava pelo peitoral dele, e a outra seguia caminho para nuca. James a envolveu totalmente com os braços,segurando a barra da blusa dela. Elizabeth sentiu o leve contato de sua língua na dela, e seu corpo estremeceu no exato momento. Ela apertou os dedos no cabelo dele, e segurou firmemente sua blusa que, provavelmente, ficaria bem amassada depois.

James sempre a deixava assim. Ainda mais quando o beijo não era desesperado. Ela virou a cabeça lentamente, tentando achar alguma posição na qual pudesse aproveitar mais, se é que possível. Ele aprofundou ainda mais o beijo, deixando os dedos passearem pelas costas da garota, puxando-a para mais perto gentilmente. Seus corpos agora se colavam em cada milímetro. Até a barriga e os quadris. Lizie mordiscou o lábio inferior dele, e ela o ouviu gemer rouca e baixamente durante o beijo. Ele deixou uma mão ir até a nuca da garota, enroscando os dedos no cabelo molhado dela.

James parou o beijo devagar,dando-a um selinho no final. Ela ainda com os olhos fechados quando sentiu o polegar dele acariciar sua bochecha. Lizie permitiu abri-los, e encarou com êxodo os olhos verdes do vampiro.

- Queria que isso fosse oficial. – Ele disse, num tom de lamento.

- Quem sabe... – Lizie disse, ainda tremula por causa do efeito dele. James pareceu surpreso com o comentário.

- Quem sabe? – Ele repetiu, incrédulo – Você sabe, Campbell.

Naquele instante, ela fechou os olhos novamente. Pensou seriamente em tudo o que estava a sua disposição. Sabia que, talvez seria um risco pra ela e para ele, mas como seria possível não ‘’esbarrar’’ com ele morando na mesma casa? E de uma coisa, ela sabia: Que não seria capaz de viver sem o beijo dele mais; pelo menos era o que sabia, ou achava que sabia.

- Não podemos, sei la... Manter segredo? – Ele perguntou.

- Você ia querer mentir pra todos?

- Eu não ligaria.

Ela mordeu o lábio inferior, pensando numa resposta tão boa quanto a dele parecia ser. Quando estava prestes a dizer, ouviram gritos.

- Ah, qual é? – Tara gritou, se aproximando deles – Não podiam esperar até chegar num quarto?

Ela tirava folhas do cabelo e arrumava o chicote que tinha carregado preso no cós da calça.

James recuou na hora, soltando Lizie e coçando a garganta. Olhou friamente para Tara, e Nathan se aproximava atrás.

- Não há nada por lá – Nath disse – Checamos todo o perímetro. Nenhum vestígio.

- Ótimo. – Disse James – Teremos que entrar pela entrada secreta, perto do cemitério. – Ele passou por Lizie,sussurrando em seu ouvido: — Ainda não acabamos. Me encontra em meu quarto essa noite. É claro, se sairmos vivos.

Notas finais
RECOMENDAÇÕES, PLEEEEEEEEASE? não? ok :/