Coletânea do Cotidiano em Devil May Cry
1 Lavanda
Notas iniciais
"Embora Eva afirmasse que essa espécie de flor combinasse com Sparda, ele pensava justamente o oposto, elas representavam sua senhora"
[Romance | Sparda e Eva | Livre]
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Sparda percebeu, sozinho com seus pensamentos conflitantes, ligeiramente surpreso que estava viciado no doce perfume de lavanda que vinha de Eva.
Não soube exatamente em que momento isso ocorreu. Talvez fosse por ela estar muito ocupada recentemente e frequentando pouco a casa, sua ausência tenha causado um efeito colateral. Era uma forma que seu subconsciente encontrou para mantê-la perto.
Fitou o arranjo de flores que Eva dispôs na sala – segundo a própria, para dar mais cor e vida ao ambiente –, com olhar crítico. Dentre a variedade de cores havia lavandas que conservavam a tonalidade vivaz de roxo. Embora Eva afirmasse que essa espécie de flor combinasse com Sparda, ele pensava justamente o oposto, elas representavam sua senhora; tanto pela delicadeza, beleza e aroma harmônico e agradável.
Assim que Eva apareceu no horário de sempre, seu devaneio prontamente fora ofuscado pelo buquê de lavandas que ela carregava. Observou em contemplação muda, sua senhora lhe oferecer algumas.
Aceitou de bom grado e aproveitou a proximidade para depositar um beijo em sua mão, fazendo-a sorrir constrangida. Inalou discretamente a fragrância familiar certo de que nunca largaria seu vício.
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