Coletânea

5 O que os olhos não veem /UsUk / FrUs


Notas iniciais
Tia Roxell aqui. Mais um capítulo meu

Uma martelada em meu peito.

Dizem, que aquilo que os olhos não veem, o coração não sente. Então, por quê? Por que eu sei, mesmo nunca tendo visto, ou ouvido, que você está com ele? Por que eu sei, que vocês estão juntos, se beijando, e sendo felizes?

Outra martelada me atinge.

Ei, o que foi que eu fiz agora? Qual foi meu erro? Pode me contar, o que foi que eu fiz, e ele não? Ou melhor, o que foi que eu não fiz, e ele fez? Não lhe dei amor o suficiente? Fui muito frio? Meu erro foi, nunca ter tido coragem o suficiente, de abrir por completo?

A dor do martelo volta.

Quando você voltar, eu vou estar aqui. Estarei sentado na mesa da cozinha, provavelmente adormecido. Sei que vai me acordar, e então eu perguntarei por que chegou tão tarde. E você vai me responder que foi por causa do trabalho. Mas eu saberei que não foi. Sei que você está com ele agora, Alfred.

Meu peito é atingido novamente, cada vez mais forte.

Mas, mesmo que você minta, mesmo que esconda tudo de mim, eu continuarei, todos os dias, aqui esperando. Mesmo que você sorria falsamente, porque eu sei que você não quer sorrir pra mim daquele jeito, eu vou continuar te esperando. Mesmo que você beije minha testa forçadamente, porque sei que quer fazer com ele e não comigo, eu continuarei aqui esperando. Vou sorrir verdadeiramente, te beijar o do jeito mais carinhoso possível, e fazer todos os carinhos da maneira mais protetora que é se pode imaginar. Se meu coração está machucado, e doerá mais ainda quando for carinhoso? Claro, mas o que adiantaria não ser? Eu só perderia, mais do tempo, que sei ser curto, que ainda tenho com você.

Sinto mais uma vez, já estou no limite.

Me sinto egoísta, deveria estar feliz por você estar feliz, não? Você, que foi meu amor por tanto tempo, e Francis, que sempre foi meu “amigo” estão felizes juntos, então por que doí tanto? Sou assim tão egoísta? Foi por isso que você me deixou?

A marreta bate contra mim, levando minha resistência embora.

Meus joelhos fraquejam, as lágrimas vêm. Me diga Alfred: Era para doer tanto saber que perdi o amor da minha vida?

Notas finais
Essa é one da vez. Eu vi a foto e fiquei com necessidade de escrever essa coisa, então ficou assim.