Closer

3 Mudanças e cabelos cor-de-rosa


Notas iniciais
O nome do capítulo já denuncia tudo, né... Mas não coloquem muitas esperanças nisso, não rsrs Sem mais delongas, boa leitura!

Gaara, depois de esperar Naruto sair de um banho suspeitosamente longo demais, rumou para o banheiro.

Tomou uma deliciosa ducha, colocou uma roupa decente e desceu com o frasco de Bom Air na mão. Passou pela casa toda até o cheiro de tabaco e uísque sair. A casa foi de cheiro de máfia para lavanda em segundos. Quando olhou no relógio, eram quatro e oito da manhã. Não tinha nada para fazer e estava um tédio. Não queria fumar, não queria beber e não estava com fome.

Ele sabia bem o que queria fazer, mas aquele horário estava fora de mão. Suspirou com pesar.

Ele não fazia nada com os moradores da casa por serem todos homens, mas com uma garota dividindo o local seria fácil arranjar uma transa. Seus lábios se curvaram em um sorriso.

Gaara gostava de pensar que seu pecado era amar demais as mulheres.

— Saudades do tempo em que a Hanna morava por aqui... — disse se lembrando da antiga colega.

Hanna havia sido uma das moradoras da casa. Desesperada por um lugar para ficar e com muito dinheiro a oferecer, ela bateu à porta num belo sábado e explicou a situação. Contou sobre a transferência, sobre a faculdade, sobre o estágio que havia conseguido e todo o resto. Ofereceu-se para pagar 60% do aluguel enquanto os meninos dividiriam entre três 40% e as contas. Era uma ótima proposta. Aceitaram no ato.

Era gorda e relativamente alta, de cabelos bem negros e grandes olhos azulados. Tinha bochechas rosadas, um nariz arrebitado e lábios que pareciam feitos de mel. Era linda, inteligente, bacana até demais e não se importava com as “farrinhas” dos meninos. Até participava de vez em quando. Não era o tipo de garota que causava rebuliço por onde passava, mas sim por onde ficava. Os meninos — todos os três — Logo se viram encantados por ela. Cada um a seu modo.

Sasuke, com aquele jeito dele, despertou depressa a curiosidade dela. Aos pouquinhos, foram se aproximando e estabeleceram uma conexão muito grande. Hanna fora, inclusive, uma das poucas pessoas para quem ele se abrira. Naruto tinha namorada na época e Hanna era uma excelente conselheira. Adoravam tricotar sobre o namoro dele. O mais indiferente em relação a ela, inicialmente, era Gaara. A companhia lhe apetecia, mas não era como se fizesse questão.

Até uma noite em que chegara tarde em casa e Hanna bebia chá vendo um filme que ele adorava. Sentou-se e, pela primeira vez, conversaram de verdade. Hanna logo se tornou uma das pessoas mais interessantes pra ele.

Pouco tempo depois, Gaara a procurou e passaram a se relacionar recorrentemente. Hanna vivia no quarto ao lado e era fácil querê-la cada vez mais. Era muito bom quando estava com ela e, depois de um tempinho, parou de se interessar por outras mulheres.

De um jeito estranho e meio torto, Gaara se via em um relacionamento quando juntos.

Mas sequer teve tempo para entender o que realmente se passava entre eles. Logo Hanna recebeu uma excelente proposta de emprego e transferência pra bem longe dali. Era esse o estilo de vida dela e, depois de quase um ano com os rapazes, se foi. Sasuke ficou bem abalado. Ele realmente gostava dela. Naruto ficou tristonho, a presença dela sempre alegrava a casa. Mas Gaara havia ficado destruído. Quase fora atrás da menina.

Depois de superado, Gaara queria aquele tipo de problema bem longe de si. Era bom que refrescasse a memória caso a nova moradora o deixasse balançado.

Mas, no fundo sabia: Hanna sempre teria um lugarzinho especial.

Gaara estava despencando de sono quando a campainha tocou e ele acordou num pulo. Deu dois tapas na cara, piscou forte e abriu a porta.

— Bom dia, senhor — um homem alto de bigode cumprimentou e Gaara acenou com a cabeça. — Viemos trazer a mobília de Sakura Haruno.

