Cold Raindrops
1 The drops falling from the sky
Notas iniciais
Primeeeira fic de HDO que eu escrevo, e primeira com esse ''shipp'' também, então, não apedrejem tanto.
Té.
O primeiro sinal da Chuva em Roma foi o final dos risos estridentes pelo pátio. As crianças e os diversos adolescentes e adultos que estavam por ali saíram correndo.
A Pretora de Roma ficou. Decidiu sentir a chuva fria em sua pele, talvez assim ela conseguisse afastar a dor, e clarear a mente. O que estava acontecendo?
Jason, este era o problema, ele voltara, mas não estava sozinho. Estava na verdade, muito bem acompanhado.
– Malditas filhas de Vênus – murmurou a filha da guerra para ela mesma.
Ouviu uma risadinha, numa voz rouca, próxima a si, e sentiu sua pele se arrepiar com o frio da chuva e a surpresa pela presença de outra pessoa.
– Foi atingida também, hermosa*? – disse a mesma voz.
Ela olhou para o lado e reconheceu o garoto. Era um dos gregos.
Ele era estranho, era baixinho, a pele morena, o corpo magrelo, o rosto fino, com uma beleza incomum, cabelos cacheados, bagunçados, parecia estar sujo de graxa. Os olhos cor chocolates estavam vermelhos, e inchados. Chorando?
– De que você está falando, Grego? – ela respondeu fria como a chuva que caia sobre eles.
Ele levantou as mãos, em tom de rendição.
– Nada, apenas ouvi seu lamento, e como um bom Caballero*, vim ver se não quer conversar.
– Diablo – disse a Garota, na mesma linguagem que ele — Ustedes no me pareces un Caballero, parece más un idiota tratando se aprovechar un momento de debilidad, vas. ( Diabo, você não me parece um cavalheiro, parece mais um idiota tentando se aproveitar de um momento de fraqueza, vá embora. )
Ele esperou que o garoto fosse embora com isto, mas pelo contrário. Ele pareceu surpreso, e soltou uma risada rouca, como antes.
– Olhem só, uma romana que fala espanhol, quem diria?
Ela o ignorou, esperando-o ir embora, olhando par ao céu, sentindo seu manto de pretora ficar pesado e molhado, e seus cabelos grudentos.
– Leo Valdez, — o garoto falou – Você deve ser Reyna.
– Sim – disse Reyna apenas, como se não importasse muito, por que aquela peste em forma de gente ainda estava ali?
Ela queria ficar sozinha, precisava pensar, não podia chorar, precisava ser forte agora. Ouviu o barulho metálico de algo se abrindo, parecia meio enferrujado, talvez quebrado, e olhou para o lado, para o barulho.
Sentiu vontade de rir, o garoto parecia estar tendo problemas com seu guarda-chuva, que não queria abrir de jeito nenhum, e aquilo o deixava irritado, ao que parecia.
– Santo Hefesto. – Ele murmurou – Eu construi um navio de guerra e não consigo abrir um guarda-chuva.
Ela olhou melhor para o garoto, que não era bem um garoto, ele deveria ter mais ou menos a sua idade, a mesma, talvez um pouco mais novo, embora tivesse o corpo magrelo, tinha os braços musculosos por baixo da camiseta, de um jeito suave.
Finalmente conseguiu abrir o guarda-chuva, e o ergueu orgulhoso sobre a cabeça.
– Você deve estar morrendo de frio – ele disse – Não quer entrar?
A filha de Belona suspirou. Mas concordou em segui-lo pela chuva, ela não queria acabar doente. O silêncio era incomodo, Reyna sentia seus olhos vermelhos e inchados, devia ter chorado sem perceber, mas ao menos ‘’ Leo ‘’ estava no mesmo estado.
Sentaram-se nos degraus protegidos pelo telhado do pavilhão, e esperaram a chuva passar.
– Por que você estava chorando? – Perguntou Valdez, depois de alguns minutos desconfortáveis de silencio.
– Eu conto, se você contar por que você estava chorando. – disse ela, frisando a palavra você.
– Reyna, certo? – Ele falou sem esperar resposta.
