Clown Town

2 Two At Once


Notas iniciais
Novidades fresquinhas junto do capítulo de hoje! Terminei a história. E serão 10 capítulos com várias mortes!!! É isso. Boa leitura :)

Joshua estava completando o último ano, se preparando para a faculdade. Um garoto de dezoito anos.

Seu pai, um beberrão, morreu quando ele ainda era jovem, em um acidente de carro. Mas por ser da marinha, Josh recebeu uma pensão gorda do governo! Sua mãe, após o ocorrido, se mudou para Birchville aonde construiu uma plena e agradável vida juntando dinheiro para bancar a faculdade do filho, garantir um futuro melhor que o dela. Coisas que mães fazem.

Era tudo perfeito ali em Birchville, todos se davam bem, todos se conhecem e, claro, os jovens brigam vez ou outra, mas é coisa de adolescente!

Nada sério.

Fora, então, de se imaginar a surpresa e medo das pessoas quando ouviram os boatos que palhaços macabros estavam rondando a cidade, principalmente em bosques e praças com árvores, arredores, durante a noite mais que de dia.

Não era incomum ouvir histórias de pessoas fugindo de palhaços, os relatos sempre criativos e bastante surreais, alimentados pelas mídias sociais, cresciam em todo o país. Não só ali, mas em todo o país era a mesma coisa: Boataria infundada. E por isso a polícia não dava muita atenção para os casos, apenas a mesma frase “se virem algo, reportem”.

Foi só recentemente, na festa de aniversário de 17 anos de Nancy, que Josh começou a duvidar, pois até então estava no grupo que acreditava ser coisa de internet como o Slender.

A menina havia sumido em um sábado, na própria festa, no bosque de Fall Harbor. Josh estava bebendo com os amigos da turma quando gritos foram ouvidos, correria e um princípio de incêndio na grande tenda causado pela correria que desviou a atenção no fim das contas.

E então Nancy sumiu e todos começaram a falar que foi um palhaço, mas podiam provar? Muito provável que não. Só mais boatos. Talvez ela tivesse caído no cânion e sido levada pelo rio. Josh não tinha certeza que fora um palhaço, mas agora... agora acreditava que sim.

Foi no dia seguinte, domingo, pela manhã, que ele acordou de sobressalto com um galho que se partiu da árvore no quintal e bateu em sua janela com o vento. Antes de ir dormir foi dar uma rápida olhada no Facebook, e lá estava, ao vivo. "Se o xerife não caça eles, a gente vai caçar!" Dizia a legenda do próprio filho do xerife, Jerome Anderson.

Foi assim que Josh acreditou. Ele viu o vídeo. Ele viu não O, mas OS palhaços.

Ele viu o vídeo e mais tarde ouviu as notícias. Jerome e Elliott estavam mortos.

O que estava acontecendo na calma cidade de Birchville?

Na segunda-feira tinha aula normal, mesmo com os ocorridos. Então Joshua se levantou como de costume, tomou banho se arrumou e foi para a aula sem nenhuma vontade e com bastante medo.

Dois mortos e uma desaparecida. Aonde isso vai parar? E quando chegou na frente da escola encontrou-a fechada. A diretora havia cancelado o dia de aula antes deste começar e o xerife estava ali também por algum motivo.

Entre a comoção dos alunos e a sirene se aproximando, Josh buscou saber o que acontecia.

— Octavia e Trevor. — Angelina, uma das alunas da turma de Josh, disse.

— Eles sempre invadiam a escola para namorar. — Oliver citou.

— Encontram os dois lá dentro. Esfaqueados. — Carol disse por fim.

Josh correu para fora do grupo de pessoas, boa parte da sua turma estava ali. Tirou o celular do bolso e abriu o vídeo em apreensão. Se lembrava dos dois, se lembrava dos dois no Facebook, na madrugada. E lá estavam, Octavia e Trevor haviam comentado no vídeo de Jerome. E agora estavam mortos.

Desesperado Josh carregou os comentários até encontrar o seu que dizia “mano, vocês deviam sair daí”.

Era uma coincidência, talvez, mas os comentários de Octavia e Trevor haviam sido respondidos. Por quem? O perfil que respondeu, respondeu apenas um emoji “HAHAHA” do coringa. O perfil não tinha foto, não tinha posts, não tinha nada. Josh avançou até as configurações e ligou as notificações da postagem.

Se virou para o grupo aonde seus amigos estavam, queria falar com eles, saber mais sobre o ocorrido com Octavia e Trevor... então o celular vibrou e uma notificação por push surgiu, o Facebook atualizou sozinho e o comentário de Maise Patterson foi comentado com o “HAHAHA”.

— Maise. — Sussurrou olhando ao redor. Aonde estava Maise? Josh a procurou com os olhos, mas não encontrou.

Maise e Joshua eram amigos, muito amigos. E a mãe de Maise era super protetora, então provavelmente não deixou Maise ir à escola na segunda-feira.

Josh abriu o WhatsApp, mandou mensagem, mas nem mesmo dois vistos surgiam. Então ligou, mas Maise não atendeu também. Vamos lá, Maise. Atende! E então outra notificação tirou a atenção de Josh da busca por Maise. Dessa vez o nome era Rebeca Orvarson, não era aluna, era uma ex-professora da escola que havia sido professora de Jerome e Elliott.

Josh aproveitou e apagou seu comentário no vídeo de Jerome e olhou para o xerife, ia falar para ele das coincidências e do que acontecia com os comentários quando fossem respondidos, mas o xerife já entrava em sua viatura, apressado, e com sirene ligada ia para algum lugar enquanto a diretora parecia chocada com alguma coisa.

Josh imaginou que o xerife estivesse indo para um caso, Maise ou Rebeca, porém temia ser tarde. Tarde para Rebeca. Vou salvar a Maise.

E então saiu correndo dali.

Notas finais
Josh e Maise serão os "protagonistas"? Talvez! O próximo capítulo eu posto na terça ou na quarta sem falta! Ah, os capítulos serão todos curtinhos assim. E não deixem de comentar! Já tenho medo de palhaços, juntar com fantasmas é osso! xD