Coisas da Vida

33 Tensão e depois alívio


Notas iniciais
HELP! HELP!
MINHA PEQUENA NOVELA ESTÁ ACABANDO :(

Brian recebeu alta dois dias depois, já estava bem melhor. Recebeu vários presentes do pessoal do laboratório, o que o fez ficar mais animado. Sara o arrumava para voltarem pra casa, estavam sozinhos, aquela era a oportunidade perfeita pra conversarem.

SS: Filho – Sara se sentou na cama – Preciso falar com você.

BS: O que foi?

SS: É sobre seu pai – ele fica confuso.

BS: O que tem ele? – Sara hesita e respira bem fundo.

SS: Quando você veio pra cá precisou de transfusão de sangue – ela explica com uma falsa calma, estava tremendo por dentro.

BS: Eu sei, o Gil me doou – ele sorriu.

SS: Querido – ela põe a mão no ombro dele – Nós descobrimos que o Brandon não é seu pai – o menino abre a boca, seus olhos buscavam explicação.

BS: Eu sou adotado? – seu tom era quase um sussurro.

SS: Não – ela diz rapidamente colocando os braços em volta dele – Você é meu filho, o Brandon é que não é o seu pai. Quer dizer, ele é seu pai de criação, não de sangue – ela diz com dificuldade, ela podia ver a confusão no rosto do menino, naquele momento se odiou mais do que tudo.

BS: Ele sabe? – o rosto dele era triste.

SS: Sabe, mas nada mudou. Ele sempre vai te amar – ela segura o rosto dele – Quero que isso fique bem claro, nós te amamos mais do que tudo – ele balança a cabeça lentamente, associando o que acabara de ouvir.

BS: Mas então quem é meu pai? – Sara estremece.

SS: Você quer saber? – ele pensa por um momento e concorda com a cabeça – Você já o conhece.

BS: E ele já sabe?

SS: Sim, ele está muito feliz de saber que você é filho dele – ela o olha nos olhos segurando sua mão – Seu pai é o... Grissom – Brian arregalou os olhos surpreso, ficou paralisado, ele desviou os olhos da mãe, Sara não conseguiu se segurar, as lágrimas teimaram em sair, ela seguiu para o sofá – Desculpa, eu sou a pior mãe do mundo. Você não merecia isso – ela abaixou a cabeça, Brian aproximou-se lentamente sentando-se ao lado dela, ficou um tempo observando-a e a surpreendeu com um abraço.

BS: Não me importa quem é o meu pai – ela levanta a cabeça – Eu te amo mãe – Sara chora mais ainda, só que agora de emoção.

Depois que voltaram pra casa as coisas se normalizaram, Brian não tocou mais no assunto, talvez a ficha não tivesse caído. Ele parecia normal, um pouco pensativo talvez. Sara havia conseguido mais dois dias de folga. Ela contou á Grissom o que havia acontecido, pediu á ele que desse um tempo até que Brian se acostumasse, ele não teve outra escolha a não ser concordar.

Sara aproveitou pra organizar a casa, separou as roupas do hospital pra lavar enquanto Brian jogava vídeo-game, estava passando na sala quando a campainha tocou.

SS: Brandon – ela ficou surpresa ao vê-lo.

BM: Oi – ele sorri – Posso vê-lo?

SS: Claro – ele entrou aproximando-se de Brian, o menino o olhou surpreso, não o esperava – Posso jogar com você? – Brian sorri.

BS: Pode – Brandon se sentou no tapete ao lado do menino.

SS: Vou deixar vocês á sós – ela sai.

BS: Minha mãe me contou – ele murmura.

BM: E como se sente? – ele o olha.

BS: Eu não sei – estava confuso.

BM: Brian, eu te amo, independente de qualquer coisa. Nunca se esqueça disso – eles sorriem um pro outro.

BS: Tá – ele volta a jogar seu vídeo-game. Brian tinha um jeito leve pra levar as coisas, isso tudo era natural pra ele.

BM: O que achou do Grissom ser o seu pai? – ele queria fazê-lo falar o que estava sentindo. Brian levou o controle na boca, pensando.

BS: Não sei. Já tinha me acostumado com o fato dele ser namorado da mamãe – ele ri – Ele já era meu pai de certa forma.

BM: Ele deve estar ansioso pra falar com você.

BS: Você acha? – Brandon assenti – Eu não sei, acho que não.

BM: Por quê?

BS: Ele nunca teve filhos.

BM: Talvez porque ele só quisesse ter filhos com a sua mãe – Brian parece concordar.

