Closer
8 8 - Se você ficar...
Notas iniciais
"Você pode ir." O russo disse, de forma séria.
Otabek prendeu a respiração, com medo de estar sendo dispensado.
"Mas quando você voltar, eu vou estar aqui, te esperando." O russo completou a frase de forma carinhosa, sorrindo com leveza.
Os corações de ambos batiam forte com aquela declaração. Com aquilo, Yuri definia para si e para outro sua posição em relação a Otabek. Gostava de assumir que gostaria de ficar com ele e aprofundar laços que até então ele nem tinha se tocado de que os tinha. O moreno, por sua vez, estendeu o braço e brincou com uma mecha ao lado do rosto do rapaz, prendendo-a atrás da orelha e acariciando a bochecha do outro. Sorrindo, o cazaque disse de forma calorosa, grave e baixa:
"Você torna a perspectiva de voltar para casa mais interessante."
O coração de Yuri doeu de alegria com aquilo, entendendo o que aquilo significava, embora sua razão falhasse ao botar em palavras. Mas Otabek queria voltar para casa e seria maravilhoso estar nela quando isso acontecesse.
Sentiu sua nuca ser acariciada e puxada para perto, notando que o olhar daquelas íris cor-de-café variavam entre seus olhos e seus lábios. Sabia no que aquilo daria e ansiava por mais que tudo por aquele contato. Quando os lábios se tocaram, o loiro fechou os olhos e se deixou levar.
Otabek o beijava com paixão, mesmo que a posição não fosse a mais confortável. Yuri começou a se mover sem quebrar o beijo, facilitando a vida dos dois ao sentar no colo do moreno, com uma perna de cada lado e as mãos no peito forte. O carinho era delicado e sensível, mas a temperatura do beijo mudou quando sentiu as mãos grandes e pouco macias de Altin acariciarem levemente sua lombar por baixo da blusa que usava, fazendo-o gemer baixinho e lhe provocando arrepios. Verdade fosse dita, Otabek Altin era adepto da sedução lenta e Yuri não tinha toda essa paciência. Estava seduzido já, quase enlouquecendo de desejo. O que mais o cazaque queria dele?
Frustrado, Yuri interrompeu o beijo, tentando olhar para o moreno. Otabek não se afetou pela atitude, olhando para o bailarino de forma intensa antes de fechar os olhos e beijar o pescoço branco e, por enquanto, sem marcas do russo. O mais novo gemeu baixinho de prazer e surpresa com o ataque, tendo arrepios ao sentir aquelas mãos acariciarem seu tronco debaixo para cima, tirando a regata negra no processo e a arremessando para longe. Em sua opinião, Altin podia até ser lento, mas era intenso e mesmo que ele desafiasse sua paciência, esperar valia a pena. O braço forte do homem o trazia para perto, colando os troncos e a boca atacava, sem cuidado ou delicadeza, seu pescoço, a mão sobressalente lhe puxava levemente o cabelo, fazendo Plisetsky gemer de prazer enquanto cravava as unhas em seus ombros.
Como forma de vingança, Yuri mexeu o quadril insinuantemente, sentindo o membro abaixo de si reagir em excitação e a voz grave e agora arrastada do outro grunhindo:
"Yura..."
Mesmo com as camadas de tecido que os cobriam, Otabek ainda achava delicioso ter Yuri rebolando no seu colo. Sua memória evocou lembranças de Intoxicated e de como quase ficou fora de si. Se queria fazer o bailarino ficar, assustá-lo não era uma boa ideia e ele tinha que manter o controle para que isso acontecesse. Respirou fundo, recobrando a sanidade, e deixou que as mãos descessem por aquelas costas, acariciando suavemente a lombar sensível do louro e alcançando suas nádegas, massageando-as por baixo da boxer.
Yuri gemeu ao pé do ouvido de Altin, abraçando-o e se deixando levar pela carícia, sendo pego de surpresa pelo que ouviu:
"Deixa eu te dar prazer, Yura." Otabek pediu, a voz não saindo mais alta que um gemido grave e cheio de desejo. "Do que você gosta?"
