Code 23 - Projeto I.A.

7 Capítulo VII - Amigos reunidos! Problema resolvido?


Notas iniciais
Peço desculpas pelo hiatu de mais de um ano, eu comecei a betar a fic, e então tive que mudar de beta... E agora minha beta está dodói... Melhoras! ♥ Bem, eu conversei com ela e achei melhor ir postando a história mesmo não estando corrigida. Então aí vai, mais um capítulo de Code 23 - Projeto I.A. :3 Espero que gostem!

Os amigos seguiam rumo a aventura, Jet corria sozinho, enquanto atrás dele corria Katsu, com 23 nas costas, ela, estava cansada demais pra correr.

Depois de um tempo correndo, pois 23 se recusou a pegar uma condução e Katsu se recusou a deixar Jet levar 23 nas costas, mesmo ele sendo mais forte, eles finalmente chegaram. Mas não podemos deixar de lembrar do fato que nenhum deles poderia acionar a polícia, afinal como 23 bem lembrou no caminho, enquanto discutiam, ela era uma fugitiva e isso fazia de todos eles, cúmplices.

Enquanto esse percurso era feito Gianny estava lutando com a sua cópia de metal. Elas trocavam golpes mas eles praticamente se anulavam, embora a experiência de Gianny fosse bem maior, ela perdia em estamina, afinal ela era parte humana, já o robô era uma máquina sem composição humana.

O homem de metal mexia em ajustes de alguma coisa e observava algumas imagens, que pareciam com imagens de fora, provavelmente câmeras, era o que I.A. analisava nesse momento, depois de falar com 23 ela estava tentando um meio de sair dali, mas é claro, ela não usaria a força e sim a inteligência, afinal, seu nome já diz tudo.

I.A. analisava os arquivos e coisas que o homem fazia, além de prestar atenção na luta de Gianny de modo que se ela estivesse em apuros fosse ajudar de alguma forma.

Nesse momento o grupo chegou, e através das câmeras o homem de metal e I.A. puderam ver sua chegada. O mesmo se surpreendeu ao ver gente ali, mas então viu Jet e deu um leve sorriso maligno. Ele queria acabar com a raça daquele Human Cyborg e era isso que pretendia fazer depois de acabar com Gianny, ir atrás de Jet, mas não necessitou, ele mesmo veio, acompanhado da trupe!

Ele então começou a abrir uns programas e a mexer em algo, I.A. olhava atentamente, pareciam outros robôs, ela se surpreendeu quando finalmente entendeu o que ele estava fazendo.

Do lado de fora 23 descia das costas de Katsu e corria em direção ao galpão gritando por Gianny e I.A., os outros tentaram impedi-la, porém, a mesma não escutou. Mas qual não foi o susto ao ver a sua recepção, das portas largas e trancadas do galpão abriram três compartimentos.

— 23! — Gritaram Jet e Katsu.

A mesma olhou de perto e viu, eram três robôs interligados em fios de metal, os robôs tinham uma coloração opaca, mas logo após abrirem seus olhos, que agora brilhavam em vermelho tomaram uma coloração de metal derretido, seus olhos escaneavam tudo ao redor, e se focaram nas três pessoas a sua frente, tomando suas formas. Agora 23 via a sua frente uma máquina com a forma de seu corpo, assim como Jet e Katsu viam suas contrapartes de metal.

23 ainda estava lá, parada.

— O que é isso? — Ela falou levando o dedo indicador ao lábio inferior. — Uma robozinha igual a mim! — E ia levar o mesmo dedo ao robô quando Katsu se aproximou e a puxou dali.

— 23, são claramente inimigos! I-N-I-M-I-G-O-S! Seu radar de “vilão do mal” está quebrado?

Ela corria, olhando pra trás, com carinha de quem não entendia o motivo deles serem ruins.

— Mas eles são como nós! Como podem ser inimigos se estão ali, o Katsu, a 23 e o Jet? Nós somos nossos inimigos?

— Sim, nós — ele deu uma pausa — não, eles! — outra pausa — Isso, eles são sim, agora me escuta 23, nós precisamos de ajuda, saia daqui e procure alguém. — antes que ela falasse algo ele continuou. — Não quero que chame a polícia, quero que peça ajuda de alguém confiável. Entendeu, moranguinho? Agora vá! — Ele disse impulsionando ela para frente, de modo a correr para longe dali.

Ela olha para trás acenando que sim com a cabeça, e então some no horizonte, sua cópia se solta dos fios e tenta segui-la, porém Katsu se põe na frente, e um som é emitido do robô.

Alvo não identificado… Alvo fora do radar… Selecionando novo alvo…

Os olhos começavam a escanear a área e encontravam Jet e Katsu, como o segundo era o mais próximo começou a analisá-lo.

