Cold Blood
3 Capitulo 3
Notas iniciais
Diego dirigiu até em casa sem nem saber como acertou o caminho, ele só pensava nas cenas de ontem, naquela morena que a tão pouco tempo parecia inalcançável o beijando e correspondendo ao seu beijo, tudo que havia passado naquele dia era totalmente impensável e até algumas horas antes impossível. Agora lá estava ele deitado em casa olhando fixamente para o teto sem conseguir fechar os olhos, ele então as 5:30 da manhã resolveu ligar pra ela sem se importar muito se ela estaria acordada ou não.
Francesca estava deitada na sua cama ,sem conseguir dormir devido ao excesso de álcool que lhe causou um enjoo e enxaquecas ,além disso ela não parava de pensar nele e isso a frustava. ela não estava gostando dele de modo. Ela simplesmente não podia admitir ou ao menos chegar a mais longínqua ideia de que ela poderia se apaixonar de novo e ainda mais por um garoto idiota, convencido e de fama passageira como ele, por mais que ela parecesse interesseira essa era a verdade nesse mundo tudo dependia disso, uma vez dentro dele era quase impossível sair e nenhum dos dois pretendia sair tão cedo pelo menos. Francesca enfim estava conseguindo pegar no sono quando seu telefone tocou, ela ficou irritada no mesmo segundo seu humor mudou de passando mal para "eu vou matar você Diego Hernandez".
— Antes de você falar qualquer coisa me diga porque motivo, aceitável, você me ligou as 5:30 da madrugada?- vociferou ela.
— Você é minha namorada- riu ele- e eu queria te perguntar a que horas eu te busco amanhã ?
— A hora nenhuma! Eu não tenho que fingir que namoro com alguém como você o tempo todo, seria uma tortura se eu tivesse. — disse ela algo sonolenta.
— Então eu te pego as 22 pra sairmos.- disse ele- Boa noite Reys.
— Espero que você tenha péssimos pesadelos.-disse ela desligando.
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No dia seguinte Francesca acordou as 2 da tarde porque ela tinha um encontro com Camila as 5 da tarde. Ela resolveu ligar a televisão e como já era de se esperar ela era a matéria principal do programa de fofocas que havia ali no momento.
" Francesca Reys e Diego Hernandez ontem em um show privado assumiram o namoro. A mesma havia terminado um relacionamento a menos de dois meses com Marco Tavelli que havia acabado de se assumir realmente e Francesca alegou saber de tal fato. Em entrevista Marco confirmou tudo que Francesca disse à imprensa e disse: "Espero que ela seja feliz com Diego nos próximos dois meses". Tentamos contatar Francesca e Diego na mesma festa onde foram feitas tais entrevistas mas nenhum dos dois quis falar conosco ..."
Francesca desligou a TV frustrada, ela teria que realmente namorar com Diego por mais de dois meses para provar para todos que ela podia, mas ela tinha 24 anos e ele 18, ele sairia em turnê em dois meses. A chance do relacionamento dos dois dar certo até mesmo se eles realmente namorassem eram mínimas ,mas como era um relacionamento midiático eles poderiam fingir que ainda estavam juntos e depois da turnê eles terminariam com a desculpa de que se distanciariam durante a viagem. Era o plano perfeito agora restava saber se ele aceitaria.
Diego viu o noticiário e riu, ele não conseguia entender o porquê dos dois precisarem se odiar depois do término, do jeito que tudo estava ocorrendo ele até desconfiava que nem gay Marco é, Marco só fez isso com o intuito de prejudicar Francesca. Diego achava que quase tudo que acontecia naquele mundo era meio surreal, pessoas se atingindo a custo de nada ou fingindo até mesmo um casamento para ganhar mais fama, bom ele estava fazendo algo parecido mas era diferente pelo menos pra ele, ele gostava de Francesca, o único problema é que ele não sabia os sentimentos dela porque ela não os demonstrava de modo algum. Aquilo era o único que frustava ele.
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Diego já estava parado na porta do apartamento de Francesca, mesmo não sendo 22 horas em ponto como eles haviam combinado. Ele queria lhe fazer uma surpresa então tocou a campainha uma, duas, três, quatro, milhões de vezes mas ninguém dava nenhum sinal de vida então ele resolveu sentar e esperar pela sua morena, como ele gostava de pensar mas sabia que era mentira, ilusão, tudo coisa da cabeça dele. Diego sentou e esperou por meia hora, acabou pegando no sono e assim permaneceu por uma hora e meia ou até mais. Assim que viu que tinha levado um bolo, desceu apressado, nervoso e frustado, pegou o carro e saiu do prédio.
Eram quase 22 horas e Francesca estava fora de casa, sim ela pretendia dar um bolo em Diego. Ela não se importava com o fato de eles dois estarem "namorando" para ela pouco importava o que ele ia pensar, porque no final de tudo aquilo dava mais publicidade pra ele do que a ela. Francesca estava em uma livraria qualquer, olhando alguns discos de vinil antigos e assim ficou por algum tempo, mais ou menos uma hora, até que esbarrou em alguém.
— Você não olha por onde anda ?- disse ela bufando.
— No caso você que não estava prestando atenção- disse o homem em frente à ela — Francesca?
— Fala baixo porra — disse ela sem alcançar o rosto do homem com o olhar — Se você quiser eu tiro foto com você até te sigo do Twitter mas pelo amor de Deus não grita.
— É sério que você não está me reconhecendo ? — disse ele rindo- A uns atrás anos você não teria feito isso não é mesmo?
— O que você está fazendo em Nova Iorque? — Disse ela olhando pra baixo- Ou melhor o que você quer aqui?
— Um amigo, muito próximo mora aqui eu vou ficar na casa dele, agora ele deve estar com a namorada dele.- disse ele rindo.
— Quanto mais eu rezo mais assombração me aparece- sussurrou francesca.
— Oh querida não me chame assim, nós dois sabemos que a única assombração aqui é o que você sente por mim. — ironizou ele.
— Eu vou embora não sou obrigada a isso- disse ela saindo mas logo sentiu algo segurar seu braço.
— Espero que tenha uma Boa Noite meu amor — disse ele rindo.
— Merda merda eu só queria que você morresse- disse ela saindo correndo da loja.
Francesca estava confusa e assustada, ela não acreditava que o havia visto de novo,muito menos que ele estivesse certo no que dizia ela infelizmente ainda sentia algo por ele, já faziam 6 anos que eles não se viam, 6 anos que ela fingia seguir em frente. Ela corria em meio a uma avenida que fazia esquina com a sua casa, enquanto atravessava a rua sentiu algo forte lhe acertar na região das costelas. Era um carro, o carro de diego.
— Francesca você está bem?- disse ele indo até ela que estava no chão.
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