Coffe & Snow

1 Capítulo único


Notas iniciais
Por favor me avisem sobre erros. Criticas construtivas estão sempre bem-vindas.
Boa leitura!

Anna olhava continuamente para o relógio na parede da loja.

40 minutos. Só 40 minutos. Por que o relógio parece tão devagar?

Na verdade, ela já estava acostumada a fazer aquilo toda sexta, desde que começou a trabalhar no café para pagar uma parte da faculdade. Mas, Anna nem sabia por que ficava tão inquieta no final dos expedientes da sexta já que, terminava indo para casa e fazendo as mesmas coisas que fazia todas as noites.

- Senhorita Andersen! Eu não lhe pago para ficar olhando a parede! Será que você poderia prestar ao menos uma vez atenção no que está fazendo? Olha a só como a fila do caixa está!

-Errr...S-simsenhorWeseltown. – Anna respondeu atrapalhada colocando uma das mechas soltas do seu cabelo atrás de uma das orelhas.

- ÉWeselton.WESELTON. – O velho resmungou. – Agora volte para o trabalho.

- Qual a diferença? – Anna resmungou.

A moça voltou a trabalhar no caixa do café. Olhou para o relógio mais uma vez e decidiu ligar a televisão da loja.

~x~

Em alguns minutos que pareceram horas, a loja havia esvaziado. Anna olhou para o relógio, pela ultima vez, e comemorou mentalmente que poderia voltar para casa... Se não fosse a terrível nevasca que caia no momento na cidade. E se aquilo a fazia reclamar, o que a havia lhe irritado mais foi que o seu chefe a havia deixado sozinha para terminar de limpar o local.

Ela sabia que era uma punição pela falta de atenção no trabalho. Afinal, o velho Weselton parecia sempre conseguir uma desculpa para coisas desse tipo.

A ruiva suspirou apoiando o rosto em um dos punhos. Olhou por uma das janelas, mas a única coisa que conseguiu ver foi neve caindo do lado de fora.

Sentou em uma mesa qualquer – perto de uma das janelas. Suspirou novamente apoiando o rosto na mesa.

Anna escutou a porta de a loja abrir e levantou o mais rápido que pode. Correu para detrás do balcão tentando se esconder caso fosse um ladrão, e se realmente fosse um rezou para que ele não a conseguisse ver. Caso fosse um cliente, bem ele lhe acharia estúpida.

Depois de segundos escondida decidiu tentar arriscar ver quem havia entrado na loja em um tempo tão ruim como aquele. Levantou a cabeça o máximoque pode para que continuasse sem ser notada.

Seus grandes olhos azuis encontraram os ‘’encantadores’’ olhos verdes do intruso.

E a única coisa que conseguiu fazer foi gritar e levantar de súbito batendo cabeça em uma das prateleiras da loja.

-Ouch.

O estranho correu até amoçatentando ajuda-la, mas terminou escorregando no piso de madeira por suas botas estarem molhadas da neve. O rapaz, que também era ruivo, levantou-se e caminhou até Anna dando lhe a mão para que ela conseguisse se levantar.

Mas como suas botas estavam molhadas, ele escorregou de novo caindo por cima dela.

-Uh. Isso é estranho – Anna falou olhando para o rosto do rapaz. Ele não parecia um ladrão, na verdade estava longe disso. Tinha os cabelos ruivos como o dela em um tom mais escuro. Sardas como ela... E costeletas que lhecaíamuito, muito bem.– Nãoque você seja estranho, é que nós... Isso estaestranho... Você é lindo. Espera aí, oque?

Oh, Anna.Evocê achava que não conseguia ficar mais constrangedor.

- Me desculpe. – O rapaz sorriu. – Eu me chamo Hans. HansWestergaard.Evocêdeve ser Anna.

-Eerr... Como você sabe?

Hans deu uma risadinha apontando para o crachá preso no uniforme da moça.

Sou. Uma. Idiota.

- Então, como eu posso me desculpar? Um café talvez? – Anna sorriu sem jeito colocando uma das mechas do cabelo atrás da orelha.

- Você não precisa se desculpar. Mas o café eu aceito. – O rapaz respondeu também sorrindo. – Ah, e sobre o café. Americano, sem açúcar.

Depois de alguns minutos na cozinha, a moça voltou. Hans estava sentado em uma das mesas assistindo, distraído, a neve cair no lado de fora. Anna o entregou o café e juntou-se ao rapaz a mesa.

- Parece que você não gosta muito de café. – Hans tentou quebrar o silêncio.

- Você não precisa se desculpar. Mas o café eu aceito. – O rapaz respondeu também sorrindo. – Ah, e sobre o café. Americano, sem açúcar.

Depois de alguns minutos na cozinha, a moça voltou. Hans estava sentado em uma das mesas assistindo, distraído, a neve cair no lado de fora. Anna o entregou o café e juntou-se ao rapaz a mesa.

- Parece que você não gosta muito de café. – Hans tentou quebrar o silêncio.

- Eu prefiro chocolate quente. Café é amargo e eu prefiro algo mais...

- Doce?hm. Existe algo melhor que isso. Meio amargo. – Hans a beijou fazendo Anna corar. Os lábios do rapaz tinham gosto do café que ele havia tomado minutos atrás e junto com o doce sabor do chocolate quente dos seus lábios fizeram Anna pensar em alguma palavra para descrever o quanto incrível aquele beijo havia sido.

-M-medesculpe. Eu fui um estúpido em tentar te beijar – O rapazWestergaardtentou se desculpar coçando a cabeça sem jeito.E-eunão sei o que se passou pela minha mente eu...

- Se eu te falasse que eu não gostei eu estaria mentindo. – Ela falou sorrindo nervosa. – Espera aí, o que?

Você acabou de deixar tudo mais constrangedor e atrapalhado do que podia ficar. Parabéns Anna.Pensou.

Mas a única reação dele foi dar uma risadinha nervosa e corar.

- Então, eu estou desculpado?

- Sim. – Ela o respondeu sorrindo. – Parece que o tempo está melhorando.

A ruiva escutou um barulho, mas era apenas seu estômago roncando e implorando por comida.

- Mas, antes euacho quevou comer alguma coisa. – Anna deu de ombros. – E já que eu não sou nenhuma mágica ou chefe de cozinha, longe disso! Eu vou fazer umsan-

-Sanduíche? — Hans sorriu cruzando os braços. O rapaz da levantou de uma vez da cadeira e a estendeu mão. – Eu ajudo.

Notas finais
Te vejo na próxima!
Obrigada por ler ❤
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!