— É aqui mesmo. Por favor — ele deu passagem e o homem entrou. — É no segundo andar. A porta do fim do corredor.

— Certo! Obrigado — ele sinalizou para os homens que o ajudariam.

Gaara abriu a porta por completo e os homens começaram a passar pela sala com caixas lacradas. Algumas de papelão, outras de madeira. Umas grandes, umas médias, umas pequenas e uma enorme. As únicas coisas não embaladas que Gaara conseguiu ver foram o guarda-roupa, a cama e uma estante. O resto estava todo empacotado. Mesmo não querendo, sua curiosidade se atiçava a cada caixote.

Depois de uma boa hora, os homens o chamaram. Chegando lá, pôde ver que estavam trocando a fechadura.

— O que é isso?

— A senhorita Haruno pediu que trocássemos a fechadura e trancássemos o quarto — o homem de bigode falou. — Ela especificou que ainda não os conhece e, mesmo pensando que não seriam capazes de roubar nada dela, ela não quer que mexam em suas coisas. Ela pediu perdão pelo incomodo, mas disse que seria necessário. Disse também que lhe dará uma cópia da chave quando ela estiver aqui. O chamei para que olhasse tudo antes de terminarmos o serviço. Apenas para ver como não tem nada de perigoso. Assim que arrumarmos tudo, iremos trancar o quarto.

Gaara pôs a cabeça para dentro do quarto repleto de caixas vazias no meio de alguns móveis já montados e outros nem tanto O caixote enorme parecia continuar intacto, mas deu de ombros e disse um “ok”. Voltou para a sala e não demorou nem meia hora para que acabassem.

Agradeceram e saíram de lá com a chave nas mãos. Gaara, mesmo estando curioso, só queria fazer uma coisa: dormir feito um urso.

Subiu as escadas, entrou em seu quarto e se jogou na cama. Só acordaria minutos antes da faculdade e disso ele tinha certeza.

A casa permaneceu em absoluto silêncio até às quatro da tarde, quando Sasuke se levantou. Ainda sonolento e com uma carranca enfeitando o rosto, ele desceu de seu quarto para a cozinha em busca de um bom pedaço de carne.

Encontrou uma peça de presunto já comida pela metade. Colocou-a num prato e foi para o sofá desperdiçar mais ainda sua tarde. Vez ou outra checava seus e-mails e até deu uma lida num artigo acadêmico da sua área, mas estava preguiçoso demais para ter o trabalho de estudar de verdade pra aula daquela noite.

Era assim todos os dias. Um atrás do outro. Sempre monótonos, com a mesma rotina. Sasuke sempre era o primeiro a acordar e acabar com a comida. Naruto vinha logo depois, morto de fome e com vontade de matar Sasuke. Depois descia Gaara, como sempre, o único em roupas decentes. Isso quando não brigavam pela posse do banheiro. Às seis e meia iam para a universidade e só voltavam à meia-noite. Direto para a casa de Neji ou fazer festinha por ali mesmo. No outro dia, tudo se repetia.

Estavam começando a se cansar daquilo. No fundo, cada um torcia para a menina nova ser de um jeito. A única coisa que queriam era que ela, de alguma forma, fizesse a diferença. Mesmo que fosse insuportável, ao menos seria uma mudança. Algo para se ocupar, se divertir.

O resto da semana seguiu a mesmice de sempre. Os ensaios foram mais pesados, claro. Teriam uma apresentação naquele fim de semana. Mas, na banda, nem tudo corria às mil maravilhas.

Quando perceberam, já era sábado e o dono do pub onde iriam tocar não parava de telefonar. Gaara resolvia as coisas com o homem que parecia desesperado enquanto Sasuke discutia com Karin por ligação. Neji andava para lá e para cá apenas observando um Naruto sorridente batucando o ar. Estavam na casa do Hyuuga.

Gaara desligou o telefone com a permissão de se atrasar quinze minutos e Sasuke jogou o celular no sofá dizendo que Karin estava insuportável, mas que chegaria lá depois deles. Pelo que constava, ela simplesmente tinha se esquecido da apresentação e estava festando com as amigas. Neji estava puto da vida enquanto Sasuke tentava defendê-la.