Brandon sabia que estava fazendo a coisa certa. Um lado dele queria que Brian deixasse as coisas como estão, mas a outra sabia que devia incentivá-lo a se aproximar do verdadeiro pai, doía. Ele amava aquele menino, era sua obrigação fazê-lo feliz. Grissom iria se casar com Sara, ao contrario dele que morava longe. Seria egoísmo de sua parte não querer compartilhá-lo com Grissom, ele cuidaria dos dois.

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Grissom não conseguia se concentrar no trabalho, não parava de pensar no filho, sentiu medo de que ele não o aceitasse.

CW: Grissom – ele analisava uma faca usada na cena do crime – Você está bem? – ela o chamara três vezes.

GG: Estou – ele mente.

CW: Soube que Brian saiu do hospital. Você vai vê-lo?

GG: Não. Sara já contou á ele. Ela achou melhor eu dar um tempo, não quer pressioná-lo – ele explica.

CW: Ela está certa – ela o escuta suspirar – É isso que está te preocupando?

GG: Tenho medo de que ele goste menos de mim agora como pai do que quando eu era o tio Gil – ele desabafou.

CW: Ele é um bom garoto – ela toca o ombro dele – Só precisa de tempo.

GS: Grissom – Greg aparece na sala – Eu e o Nick encerramos o caso.

GG: Ótimo, eu vou pra minha sala – Ele segue para lá e se senta massageando a testa, respirou fundo e tentou se concentrar no relatório. Minutos depois se surpreendeu ao ver um garoto conhecido na porta, ele o encarava com as mãos fechadas, seu pé não paravam de se mexer. Parecia querer dizer alguma coisa. Seu coração acelerou, seu filho estava ali, Grissom não disse nada, apenas esperou a reação dele, seus olhos azuis nunca deixando de encarar os dele. O perito deu um sorriso torto que foi prontamente retribuído por Brian, ele não disse nada apenas abriu os braços fazendo sinal pro menino se aproximar. Ele correu em direção á Grissom abraçando-o fortemente, Grissom ficou emocionado, nada precisava ser dito, os dois não eram bom com palavras, tinham isso em comum.

Minutos depois já estava conversando com o garoto normalmente, ele voltara a ser o Brian de antes. Ele não parava de reclamar da cicatriz em seu peito e principalmente do remédio que tinha que tomar todos os dias. Grissom ria, não existia companhia melhor, não se importou se ele não o visse como pai, desde que tivesse o carinho do filho.

GG: Onde está a sua mãe? – Brian fuçava a gaveta do perito.

BS: Não foi minha mãe que me trouxe – Grissom fica intrigado – Foi meu outro pai – Brandon havia convencido Sara a deixar Brian sair pra passear com ele, no caminho ele demonstrou vontade em ver Grissom, Brandon não pensou duas vezes, o levou ao laboratório.

WB: Grissom eu... – ele fica surpreso ao ver o menino ali – Brian, você por aqui? – ele toca a mão do garoto.

BS: Eu já sarei – ele ri – Cadê o Nick?

WB: Está analisando um carro – ele olha para Grissom – Eu posso levá-lo?

GG: Claro – os dois saem, segundos depois Grissom sai também, avistou Brandon conversando com Brass, aproximou-se lentamente.

JB: Foi um prazer te ver novamente – Jim o cumprimentou – Boa viagem pra você.

BM: Obrigado – Brass acenou para Grissom e saiu.

GG: Eu queria te agradecer.

BM: Não tem que me agradecer – ele dá de ombros.

GG: Tenho sim, você trouxe o Brian e eu sei que conversou com ele – eles começam a caminhar.

BM: Eu só fiz minha obrigação. É isso que os pais devem fazer – eles sentam-se no banco mais próximo.

GG: Eu sei que não é fácil pra você – Brandon suspira.

BM: Grissom... Eu amo o Brian. Ele sempre vai ser meu filho – ele diz sinceramente – Lembra quando eu te falei que ser pai foi à melhor coisa que me aconteceu?

GG: Lembro, senti inveja de você – ele confessou.

BM: Andei pensando muito e não mudaria nada do que aconteceu. Eu me tornei uma pessoa melhor depois que fui pai – os dois sorriem.

GG: Você e Sara fizeram um ótimo trabalho.

BM: E agora vocês vão continuar – ele diz normalmente, já havia se acostumado com a idéia, estava oficialmente passando o bastão á Grissom.

GG: É muito difícil? – ele faz uma careta.

BM: Ele ainda nem chegou na adolescência – ele brinca.

GG: Você vai viajar?

BM: Vou... Mas não se preocupe, já conversei com o Brian

Notas finais
ÚLTIMO CAPÍTULO SEGUNDA - FEIRA.
JÁ ESTOU COM SAUDADES, ESSES DIAS FORAM MARAVILHOSOS
ATÉ SEGUNDA, COMENTEM MEUS ANJOS ;)