Cobaia 0013

8 Capítulo 8 - O sonho


Notas iniciais
Oi povo! Mais um capítulo! Esse eu quero dedicar à Carol. Ela que vem me apoiando incansavelmente, sempre comenta os capítulos, não só aqui como no Social Spirit e agora no Wattpad. Obrigada Linda ♡

05-06-5026 Sexta-feira

"Meus pés amassavam a grama verde, o céu azul e a voz.... a melodia. .."

Acordei do mesmo jeito de sempre, suado e com o coração disparado, mas dessa vez a cantoria não havia cessado. Será que eu estava ficando louco? Olhei para o relógio e era pouco mais de 1 hora da madrugada. Levantei rapidamente da cama e sai do quarto.

Eu precisava seguir a voz, mesmo sem saber se ela era real ou não. Eu andava pelo corredor dos dormitórios, a cantoria parecia estar tão próxima e tão alta, parei de frente para um dos quartos. Era o quarto de Kalena. A cantoria, antes alta, agora parecia um sussurro algo tão pessoal e tão... meu.

E agora? O que eu devia fazer? Eu não podia contar a ela. Imagina só! "Oi Kalena, desculpe pelo horário, mas eu venho tendo um sonho recorrente e tem uma cantoria nele, hoje a voz me trouxe até seu quarto. " Estou todo suado e provavelmente com uma cara de louco. Eu devo voltar pro meu quarto e...

—Daisuke?

Enquanto eu tinha uma briga interna Kalena abriu a porta e eu nem havia me dado conta disso, até ela ter dito algo.

—Você está bem? Está passando mal?

Eu não conseguia dizer nada. Ela estava sendo toda atenciosa e eu parecendo um idiota.

—Venha, entre. -disse me puxando pelo braço.

Ela me colocou sentado em sua cama.

—Vou peagar água para voce, espere só um pouquinho.
Droga Daisuke! Você precisa falar alguma coisa idiota! Pensa, pensa, pensa. .. Passei meus olhos pelo quarto com a intenção de me acalmar. Parecia com o meu, mas tinha uma pentiadeira iluminada perto da cama e nela havia vários perfumes, pentes, além de uma cadeira aparentemente confortável. O quarto era parecido com o meu, mas era tão...Tão Kalena.

Ela voltou com o copo d’água e uma toalha. Me deu o copo e enquanto eu tomava a água ela foi até a pentiadeira, pegou a cadeira, colocou de frente para mim e se sentou.
Quando terminei de tomar a água ela colocou a mão na minha testa.

—Você está um pouco quente, mas acho que não está com febre.

Depois colocou a toalha úmida na minha testa. Tão gentil.

—Por que veio até meu quarto, Daisuke?

Eu tinha que falar agora.

—E... Eu... Tive um pesadelo e. .. -pigarreei. — Quando acordei ouvi alguém cantando.

—Me ouviu cantar? -Ela pareceu surpresa. — Eu jurava que só cantarolava baixinho.

—Eu tenho uma boa audição. — consegui dizer.

—Bom, desculpe se eu incomodei. Prometo...

—Não! — eu acabei gritando enquanto balançava os braços feito um idiota, o que acabou assustando Kalena e fazendo com que ela tirasse a toalha da minha testa. -Quer dizer. Tudo bem, sua voz é linda.

Ela corou e olhou para baixo.

—Obrigado por me ajudar Kalena.

—Não foi nada demais.

.

.

Eu já estava no meu quarto. Queria falar com Otousan sobre o ocorrido, mas ele já devia estar dormindo. Kalena. Eraa voz dela que invadia meus sonhos. Mas como? Eu nem a conhecia quando eles começaram!

~Daisuke off~

.

~Kalena on~

Depois que Daisuke saiu do meu quarto me joguei na cama com ocoração disparado. Por que ele fazia isso comigo? Eu estava calma e tranquila, penteando meus cabelos enquanto cantarolava e foi só ele aparecer que meu coração já se exalta. Ele parecia meio perdido, e quase não falou muito comigoapesar de que foi ele quem veio até meu quarto. Ele deve ter tido um pesadelo horrível mesmo.