— Seleciona isso aqui! — Nesse momento quando o robô ainda estava analisando Katsu e modificando seu corpo metálico, o mesmo levantou sua mão e ao pronunciar a frase suas unhas se prolongam, em puro metal e estas transpassam o robô que ainda tomava forma, o partindo facilmente ao meio, enquanto as garras passavam, o metal em torno delas pertencentes ao robô ia ficando avermelhado. E depois de Katsu passar por todo o percurso, separando o robô em forma de 23 deformada, em duas partes, o mesmo explodiu.

— Ninguém copia a minha moranguinho! Ela é única, ouviu bem!? — Disse virando pra Jet e fazendo um sinal de joinha com a mão que não estava com as garras prolongadas.

— Katsu, eu acho que não é hora pra se gabar… Espera terminarmos a luta, ok? — Disse Jet apontando para os outros dois robôs que acompanhavam a situação, ainda estando plugados nas cápsulas. Era notório que o robô com a forma de Jet o encarava, como se analisasse todos seus movimentos, concomitantemente fazia a cópia de Katsu a mesma ação. No momento em que Jet apontou o dedo para a máquina a mesma levantou seu dedo e seus olhos intensificaram o vermelho, ao ver que podia se mover ele levantou as mãos e se desconectou dos cabos que o prendiam.

Sistema iniciado… Alvo localizado… Intento: Destruição. — Ao falar isso a máquina partiu em direção à Jet com a intenção de lhe dar um soco na garganta.

Jet por sua vez, ao ouvir aquilo e ver a máquina em sua direção, primeiramente disse:

— Eita, caralho! — Em seguida esquivou do golpe, então bateu no pulso de sua cópia com a faca da mão, ao ver que a carapaça era dura demais para destruir com um ataque normal, e que o elemento era muito pesado para que ele movesse sem causar exaustão, decidiu segurar a mão do oponente e manipular pequena parte da abertura de seu canhão de braço, fazendo assim com que o calor concentrado fluísse através de seu fluxo cibernético atingindo e superaquecendo o pulso do robô que acabou por derreter, fazendo com que sua mão caísse. E que, pelo desequilíbrio, a máquina fosse ao chão.

Ao ver que seu golpe foi esquivado e que sofreu dano, o robô olhou para seu braço, depois para sua mão e então olhou para Jet, seus olhos brilharam em vermelho, rastreando tudo que via, sua visão de calor então percebeu: Dentro de Jet agora fluía um sistema interno de chamas vermelhas, ele focou os olhos em seu braço e o mesmo começou a tomar outra forma.

— Ô merda! Katsu eles se se adaptam! — Jet gritou.

— Eu percebi! — Katsu, que ao mesmo tempo lutava com sua devida cópia, falou em um tom audível à Jet.

A situação de Katsu era mais complexa no momento. Aparentemente o robô contraparte dele, ainda quando estava ligado aos fios de sua cápsula e acompanhando sua luta contra a cópia da 23, viu o poder que o mesmo usou, e nesse momento ele tinha que escapar dos ataques avançados do mesmo. E evitar usar o seu, por um pequeno problema sistemático, que apenas ele e eu, o narrador, sabemos.

Jet pigarreou e em seguida disse:

— O que vamos fazer? Cada vez que usarmos nossos poderes eles vão se adaptar! — Disse se desviando de um pequeno “teste de lança-chamas” de sua contraparte.

Katsu continuava a lutar enquanto pensava, ele desviava dos ataques como um gato se esguia na noite.

— Katsu… Melhor pensar logo, aqui tá ficando difícil! — Disse prolongando o “u” do nome do amigo. Enquanto se esquivava freneticamente dos vários tiros lançados pelo robô a sua frente.

—Eu sei! Eu sei! Aí, cacete! Já sei! — Disse ao desviar de uma garrada com o ataque especial.

— Já sabe!? — falou já ficando desesperado. — Então conta essa joça logo antes que eu morra! — Gritou, bem alto.

— Você viu quando a 23 saiu, e ele foi seguir ela, ai caralho… — Ele percebeu que não ia dar pra explicar e desviar ao mesmo tempo. — Só troca de lugar comigo, e ataca com tudo que tiver!!!

— Ok! — Ele disse trocando de lugar com Katsu na luta, ficando de frente pra uma cópia de seu amigo. — Agora vou poder te surrar por todas as vezes que comeu minha conexão de dados no DataKing!!!

Ao notarem a troca de parceiros de luta as máquinas emitiram a seguinte frequência:

Alvo não identificado… Alvo substituído… Selecionando novo alvo… — Ao proferir esse som as mesmas começaram a se deformar.

— Mas não vão mesmo, eu vou ter o prazer de dar uma surra no Katsu, pelo menos uma vez na minha vida! — Disse transformando seus punhos e pés em canhões propagadores, de onde saíam fogo vermelho. Logo em seguida, se moveu, de forma a ganhar impulso para ficar com todo o corpo na horizontal, estando este esticado e girando, com a parte dos punhos erguidos rente a cabeça, estando de frente para a cópia de Katsu que analisava tudo aquilo desesperadamente. E então devido aos propulsores que ficavam nos pés, ele foi girando como uma furadeira com uma grande quantidade de calor proporcionada pela propulsão proeminente de seus canhões manuais, em direção ao robô.

