Notas iniciais
Título: Resgate Autor: Kaline Bogard Bebida escolhida: Firewhisky Bônus escolhido: Declarar o seu amo

Harry passou a língua pelos lábios secos. De todas as loucuras que já fizera na vida, aquela era de longe a mais ousada de todas. Pelo menos durante a noite.

Levou a garrafa de firewhisky a boca e bebeu um grande gole, fora fácil conseguir em um Pub qualquer. Só parou ao ficar sem ar. Respirou fundo duas vezes. Repetiu o ato de entornar um generoso gole.

Fogo líquido. Coragem líquida.

Jogou a garrafa no chão, o vidro não chegou a se quebrar, porém a bebida restante se esparramou e se perdeu.

Era agora ou nunca.

Abriu a porta dupla e invadiu o lugar.

Agora ou nunca.

HPDM

Draco queria deitar no chão e rolar, daí, quem sabe, o internassem em St. Mungus. Só queria, porque nunca faria, evidentemente.

A idéia de ser considerado louco e passar uns tempos internados era mais tentadora do que continuar em frente com aquele casamento ridículo e se vincular a Astoria, como seus pais desejavam.

Observou a criatura na sua frente, a expressão apática tão sem graça trazia previsões de um futuro terrivelmente chato. Tão diferente do que desejara para si. Tão diferente do que imaginara nas noites que dividira com...

A porta do salão foi aberta de supetão. Todos os convidados se voltaram para a entrada, inclusive os noivos, os padrinhos e o homem que realizava a cerimônia.

– Potter... – Draco sussurrou.

Astoria teve a decência de parecer surpresa, enquanto Narcissa exclamava e Lucius praguejava.

O Gryffindor avançou destemido, se bem que um pouco cambaleante, parou a centímetros de Malfoy e segurou-lhe o braço.

– Potter! – dessa vez sua voz saiu mais firme.

– Não vou deixar que faça isso – a frase decidida veio acompanhada do hálito de álcool – Sabe porque, seu idiota pomposo filhinho de papai mimado egoísta, arrogante e egocentrico?

Malfoy indignou-se com a enxurrada de ofensas contra sua humilde pessoa. Abriu a boca pra rebater a altura e repudiar o homem que estava estragando sua festa de casamento. No entanto Potter foi mais rápido:

– Por que eu amo você!

A confusão tomou conta do salão. Lucius berrou algumas ofensas e Narcissa levou as mãos ao rosto. Astoria ficou pálida, indecisa sobre o que fazer.

Quando Harry uniu os lábios de ambos, num beijo de fazer ciúmes a qualquer cena cinematográfica Muggle, o caos reinou entre os bruxos presentes.

Nem Potter nem Malfoy deram importância. A única preocupação de Harry foi desaparatar e resgatar seu amor daquela união indesejada. O levaria para um lugar calmo e, mesmo não tendo se vinculado, iam curtir a lua-de-mel.

Fim.

Notas finais
Feito para o projeto "Confessions on a dance floor" do Forum 6V