Coffee

7 Jeon Jungkook é um nerd viciado em cafeina (ele acha que tudo melhora com ela)


Notas iniciais
EU SEI ERA PRA TER SAIDO SEGUNDA E EU POSSO ME EXPLICAR: Segunda-feira eu comecei minha faculdade de moda! SIM! Então eu meio q me ocupei tentando me atualizar nos conteudos e baixar os pdf's, muitos por sinal, e o resto da semana eu me dividi entre me atualizar nas aulas, por que eu comecei depois, maldita lista de espera, comprar a enorme e cara lista de materias além de dormir um pouco pq pqp q semana exaustiva. No bom sentido, me cansar fazendo algo que eu amo é bom, otimo na verdade. Enfim, desculpem pelo atraso e pela provavel demora do bonus, que está apenas metade feito, feio, eu sei. Leiam e gostem, por favor Até lá embaixo!

J E O N J U N G K O O K

— Não acredito? Você aqui? — A garota no recinto falou ao abrir a porta.

— Se não seria nosso pequeno demônio! — O moreno de óculos e suéter replicou depois de virar os olhos.

— Melhor demônio declarado, que falso anjo. — Respondeu com um piscadela, deu a volta no outro e sentou-se na cadeira ao lado.

Deus... Os dois não se davam.

Jeon fitou a garota a considerando um verdadeiro caos. Jaqueta de couro negro sobre a camiseta cinza grande o bastante para esconder os shorts combinando com a jaqueta, deixando a mostra somente a meia grossa e cinza contrastando com os timberlands lilás desbotado.

Ela era o caos.

E Jeon JungKook era o perfeito equilíbrio.

Da blusa social só aparecia a gola, o resto estava encoberto pelo suéter supracitado, a calça era jeans escuro um pouco frouxo demais, e ele usava óculos de armação redonda e fina. Sem falar que era representante de sala detinha as melhores notas.

O perfeito bom moço.

Ou não.

O fato era que Jeon Jungkook era... quebrado, não no sentido de faltar dinheiro, mesmo que sempre acabe faltando, mas o fato é ele era vazio.

Isso é o que acontece quando nada é um desafio: Você fica sem propósito.

Exceto pela garota na sala. Ela e sua mania de não se importar o desafiavam, por que apesar de tudo JungKook se importava, se importava em não falhar, em ser o filho perfeito, em não negar as aparências.

Ele já fazia um texto mental para rebater a garota que o fitava com um sorriso igual ao do Gato de Cheshire, quando a porta se abriu cortando sua linha de raciocínio.

— Ora se não é dupla problemática! — O professor Seokjin entrou na sala atirou sua pasta na mesa e fitou a dupla. — Da nossa dama negra eu já imaginava uma confusão, mas do nosso Golden Mak... — O professor agitou a cabeça em negação, fazendo os fios róseos ricochetearem causando um efeito "comercial de shampoo". — Estou surpreso. Não sei se pro bem ou mal mas surpreso. — Finalizou com um sacudir de ombros.

Ah sim. Os apelidos.

Dama Negra, ela havia recebido esse apelido por apenas usar tons de negrume, e, acredite se quiser, mas ela pode enegrecer qualquer um... A base de pauladas. Não duvide dela e seu histórico manchado.

E Jungkook era tudo que a nação pedia: bonito, pele clara, alto, corpo bem feito e notas impecáveis! Além de cantar, ser incrível no violão, perfeito no basquete e inigualável dançando. Isso tudo fez com que ele pulasse umas series e fosse sempre o mais novo onde quer que estivesse, daí o apelido: O caçula de ouro.

— Não é como se eu quisesse estar aqui. Culpe a ela! — Apontou a morena com o queixo e esta apenas revirou os olhos e continuou a retocar a maquiagem, um delineado negro e forte, pele opaca, porem uns tons mais escuros do que o "ideal" que o padrão de beleza coreano pedia, junto de um batom vermelho forte. — Se ela não tivesse começado....

A garota fechou o pó compacto num gesto teatral.

— Eu? Foi você que esbarrou em mim!

— Se não vivesse rebocando essa cara feia, teria me visto!

