Come And Save Me Tonight
14 Not too bad
Notas iniciais
Faz exatamente um ano que eu me cadastrei nesse site ;DDD
Aceito os parabéns nas reviews. HAUHAUAH
Tá, to brincando.
Oi, gente.
É, eu sei. Eu estive sumida.
Muito provavelmente vocês acharam que eu tinha abandonado.
E tinha mesmo.
Não definitivamente... Mas eu simplesmente não consegui escrever uma linha desde a última vez em que postei.
Bom, eu me esforcei um pouco (a lot) mais e cá estou.
Rachel ligara para Kurt um pouco antes de saírem da casa de Quinn. Com a promessa de que o recado seria dado a Burt e de que teria o seu carro até no máximo o fim do dia, ela partiu para a escola no new beetle vermelho um pouco mais aliviada.
Quinn dirigia despreocupada, cantarolando uma música qualquer de uma banda que Rachel não conhecia. A menina judia não conseguia entender como acabara sentada no carro da capitã das líderes de torcida (a mais vil delas, segundo uma orgulhosa Sue Sylvester)... E pior, uma capitã líder de torcida cantarolante e que parecia realmente feliz enquanto guiava o carro em direção à William McKinley.
Alisou a saia do vestido florido escolhido por Quinn. A implicância com os vestidos acinturados e geralmente em tons claros era obviamente uma brincadeira. Rachel nem sequer saberia dizer com exatidão o quão mais ela preferia esse estilo de Quinn àquele meio punk, adotado no começo do ano. Sorriu para si mesma, se perguntando o que uma pessoa tem na cabeça ao pintar o cabelo de rosa, e o gesto extremamente simples atraiu a atenção da motorista, que a olhou curiosa. Rachel meneou a cabeça, como quem diz "bobagem", em resposta à pergunta muda de Quinn e quando o carro fez uma curva na direção contrária a que teriam que tomar para chegar ao colégio, foi a vez de Rachel buscar o olhar de Quinn em busca de respostas. Dois quarteirões apenas após a dita curva, o carro estacionou na frente de uma casa tipicamente americana, dessas com dois andares e uma cerca branca no jardim. Antes mesmo de o carro estar devidamente parado, Rachel viu Britanny saindo pela porta principal. Quinn continuava cantarolando, enquanto checava a maquiagem através do espelho retrovisor. E continuou olhando através do espelho enquanto Santana se jogava no banco de trás trazendo consigo a namorada entre uma gargalhada e outra. A contagem regressiva de Quinn durou exatamente até o número sete (começando do dez), para que a amiga latina parasse de rir e se empertigasse, sentando-se melhor no banco, apesar dos protestos de Britanny que obviamente queria continuar a brincadeira de uma tentar levantar a saia da outra. A loira-motorista engoliu em seco, pressentindo o apocalipse quando Santana apertou os olhos na direção de uma Rachel que parecia ter sido transformada em uma estátua ou algo do gênero. Perante o clima quase palpável em razão de tanta tensão, a única que parecia não ter sido afetada era Britanny.
– Hey Rach! — Rachel piscou alguns pares de vezes antes de por fim responder o sorriso aparentemente realmente sincero vindo da líder de torcida (já de uniforme) no banco de trás do carro.
– Q, eu acho que em algum lugar dos livros do Harry Potter, nós podemos achar um repelente contra duendes ou alguma coisa do tipo. Seu carro parece estar meio infestado dessas coisas.
Quinn mordeu a parte interna da bochecha enquanto dava partida. Respirou muito fundo para engolir a gargalhada, consciente dos dedos de Rachel, até brancos de tanta força que a menina fazia ao apertá-los contra a palma da mão.
– Veja bem, Santana. Embora eu seja uma grande apreciadora da literatura britânica contemporânea eu não acho que seja de bom tom chamar os cole...
– Nhem nhem nhem nhem, bla bla bla bla. Q, você me odeia? Não é porque eu roubei o pai da sua filha uma vez há muito tempo atrás que você tenha que fazer isso comigo. Eu achei que nós já tivéssemos superado essa fase.
Rachel virou-se para o banco de trás, a indignação em pessoa.
– Quinn não é uma pessoa rancorosa!
Os olhos esverdeados dobraram de tamanho e quando buscaram o espelho retrovisor, encontraram toda a malícia presente em Santana Lopez em forma de sorriso.
