Closer

2 Bagunça pessoal


Notas iniciais
Um grande olá para esses leitores lindos! Primeiramente, queria agradecer aqueles que leram o primeiro capítulo e já decidiram que queriam acompanhar. E aqui vai um agradecimento MAIS QUE ESPECIAL para aqueles que, além de acompanharem, resolveram me presentear com um comentário ♥ Como essa história ainda está no começo, não pretendo fazer apenas uma postagem por semana. Farei duas. Pelo menos por hora Boa leitura

A professora explicava sobre a leitura que teriam que fazer, mas Gaara não conseguia desviar seus olhos das pernas da mulher que o ensinava.

Não era bem o que rotulam por aí como atraente. Com 47 anos de idade, Srta. Bouvier era uma mulher acima do peso de cabelos loiros já com alguns fios brancos e grandes e gentis olhos azuis. Baixinha e gordinha, era até meio engraçada. Uma pessoa encantadora, mas não a ponto de despertar a libido de um aluno.

Mas, para Gaara, não era bem assim.

Tinha até vergonha de estar tão fascinado pela educadora. Olhava sua traseira quando ela se virava para escrever no grande quadro e logo se policiava. Batucava os dedos nervosos pela mesa e, em segundos, os olhos já se prendiam novamente nela. Perdidos em cobiça.

“Porra, que bundão!”, Gaara pensou, olhando a professora passar perto de si.

Os olhos se esgueiraram para o outro lado da sala procurando por distração e capturaram uma menina mordendo os lábios com uma das mãos levantadas. Sabia quem era. Era uma garota maldosamente apelidada de “louva-deus”. De cabelos tingidos de verde, alta e muito magra, ela nem ligava para o que os outros diziam. Uma das melhores da turma.

— Senhorita Bouvier! — ela chamou e Gaara deleitou-se com o som daquela voz — Mas como ele poderia saber onde estavam as provas?

— Boa pergunta, Ashley. — a voz doce e quase maternal soou pela grande sala de aula de ótima acústica e o ruivo nervoso quase revirou os olhos.

Ambas começaram a conversar sobre o livro. Enquanto alguns prestavam atenção e outros dormiam, Gaara observava tudo atentamente. Imaginava-se com ambas em uma cama realizando fantasias eróticas.

“Qual é o meu problema?”, se perguntava.

Olhou as duas debatendo mais um pouco e não conteve a mente perversa que tinha. Logo se repreendeu pelo pensamento. Precisava urgentemente de sexo.

Gaara, tinha um sério problema em relação ao sexo. Não aguentava uma semana sem. Esse era seu verdadeiro vício.

Bufou irritado e bagunçou os cabelos ruivos.

— Senhorita Bouvier? — chamou sem perder o controle da voz. Srta. Bouvier era extremamente gentil, mas não aturava que alunos saíssem de sua aula sem pedir permissão.

Todos se sentiam no primário quando eram obrigados a pedir para ir ao banheiro.

— Sim, querido?

— Posso me ausentar por alguns minutos? — pediu calmo e educado.

— Claro, querido. Só não demore. Estarei te esperando — ela sorriu meiga.

Saiu da sala como se nada de errado acontecesse em sua mente. Começou a andar pelos corredores e ia olhando atentamente tudo a sua volta, até que, numa jogada do destino, viu a carteira de uma garota cair alguns metros à sua frente.

Não a conhecia. Era baixinha e encorpada. Os cabelos castanhos cacheados e volumosos fazendo um belo par com os olhos negros como jabuticabas.

— Com licença, senhorita — numa corridinha, ele a alcançou, já erguendo a mão em posse da carteira.

Ao se virar, a garota já o olhou com um sorriso pervertido. Gaara tinha certa fama entre as meninas de lá.

— Oi... — ele disse paciente, a olhando com aqueles olhos perfeitos. — Creio que isso seja seu.

— Ah, sim! Puxa, muito obrigada. Eu nem tinha dado falta — ela tentou parecer calma. O ruivo era extremamente atraente e ela estava ciente dos efeitos que ele surtia nas garotas.

— Bom, eu sou G-

— Sei quem é, Gaara.

— Sabe quem eu sou? — ele perguntou ainda transmitindo uma calmaria sem igual.

— É claro que sei — ele sorriu minimamente quando os lábios inferiores tão bem desenhados dela se prenderam sob os dentes superiores.

— Já nos vimos antes?

— Não — rebateu.

— Entendo... E você quer ir comigo até o banheiro masculino, querida? — continuou com seu tom habitual, porém, a garota identificou a sacanagem.

