C'mon
11 Uma rajada de vento
Notas iniciais
POV PERCY
Eu tremia na porta da cabine de Jason . Cada célula do meu ser gritavas para eu pedir desculpas.
. — Nico...Posso falar com você?
– E-eu...
– Eu. Subir. Convés.- Hazel afastou-se da cama do irmão e passou por mim com um olhar assassino.
– O que quer? – Nico foi curto e grosso.
– Queria pedir desculpas.- falei no mesmo tom.
– Pelo quê? Por ter me agarrado a força no de..
– Nico! Me escute! Por favor, eu estava bêbado, eu sou um babaca, me perdooa. – disparei. Me aproximei da cama e Nico recuou para trás mas o limite da cama já havia acabado.
– Tá. – disse ele, mas nos olhos de Nico estava impresso a mágoa. Senti como se meu peito fosse esmagado com uma mão e depois solto, esfaqueado e embrulhado pra pesar na máquina do supermercado.
– Ni...
– Saia, Percy.
POV NICO
– Nico – ele segurou minhas duas mãos e senti arrepios, tentei desvencilhar-me, mas estavam seguras e firmes com as dele. – Eu não queria ter te feito sofrer.
– Mas fez. – disse outra voz ao fundo.
– Jason. – resmungou Percy. – Ouvir atrás da porta é feio sabia?
– Mais feio é agarrar o namorado dos outros e quase..
– Quase o quê, filinho de Júpiter?
– Meninos! – gritei- Sem. Brigas. Por favor.
– Tá.- disseram em uníssono.
– Espera, você... namorado? – ergui a sombrancelha para Jason. Meu peito soltava fogos de artifício.
– Mas é óbvio, não?- ele sorriu. Percy parecia que ia vomitar. Ele soltou minhas mãos.
– Então...
– Quer namorar comigo, Nico di Angelo?- ele se aproximou da minha cama, e eu o beijei demoradamente.
– Mas é óbvio, superhomem.
– Desculpa interromper o momento. – Annabeth entrou irritada no quarto – Mas estamos caindo.
POV LEO
Era de manhã, ainda. A brisa carregava um odor marinho, e me lembrei da ilha...
A saudade que sentia de Calipso era cada vez mais insuportável. Ele sabia lidar com máquinas, mas Buford, a mesa, não era um bom ouvinte. Sentia falta dos cabelos com cheiro de coco, os olhos castanhos amendoados, de sua feição delicada... Sentia falta até das discuções.
O vento começou a agir mais forte. O céu foi se fechando e dando lugar a uma massa escura de nuvens carregadas. A bússola de metal em cima da mesa girava sem parar. Eu sacudia os controles Wii freneticamente, mas nada adiantava. Um onda de pânico tomou conta de mim.
– SOCORRO!- gritei – SANTO HEFESTO ALGUÉM CHAMA O JASON E O PERCY CACETE!
Annabeth e Piper apareceram nervosas e correram atrás deles.
O timão velho para emergências nem saia do lugar. O nervosismo tomava meu corpo.
Nós íamos morrer! E a culpa ia ser de quem? Claro! Acertou!
– A CULPA SEMPRE É DO LEO DROGA!- gritei pra mim mesmo.
– NÃO CARA! – Percy gritou do outro lado, seguido de Jason e Nico. Hazel e Frank tentavam ajudar, e todos corriam de um lado para o outro impotentes.
– EU NÃO CONSIGO CONTROLAR!- gritaram Percy e Jason juntos. Eles se olharam como se aquela não fosse a primeira vez.
Uma rajada de vento cortou o ar, e Nico di Angelo sumiu com um estalo.
– NÃO! – berrou Jason desesperado.
TUMPF
Estavam em terra firme. E o Argo II ardia em chamas.
Vocês não escaparão tão fácil. Logo a magia de Afrodite vai sumir. O tão esperado dia chegará, e eu vou despertar.
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