– Ah é?
– É sim, San. A Q nem mesmo deu queixa quando o Lord T roubou aquele isqueiro de estimação dela, você não se lembra?
Britanny desviou o foco e momentaneamente Quinn suspirou aliviada.
– Todos nós sabemos que seu gato está reabilitado, Brit. Aquilo foi só uma recaída. — Sustentar as histórias de Britanny sempre era uma boa maneira de manter Santana interessada no assunto.
– Re-caída, Fabray? Tipo essa "caída" que você desenvolveu pelo pigmeu de uma hora pra outra?
Quinn voltou a olhar pelo retrovisor a tempo de acompanhar Santana cruzar os braços e voltar a sorrir triunfante.
Rachel chegou a ter que apoiar ambas as mãos no painel do carro quando Quinn pisou no freio. Mas o reflexo de segurar a cintura de uma Fabray semi-enlouquecida que se projetava através do vão entre os bancos e tentava agarrar uma Santana que só conseguia gargalhar foi mais forte que ela e com certo esforço, Rachel conseguiu fazer com que Quinn voltasse a seu lugar original.
Rosnando, a menina loira voltou a colocar o cinto de segurança enquanto Santana tentava achar algum ar para respirar entre uma gargalhada e outra.
– Eu não jogo no seu time, Santana. Para sua desilusão, suas mãozinhas latino-americanas nunca irão tocar esse traseiro ariano que você seca da parte debaixo da pirâmide... ou da parte de cima... ou do meio, se nós estivermos emboladas como estávamos da última vez. — Enrolou-se, para seu infortúnio.
A risada de Santana foi a primeira coisa a ser ouvida depois dos poucos segundos de silêncio mortal. E então Britanny pareceu ser contagiada e então foi a vez de Rachel. Quinn não entendia o porquê de aquilo parecer tão engraçado. O bico que as outras três meninas ganharam por parte da loira permaneceu pelo resto do caminho até a escola, Quinn pensando que era muito, mas muito indelicado rir do acidente de uma amiga. Ainda mais indelicado ainda se essa sua amiga estiver dirigindo o carro em que você viaja de carona. Se elas não estivessem a algumas poucas quadras do colégio, Santana iria aprender tal lição à duras penas... Mas na situação em que se encontravam muito provavelmente a latina iria de muito bom grado, zombando da cara de Quinn ainda por cima.
Britanny agarrou-se ao braço de Rachel tão logo o carro vermelho foi estacionado e elas desceram. Quinn precisava dar uma checada em alguma coisa que ela ouviu chacoalhando no porta-malas. A última vez em que isso havia acontecido, Santana tinha camuflado uma dúzias de latas de cerveja vazias lá dentro e Quinn teve problemas para se explicar em uma posterior blitz policial. Ela não correria esse risco novamente tão cedo.
– Eu quase consegui te enxergar com um bigodinho ridículo e um uniforme mais ridículo ainda lá dentro. Claro... o cabelo penteado pela vovó não pode faltar.
A voz de Rachel tão próxima a assustaria, se ela já não tivesse se acostumado.
– Porque você nunca entra no carro?
– Fica muito apertado.
– E como então você consegue saber o que acontece lá dentro?
Mick deu de ombros da maneira mais Berry possível.
– Q, eu gostaria realmente de acreditar que você está bem da cabeça, mas a Berry estava no seu carro agora há pouco e agora você está falando sozinha. Está ficando difícil, sabe?
Quinn revirou os olhos antes de se voltar para Santana.
– S, você não está atrasada?
– Estou. Se você não estivesse se amassando com a Berry na sua casa, talvez nós pudessemos evitar uma bronca e a Sue falando sobre como os meus quadris vão ficar enormes quando eu tiver um filho se eu continuar tão lenta.
Quinn fechou o porta-malas, checando que não havia sabotagem dessa vez e ajeitou a mochila no ombro direito.
Santana apertou os olhos, cruzando os braços enquanto acompanhava Quinn na direção da entrada da escola.
– Q, não olhe agora, mas eu acho que a Berry comprou um vestido exatamente igual aquele que você tanto gosta. — Outro revirar de olhos dourados. — Hey... Aquele ali É o seu vestido. Que coisa, não?! E veja bem, eu tenho quase certeza de que ela passou a noite na sua casa.