O bailarino perdeu a noção da realidade quando ouviu aquelas palavras, juntamente com o jeito que ele apertava suas nádegas, estimulando indiretamente seu ponto mais íntimo daquela área. Aquele homem sabia o que fazer consigo e parecia estar determinado a dominá-lo durante o sexo. Yuri não era o tipo de se deixar dominar completamente com facilidade, mas um pedido vindo de um homem como Otabek não era fácil de recusar. Resolveu ceder, mas se as coisas saíssem do controle, saberia retomá-lo. Por enquanto, bastava dar o que o outro queria para obter o que desejava.
"Gosto de você, dos seus beijos e da minha cama." Otabek ouviu, olhando os olhos azul-esverdeados febris e cheios de expectativas do russo.
Os lábios de ambos se tocaram e se afastaram, em partes como se testassem terreno, em partes, como se estivessem se provocando, mas quando a língua cazaque acariciou levemente a boca russa, o beijo se aprofundou de forma voraz, esfomeada. Yuri sentiu Otabek se mexer, notando-o que ele se levantava. Por instinto, agarrou-se a ele, entrelaçando suas pernas nas costas do outro, e foi içado como se fosse uma pluma. Encerrou o beijo e perguntou com malícia, olhando nos olhos negros que mais pareciam carvões em brasa:
"Por que você é tão exibido sobre sua força, Beka?"
Quando o moreno não respondeu, concentrado em procurar a cama citada, e o bailarino tentou novamente:
"Beka, você está tentando me impressionar?"
O fotógrafo apenas exibiu um sorriso que o russo considerou confiante e pouco modesto quando respondeu:
"Funciona?"
"Precisa de bem mais para impressionar um bailarino do que apenas carregá-lo por aí." O loiro respondeu, provocador.
Mas a verdade é que Yuri estava impressionado. Verdade fosse dita, não é porque ele era um bailarino leve que o carregassem por aí sem reclamar, então a força tanto física quanto de vontade do cazaque eram impressionantes e sedutoras.
Logo notou que estava com as costas deitadas na sua cama de solteiro extra larga, um dos poucos luxos de seu modesto apartamento, enquanto o moreno ficava de pé e tirava sua regata sem qualquer mistério ou provocação. No entanto, toda aquela decisão e a visão do corpo firme, de músculos nos lugares certos e força aparente do cazaque foram ao suficiente para fazer o bailarino suspirar. A mesma determinação também estava no olhar do fotógrafo, enquanto ele desafivelava o cinto, desabotoava e abria o zíper da calça jeans, tirando-a sem desviar os olhos de Yuri, que, por sua vez, não sabia para onde olhar. Em sua confusão, foi pego de surpresa quando Otabek começou a lhe remover a boxer negra.
Queria dizer que não estava tímido por estar nu perante aquele homem, mas parte de si estava, já que Altin o olhava com tanta excitação e admiração. Mas também era atrevido e foi com esse incentivo que ele olhou para o fotógrafo com desejo e, apontando para a cueca, demandou:
"Tira."
"Vem tirar." Otabek retrucou com um sorriso de canto, cruzando os braços, deixando os bíceps em evidência.
Yuri se ajoelhou no colchão e se aproximou, arrepiado com o desafio que recebia. Deslizou as mãos pelas laterais daquele corpo, removendo a boxer azul escura no processo, olhando nos olhos do cazaque. Não teve tempo de se sentir tentado a acariciar intimamente o membro do outro com sua boca, pois esta foi tomada de assalto por um beijo faminto que lhe tirou o ar. O loiro recuou, ainda de joelhos, e abaixou, enquanto sentia seus braços serem guiados em direção do colchão.
Quando Altin trocou seus lábios pelo pescoço, o russo abriu os olhos e entendeu o que acontecia: estava de quatro em sua cama, de frente para a dupla de espelhos que costumava usar para se trocar. Queria entender mais, mas sua razão se foi quando o beijo foi substituído pela ponta macia e úmida da língua do cazaque, que passou a fazer-lhe movimentos circulares na lateral do pescoço e depois partiu para a nuca, enquanto seus cabelos eram afastados com cuidado. Aquelas sensações todas causavam arrepios em Yuri e ele tremia levemente, respirando de forma lenta e pesada.
Otabek passeava com a ponta da língua na nuca de Yuri e achou um ponto fraco perto da coluna que ele massageou em movimentos circulares, fazendo o loirinho ofegar de prazer. Estava curioso para saber se ele era do tipo reservado com os gemidos ou se ficava barulhento conforme ia se soltando. Tomando o cuidado de não desfazer o contato, o cazaque avançou para as primeiras vértebras da espinha dorsal do russo.