Ela acenou positivamente com a cabeça, fazendo a cabeleira castanha mexer junto. Ele a puxou pelos corredores até chegarem ao banheiro. Antes de trancar a porta, ele sorriu. Finalmente sairia de sua seca de onze dias.

Não muito longe dali, ainda por aqueles corredores, Neji andava tranquilo de volta a sua sala. Assim como Sasuke, ele cursava administração.

Neji, diferente dos outros rapazes, morava com a família.

Bem, a família que tinha por ali.

Havia vindo de uma cidade interiorana para cursar a universidade e uma prima viera junto para frequentar outro curso. De família vinda do Japão, era um rapaz ajuizado e ciente dos deveres que tinha. Responsável e inteligente, tinha uma pinta de bom moço e um lindo carro na garagem, o que era suficiente para atrair a atenção das garotas de lá. Rico, bonito, inteligente, educado e com aquela cara de estrangeiro? As meninas caiam matando! Todavia, como era de conhecimento delas, o coração daquele Hyuuga já havia sido fisgado.

Para o desespero de seu fã clube, Neji tinha uma namorada que chamava sem medo algum de “o amor de sua vida”. Tenten era linda. Perfeita. Com descendência espanhola, era uma mulher espetacular de cabelos cor de chocolate. Lindos olhos castanhos enfeitavam seu rosto quase esculpido. Neji a amava e sabia que ela sentia o mesmo por ele. Namoravam fazia pouco mais de dois anos. Os melhores da vida de ambos.

Enquanto Neji voltava para sua aula, Gaara fazia a festa no banheiro. Quando voltou para a sala, já estava um tanto mais aliviado e a voz da professora não o deixava mais arrepiado. Aquilo era bom. Sorriu de leve e começou a prestar atenção. Sua tensão não seria mais um problema.

Já em sua universidade, Sasuke estava aproveitando na parte de trás do campus. Junto de um grupinho, ele fumava um baseado. Não era o melhor de sua vida, mas era bom. Para ele, não existia erva ruim.

Havia matado a última aula para poder estar ali com aquelas pessoas. A maioria nem pertencia àquela faculdade. Um ou dois filhinhos de papai estavam ali, tirando uma onda.

Sasuke era dotado de uma grande inteligência e por isso fazia valer o dinheiro investido em si com estudos. Mas, com tudo o que tinha rondando a mente, ele gostava de relaxar com bebidas e algumas drogas mais leves. Não se via como um viciado ou dependente químico, mas gostava da sensação gostosa que essas coisas causavam em seu corpo. Era como se ele se desligasse e só sua cabeça estivesse sozinha e despreocupada flutuando pelo espaço.

— Vai querer levar, Sasuke? — uma menina extremamente magra vestida em trajes escuros e pesados perguntou tirando dos lábios machucados a erva enrolada num recibo de mercado. — Para acabar logo com a remessa. Faço desconto para o meu cliente favorito — curvou a boca no que parecia ser a tentativa falha de um sorriso.

— Não, Melanie. Obrigada. Sabe, você é a fornecedora da minha erva predileta, mas hoje não estava como de costume — ralhou.

— Problemas com o adubo orgânico. Tive que usar outro — colocou uma das mãos ossudas no bolso, puxando uma lâmina de barbear que usou para cortar a ponta de outro fumo, entregando-o para uma menina ruiva mais baixinha que andava com ela de vez em quando. — Aqui, meu anjo — ajudou a garota a acender e plantou um beijo casto nos lábios dela antes que ela começasse a fumar. — Mas já resolvi o problema. A próxima remessa vem boa, como de costume.

— Consegue guardar uma vinte e cinco pra mim? — ela deu um sorriso.

— O que não faço pra você, hã?

— Ótimo, então já vou indo — Sasuke enfiou a mão no bolso da jaqueta, puxou uma nota de cinquenta e apertou a mão de Melanie, deixando a nota entre os dedos compridos.

Saiu dali e ficaram Melanie, a garota que parecia ser sua namorada e mais uns dois caras. Quando entrou no carro, queria ter dirigido para algum mercado, comprado uma dúzia de latas de cerveja e ido para casa, mas lembrou-se que deveria se encontrar na casa de Neji com os rapazes. Respirou fundo e dirigiu até lá.

Quando chegou, Gaara estava descendo de seu carro e Neji estava na porta da frente da casa com um Naruto risonho atrás apenas esperando os dois chegarem. Ambos entraram silenciosos e todos foram logo para onde era o local de ensaio: uma garagem com todos os equipamentos sonoros que Neji Hyuuga poderia ter. Ou seja, não eram poucos.