— Só se for através de uma cópia minha, por que fora isso você não me vence mesmo! — Disse estando de frente para a cópia de Jet, que estava se deformando, erguendo então as duas mãos, fez suas garras crescerem, descendo um de seus braços na vertical e o outro fazendo uma leve curva, formando um “K” ao transpassar o oponente.

Ambos venceram seus adversários, pronunciando o nome de suas técnicas no final, sendo que estas coincidem com seus devidos nomes.

Nesse momento uma pessoa chega ao descampado, dizendo:

— Eu vim ajudá-los! — Esta trajava, uma roupa azul e rosa, com detalhes em branco e preto, a parte do peito era azul, com o símbolo de um morango no centro do mesmo, as ombreiras em rosa e branco, assim como a lateral das pernas. Com apenas alguns detalhes em preto, perto da cintura, ombros e glúteos. E usava um capacete com visor, que impedia que seu rosto fosse identificado.

Nesse momento os olhos de Jet e Katsu se viraram para deparar-se com a pessoa. E ambos exclamaram:

— Quê!?

Após recobrarem a sanidade pós batalha, analisaram mais propriamente a pessoa a sua frente.

— Você é a ajuda da 23!? — Disse Katsu olhando a pessoa de cima a baixo, reparando no morango em sua roupa.

— Um pouco tarde demais, não acha? — Jet disse.

— Ah desculpa gente, é que eu tive que, quer dizer a 23 teve que, quer dizer, tivemos um imprevisto e… — Disse a pessoa misteriosa, ou talvez nem tanto assim.

— É, moranguinho… — disse Katsu

— O que foi? — Respondeu imediatamente.

— Quando eu pedir ajuda da próxima vez… Trás uma pessoa que não seja você mesmo, tá?

— Ahn… Mas esse é o meu traje especial! Eu tenho até uma arma! Ué! Cadê!? Acho que na correria esqueci de trazer! Poxa, ela era tão fofa, e ainda tinha um moranguinho pendurado nela… — Ela falava desesperadamente, tentando dar uma explicação plausível para aquilo.

Jet, que estava confuso, levava a mão ao rosto demostrando sua confusão e indignação. Katsu ria abertamente da situação, quando, de repente. Ele parou e disse:

— Eu vou matar aquele desgraçado de hacker! — Sua voz começou a modificar e ele foi ficando menor. — Ele me disse que ia consertar isso!!! Que eu ia controlar! “Não, você vai controlar Katsu!” — Ele disse imitando a voz do hacker que vendeu pra ele a sua última atualização de sistema, que seria responsável por consertar os defeitos anteriores de sua versão, o superaquecimento, que fazia ele ir para o modo reserva da bateria. — Aquele viado falou com tamanha certeza! — E então depois de um tempo via-se apenas as roupas de um Katsu resmungante, que note-se, não deixou de resmungar.

Ao ver Katsu sumindo a sua frente, 23, que não estava ouvindo o que ele estava reclamando, pois ainda tentava se justificar para seus botões entrou em desespero.

— Ai! Jet! O Katsu! Ele! Ele sumiu! Katsu! Katsu! Katsu! — Disse ela correndo em direção as roupas dele, mas tropeçando no meio do caminho e caindo no chão.

— 23, calma, ele tá aqui ó! — Disse Jet levantando a boina de Katsu mostrando ali em baixo um gato preto, envergonhado resmungando.

— Gatinho!? — Ela disse em alto tom de susto.

— Sou eu sim… O gatinho… Desculpe pela blusa outro dia, eu te pago uma saída pra comprar roupas novas…

— Tudo bem gatinho… — Ela pegou ele apertando entre seus seios. — Agora me diz onde tá o Katsu?

— 23… Eu… Sou… O… Katsu… — Ele disse entre apertos literais.

— Ahn? O quê? — Ela perguntou não entendendo muito bem.

— 23, o Katsu e o gato preto são a mesma pessoa… E se você continuar apertando ele assim, acho que ele morre, feliz, mas morre…

— O Katsu é o gatinho!? — ela disse esticando os braços com ele nas mãos olhando em seus olhos.

— Sim, sou eu… — ele disse com uma risada boboca.

— Que legal, vou ganhar roupas novas do Katsu, gatinho! — ela disse colocando ele no chão e se levantando.

— Ai… lá se vão minhas economias…

Jet, que estava ali parado, notou uma coisa. Tudo estava muito silencioso, não tinha novos adversários, o que será que estava acontecendo dentro do galpão fechado!?