— Nada disso Kalena. — Me repreendi sussurrando. — Nada de pensar em bobeiras, Kalena! Daisuke não pode saber que.... mexe com você. É isso. Vai ser fácil

A melhor coisa a se fazer era não compartilhar isso com ninguém.

~Kalena off ~

.

~Daisuke on ~

Acordei às 6 horas. Mal dormi essa noite, não parava de pensar em Kalena e no que aconteceu. Levantei da cama e fui fazer minha higiene matinal. Depois coloquei minhas calças jeans pretas e ia colocar as botas quando meu celular toca. Olhei no visor e era Robert.

"-Saguão, daqui à dez minutos. "

E fim da ligação. Olhei para o celular e zombei.

—Bom dia pra você também!

Eu pretendia passar no quarto da Kalena antes de ir, para falar sobre ontem, mas acho que eu não vou ter tempo.
Estávamos no meio de uma floresta, que ligava Baskerfield à uma outra cidade. Seguíamos um grupo de mais ou menos 20 Goblins que haviam sequestrado 3 civis. Um homem e duas mulheres. Goblins são seres com 1.40m e feios. Tem narizes enormes e pele repleta de verrugas. Vestem roupas rústicas feitas de couro e pele de animais. São seres dotados de muita força e pouca inteligência, isso com certeza resultava em uma boa briga.

De repente um deles parou, aquele que carregava o homem, e nós também paramos atrás de algumas árvores e vegetação rasteira.

—Vamos revezar Buk!

—Não Lerroy. Carregue você. Ele nem deve ser tão pesado assim.

—Estou cansado em com fome. -Lerroy disse enquanto sentava no chão

—Já sei! Vamos matá-lo! -disse um mais magro.- Assim temos mais comida e menos peso pra carregar.

—Ótima ideia! -Disse Lerroy.

—Péssima idéia! -corrigiu Buk. — Precisamos levar os prisioneiros para a Chefia seus burros!

—Mas estou com fome. A Chefia não vai dar falta desse aqui.

Nossa intenção era seguí — los e descobrir para quem eles trabalhavam, mas estavam cogitando a morte de um civil. Eu e Robert nos entre olhamos. Tínhamos que fazer algo e Robert saiu de trás da árvore em que se escondia. Logo depois sai do meu esconderijo também.

—Com licença. — Robert se pronunciou. — Por favor soltem os civis.

—Hum... Não! -disse um dos goblins e os outros riram.

—Por favor, colaborem. Soltem logo os civis.

Buk olhou para seus amigos e sorriu com os dentes amarelos e pontiagudos. Logo pelo menos metade deles vinham em nossa direção.

—Robert. -chamei.

—Sim?

Balancei meus fones simples de ouvido.

—Só um. Precisamos nos comunicar.

—Ok.

Coloquei um dos fones e peguei as Colts. Dois já estavam próximos e mas três vinham atrás, na minha direção, atirei no braço deles. Queria mirar na cabeça, mas fui lento.

—Bultaoreune...

Eu cantarolava enquanto corria de encontro de um goblin. Pulei em cima dos ombros dele e saltei por cima, me virei enquanto colocava o braço esquerdo em volta do seu pescoço e apontava a Colt na tempora direita dele.

—Pow... -fiz a onomatopéia ao mesmo tempo que apertei o gatilho.

Faltavam 4.

Um goblin veio pela esquerda com um machado, e o apontava para minha cabeça. Bati com meu braço esquerdo no cabo de madeira e o empurrei para longe. Eu o lancei, sem intenção, na direção de uma árvore e depois disso ele não levantou. Logo atrás dele vinha um que com certeza tinha menos prática que os outros, ele vinha correndo de forma desengonçada e nos trombamos. Mirei na cabeça dele e atirei.

— Fire... oe oh..