Fabray bufou, ainda sem olhar para Santana.
– Você é um ótimo observador, Solano Lopez¹. Daria um ótimo ditador paraguaio, sabia?
Sentiu Santana parar de andar e logo em seguida teve o braço direito pego num misto de delicadeza e firmeza. Santana exigia atenção.
– Você sabe que pode conversar comigo se quiser, não sabe?
Santana agora a encarava séria e Quinn sustentou o olhar por alguns pares de segundo, antes de sentir por fim a máscara de implicância que ela e a amiga partilhavam se desfazer aos poucos. Santana podia ser a futura mãe do anticristo ou alguma coisa do tipo, mas continuava sendo sua melhor amiga. Assentiu com vagar, o braço que Santana segurava passou a ser acariciado e Quinn ainda ganhou um sorriso tímido de brinde.
Voltaram a andar.
Alguns metros a frente, Britanny se juntou a elas, tagarelando alguma coisa sobre o último episódio do American Idol e Quinn por instinto olhou em volta, sentindo falta de alguma coisa que ela não sabia exatamente o que era.
– Brit... B... Onde está a Rachel?
– Oh, o Finn acabou de se encontrar com a gente. Eu disse que tínhamos vindo com você e ele pediu pra falar com ela.
– O-o que? — Santana ergueu uma sobrancelha perante a gagueira repentina.
– O Finn se encontrou com a gente e pediu pra falar com ela. — Britanny respondeu com naturalidade, buscando a mão da namorada. Quinn só percebeu que tinha parado de andar quando precisou apertar o passo para voltar a alcançar o casal.
– Brit, como assim? Ele gritou com ela? — A ideia de um brutamonte de quase dois metros de altura que costumava chutar cadeiras gritando com a judia lhe parecia uma visão desesperadora agora.
A sobrancelha de Santana voltou a erguer-se, seguindo-se por um franzir de cenho.
– Não gritou, Q. Mas ele não parecia muito feliz.
Quinn instintivamente olhou ao redor. Alguém como Finn Hudson não era dificil de se encontrar entre um bando de adolescentes. Ela sabia que o olhar inquisidor de Santana se cravava em sua nuca agora, mas não teve muito tempo de pensar no que fazia enquanto disparava na direção do casal que parecia conversar um par de metros longe dali.
Mick seguiu em seu encalço, mas Quinn se desviou do toque delicado que ela sabia que viria.
– Malandra... — Ouviu a voz de Rachel dentro de sua cabeça, mas Mick não tentou tocá-la novamente, o que fez Quinn se perguntar se o anjo estava se divertindo com aquela situação toda.
A versão mais brilhante-translúcida de Will Schuester que era o anjo de Finn olhava o protegido com pesar e Barbra acariciava o pescoço de Rachel com uma das mãos, enquanto a menina se mantinha cabisbaixa, parecendo ouvir o que o namorado dizia. Os olhos do anjo de Finn dobraram de tamanho quando este percebeu que Quinn se aproximava e pelo que Quinn pensou ser instinto, se aproximou de Hudson, se colocando entre o rapaz e a moça loira. Quinn não precisou de muito mais que um impulso para conseguir agarrá-lo pelo colarinho da camisa branca e tirá-lo do caminho.
Ele poderia ter reagido, mas pareceu chocado demais por ter sido tocado para conseguir fazer qualquer outra coisa que não fosse olhar Finn cambalear, como se tivesse sido atingido.
Então foi a vez de Finn ser agarrado pelo colarinho da camisa. Não foi tão fácil com ele, principalmente por causa dos bons centímetros que ele tinha em vantagem, mas mesmo assim, Quinn fez.
Ela não tinha ouvido muito, mas somente "Quinn Fabray está tentando nos separar porque me quer de volta" foi o suficiente para que ela se sentisse doente de raiva.
– O que você tem para falar sobre mim, você fala para mim, Hudson. — Ela vomitou as palavras muito próximas ao rosto dele. Finn havia escorregado na parede em que havia sido jogado, Quinn ainda agarrada à camisa xadrez. — Eu sei que é pedir demais para que você se porte feito um homem, mas pelo menos não se porte feito uma velha fuxiqueira.