— Chamou a Karin? — Neji perguntou para o Uchiha enquanto tentava encaixar o cabo novo.

— Mandei mensagem e ela disse que já vem. — respondeu indiferente.

— Espero que sua namoradinha não fure dessa vez, Uchiha. — Gaara usou o mesmo tom — Mesmo não sendo nada sério, estamos atrasados com os ensaios e aquele pub nos chamou novamente para tocar. Você sabe.

— Sim, eu sei. Se ela não aparecer, eu canto e nós nos resolvemos com ela. E já disse que Karin não é minha namorada.

— Ah, é? Então devia falar isso pra ela — Neji disse sugestivo.

— Karin sabe, ela não é burra. Não é como se fosse o Naruto.

— Quê? — todos riram da cara indignada do loiro que, resmungando por ter tomado aquela de graça, se enrolou todo com um cabo que tinha em mãos.

— Imagem é tudo e uma banda cheia de garotos com uma menina é o melhor. Atrai a atenção de ambos os sexos e as garotas sempre acabam odiando a vocalista. — Gaara falou se sentando num sofá no canto — Não sei se puxaríamos público se fossemos só nós.

— Até parece que gosta dela... — Naruto disse brincalhão.

— Pouco importa se gosto ou não. Quem tem que gostar é nosso público. Mas aquela amiguinha dela, hein... — sorriu malandro.

— A conversa das princesas está boa, mas será que... — Sasuke parou ao sentir seu celular vibrar com a chegada de uma nova mensagem de texto — Karin chegou. Está esperando no portão. Neji?

O Hyuuga bufou e saiu desanimado.

Logo voltou com uma ruiva tagarelando com um celular numa mão e uma pequena bolsa em outra.

— Eu também não acreditei naquilo! Pode isso? — ela olhou os garotos e fez um sinal para eles com a mão. — Querida, vou desligar. Isso. Ensaio da banda. Uhum. Depois a gente conversa. Beijos, tchau — desligou o celular e olhou para os meninos com cara de tédio. — Ah, odeio essa garota... — Karin jogou suas próprias coisas no sofá e foi para perto de Sasuke que estava parado com as mãos nos bolsos da calça. — Escapadinha depois? — sugeriu e Sasuke a olhou de sorrisinho atravessando o rosto.

— Pode ser... — disse e deu uma checadinha na saia bonita que ela usava.

Karin era uma ruiva um tanto quanto bonita. Corpo perfeito, cabelo perfeito, rosto perfeito. Costumava usar óculos, mas os tinha trocado por lentes. Era irresistivelmente sexy. De pele levemente bronzeada e cabelos vermelhos, atraía olhares por onde passava. Sempre de shorts ou saias curtas, saía exibindo as pernas perfeitas que tinha. Quem a via, a queria para si.

— Vamos logo, Karin. Temos mais o que fazer. Já é quase meia-noite e não ensaiamos nada. — Neji ralhava.

Ela revirou os olhos. Sabia que Neji não ia com sua cara e ficava mais que satisfeita em saber que o desprezo era mútuo.

Cada um foi para sua posição no palco enquanto o dono da casa ia fechar a porta da garagem.

Foi a conta de Neji tocar na maçaneta, uma figura delicada enrolada em um fino cobertor apareceu.

— Neji? Vai ensaiar? — a voz doce da menina se fez presente.

— Sabe que vou, Hina. O que quer? — perguntou irritado, abrindo mais a porta e dando passagem para a bela morena de pele sedosa.

— Nada... — ela se virou para os outros presentes e corou de leve — Boa noite, pessoal — a maioria respondeu baixo e com desanimo e logo Hinata estava olhando docilmente o primo outra vez. — Só vim pedir para que façam pouco barulho e... — ela olhou para os lados.

— Hiashi não está. Só volta semana que vem da viagem. — o primo disse direto.

— Bem... — Hinata desfez a pose de boa moça, puxou a manta fina que caía sobre seus ombros e a enrolou nos braço, exibindo-se coberta apenas pelas poucas peças do conjunto de seda caríssimo de dormir — Vão dar um tapa depois? — questionou sem rodeios.

— Vamos — Neji respondeu impaciente.

— Manda mensagem quando começar. Não quero perder dessa vez. Não vai gostar de ser dedurado para o papai — falou e virou as costas.

— Eu posso muito bem falar que você também fazia... — murmurou apenas para si, mas a garota ouviu.