Olhei para Robert e ele ia bem. Na verdade já tinha derrubado 4 dos 5 goblins que tinham ido na direção dele e no momento tinha uma luta mano a mano com um goblin. Mas um outro vinha sorrateiro pelo ponto cego de Robert empunhando um tronco de árvore. Com a Colt da mão esquerda apontei para a cabeça da criatura, atirei e ela caiu.
Ainda faltavam dois.

Quando virei de volta para os goblins levei um soco na boca do estômago. A dor foi tremenda, mas não resisti a tentação de fazer uma piada.

—Tão baixinhos... — tossi um pouco.- Só alcançam até aí. -tossi mais um pouco.

—Engraçadinho. -Ouvi um dizer às minhas costas e levei uma rasteira.

A Colt da mão esquerda caiu e eu levei um chute no rosto, que acabou resultando numa boca cortada e no meu fone sendo arrancado da minha orelha.

—Agora alcançamos seu rosto.

—Os feiosos acabaram com a minha música.- respondi. E depois cuspi sangue.

Num movimento rápido puxei a perna direita pra perto, coloquei a mão esquerda dentro da bota, peguei o punhal e o afundei na perna do goblin a minha esquerda.

—Ahhh! Filho da ...

E os dois goblins caíram no chão. Robert havia terminado a sua luta e veio me socorrer acertando a cabeça dos dois com um tiro só.

—Os outros se foram. — Robert informou enquanto estendia a mão para me ajudar a levantar.

—Droga! Só queriam nos distrair.

— E conseguiram.

.

.

—Quer que eu faça o relatório, Robert? — Tinhamos acabado de chegar na Evolution Alpha Company e estávamos sentados em um sofá no saguão.

—Não, tudo bem. E você sabe que Sr. Haysawa prefere que eu faça.

— É... Ele acha que eu posso omitir algo.

—A definição não é "omitir ", mas "não ser descritivo".

—Eu só resumo o que aconteceu.

—Sr. Haysawa não quer só um resumo do que acontece nas missões Daisuke. -Robert já se levantava do sofá.

—Tem certeza de que não quer que eu faça? — Eu realmente odiava fazer relatórios, mas Robert tinha um corte profundo no braço direito.

Ele provavelmente notou a minha preocupação.

—Ah! Não se preocupe. Primeiro vou à enfermaria. E você... — ele me olhou de cima à baixo enquanto eu estava esticado no sofá — devia tomar um banho. -concluiu e voltou a andar.

— Hey!

Ele riu, mas continuou andando.

—Certo. Eu preciso mesmo de um banho.

Levantei e fui em direção do meu quarto.

Chegando lá tomei meu banho e me joguei um pouco na cama antes de ir até a emfermaria. Quando fechei meus olhos o celular começou a vibrar. Para minha infelicidade ele estava dentro do bolso da minha calça, que estava como de costume, jogada no chão. Estiquei minha perna para tentar puxar a calça com os pés, mas não obtive sucesso. O celular ainda vibrava. Me levantei e peguei o celular. O número era desconhecido.

"-Alô?

—Oi Daisuke.

Kalena.

—Oi Kalena!

—Como foi o passeio hoje? -Ela se referia a missão.

—Adorável.

—Ah, que bom!

—Não sabia que você tinha um celular e nem que tinha o meu número.

—Hahaha. Sr. Haysawa me deu um, ele é tão gentil. — É... E esperto também. Depois da episódio das górgonas por Baskerfield ele havia dito que seria melhor se pudéssemos nos comunicar com Kalena. Mas provavelmente ele preferiu não lhe contar o motivo real do presente para não que não se preocupasse. — Seu número já estava salvo no aparelho.

—Entendi. E por que me ligou?

—Você parecia meio aéreo quando veio ao meu quarto. Não sabia se devíamos nos falar pessoalmente.

—Sinto muito. Eu estava pensativo por conta do pesadelo.

—Entendi.

— Vamos almoçar hoje?

—Eu adoraria."

Notas finais
Até mais! :* Link : https://youtu.be/ALj5MKjy2BU