O bailarino soltou um gemido sôfrego por sentir a língua de Otabek começar a explorar sua coluna e suspirou quando sentiu a respiração do cazaque contra a trilha de saliva que a língua tinha deixado. Suas mãos cederam, incapazes de segurar o corpo, e Yuri se apoiou nos antebraços, mantendo as nádegas bem empinadas como imaginou que fosse desejo de Altin. Seu corpo tremia de excitação e expectativa. Sabia onde aquele homem iria chegar com aquilo e, sendo sincero, desejava o resultado mais que tudo.
Otabek adorou ouvir um grunhido de protesto quando sua língua subiu novamente pela vértebras de Yuri. Ambos queriam a mesma coisa e era hora de dar ao seu menino o que ele merecia.
O bailarino adorava sentir aquela carne macia e úmida explorar sua pele e estremeceu audivelmente quando Altin brincou com seu cóccix, rodeando-o. Ambos sabiam que o loirinho era sensível naquela área e o moreno parecia adorar explorar todas as possibilidades de provocação da sensibilidade de seu corpo, tornando aquele momento o mais íntimo que já compartilhara com um amante. E queria mais daquele homem, da sua paciência, da sua habilidade e sua capacidade de provocá-lo até fazê-lo pedir por mais.
"Beka..." Yuri gemeu manhosamente. "Ma-ais..."
Otabek sorriu levemente. Adorava os gemidos baixos e constantes de Yuri lhe orientando a fazer mais e melhor pelo bailarino. Sem deixar de tocar o loirinho com a língua, Altin se posicionou por trás do outro e se preparou para o que os dois mais ansiavam.
Yuri suspirou pesadamente quando sentiu a língua de Otabek baixar, o rosto se mexendo levemente, abrindo espaço entre suas nádegas até chegar em seu ponto mais íntimo. A expectativa estava quase acabando com ele, e toque molhado em seu ponto sensível combinado com lambidas para cima e para baixo tornaram sua respiração ainda mais ofegante. Quando sentiu as mãos grandes e fortes lhe massagearem as nádegas, abrindo-as oferecendo mais espaço para o moreno explorar aquela área cheia de terminações nervosas com a língua em movimentos circulares, Yuri apertou os lençóis com força e engasgou um gemido com o apelido de Otabek. O prazer cresceu rapidamente, quase arrebatando o russo, que resistia para não se entregar de forma tão abandonada. Lutando por isso, abriu os olhos e a visão que teve quase foi sua derrota fatal.
"Beka..." Yuri gemeu ao ver o rosto do cazaque entre suas nádegas e os olhos negros do outro em como que queimando em chamas brandas e constantes.
Reconhecia aquele olhar. Os olhos de carvão ardiam em tons de tesão, posse e carinho, exatamente como em Intoxicated, mas agora ele podia botar em prática suas vontades, do seu jeito lento, sedutor e confiante. Yuri constatou que amava aquela tortura enquanto observava vagamente o cenário pelo espelho.
A meia-luz do quarto era fornecida pela lua cheia que entrava pela sua janela, pintando aquele ambiente em tons azulados. Os cabelos soltos, revoltos, sua expressão de prazer e abandono, estando completamente a mercê daquele homem e quase implorando por mais, de quatro, com a coluna curvada e a bunda empinada... Otabek o pôs naquela posição e compôs aquela visão. Ele conseguia pensar na estética até quando outras pessoas não achavam necessário e Yuri amava aquilo, achando-se lindo e sensual enquanto estava entregue. Queria ser filmado e fotografado, mas não queria que Otabek parasse, especialmente agora que ele começou a explorar seu períneo com habilidade, passando, por vezes, a língua em seus testículos. Olhou-se uma última vez, sorrindo de prazer e satisfação sexual crua. Guardaria aquela imagem na memória apenas, com o privilégio de levar, também, as sensações que foto nenhuma lhe daria.