Acabaram se dividindo entre o carro deles dois. Chegaram em menos de cinco minutos. Desceram apressados e pegaram o finalzinho da última banda que havia se apresentado. Apenas uma entrada. O pessoal que estava lá naquela noite queria barulho. Rock, metal, punk e até pop se misturariam ali para o prazer dos clientes que não paravam de entrar. A maioria composta por universitários e conhecidos dos garotos. Algumas garotas fanáticas que sonhavam em se casar com um dos integrantes sempre apareciam. Mesmo sendo uma banda não famosa, já era bem popular entre os estudantes das redondezas. Não demoraria até algum caça-talentos se aproveitar deles.

Assim que subiram no palco, ouviram aplausos. O dono do recinto, tentando acalmar a clientela, explicou que iriam montar o equipamento primeiro. Ainda agitados, os espectadores começaram a conversar entre si enquanto os meninos tratavam de plugar cada fio e cabo em seu devido lugar.

Dez minutos depois estava tudo pronto. Algumas pessoas já começavam o falatório e logo estavam pedindo por música.

Olharam para a entrada e nem sinal de Karin. Naruto sentiu um desespero crescer dentro de si e Neji apenas abaixava a cabeça com raiva enquanto sussurrava algumas coisas nada educadas em relação à ruiva. Sasuke enrugou o cenho e todos da plateia começaram a calar os burburinhos.

— Não vai fazer nada? — Gaara falou baixinho olhando de sua guitarra para Sasuke. — Sabia. Cagão... — sorriu minimamente e aquela fora a gota d’água.

Sasuke bufou e trouxe o microfone para perto de si.

— Boa noite, pessoal. Somos a sua banda de hoje e vamos destruir — os arruaceiros vibraram e todos começaram a gritar quando Gaara puxou o as notas de The Devil You Know. Ao fim dos primeiros acordes, muitos já vibravam. Logo foram no embalo.

Anthrax havia sido um ótimo jeito de começar. No refrão, todos cantavam acompanhando Sasuke. A sincronia era perfeita. Os rapazes simplesmente se acabavam nos instrumentos, deixando aquele cover um tanto quanto mais incrementado.

Pouco antes de terminarem a música, uma Karin com cara de pavor entrou correndo pela porta da frente, indo disfarçadamente para os fundos. Gaara notou e apontou a moça com os olhos para que Sasuke pudesse ver.

Quando tocaram a última nota, o público — antes eufórico e cantante — aplaudiu loucamente. Alguns assobios e palavras assediosas foram ouvidas. Ainda com cara de poucos amigos, Sasuke anunciou:

— Agora, recebam nossa vocalista que sempre chega atrasada, Karin — soou sarcástico e arrancou algumas gargalhadas.

Karin entrou no palco e recebeu vários aplausos.

— Obrigada, obrigada! — ela disse desfazendo a enorme carranca com que havia chegado. — vamos fazer essa apresentação direito. Solta pra mim, Sasuke!

E todo o esforço na garagem de Neji pareceu ter valido a pena. Cherry Bomb tinha saído perfeita. Muitos aplausos e pedidos de bis. Encerraram a apresentação após treze músicas. Saíram agitados, felizes e cada um com um dinheiro a mais no bolso. Não que fizesse alguma diferença para alguns integrantes do grupo, mas ganhar o próprio dinheiro fazendo algo que tanto gostavam era outra história.

— Foi um ótimo show, não é, Sasuke? — Karin se agarrou ao pescoço do Uchiha.

— É. Foi, sim — ele desenroscou os dedos da ruiva de seu cabelo negro.

— Ainda está bravinho pelo meu atraso? — Ele se limitou a olhá-la com o cenho franzido. Karin riu. — Eu prometo que te recompenso hoje, o que acha?

Sasuke desfez a careta.

— E então, quem quer ir lá pra casa encher a cara? — Neji perguntou.

— Passo lá mais tarde, pode ser? — Sasuke já marchava para seu carro com Karin em seu encalço.

— Não vai passar a noite comigo?