Enquanto as lutas se passavam lá fora, Gianny também lutava, com a sua cópia, apesar de cansada ela não queria usar seu último recurso, pois o item em questão era muito querido. Um item que remetia a sua infância, ela podia lembrar como se fosse ontem, só de pensar nele.

A menina corria pelas periferias se esguiando das pessoas e objetos, ferros velhos ali eram coisas muito comuns, então ela se escondeu em um deles, vendo seus ganhos do dia.

— Esses panacas! Olha só quanta grana eu roubei hoje, ninguém é mais rápida do que eu, ninguém é melhor do que eu! — Ela comentava para si mesma.

De repente um homem alto, pálido, um pouco corcunda e com cabelos pretos esbranquiçados, apareceu. Olhou para a menina e abriu um sorriso sujo, seus dentes eram de ouro e platina, porém estavam tão encardidos, que pareciam mais um tipo de lodo. Ele então surpreendeu a garota dizendo:

— Boa tarde, jovenzinha! — Ele a rodeou, olhando seus itens.

Quando ela se virou para vê-lo notou que sua corcunda, era feita de sucata e se integrava a seu corpo. O mesmo, tinha partes com a então pele pálida e outras partes eram sucatas enferrujadas, como se a pele apenas cobrisse a sucata.

A pequena Gianny olhou para ele, levantou uma sobrancelha, e perguntou:

— Que, que há velhote? — Enquanto escondia as suas coisas, desconfiada.

— Calma pequenina, não há o de temer, sou apenas… — Ele mostrou sua corcunda. — … Um vendedor de coisas úteis!

— Lixo, ’cê quer dizer?

— NÃO! Não pequena, coisas muito úteis ainda mais para uma menina esperta como você que gosta de fazer dinheiro… Não é mesmo? Com meus itens, você vai poder arrumar muito mais dinheiro, muito mais fácil!

— Sei… Sei… Fala aí tua lorota, pra ver se eu acredito… — Ela disse se levantando pra ir embora. — Mas não me culpe se eu sumir no meio, valeu?

— Você, uma jovem adulta… Tão esperta, deve querer uma arma de valor, não é mesmo? Para se tornar mais perigosa do que já é!

— Vá direto ao ponto, ’véio, sem bajulações… — Ela diz se encostando em um dos motores velhos arrancados de um Skydriver.

— Vejo se interessou em armas, bom, eu tenho uma perfeita para você! Algo para alguém rápida, veloz e audaz.— Ele caça em sua velharia e tira de lá um canivete, ele era visivelmente bonito, diferente da velharia que ele carregava, era um belo canivete, aparentemente muito bem afiado.

— Huum, e quanto vai me cobrar por ele mesmo? — Ela disse parecendo mais interessada.

— Eu cobraria tudo que você tem aí com você, mas como é uma pessoa especial, eu cobrarei apenas a metade!

— Eu fecho por 30% e não falamos mais nisso.

— Fechado, mocinha negociadora! — Ele dá um sorriso com os dentes sujos e ela faz uma cara de nojo.

Ela entrega parte do que conseguiu a ele e sai dali feliz com seu canivete novo. Ele sorri maliciosamente e quando ela sai alguns outros homens mau encarados aparecem perto do velho. Eles encaram o velho que acena com a cabeça e diz:

— Vão atrás dela. Tragam meus pertences, e diga que a partir de hoje, se aquela “pilantrinha” não quiser morrer, de tudo que ela roubar 75% é meu! — Ele dá uma gargalhada alta que ressoa pelo ferro velho. E os homens saem atrás de Gianny.

Uma perseguição é feita pelas ruas, a garota corria exaustivamente, pois já havia usado muito de seu poder para o roubo do dia, se esconder seria difícil, ela não sabia quem eram aqueles homens, mas sabia quando precisava fugir de caras, principalmente se eles eram mau encarados.

Eles tentavam de tudo para alcançá-la porém ela era muito esguia e rápida. E entrava e saia de becos muito rapidamente, uma hora ela conseguiu despistá-los.

— Merda Gianny, pensa, pensa… Quem são esses caras!? — Foi quando ela se lembrou que no ferro velho cruzou com um deles assim que entrou, então ela pensou no corcunda que lhe vendeu o canivete. — Filho da puta! Ele me vendeu o canivete e agora quer pegar tudo que é meu, ah mas não vai mesmo. Eu consegui essas coisas com muito suor pra ser roubada por um golpista! Pensa, pensa no que vai fazer… — Então ela pensou em ir para a cidade vizinha que fazia fronteira com a sua, a área 48, era um subúrbio mais organizado, e como tinha recepção de Human-Ciborgs, seria perfeito, ela encontrava um trouxa, manipulava ele pra ficar escondida por um tempo, seria perfeito.