Soltou-o então e Finn deslizou um pouco mais, parecendo um tanto quanto mais fraco do que um quaterback deveria ser. Quin o olhou, ainda de cima e saiu pisando firme.
Rachel olhava o desenrolar da cena assustada, agarrada ao fichário. Quando por fim acordou do estado de torpor em que se encontrava, precisou de quatro ou cinco passadas grandes para conseguir alcançar Quinn, que a essa altura, já ganhara o corredor principal dentro da escola.
– Olha só... — Rachel podia jurar que conseguia ver fumaça saindo de Quinn enquanto essa falava, ainda sem encará-la — Se você veio dizer o quão malvada e diabólica eu sou por ter espancado o seu namoradinho indefeso, eu não estou nenhum pouco interessada. — Quinn simplesmente parou de andar e Rachel teve trabalho para não bater com seu rosto contra as costas da outra menina. Um segundo depois a judia pode notar que pararam porque haviam chegado ao armário da cherrio.
Rachel engoliu em seco. Não era lá muito fácil lidar com a fúria de Qinn Fabray. Ela teria que ser cuidadosa.
– Na verdade eu... — Quinn fechou o armário com um único golpe e Rachel pulou, assustada. Respirou fundo, antes de continuar, mas agora Quinn lhe dirigia um daqueles olhares-morte que ela costumava ganhar alguns meses atrás e precisou respirar de novo. — Na verdade eu ia perguntar se você não gostaria de ir comigo ao banheiro, para que eu possa lhe devolver o seu vestido. — Tentou soar o mais casual possível. Sem muito sucesso.
Quinn franziu o cenho, desconfiada.
– Eu... — Rachel precisou limpar a garganta antes de continuar — Não me leve a mal, mas eu já te vi com esse vestido algumas vezes e você não costuma repetir roupas, o que quer dizer que gosta muito dele, então eu creio que você o quer de volta o mais rápido possível. Vem comigo até o vestiário e eu te devolvo.
Rachel tagarelou sem olhar diretamente para Quinn, só erguendo os olhos quando terminou por fim. Quinn pode sentir todos os músculos do rosto relaxando, descobrindo então um efeito da tagarelice de Rachel que até então ela desconhecia: ela se sentia um pouco mais calma agora. Assentiu com vagar, deixando que Rachel tomasse a frente enquanto rumavam para o armário da menina agora. Troca de roupas pega, seguiram para o vestiário.
Quinn observava com certo estranhamento o modo como Rachel andava pelos corredores.
A cabeça baixa e o movimento constante de olhar para os lados indicavam que ela estava em constante medo de ser atacada ou alguma coisa do tipo e Quinn simplesmente não entendia o porquê.
Alguém com o talento de Rachel não deveria andar de cabeça baixa por aí, deveria?
– Tcs... — Mick se fez notar, meneando a cabeça.
A atenção de Quinn foi momentaneamente desfocada da real Rachel Berry e no exato segundo após, ela se sentiu chocar contra o corpo miúdo da adolescente que seguia à sua frente. Desnorteados, os olhos passaram de uma Rachel encolhida para um grupo daqueles jogadores de hóquei que costumavam se meter a besta de vez enquando.
Em câmera lenta, Quinn pode observar eles se aproximarem e usando seu ponto de vista, pareciam dois suricates ou qualquer um desses animais já naturalmente histéricos. Pode ver o braço direito do rapaz que achava que era muito legal usar o cabelo no melhor modelo "cotonete" erguer o braço e pode observar também o quão mais babaca o outro rapaz que o acompanhava lhe parecia rindo daquele jeito.
Então Quinn fez o que qualquer ser humano normal faria e empurrou Rachel contra a parede mais próxima.
Qualquer ser humano normal? I dont think so...
Levando-se em consideração que Rachel ocupava o lugar exatamente à frente de Quinn, ao empurrá-la Quinn tirou-a do foco da massa avermelhada e muito, muito gelada. Como Rachel estava exatamente à sua frente, foi Quinn quem passou a ser o novo alvo.
Deus, como aquilo ardia!
Quinn estava novamente no trono do ensino médio haviam alguns pares de meses, então ela simplesmente se esqueceu do quanto doía levar um copo de raspadinha inteiro na cara.
Era como se seu cérebro estivesse congelando e a única coisa em que ela conseguia pensar era em seu pé esmagando as partes íntimas de um jogador de hóquei. QUALQUER jogador de hóquei.