—Você sabe muito bem que eu posso fazer isso... — ela se virou e lágrimas escorriam de seus olhos que pareciam tão genuinamente tristes que o assustavam. — Não se esqueça de me chamar.

Ela fechou bruscamente a porta atrás de si e Neji quis espancá-la.

— Sua prima é demais, Neji! — Naruto ria.

— Há, há, há, Naruto. Legalzão. Agora pega a porra das baquetas e começa. — Neji voltou para seu lugar e puxou seu baixo para perto.

— Ensaiou a música, Karin? — Sasuke perguntou enquanto passava a palheta pelas cordas de sua fender.

— Hum, que música? — ela desviou os olhos do celular para Sasuke. — Ah, aquela? Uhum — acenou positivamente com a cabeça e colocou o celular no bolso — Não gostei dela...

— Você não tem que gostar de nada... — Neji queria esfregar o nariz perfeito que a ruiva tinha no microfone. Ela realmente tinha toda a sua antipatia.

— Karin, fizemos o possível para te agradar. Pegamos uma música com vocal feminino. The Runaways foi uma parte importante da história da música — Sasuke suspirou.

— Tudo bem, tudo bem. Vamos logo, tenho compromisso duas horas — ela arrumou os seios no sutiã e os meninos deram entrada em Cherry Bomb, sendo acompanhados pela voz de Karin.

Seu timbre era bastante agudo e ela gostava de incrementar com uma boa dose de gemidos e sensualizações. Neji, como esperado, não gostava, mas ela era afinada e sabia como cantar bacana. Era uma vocalista quase perfeita. Com uma aparência muito atraente e jeitinho de travessa, era o que fazia o pouco nome que a banda tinha.

Ensaiaram a mesma música mais duas vezes e começaram a variar o repertório.

Ao fim, tinham tocado sete músicas diferentes, repetindo duas delas. Os meninos estavam a todo vapor, mas Karin saiu quando estavam entrando no clima. Foi embora sem dar muitas explicações. Apenas um “tenho que ir. Beijinhos, tchau, tchau” e uma piscadela para Sasuke.

— Essa garota vai acabar com a banda... — Neji sussurrou trincando os dentes.

— Não fale assim dela... — Sasuke disse.

Karin era mesmo mal falada e muito odiada pelos lugares onde passavam, mas isso não a incomodava. Era quase como se ela gostasse daquela atenção negativa e Neji se sentia mais contente ao ver que mais e mais pessoas viravam sócias do seu clubinho “ódio eterno pela Karin”. E Gaara sabia que aquilo só tornava a banda mais popular entre os amigos.

Sasuke acabou tomando o lugar dela. Tocaram mais cinco e pararam.

Neji foi quem pegou um bong e a erva que Gaara havia trazido enquanto Naruto ia pegar um pouco d’água. Mandou uma mensagem de texto para a prima e logo estavam todos fumando uma ervinha.

Os rapazes ficavam conversando, rindo, numerando garotas e as comparando com drogas e bebidas. Hinata estava com um cobertor jogado nos ombros bem calada com o bong grudado em sua face e julgando todo o papo ridículo dos garotos. Seus olhos perfeitos pousavam preguiçosamente na imagem de Naruto de vez em quando. Corava as bochechas e sorria quando ele retribuía.

Havia vindo com seu primo para dividirem uma casa que não era exatamente o símbolo da humildade. Os Hyuugas, por serem de uma família poderosa vinda do Japão e que prezavam pelo sossego, viviam em cidades pacatas e tranquilas. Mas, por não serem cidades conhecidas pela melhor educação superior do mundo, os primos acabaram indo estudar fora. O pai de Hinata, Hiashi, a havia confiado a Neji. Assim ela cursaria a faculdade desejada, moraria com o primo que pensava ser ajuizado o suficiente para não drogar a menina e, quando precisasse viajar para a cidade grande, tinha onde ficar. Vivia aparecendo na casa, mas não estava realmente por lá. Hinata já nem ligava. Antes fazia de tudo para que o pai ficasse um pouco consigo. Dizia ter dificuldades nos estudos, dizia estar com problemas, fazia cenas para que ele tivesse um tempo decente para ela. Quando percebeu que não teria jeito de reconstruir os laços afetivos com o pai e por estar longe da mãe, viu o mundo mágico em que seu primo vivia.

Neji a apresentou ao seu mundo com a condição de que esse seria um segredo que iria para o túmulo. Não ficaria bem um Hyuuga se metendo com essas coisas.

Hinata era uma moça discreta e quieta. Um tanto quanto fofa e com bochechas que facilmente se coravam, parecia uma perfeita boneca de porcelana.