Otabek notou que as pernas de Yuri cediam pelo prazer e passou braços por baixo das nádegas do bailarino, carregando-o e tendo acesso irrestrito aos testículos tão sensíveis do garoto. Era com prazer que ele ouvia os gemidos, ofegos, seu nome e palavras em russo ou qualquer idioma incoerente enquanto chupava e lambia um por um ou, as vezes, os dois juntos, e também experimentado acariciá-los com a língua enquanto os chupava. Sentia que o bailarino estava querendo chegar ao ápice, mas ainda não era hora.
Com uma última chupada que lhe causou convulsão e um suspiro engasgado, Yuri sentiu Otabek parar e estranhou. Parte de si protestou, mas acabou apreciando ser deitado de costas para a cama, descansando sua coluna já tão judiada. Viu que o moreno olhava ao redor do seu quarto, procurando algo e disse:
"Segunda gaveta do criado-mudo esquerdo."
O russo adorou ver Otabek morder de levinho o lábio inferior com malícia e sorriu fracamente em resposta. Esperava que com isso ambos estivessem em sintonia para o que vinha a seguir. Viu o cazaque jogar ao seu lado o lubrificante e as camisinhas e sorriu satisfeito com a aprovação do outro. Quando o fotógrafo abriu a embalagem de lubrificante, Yuri se permitiu fechar os olhos e apreciar as sensações íntimas de penetração que viriam...
Mas os arregalou novamente em surpresa ao sentir a boca úmida e quente do moreno lhe tomar o membro, enquanto um dedo lubrificado circulava sua entrada, penetrando-o lentamente. Ainda não era o que queria, mas mesmo assim era bom, muito bom. Sentir o prazer sendo construído de novo, de forma paciente e habilidosa, era algo que só o cazaque fazia pelo bailarino.
Otabek gostou de sentir a mão russa agarrar-lhe os cabelos e tentar ditar o ritmo de sua ação e falhando miseravelmente quando sentiu o segundo dedo ser inserido em si. O cazaque fazia movimentos lentos de vai-e-vem com sua boca, alternando as sugadas entre leves e moderadas, e carinhos com a língua enquanto apreciava os barulhos baixos e extremamente eróticos do bailarino que expressavam o seu prazer e excitavam o moreno, enquanto os dedos deste procuravam aquela ponto especial que...
Yuri gemeu mais alto que o normal e arqueou o peito quando Altin achou sua próstata e a estimulou de um jeito diferente do habitual, mas que ele descobriu que adorava. Tentava inutilmente lutar para não se perder tão rápido no prazer que o outro lhe dava, então pediria por mais enquanto aguentasse:
"Beka... Mais um-OH! Huuuum..."
Otabek quase perdeu sua razão quando ouviu o pedido do parceiro, sua voz engasgando de prazer quando estimulou ainda mais sua área interna sensível e o gemido longo, intenso e delicioso que ele soltou. Yuri não aguentaria muito mais que aquilo e, se para gozar ele precisava de mais, Altin lhe daria mais. Começou a trabalhar com mais consistência, estimulando Yuri com os dedos em sua entrada, a boca e a língua focadas na glande do rapaz, enquanto a outra mão acariciava o comprimento do membro, já se preparando para quando o outro não fosse mais capaz de se segurar.
Yuri se perdeu em tantos estímulos eróticos que Otabek lhe proporcionava. Não conseguia mais ser coerente com nada e nem raciocinar o que sentia. Apenas sentia o corpo tremer instintivamente de prazer puro, a respiração acelerar e os pequenos espasmos que se tornaram uma crescente até os músculos do seu corpo todo se contraírem e o orgasmo chegar, relaxando-o por completo.
Altin sentiu Yuri se derramar em sua boca e lidou com aquilo da melhor forma possível, usando a mão para estimular o menino a lhe dar tudo que tinha em si até que não sobrasse mais nada. Embora não fosse sua opção preferida, engoliu tudo, pois era a forma mais prática de lidar com a situação. Apesar dos pesares, o gosto do garoto não era tão ruim assim, sendo mais suave do que estava acostumado. Sabendo que o loiro estava sensível, limpou-lhe as intimidades com cuidado e deitou-se ao seu lado, acarinhando seus cabelos e seu rosto, dando-o todo o tempo necessário para que ele se refizesse do prazer intenso.