— Eu não vejo insetos. Sorry, not sorry.

E no meio dessa discussão toda o professor apenas continha o riso, pensando que tanto ódio só acaba em amor.

Quando os dois já estavam prontos pra partirem pra agressão, SeokJin interviu.

— Opa, Opa, opa! Sem agressão!

— Jin! Já falei que o rosa te caiu muuuuuuuito bem? — A garota perguntou e Jin revirou os olhos. Sempre tentava, nunca acertava. Jungkook virou os olhos e embirrou "Oferecida. Mendiga. Birrenta. Linda." sacudiu a cabeça com o ultimo pensamento. Essa era uma das palavras que se proibia de pensar em relação a ela.

Por mais que fosse uma verdade eminente.

Ela era linda e por que tentasse negar cada pedacinho dela, cada curvinha desproporcional, que o moreno jurava causar repulsa em si, o atraia pra ela e sua rebeldia.

Dizem que opostos se atraem certo?

Dizem que todo caos precisa de uma dose de calmaria e vice versa.

Dizem também, que se você olhasse por debaixo das carteiras veria um coisa os igualando: os sapatos. Os dele negros, "como a minha alma" brincava, e impecaveis, como tudo na vida dele. Os dela lilases e encardidos, costumava dizer que precisava de alguma coisa clara na vida, onde tudo era bagunça e escuridão, mas também achava que era perca de tempo limpa-los. Considerava a vida curta demais pra isso.

Mas ainda eram o mesmo modelo de sapato: Os timberlands. Ou um imitação, no caso dela. Não gastaria Sei-lá quantos mil won num sapato. Não quando tudo era tão dificil. Jeon sim, ele podia esbanjar um pouco. Ela não.

— E eu já te falei que é assim que você ganha tempo extra aqui — Jeon prendeu o riso. Adorava seu professor que bancava o hyung em horas vagas.

— Não importa desde que seja com meu professor favorito, quebrador de padrões da sociedade. — e tento abraçar o mais velho ao passo que o sorriso de Jeon derretia e se transformava numa carrranca.

— Yah. Eu já falei que não foi intencional! — Os dois ergueram as sobrancelhas. Todo ser humano que estudasse naquela escola sabia da paixão do professor por rosa. Jin bufou. — Okay. Foi. Mas não abram o bico sobre isso a não ser que queiram minha demissão! — Os dois assentiram segurando o riso. — Certo, agora peguem suas coisas. A detenção hoje é na cozinha.

E pela primeira vez os dois mais novos concordaram: Estavam ferrados.

***

— CHEGA! OS DOIS: PRA LOUÇA! NUNCA MAIS DEIXO CHEGAREM PERTO DE UM MIOJO SEQUER! — SeokJin esbravejou e os dois apenas assentiram e foram lavar a pilha enorme de louças.

Que culpa tinham se, de repente a panela começou a pegar fogo?

Tá que era só água fervida mas ainda sim não tinham culpa!

Muito menos do fogo ter se alastrado!

— O que você botou na panela? — Jeon resmungou entredentes.

— Nada! Juro! — Replicou e fez passou três dedos sobre o peito.

— Você é meio-sangue? — Perguntou

— Filha de Aries com benção do tio suquinho. — Disse com uma piscadela.

— Tinha que ser cria de Aries. — A morena ergueu o supercílio direito.

— É o que? — Jeon largou a esponja e fitou a morena.

— Tinha que ser cria de Aries... — Deu alguns passos ficando com menos de meio metro entre os dois. — Pra ser barraqueira assim.

— Olha não brinca com fogo. Tu é cria de quê? — Jeon mexeu na gola da blusa e empinou o nariz.

— Atena, com benção de Apolo. — Mexeu na gola da camisa, empinando o nariz. Amava seu chalé

—Tinha que ser cria de Atena pra ser chato desse jeito! — Revidou e Jeon quase deixou cair os óculos de tão revoltado.

— Os filhos de Atena são os melhores!

— E mais chatos! — Dito isto a garota atirou um jato d'agua na cara de Jeon.

Foi aí que o negocio ficou feio.