Levou ambas as mãos aos olhos, gritando em um misto de desespero e ódio, ouvindo ao fundo as gargalhadas de metade dos estudantes que assistiram a cena. Ela fez uma nota mental sobre gravar cada um daqueles tons de voz para poder saber quem deveria torturar tão logo conseguisse se limpar daquela coisa que parecia agora ter se espalhado por todo o seu corpo e se infiltrado em sua alma.
Alguém tocou-lhe o braço com extrema gentileza, mas a única coisa que ela conseguiu fazer foi se safar com um safanão. O toque se repetiu, gerando reação idêntica. Somente na terceira tentativa, ela deixou-se levar.
Andou às cegas por mais algum tempo, ainda esfregando os olhos. A mesma mão que lhe guiava a fez sentar-se em alguma coisa que ela não conseguiu identificar o que era, mas que não parecia lá muito confiável. Permaneceu apoiando-se nos pés, de qualquer maneira. E então o toque delicado do que ela imaginou ser uma toalha ou algo do tipo, levou junto com o gelo ainda preso em suas sobrancelhas e cílios um pouco da ira. Só então Quinn se permitiu respirar.
Quando abriu os olhos, Rachel se debruçava sobre ela. Não parecia haver muita diferença de altura entre as duas, então Quinn olhou para baixo.
– Rachel, porque eu estou sentada no cesto de lixo?
Quinn teve novamente sua cabeça erguida e inclinada para trás, antes que Rachel respondesse.
– Porque o vaso sanitário é muito baixo e a pia é muito alta. O cesto tem a altura perfeita. — Respondeu com simplicidade, enquanto continuava a limpar o rosto de Quinn. O arquear de sobrancelhas por parte da loira a fez dar de ombros, antes de responder à pergunta muda. — Tina e eu meio que nos tornamos mestres nessas coisas. Ela me limpava quando necessário e eu fazia o mesmo.
Rachel sorriu e Quinn enrubesceu ciente de que por sua culpa, a mesma menina que lhe secava agora, muitas vezes esteve em seu lugar. Instintivamente desviou o olhar dos olhos de chocolate.
– Seus olhos estão vermelhos. Eu tenho um colírio, mas está no meu armário e de nenhuma maneira eu vou te deixar sozinha agora porque você pode cometer um assassinato e estragar o nosso baile de formatura.
Muxoxo. Quinn estava realmente contrariada.
– E você vai precisar se trocar também.
– Se eu colocar o meu uniforme, não vou conseguir me livrar do treino.
Rachel riu baixinho, erguendo outra vez a cabeça da embirrada Quinn Fabray.
– Por muita sorte, você trouxe hoje uma troca de roupas extra.
– Eu não trouxe nada, Rachel. — Fechou os olhos. Rachel não teria como obrigá-la a ficar de olhos abertos, pelo menos. RÁ, VINGANÇA!
Ouviu-a rir mais uma vez e franziu o cenho, bufando.
– Sim, você trouxe.
Então ela sentiu Rachel se aproximando um pouco mais. Sentiu o rosto ser pego por duas mãos delicadas e não conseguiu evitar o suspiro quando lábios quentes aliviaram um pouco o ardor do gelo em suas pálpebras. Primeiro o olho direito, depois o olho esquerdo.
Por alguma razão desconhecida, Quinn se sentiu imediatamente melhor.
Dez minutos depois, Rachel havia se trocado e ela também.
Olhou-se no espelho, quando ficou sozinha para que Rachel pudesse buscar o tal colírio que ela disse que tinha. Usava agora o mesmo vestido que tinha emprestado para a judia naquela manhã e se perguntava como era possível que o cheiro de Rachel havia ficado na roupa se ela o tinha usado por menos de uma hora inteira.
"Ótimo. Agora vou passar o dia cheirando à Rachel Berry."
Outro estalar de língua. Mas então ela baixou o rosto e com a ajuda de ambas as mãos trouxe o tecido do vestido para um pouco mais perto do nariz. Aspirou sem pressa... E de repente não parecia mais uma ideia tão ruim assim ficar o dia todo cheirando à Rachel Berry.
Notas finais
PS: Eu realmente gostaria de fazer capítulos maiores.
Mas eu simplesmente não sei o que acontece comigo e com essa fanfic.
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