Ela usou suas últimas forças pra ir até a cidade se teleportando, e então viu a cidade movimentada, era feriado, ela havia esquecido. A maioria das pessoas estava por lá nesses dias, a área 48 funcionava quando as outras coisas paravam, era uma cidade de descanso, mas ela precisava trabalhar. Ao passar por algumas pessoas já conseguiu mais dinheiro para a comida e uma boa roupa, afinal diferente de onde morava as pessoas se vestiam melhor ali, e viver como uma mendiga não ia ajudar a se disfarçar. Ladrões precisam se disfarçar entre as pessoas de bem, assim, ninguém suspeita deles.

Mas então ela passou por uma doceria e seu estômago roncou alto. Ela correu muito e já não comia havia dois dias, então contou seu dinheiro e entrou na loja, pediu uma torta de limão só pra ela, não uma fatia, uma torta inteira. As pessoas olhavam pra ela com um olhar de desprezo, mas a velhinha que cuidava da loja a tratou bem. Ela roubaria todas as pessoas daquela loja, menos aquela velhinha, ela a pagaria e ainda voltaria para comer mais. Pessoas que julgam os outros por suas aparências são as piores. Ainda mais pelo fato de saber que a maioria disso vinha pelo fato dela ser negra, e seu cabelo ser cheio e não liso e arrumadinho como o das outras pessoas, seu cabelo era um black power, seus olhos de castanho-escuro vivo eram fugazes, ela olhava para tudo com uma velocidade espetacular.

Começou a comer quando o sino que demarca a entrada de alguém na loja soou.

— Olá dona 76, como vai!? — Ela achava muito estranho as pessoas se chamarem pelas suas terminais numéricas. Era comum, mas por algum motivo ela simplesmente não gostava.

— Ora, ora… Querido, vejo que veio buscar sua fatia de torta… — A senhorinha riu levemente.

— Sim, minha dose de limão do dia! Meus pais me deram o dinheiro de hoje! Os negócios estão indo bem no bar! — Ele sorriu.

— Infelizmente querido, a torta foi comprada… Por aquela senhorita ali. — A senhorinha apontou para Gianny sentada comendo a torta gigante de uma só vez.

— Ela vai comer a minha torta! E ainda comprou ela toda pra comer sozinha! Caramba!!!

Aquela era a deixa dela, ela olhou para de onde estava vindo a voz do rapaz, e virou o corpo em direção a ele. Era um adolescente um pouco alto, de cabelos em dread, indo até os ombros, olhos, cabelos e pele negras. Cara de tapado, perfeito, ela ia usar aquele idiota pra se esconder.

— Não seja por isso! — Ela disse ainda com comida na boca. — Eu divido com você!

— Ei! Sério!? Que gentileza! Não se pode negar comida, não é mesmo? Ainda mais quando é a sua preferida!

Ele cumprimentou a senhora e se dirigiu a mesa.

— Olá! Me chamo J8, qual seu diginam? — Ele disse estendendo a mão.

Ela detestava mais ainda isso, por que não só nome? Ou número, diginam, que coisa ridícula… Ela apoiou uma mão no rosto, olhou pra ele de cima a baixo.

— Sério, cara? ’qualé!!! Diginam? Senta aí! Essa parada tá super ultrapassada, tipo, era passada, tá vendo a senhora ali? — Ela apontou pra senhora da loja e ele acenou que sim. — Ela tem o direito de usar diginam, é da época dela. Mas nós… — Ela deu uma pausa enfática e prosseguiu. — Nós precisamos de nomes? Não! Apelidos? Não! Precisamos de codinomes, como uma máfia, cada um tem seu nomezinho medíocre do lado de fora, mas lá dentro tem codinomes fodas!

— Ei! Devagar com o palavreado… — Ele falava espantado com o linguajar de uma menina tão jovem.

— Cala boca, e escuta o que eu tô falando! — Ela pegou um pedaço de papel holográfico. — Tem caneta de holografar? Ou qualquer merda que escreva nisso?

Ele ia falar algo sobre o palavreado dela, mas ela fez sinal para ele se calar.

— Só me dá algo que escreva!

Ele abriu a mochila, pegou seu estojo de metal e tirou de lá uma caneta de holografar, ela passou seus olhos fugazes por tudo que ele tinha na mochila, desde tabletes até clips para papéis reais, aqueles feitos de celulose.

— Ótimo, agora pega esse papel e escreve seu nome por extenso, que dizer seu diginam… E quando digo por extenso é as forma como você pronuncia… Mas antes preciso saber, qual seu poder?

— Meu poder?

— É todo mundo tem um poder, mas tu é lesado mesmo, hein?

— Obrigado pelo elogio, mas não foi o que eu quis perguntar, quis perguntar por que quer saber meu poder…

— Então da próxima vez pergunta direito! Quero saber por que um grande codinome vem das grandes merdas que você faz, e não abre a boca pra falar do meu palavreado!

— Ahn… eu tenho propulsores nos pés, e canhões nas mãos… E deles saem fogo azul.