– Bem, existem várias razões para eu chorar, mas como não estou muito afim de longos discursos, vou contar por que estava chorando há alguns minutos atrás.
Leo então contou a Reyna, uma completa desconhecida, sobre uma garota, filha de Afrodite, por quem fora apaixonado dês se sempre, ou quase, ele fala que ela nunca prestou atenção nele, que o via como um amigo, apenas isso.
Disse que seu nome era Piper, e agora, ela estava namorando seu melhor amigo, o que significava que ele nunca teria chance alguma, e tudo continuaria igual.
Reyna parecia surpresa, suas histórias não eram tão distintas assim, eram parecidas, em parte.
Ela então, contou a ele sobre Jason, que assim que ouviu este nome pareceu assustado. Contou que eles sempre foram muito amigos, e ela sempre sentira algo a mais por ele, e quanto finalmente conseguiram ficar juntos, ele sumiu, desapareceu, e agora, havia voltado acompanhado de uma garota.
Assim que ela contou sua história, o garoto soltou uma sonora gargalhada, de seu jeito rouco, uma gargalhada irônica, doida.
– De que você está rindo, Diablo?
– De nada, mi hermosa, mas acho que somos companheiros do mesmo problema.
– Como assim? – ela respondeu, cética.
– Bom, a garota por quem eu sou apaixonado, está namorando o garoto pelo qual você está apaixonada. – disse ele, rindo de novo.
Ela baixou a cabeça e suspirou, cansada.
– Acho que nunca resolveremos este problema, ‘’amigo’’.
– Acho que não, o que nós resta agora, sinto lhe informar, minha cara dama, é a chuva e a solidão.
– Talvez... Talvez pudéssemos separa-lós! – A garota disse, em um tom animado.
– Não, Reyna, eles estão felizes juntos, que continuem assim, seria pior para mim vê-la chorar e saber que foi minha culpa.
Ela suspirou cansada, novamente.
– Tem razão, Valdez, o que nos resta agora, é a chuva e a solidão.
– Ao menos agora não choraremos sozinhos – ele murmurou
– Quem disse que eu vou chorar?
– É assim que eu gosto hermosa, mostre ao mundo seu lado macho.
– É, tenho certeza que meu lado macho é maior que o seu. E não me chame de hermosa.
O garoto olhou para ela, com um beiço de criança, as mãos finas na cintura.
– Ai amiga – disse ele em uma Voz de falsete – Assim você me ofende.
Ela soltou uma risada sonora diante daquela sena ridícula. ‘’ A tal Piper é uma garota sortuda’’ ela se deixou pensar, arregalando os olhos com tal pensamento.
Leo olhou para o sorriso daquela garota fria, outra garota apaixonada por Jason, inalcançável, de mais para ele, bastava apenas ver aquele sorriso para ter certeza. ‘’Jason é um cara de sorte’’ ele pensou, não pela primeira vez.
Olharam para o pátio, vendo a chuva começar a diminuir, logo as pessoas começariam a sair por ai, olhar em volta, e o mundo voltaria ao seu rumo, Roma voltaria a sua rotina, e talvez, estes dois nunca mais se falassem novamente.
Ambos de levantaram ao mesmo tempo, e caminharam em silencio até a entrada do pavilhão, onde a chuva já havia parado, Leo parou na frente, de Reyna, e lhe estendeu a mão, num gesto de despedida.
– Adeus, Leo Valdez.
– Adeus, Reyna – ele disse, então se inclinou em direção aos seus lábios, frios pela chuva, distribuindo leves formigamentos nos lábios da garota, assim que seus lábios quentes encostaram-se aos dela, não foi um beijo comprido, nem um beijo de novela, foi mais um simples encostar de lábios, que deixou Reyna vermelha. – Quando eu voltar, se eu voltar, espero poder vê-la novamente.
Ele então saiu correndo, ainda com um sorriso entre os lábios, com medo da reação da pretora, perante a seu beijo roubado.
Ela apenas sorriu ansiosa, esperaria sua volta, o que era bom, agora tinha alguém por quem esperar.
Notas finais
Mi Hermosa - Minha bela ( dã )
Caballero - Cavalheiro
Bom, é isso ai pessoas, até a próxima, ouu não.
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