— Olha quem fala! Todo mundo tem medo de vocês! — revidou com um outro jato d'agua.

— E ninguém suporta vocês! — Foi a vez dela encharcar o garoto mais novo.

Em suma um ficou atirando na cara do outro, um sabão escorregou e deixou aquilo tudo liso.

Quem caiu primeiro foi ela, aí Jeon começou a rir e foi ao chão, puxado pelo pé, advinha por quem? Não, não foi uma alma penada ou um capeta. Se bem que ela era chamada de demonio... Enfim! Depois de muito penar acabaram conseguindo se erguer aos risos.

Não, você não leu errado.

Pra você ver quão decadente estavam as coisas.

— Não acredito no meu estado! — O moreno reclamou e deu graças mentalmente pela blusa debaixo estar seca. Então apenas removeu o suéter.

— Olha até que você fica mais ou menos sem esse suéter... — A morena comentou fazendo-o virar para encara-la. — Falta só tirar o sebo do cabelo... — Então, ela deu uns passos em direção a ele e tentou mexer nos fios alheios, todavia escorregou no caminho e não fosse ele passando as mãos em sua cintura, teria levado um belo tombo.

E foi aí que o clichês dos clichês aconteceu: um acabou cravando o olhar nas iris alheia e podiam sentir o calor da respiração alheia tocar as maçãs do rosto.

Por um momento não houve rixa, não houve briga. Tudo que existiu foi sendo puxado feito imã em direção ao outro. As mãos dela tocando-lhe a nuca e as dele apertando-lhe a cintura. As testa se encostando, depois o nariz e então os lábios se roçaram.

E talvez grudassem ainda mais num beijo.

Não fosse SeokJin cortando o clima.

— Eu bem que disse que muito ódio dava amor! — Berrou e saiu do local. Deixando o, quase, casal assustado para trás.

***

— Oh JungKook... — Jimin chamou a atenção do seu dongsaeng. — Eu sei que você não trabalha aqui mas... ajuda teu hyung? Atende aquela moça pra mim? Tô enrolado com os pedidos...

Jungkook desviou os olhos na direção que o castanho apontava se deparando com uma moça de roupas simples, vestido que mais parecia um blusão, meias brancas e grossas, tênis e um moletom sobre as coxas.

Instintamente ele achou bonita.

E instintivamente lembrou do beijo de horas mais cedo.

Sacudiu a cabeça, na vã tentativa que dissipar os pensamentos, pegou o bloco e foi em direção a ela.

Nem é preciso descrever o susto que tomou ao ver que era encrenqueira.

Sorriu ladino e foi até ela.

— Olha você fica bem melhor sem todo aquele reboco. — A outra suspendeu os lábios em um sorriso.

— E você sem aquelas roupas de engomadinho. — Rebateu fitando o outro com roupas mais informais, jeans não tão largos — que lhe marcavam muito bem as coxas, ela não pode deixar de notar — blusa branca, jaqueta num jeans mais claro, e um tanto quanto rasgado, também usava um gorro negro e timberlands caramelo.

Jeon virou os olhos.

— Quer pedir?

—Um expresso apenas. Estou esperando alguém.

E então o maknae de ouro sentiu ciúmes.

Sim. Ciúmes dela.

De qualquer modo. Assentiu e saiu indo buscar o expresso.

Eram 18:30

***

Quando o relógio marcou as nove, Jeon estava preocupado com ela. Ninguém havia chegado.

— Fale com ela. — Jimin disse vendo o nervosismo alheio. — Vê-la sozinha te deixa nervoso? Então fale com ela!

Ainda pensou em rebater, mas quando deu por si estava frente a outra com um par de de cappuccinos em mãos e uma pergunta despontando os lábios:

— Quer um café?

E o sorriso que ela deu fez todas as brigas toscas sumirem.

Notas finais
FIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM! Espero que tenham gostado! Vou me esforçar pra fazer o bonus hoje, já que as quintas eu não tenho aula XD E tentar terminar de vez ainda essa semana. Sobre o bonus... QUe tal uma continuação? CALEI! Até sweeties!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.