— Karin… — ele respirou fundo.

Não queria dar falsas esperanças à garota. Gostava de ficar com ela, mas não estava apaixonado. Não planejava ter nada sério e ambos concordaram, no início de tudo, que seria só diversão.

Bom, pelo menos, no começo.

— Tudo bem... Vai querer ir ou não? — ela quis saber, já meio irritada.

Já não sabia mais se queria ir para o apartamento de Karin, mas queria menos ainda ter que recepcionar a menina nova que chegaria às nove e meia. Mesmo estando curioso, preferia encontrá-la outra hora. Nada de apresentações formais. Só um “oi, sou Sasuke” e pronto.

Sasuke retomou sua caminhada, esperando por ela.

Karin só faltava pular de felicidade. Abriu um sorriso que era possível ver até se ela estivesse de costas.

Assim que partiram, os rapazes se entreolharam.

— Isso vai dar um b.o…. — Gaara se limitou a comentar.

— Ele só vai por que quer fugir da moradora nova — Naruto disse e enfiou as mãos no bolso da calça.

— Faz todo o sentido — Gaara concordou.

— Então, vamos? Já enviei torpedo para a Tenten e ela chega lá em casa em cinco minutos — disse Neji.

— Ah, então pede pra ela levar uma amiga. Não vou ficar aguentando vocês quase se comendo, o Naruto pegando sua prima e eu lá, só olhando. — o ruivo praguejou.

— Quem disse que o Naruto vai pegar minha prima? — Neji engrossou.

— Eles se comem com os olhos sempre que estão juntos, por favor — e deu-se início a uma pequena discussão.

Quando chegaram, já haviam feito Naruto jurar que não iria tentar nada com Hinata e Neji desconvidar a namorada. Acabou que os meninos ficaram lá até às três só aproveitando uma cerveja acompanhada de boa conversa e, depois, foram embora. Assim que pisaram em casa, foram direto para a cama. Nem sequer tomaram banho. O sono e aquela letargia gostosa dos entorpecentes dominava o corpo de ambos. Gaara colocou o despertador para às oito e meia e enfiou a cara no travesseiro. Teriam um dia cheio quando amanhecesse.

Enquanto isso, no quarto de Karin, Sasuke rolou na cama, despertando de um cochilo indesejado e capturando, com o canto dos olhos, Karin sentada numa poltrona. Ela estava com uma taça de vinho em uma mão e o celular na outra e não conseguia parar de falar um segundo ao telefone.

— Então ele disse isso pra mim! Mas é claro que eu disse não, né? Ele acha que... — Sasuke se levantou depressa, já apanhando as calças do chão e chamando a atenção de Karin. — Querida, te ligo depois, sim? Isso. Outro beijo. Tchau, tchau — ela desligou. — Aonde vai?

Sasuke tirou a atenção do seu cinto para olhá-la com aquela cara de deboche.

— Ué, embora.

— Já estava dormindo. Tem dois travesseiros na cama, pode muito bem passar a noite aqui — deu o último gole em seu vinho. — Achei que éramos amigos. Eu não mordo, não, Sasuke.

Ele passou as mãos pelo rosto e cabelo.

— Karin… — ela revirou os olhos.

— Você deve mesmo se achar o rei da cocada preta pra pensar que passar uma noite dormindo comigo vai me fazer cair de amores por você — riu pelo nariz, o deixando ligeiramente sem graça.

— Só não quero que confun-

— Pode me poupar da ladainha. Olha, tô sabendo da menina que se muda amanhã e também sei que você é péssimo com primeiras impressões — ia falando e pegando um cobertor e travesseiros no armário ao lado. — Toma. Pode dormir no sofá.

Karin jogou as coisas sobre Sasuke e colocou as mãos na cintura.

— Certo — Sasuke se levantou. — Obrigado.

— De nada, amigo — ela sorriu. — Mas não precisa ir agora. Já que acordou, podemos retomar os nossos assuntos.

— Assuntos, é?

— Uhum… Talvez você tenha terminado, — Karin ajoelhou-se sobre a cama, engatinhando sensualmente até sua boca alcançar a dele — mas eu, não.