— Que foda! E sabe usar!? — Ela dizia isso pois queria sondar o limite de poder dele, afinal se ele reagisse ela teria que saber como vencê-lo.

— Um pouco, meus pais são donos de bar, então não tenho muita utilidade no trabalho deles, mas eu ajudo um senhor com sua loja de Skydrivers, então uso eles pra soldar pequenas coisas, e esse tipo de utilidades bobinhas. Mas por que quer saber isso.

— Curiosidade, ora… Um poder legal desse! Agora escreve aí em Iúnico o seu diginam por extenso… e lê pra eu ouvir a sonoridade!

Enquanto ela comia a torta, ele escrevia seu nome em sua língua universal, essa é o Iúnico que é a linguagem de Iun, e este, por sua vez, é o nome do mundo onde eles vivem.

— Jey Eight… — Ele disse com o tablete na mão, não era comum todos saberem a linguagem universal escrita, ainda mais os nomes por extenso, a escrita era usada apenas pelos mais cultos e ricos. Por isso quando queriam saber de algo eles pesquisavam no Doodle e ele tinha a resposta pra tudo. Era quase como um oráculo ou algo do tipo, então ele pesquisou e então escreveu no papel.

— Perfeito!

— Esse nome é horrível!

— Eu sei, disse que nomes são horríveis, mas juntando com seu poder temos um codinome!

— E qual seria ele?

— Jet!

— Jet? Por que exatamente?

— Por que seu poder sai em jatos, e seu nome já ajuda, então esse é seu codinome! E aí, gostou…

— Jet… Jet… Posso me acostumar com isso. — Ele sorriu. — Você é interessante boca suja, mas ainda não sei seu codinome!

— Tá aprendendo! — Ela riu. — Meu codinome é Gianny!

— Vai me explicar o por que?

— Primeiro vamos terminar essa torta! — ela disse terminando de comer a metade de uma torta inteira.

— Sim, senhora!

Eles comem a torta até ficarem estufados, e então ela continua:

— Vem de Grim Army ou GR, meu diginam… — ela falou a última palavra com tom de desprezo.

— Você faz o que, quais seus poderes? Por que isso significa braço desagradável e Gianny não quer dizer nada…

— Não, anta! — Ela revira os olhos. — A-r-m-y. — Ela soletra pausadamente. — Então fica? — Arregala os olhos esperando a resposta.

— Exército sombrio?

— Isso! E o que eu faço?

— Sei lá, cria cópias de você?

— Quase isso… — Nesse momento ela vê um dos caras que estavam a perseguindo olhando para todos os lados com um radar na mão. Então só passava em seu pensamento onde eles conseguiram, aquilo? É um item policial, e como ela tem ficha criminal, pode ser facilmente encontrada por esse tipo de item… Ela só conseguia pensar na merda que ia dar para aquela senhora se ela ficasse ali, então resolveu sair. — Mas vamos andando que eu te explico pelo caminho, não queremos ocupar a mesa dessa senhora para sempre, não é mesmo?

— Ah, é verdade e eu tenho que passar em casa logo.

— Ótimo, então vamos pra sua casa!

— Vo-Você quer ir na minha casa?

— Qual problema?

— Ahn… Nada, vamos lá…

Eles saíram pelas ruas, o cara tinha acabado de entrar na loja anterior a que ela estava, então estaria ocupado procurando por ela lá. Mas aquele garoto andava de forma muito despreocupada.

— Você não estava com pressa?

— Sim, mas tudo bem dar uma volta…

— Tudo bem uma ova! Eu preciso usar o banheiro, vamos! — Ela pegou na mão dele e saiu o puxando.

— Ok, ok! — ele acelerou o passo. — Mas como vai saber o caminho pra minha casa? Se sou eu quem mora lá?

— Tem razão então vai na frente, mas rápido por favor!

Eles então chegam a casa dele, então e ela rapidamente pergunta:

— Onde tem um computador?

— No escritório dos meus pais tem um… Mas por que? Você não precisava ir ao banheiro?

— Preciso avisar que vou demorar, esqueci de recarregar os dados móveis hoje… E sobre o banheiro, no caminho eu vou, só me dizer onde é o escritório e o banheiro…

— Subindo a escada a primeira porta é o escritório e o banheiro é no final do mesmo corredor…

— Certo, volto já! Me aguarde aqui!

Ele assentiu e se sentou no one pufhy, um sofá solitário de plasma encapsulado, que ficava esparramado pelo chão. Ela já reparava a casa toda com seus olhos, era bem simples, não tinha itens de luxo mas parecia ser confortável. Os pais dele deviam prezar pelo econômico e eram minimalistas. Se fosse ela teria vários itens colecionáveis por todos os lugares. Uma casa, seria bom ter uma… Ela pensava nisso enquanto subia as escadas.