— Ok, ok... — Naruto se recuperava das gargalhadas — E Karin?

Todos fizeram um som sibilante e ardido.

— Ok, Karin... — Gaara pensou — Uchiha, já que é você quem pega, que tipo de bebida você acha que a ruiva seria? — foi direto. Hinata revirava os olhos. Acabaria logo com aquela palhaçada de papo de macho chapado.

— Falando em Karin... — Hinata, que estava calada, se pronunciou com sua voz de anjo. — Por que ela tem que ser a vocalista de vocês?

— Porque você não canta nada — Neji foi grosso.

— Mesmo que cantasse, Neji, não me daria ao trabalho de fazer parte disso... — empinou o nariz — Mas por que ela? Pelo que sei, Sasuke também canta.

— Não é bem assim... Veja... — e Gaara repetiu todo o discurso do vocal feminino.

Hinata prestou atenção. Era bom entender dessas coisas. Cursava publicidade e, por mais que achasse que seu pai ficaria louco quando soubesse que ela queria seguir essa carreira para o resto da vida, esse a apoiou. Afinal, estavam mesmo precisando de uma presidente publicitária de sangue Hyuuga nas empresas da família naquele país. Ele se decepcionou um pouco, mas nada que Neji não pudesse compensar com seu futuro diploma e liderança.

— Bom, se me dão licença, tenho aula amanhã depois do almoço. Já são três da manhã. Vou me deitar. Aproveitem o resto da noite — ela saiu pomposa e meiga, com cara de quem nunca havia experimentado bala antes.

— Melhor irmos, rapazes. As coisas da garota chegam às sete e meia e precisa ter alguém lá para recebê-los e mostrar o quarto — Gaara se levantou e começou a recolher suas coisas.

— Mas a menina já vem amanhã? — Naruto pareceu assustado. Queria estar apresentável para conhecer a garota. Não que tivesse segundas intenções, mas a primeira impressão é a que fica, não?

— Não presta atenção em nada, Dobe — Sasuke usava o xingamento aprendido com Neji como apelido. — A menina vem na próxima semana.

— Oh... — coçou a nuca num gesto rápido demais para quem estava chapado.

Acabaram indo embora quinze minutos depois, deixando toda a bagunça para Neji. Gaara em seu carro e Sasuke e Naruto no carro do Uchiha. Esses dois foram discutindo o caminho inteiro. Era gozado como eles eram infantis sozinhos. Pareciam irmãos brigando por um brinquedo insignificante. Naruto fez Sasuke parar para que pudesse comprar café gelado e ele, que só fazia reclamar, acabou pedindo um, também.

Quando chegaram em casa, Gaara já estava lá, sentado no sofá. Sasuke entrou xingando até a quinta geração e Naruto veio sugando fortemente o canudo de sua bebida com cara de criança pidona. Sempre atento aos movimentos do amigo. Tinha medo de ser acertado por um tapão e perder o copo tamanho família de café gelado.

— Gaara, nunca mais me deixe voltar com esse monte de bosta — ralhou e foi para a cozinha.

— Posso tentar, mas é engraçado demais!

Sasuke voltou com uma garrafa de vodka pela metade e subiu as escadas com pressa. Logo estava trancado no quarto.

— Alguma coisa deve ter acontecido. Sasuke anda exagerando demais... — Gaara disse mais para si mesmo.

— Gaara, vou tomar banho e cair duro na cama. Vai ficar acordado? — Naruto perguntou entre bocejos.

— Alguém precisa recepcionar os caras, não? — olhou sarcasticamente para o loiro com cara abatida. — Não demore no banho. Também preciso tomar um. Não quero que pensem que a menina irá viver num puteiro com cheiro de maconha e álcool. Onde está o aromatizante?

— Atrás da privada, como sempre — Naruto gritou do alto da escada que subia.

— Ótimo, preciso desinfetar esse chiqueiro — assim que Naruto sumiu, ele se jogou no sofá. — Como se eu ligasse — fechou os olhos por alguns segundos. — Preciso trepar…

Notas finais
Sakura ainda não entrou, MAS CALMA. CALMA QUE ELA VAI CHEGAR Digo e repito: essa história não foi escrita mês passado. Está no meu computador há anos e passou por toda uma reforma quando resolvi postá-la, mas podem existir alguns erros e furos. Já me adianto e peço desculpas caso encontrem AQUELA DERRAPADA FEIA. Continuo adorando receber reviews, hein? O feedback de vocês é muito importante pra mim e me motiva bastante. Espero que tenham gostado. Beijinhos ♥