Notas iniciais
Demorei e sei que o capitulo esta curto mais passando meu niver ou ate no dia dele eu posto kk Me chamem no Whatsapp:(31) 73214346

A culpa da decoração celeste na sala principal recaiu sobre Ludmilla e suas invenções corriqueiras. Por um lado, era a mais pura verdade, já que a pequena alquimista havia realmente aprontado tudo, mas os motivos eram outros.

Pablo nunca chegaria a saber.

No dia seguinte o céu estava bordado por um complexo de dourado encorpado por rosa. O sol cantava no horizonte, acordando as montanhas. Diego correu com a mochila nas costas e um sorriso em posição.

Não conseguiu tirá-lo desde a sua chegada.

Parou a poucos metros do córrego que contornava o casebre e sentiu uma pressão titubeando em nos ouvidos, como tambores. E de repente soube de onde vinha. Colocou a mão sobre o peito tentando acalentar a ansiedade.

"Por que estou nervoso? Não tem motivo."

Sabia estar mentindo para si mesmo, mas não podia conter a emoção espalhando cada pedaço da sua alma no espaço.

"Diego!" Francesca acenou da margem do rio.

Isso bastou. Foi um baque mudo. Que correu por ele, invadindo cada parte mais profunda dos seus próprios segredos. Era amor? O não saber necessário? Como podia estar desmanchando pelas mãos e trêmula daquela distância?

Talvez fosse isso.

Se tivesse que defini-lo.

O amor é um leque de perguntas sem resposta.

"Oi." Não sabia por onde começar. Colocou a mochila de lado e sentou-se numa pedra deixando os olhos livres para encontrar a judia carregando roupas surradas e lavando-as com os pés submersos.

"Como passou a noite?"

Agradeceu mentalmente por Francesca ter começado um diálogo.

"Ótimo." Ditou olhando para o chão. "Não consegui dormir."

"E como pode ter sido boa?" Torceu um casaco fino vendo as gotas de chuva caírem.

"Sem pesadelos."

Diego realmente havia ficado acordado, deveria estar exausto, mas de alguma forma se viu inundado por vida.

"Entendi."

"Quer ajuda?" Diego questionou dobrando as mangas.

“Claro."

Foi entrando delicadamente na transparência fina. Estava fria apesar do sol. Aproximou dela com cuidado, tentando esconder a turbulência que encareciam sua própria sanidade, mas quando abaixou para alcançar a roupa foi atinginda no ombro por um fio de água congelada.

"Francesca!" Exclamou vendo a outra cobrir o riso com as mãos. "Está achando engraçado?" Interrogou com as sobrancelhas no ar. "Tome isso."

Diego chutou a água que voou sobre o riso de Francesca, mas ela conseguiu ser mais rápida e não foi atingida. Deu língua para o alemão e o desafio numa corrida.

Desafio aceito.

Correram pelas árvores da floresta de macieiras. Francesca na vanguarda e Diego em seus calcanhares. Os risos podiam ser ouvidos de muito longe. Estavam misturados ao sabor adocicado da natureza.

Dobraram a esquina perto do rio Main.

Diego literalmente se jogou e abraçou o calcanhar de Francesca fazendo-a cair dentro do rio. Ponto para ele.

"Venci."

"Mesmo?" Francesca interrompeu e o puxou para dentro da água.

De repente começou uma guerra, mas não daquelas que acabam com sangue e gritos. Apenas uma palma de mão carregada de água que tentava acertar o outro. E sempre era carimbada por sorrisos.

No final, a judia ficou próxima e puxou os membros pálidos desequilibrando o outro.

Caíram na encosta.

Totalmente exaustos.

Francesca ficou com os braços esticados ao redor de Diego. E verificou depois de um tempo que seus olhos estavam no mesmo nível de distância. Diego ficou parado apenas deixando as gotas do próprio rosto correrem até o dela.

Uma mão a puxou calmamente.

E teve os lábios tomados.

Foi outro beijo extremamente calmo, com a luz vermelha do sol correndo pelo meio de suas peles, e as pálidas mãos suaves caindo pelos seus ombros. O mundo parou. Elas agradeceram mentalmente por isso.

Podiam ter um segundo de tempo roubado.

Onde nada mais importava.

"Quer conversar?" Francesca questionou com a testa colada a dele.

"Não." Colocou um ponto final, enrolando uma mexa de cabelo negro. "Quero apenas... viver isso. E você?"

"Aprovo sua ideia."

Compartilharam um olhar carinhoso, sem pressa, como se tentassem ler o pensamento um do outro, mas esse momento, como todos, teve um fim. Uma pena que não fosse um feliz. Alguém os observava de cima da ponta com a testa cravada e um olho roxo.

"Não." Diego olhou para o intrometido e seu coração parou.

Separou-se de Francesca e ficou ao lado dela esperando uma reação do espião. Foi um erro, pois o menino colocou-se em movimento na direção oposta. Diego olhou para Francesca pedindo um sinal mudo de ajuda.

"Vá."

Assentiu e correu como se a vida dependesse disso.

Basicamente, dependia.

Não a dele, mas de Francesca.

Foi com o coração na garganta que acelerou nas costas de Marco Ruffer.

Notas finais
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