Entrou no escritório e foi direto ao computador, abriu uma sessão privada e começou a procurar pelos dados da polícia, ela precisava achar um rastreador que não fosse dali, alguns minutos depois e ali estava, um de sua área. Ela então começou a ver uma forma para entrar nos servidores centrais para hackear o sistema daquele rastreador. Demorou um pouco mas conseguiu, e mandou o cara para a cochinchina.

— Bem longe de mim! Panaca! Agora, preciso de mais dinheiro, vamos começar por esse escritório, ela começou pegando coisas de pequeno tamanho e alto valor, infelizmente eles não pareciam ter um cofre em casa, não ali pelo menos, mas o moleque lá em baixo devia saber de algo. Então ela, munida de seu canivete, se dirigiu a ele.

Ele estava sentado no one pufhy, de costas pra ela, perfeito. Ela foi sorrateiramente até ele e colocou o canivete contra seu pescoço, prendendo uma de suas mãos com o pé, com a palma virada pra baixo.

— O quê!?

Ela solta uma risada anasalada e curta.

— Meu codinome vem de exército sombrio por que eu sou sorrateira como uma sombra, e posso ser rápida em roubar seu dinheiro como um exército rouba a vida de milhões de soldados inimigos. Agora me diga, onde está o bem mais precioso dessa casa.

— Minha mãe sempre me disse pra não trazer estranhos pra casa, acho que ela tinha razão, mas ela também diz, que o bem mais precioso que tem nessa casa… Sou eu! — Nesse momento ele soltou seus jatos propulsores dos pés, que já estavam esticados por ele estar sentado no chão. O que levou os dois contra a parede atrás deles, como o movimento foi inesperado, Gianny acabou por bater na parede junto com ele, levando o impacto maior.

Com o impacto seu braço sai do pescoço de Jet, o mesmo se desvencilha dela e dá uma porrada em seu punho, e seu canivete caí de sua mão. Ela saí correndo atrás do canivete, mas Jet é mais rápido e dispara contra ele, derretendo a lâmina.

— Desgraçado!!! — Ela sai correndo e soca a cara dele. — Você tem noção do que eu passei e estou passando por causa desse maldito canivete!?

— Aposto que se não roubasse os outros não teria que passar por isso!

— Aposto que se não roubasse os outros eu estaria morta! De fome, frio, ou qualquer outra coisa que a rua me proporcionasse! Você tem uma casa, cama, comida, pode comprar tortas todo dia, eu não tenho quem compre nada pra mim! E ninguém aceita uma negra pobre pra comer por aí! Então não me venha com hipocrisias de que se eu não roubasse minha vida seria melhor! — Seu tom começava a se elevar cada vez mais. — E como se eu já tivesse que lidar com os golpistas dessa merda de vida, ainda por cima tenho que encontrar um tapado que acredita em um mundo utópico!

— Eu não acredito nesse mundo utópico, é só que…

— É só que o quê? Acha que dinheiro caí do céu? Que magicamente eu vou ser alimentada? Isso não existe! Sinto lhe informar!!! O mundo é cruel, e os mais fracos não sobrevivem nele!

— Tá bem, tá bem, se isso tudo é por causa do canivete eu te compro outro! Mas você tem que prometer que vai parar de roubar!

— Ah, e você espera que eu sobreviva como!?

— Eu prometo te alimentar e comprar roupas pra você, você pode até dormir na garagem aqui de casa escondido… O que acha?

— Acho que quando a átomo é grande o cientista desconfia! O que você quer em troca?

— Já disse!

— O quê?

— Que você pare de roubar, temos um trato?

— Vamos ver se isso vai mesmo acontecer…

Eles saíram dali e ele foi comprar o canivete junto dela, ele gastou toda sua economia do trabalho de meio período. Mas conseguiu comprar um que a agradasse. O homem da loja então perguntou se eles queriam que ele entalhasse algo no canivete, estranhou a compra do presente, mas não questionou, devia ser um presente pro pai deles, ele pensou. Então ela ganhou seu canivete e os dias se seguiram até o dia que os pais de Jet descobriram Gianny escondida na garagem, na verdade eles já desconfiavam que Jet estivesse escondendo algo, pois sempre a comida de casa acabava mais rápido, eles pensaram que fosse uma animalzinho, mas era comida pra nível de um humano e não um cachorro ou gato, em nível de quantidade. Ao descobrirem sentaram para conversar com eles. E eles contaram então a história. Ela podia se lembrar até hoje, do dia de sua adoção, e como eles falaram que não poderiam deixar ela dormindo na garagem, ela precisaria de uma cama quente, e uma família.

Era tudo isso que se passava na cabeça de Gianny naquele momento. Desde o momento em que caiu em uma grande furada, até sua adoção. Mas infelizmente ela estava novamente em apuros. E logo notou isso ao tomar um belo soco na cara que a fez despertar.