Se Yuri fosse honesto, confessaria que adorara o sexo com o cazaque e o orgasmo fora um dos melhores que já teve com um parceiro, mas ainda assim estava frustrado. Queria o moreno dentro de si e mais ainda, queria que Otabek também gozasse. Com a respiração mais estável, o garoto mexeu o braço, enquanto tateava aquele corpo, tocando a ereção do mais velho e se frustrando mais ainda. Não o queria se aliviando sozinho de novo, ainda mais depois de ter dedicado tanto para si.
"Me beija, Beka..." Yuri pediu, sendo prontamente atendido.
Buscou forças para abraçar o cazaque e fazê-lo ficar por cima de si, enquanto o beijava com paixão, tentando aplacar o próprio gosto da boca do outro. O clima sensual estava voltando aos poucos, embora de forma mais delicada, e Yuri não acreditava que estava começando a ficar excitado de novo, embora o membro ainda não desse sinais de vida. Embora seu prazer estivesse um tanto diminuído dada a intensidade de seu orgasmo anterior, o russo ainda queria que Altin fizesse amor consigo e estava determinado a conseguir isso. Demandou de forma confiante e quase mandona:
"Quero você dentro de mim, Altin. Agora."
O fotógrafo olhou para seu modelo com estranhamento. Não era como se não quisesse, mas algo não parecia combinar com o clima e nem com que eles estavam desenvolvendo até então, sendo que Altin comandava o que faziam e dava prazer a Yuri de forma quase abnegada. Sua ordem significava que o loirinho queria mais de si apenas no sexo ou algo a mais de forma mais profunda e emocional?
O bailarino não gostou de ver estranhamento na postura do cazaque. Talvez ainda não fosse a hora de mostrar seu lado dominante, já que começaram tudo com Yuri sendo passivo, quase submisso, caso contrário provavelmente não teria aquele homem para si. Deveria deixar claro que queria dar prazer a Otabek e só tinha uma forma de conseguir isso mesmo estando debilitado pela sessão anterior. Beijou-o com desejo, tentando mantê-lo excitado sexualmente, embora a doçura e o carinho que também sentia pelo moreno estivesse ali. Seguro do que queria, tentou de novo, mas de forma mais branda e amorosa, com a voz saindo em um sussurro charmoso e o olhar excitado com ares de quem implorava por algo:
"Me fode, Beka." Ele pediu, acariciando a nuca do moreno e sorrindo levemente com carinho. "Por favor, me fode."
Otabek não sabia o que fazer com Yuri. Primeiro este o excitava ao demandar as coisas com tanta firmeza apesar de estar exausto. Agora pedia-o para penetrá-lo e preenchê-lo de forma manhosa e passiva, como se aquilo fosse vital para sua sobrevivência. Queria fazer aquilo desde o começo e, embora duvidasse de que o russo aguentaria todo o desejo contido do cazaque, este resolveu arriscar, pegando a camisinha, colocando-a no próprio membro, enquanto notava que seu loirinho apreciava tudo com aprovação e expectativa. Usando o lubrificante, preparou novamente o rapaz para aquele momento, usando os dedos no processo.
Quando o terceiro dedo cazaque se tornou tolerável, Yuri soube que estava pronto.
"Beka..." Chamou-o de forma convidativa. "Agora..."
O moreno lambuzou a camisinha com mais lubrificante do que ela já tinha e tomou uns poucos segundos para observar o bailarino. O rosto vermelho, o corpo esguio suado tremendo levemente de prazer e expectativa, os cabelos louros cheios e revoltos moldando-lhe o rosto e se espalhando sobre o colchão, os lábios inchados e rubros pelos beijos que trocaram, o membro ereto e tentador se mostrando pronto para mais e os olhos enevoados de desejo, prazer, luxúria, expectativa e algo mais suave que lhe confortava o coração ao mesmo tempo que lhe excitava. Aquela era a visão mais erótica que já teve em toda a sua vida e era por sua causa. Foi porque ousou tomar Yuri para si e fazê-lo seu, dando-lhe todo prazer possível. E daria mais, até que sua fonte de inspiração não aguentasse mais um estímulo sequer.
Yuri sentiu-se arrepiar com a forma que Otabek o olhava. Aquele homem deixava evidente que o desejava só com o olhar em brasa aquecendo-lhe todo o corpo, o sorrisinho de canto confiante e orgulhoso que exibia e o membro ereto que ele tanto desejava ter dentro de si. Queria ser possuído de vez por aquele homem e ser dele, com todas as implicações físicas e emocionais do processo. Quando o moreno lhe levantou o quadril e o apoiou nos travesseiros da cama, Yuri levantou as pernas para acomodar melhor o parceiro, assim como os braços, envolvendo o fotógrafo em um abraço e se aproveitando de sua flexibilidade para conseguir contato físico e possibilitar uma penetração profunda, os toques, os carinhos físicos e emocionais que compartilhavam.