Bom, Sasuke já ia passar a noite por ali, mesmo. Aproveitaria a estadia.

Já no sobrado dos rapazes, às oito e vinte e nove Gaara acordou, desligou o despertador e foi direto para o chuveiro. Lavou os cabelos suados com rapidez e em cinco minutos estava batendo na porta do quarto de Naruto.

— Naruto! Naruto, acorda — ele batia forte e dizia calmo — Naruto, Naruto... — surgiu um loiro com a cara amarrotada.

— O que você quer essa hora, Gaara? Ainda é de madrugada — ele reclamou.

— São oito e quarenta... — Gaara olhou no relógio de parede do quarto do Uzumaki.

— Pois é, de madrugada! O que foi? — coçou os olhos como uma criança de cinco anos.

— Vai tomar banho, seu porco! Não te vejo entrar naquele banheiro para tomar um banho há dias! Daqui a pouco chega a menina nova e seu cheiro vai espantar ela!

— Ah, é! Ela chega daqui a pouquinho! — Naruto quis se socar. — Tá bom. Já vou tomar banho — e fechou a porta novamente.

— Vê se não dorme de novo. — Gaara falou alto para que o amigo ouvisse e teve um “ok” como resposta.

Foi para seu quarto e se trocou. Colocou a primeira jeans surrada que viu junto de uma camiseta negra e lisa. Balançou a cabeça na tentativa de tirar o excesso de água dos cabelos, colocou um par de chinelos e desceu para a sala.

Era uma manhã de domingo e, provavelmente, nada bom passava na TV. Então abriu suas gravações da TV a cabo — um pequeno luxo dispensável, mas que preferiam manter — e começou a assistir um episódio de um seriado qualquer que parecia ser bem melhor que a programação daquela manhã. Qualquer coisa ganharia de Siga Bem Caminhoneiro.

Vinte minutos depois, Naruto desceu com uma bermuda, uma blusa laranja com uma ilustração de intuito cômico e chinelos. Ainda sonolento, sentou-se no outro sofá.

— O que está passando?

— Sei lá. É uma gravação do Sasuke — deu de ombros e Naruto riu.

— Você sabe que o Sasuke é um cu com essas gravações dele, né? — Naruto falou e Gaara soltou um risinho debochado. — Como acha que ela é?

— Ela quem? — Gaara desviou o olhar da TV.

— A menina que virá morar conosco. Ela está fazendo um daqueles cursos preparatórios, não é?

— Sim. O pai disse que é o primeiro ano. Pretende cursar medicina no futuro.

— Aposto que ela tem cabelo curto... — Naruto murmurou.

— Acho que deve ser comprido. Para baixo dos ombros... — Gaara soltou num suspiro.

— Quer apostar? — o olhar de Naruto era de desafio.

— Vamos apostar na cor? — sugeriu.

— Loira. — Naruto falou com certeza.

— Morena. — Gaara fechou a aposta.

— Tá, mas que tipo? Morena de cabelos castanhos ou negros? Escolhe só um — fez as regras. Gaara sempre passava a perna nele nesses detalhezinhos das apostas, mas não deixaria passar daquela vez.

— Castanhos — estendeu a mão. — Cinquentinha?

— Cinquentinha — Naruto apertou a mão de Gaara e eles se calaram de novo, voltando a atenção para a TV novamente.

Meia hora depois, a campainha tocou. Uma só vez.

Gaara olhou para Naruto que sorriu. Tinha certeza que ela seria tão loira quanto um girassol.

Gaara revidou o olhar com a mesma certeza de que veria lindos fios amendoados.

Ele abriu a porta e lá estava parada uma moça um tanto quanto bonita segurando uma frasqueira com a mão esquerda.

— Bom dia! É aqui onde moram Gaara, Naruto e Sasuke? — perguntou lendo os nomes escritos em um pequeno papel cor-de-rosa.

Cor-de-rosa como seus cabelos.

Notas finais
QUASE NO FINALZINHO, EIS QUE SAKURINHA APARECE, SENHORAS E SENHORES. O próximo capítulo não vai demorar, prometo. Até a próxima e beijos ♥