Ela não tinha outra opção, teria que usar seu canivete, tirou-o de sua bota rapidamente e foi pra cima do robô. Mirou nas articulações e em cada teleporte era tirava uma quantidade de massa de várias partes das articulações fazendo elas se separarem, porém a robô ia se refazendo, Gianny ia percebendo que ela estava se adaptando novamente, e em uma das mãos estava copiando seu canivete, escaneando-o com os olhos, então ela pensou que: se esse robô precisa de sua visão pra escanear as coisas, só tenho que teleportar seus olhos para onde não enxerguem.

Antes que a sua cópia fizesse qualquer coisa, ela cravou o canivete no olho da mesma, e o teleportou para debaixo da terra, e logo em seguida fez o mesmo com o outro. A robô então parou, como se estivesse travada e então ela foi perdendo a forma e no final virou líquido metálico.

— Você mais uma vez fazendo parte da minha história… — Ela falou em baixo tom ao olhar para o canivete, com um “Gy” encravado em sua parte de madeira.

— Desgraçados! Minhas criações! — O homem de metal estava agora irritadíssimo, por que tanto Gianny quanto seus amigos haviam derrotados suas criações. E Jet já estava rompendo o lacre do portão do galpão com seu jato de fogo superconcentrado.

Então o grupo finalmente se reuniu, e 23 foi correndo para Gianny perguntar se ela estava bem.

— Gianny!!! — Disse prolongando o “a”. — O que está fazendo aqui com um vilão do mal? Como está? O que estava fazendo esse tempo todo?

— Nossa, nem um pouco redundante 23… E vai com calma aí, eu ainda tenho que quebrar a cada de um babaca!

“Isso mesmo!!! Ninguém se preocupa com a I.A., imagina, eu só chamei vocês não é mesmo?”, I.A. disse para todos ali, inclusive para o homem de metal.

— Ah, desculpe I.A., como você está? Está tudo bem?

— Ih, 23, nem liga pra essa estressadinha não…

“Calada, Gianny!”, disse I.A. irritada.

— Vem me calar! Ah, esqueci, você não tem braços, por que é um Skydriver!

“Eu já disse que sou uma Inteligência Artificial!”

O homem de metal observava todos eles, e começou a se enfurecer pois estavam se esquecendo completamente dele ali.

— Calados todos vocês!!! Eu vou derrotá-los eu mesmo!

Nesse momento todos começaram a rir da cara dele.

“Querido, você se esconde atrás de máquinas que cria, por favor, né?”, I.A. fala em seu tom arrogante.

— Olha como fala seu Skydriver programado.

“Não sou um Skydriver programado, sou uma inteligência artificial instalada em uma máquina potente.”

— E você deveria se calar, lagarto. Você não aguenta nem um soco meu! Quanto mais uma luta contra todos nós.— Disse Jet.

— Ele tem razão – disseram todos, menos 23, que estava avoada olhando o local.

— Ora seu!!! — O homem chamado de lagarto foi pra cima de Jet, que apenas desviou e deu uma porrada com a faca da mão superaquecida na nuca dele, o desligando temporariamente.

Problema resolvido, vamos? — Perguntou Jet.

— São que horas? — Perguntou Gianny novamente.

— Meia hora pra hora do Jaguar… — Disse I.A.

Eles se feriam as horas de acordo com o nome de um animal correspondente ao tempo em que este ficava ativo, e Jaguar era como chamavam a noite.

— Puta que pariu! O bar!!! — Gianny gritou! — Temos que abrir!!!

— Olha o palavreado! — Disse Jet.

Ela riu, ele não entendeu o por que, mas ela estava recordando mais uma vez do seu passado, embora o Jet de hoje sempre falasse uns palavrões, ele continuava não gostando que sua irmãzinha mais nova falasse.

Gianny riu da cara de Katsu e da forma que ele estava. Então foram para o bar, abriram para os clientes e comemoraram a vitória do dia. No final do horário do Jaguar, com o fim do trabalho, já adentrando ao horário da Coruja, entrou pela porta o próximo desafio deles, pedindo por socorro. Todos se espantaram, mas apenas três dos integrantes do grupo o reconheceram e exclamaram em conjunto:

— Senhor Diann!? — Ao verem que gritaram juntos o nome do senhor a sua frente, Gianny, I.A., que estava em forma de relógio, e Jet se entre olharam e fizeram mais uma exclamação conjunta. — Vocês se conhecem!?

Eles iam começar a explicação porém o próprio Senhor Diann os interrompeu.

— Deixem as explicações para depois, pelo amor de Irinus, salvem minha família!!!

— Como assim!? Senhor Diann, se acalme… — Dizia Gianny. — Sente-se um pouco, beba um pouco de água! 23, traga água para o senhor Diann!

Ele estava muito nervoso e suava frio, tremendo, se sentou em uma das cadeiras. Ele bebeu a água que 23 lhe trouxe e começou a explicar os detalhes.

Notas finais
E então? O que acharam? Fiquem à vontade para comentar! Kissus de Morango :3 Byee beee ~♥