Quando a penetração se iniciou, o bailarino arqueou o corpo, buscando conforto no moreno. Entendendo o recado, Otabek o beijou com ternura e habilidade, acariciando-lhe as laterais corpo e as coxas com as mãos, distraindo-o e evitando mexer os quadris até que seu bailarino estivesse pronto para mais.
"Beka, me fo..." O loirinho sussurrou, mas foi interrompido por um beijo faminto.
Altin tomou os lábios de Yuri de assalto. Não aguentaria ouvir o pedido de mais cedo de novo e fazer sua performance render tamanha era sua luxúria. Sentiu o amante estremecer em seus braços e começou a se movimentar em estocadas lentas que testavam seu autocontrole, já que sentia seu membro ser apertado por Yuri de forma tão íntima.
"Mais rápido, Beka." Yuri pediu em um gemido fraco, mas cheio de desejo.
Otabek obedeceu, ainda aturdido pelo uso tão íntimo do apelido. Não conseguia mais entender racionalmente o que lhe acontecia, tamanho era o prazer que sentia ao dar estocadas profundas em Yuri e o ouvi-lo gemer baixinho e constante de satisfação.
"Mais...." O dançarino pediu, sendo interrompido por um gemido impossível de conter. "Mais forte."
Na pouca sanidade que lhe restava, Yuri julgava impossível achar que Otabek poderia ser mais sexy, mas ele conseguia com seus involuntários gemidos roucos dados a cada arremetida e o barulho que seus corpos faziam quando se chocavam durante a penetração. Usando os resquícios de suas forças, o russo tocou o próprio membro com dedicação ao ver a expressão de êxtase que Otabek tinha no rosto, plenamente satisfeito por estar ali consigo, dando e recebendo prazer.
Sentindo a tensão pré-orgasmo se aproximar, o loiro involuntariamente esticou os pés, contraindo os músculos do corpo inteiro, obtendo seu segundo ápice, dessa vez menos intenso, mas ainda assim bastante prazeroso. Quando sentiu o fotógrafo vacilar no ritmo, soube que ainda não podia descansar:
"Não pare, Beka."
A Otabek custou atender àquele pedido. Estava prestes a se perder em tanto prazer que seu corpo tremia e sua respiração estava complemente irregular. O garoto lhe apertava intimamente e parecia, mesmo esgotado, ter o comando de tudo:
"Goza pra mim, Beka." Yuri pediu de forma manhosa e sedutora, obscena.
O cazaque foi incapaz de resistir àquela ordem, deixando todo seu prazer sair e ficar na camisinha. Seus braços estavam cedendo e ele deitou ao lado de Yuri, tentando recuperar as forças. O russo se ajeitou na cama, menos cansado que o moreno e se limpou sem muito cuidado.
Otabek não soube exatamente como isso aconteceu, já que ainda estava muito atordoado do prazer que compartilhou com o seu amante russo, mas quando deu por si, já estava deitado na cama de forma decente, com a cabeça de Yuri em seu peito e os corpos colados em um abraço carinhoso e cúmplice.
O russo, por outro lado, não conseguia dormir. Ainda tinha viva em sua mente a imagem dos olhos do Otabek. Eles eram um tanto puxados, estreitos e bonitos, revelando parcialmente sua origem euroasiática, e eles ficavam ainda menores quando o cazaque sorria ou tinha prazer. Queria vê-los mais vezes e descobrir mais não só sobre seus olhos, mas sobre Otabek Altin por inteiro.
Beijou-lhe os lábios com carinho, um selinho casto que era um grande disparate se comparado ao dia e à noite eróticas que tiveram juntos, mas não conseguia evitar o misto de sentimentos que tinha pelo moreno. Sentindo-se ser abraçado, Yuri adormeceu e teve um sono conturbado, pautado em seu cansaço físico e sua confusão emocional. Mais tarde teria um dia longo. Isto é, se Otabek Altin ficasse...
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