Close Your Eyes

15 Good night, Silver


Notas iniciais
Olá pessoal! E sim, para alegria ou tristeza, eu voltei quase após um ano de não atualizar essa fic! Não vai ser muita surpresa minha caso vocês já tenham a esquecido... E ainda com mais atualização na capa da fic!! o/ Eu não quero descrever todos os motivos de eu ter desaparecido, afinal isso daqui são só notas do capítulo, mas citarei os principais: escrever tem me desanimado bastante, não só porque eu tenho um monte de coisa pra estudar, como também porque escrever não é o meu foco. Outro motivo é que passei por uma situação muito difícil familiar e digo que não foi uma coisa tão simples assim. Por eu ter uma consideração muito grande com vocês, meus leitores/as, eu me esforcei ao máximo tentando trazer algo de qualidade e não feito de qualquer jeito. Por isso, eu percebi que se eu trouxesse pra vocês o capítulo mais rápido no momento em que minha família passava por dificuldades, tenho certeza que este não ficaria com uma boa qualidade... Mas enfim, caso vocês queiram saber mais sobre a fic e tals, explicarei na notas do autor no final da estória. Então, desejo-lhes um bom aproveito e minhas sinceras desculpas pela demora da postagem.

Após chegarem finalmente ao laboratório, todos foram ao encontro do casal, perguntando onde estavam. Blue deu um sorriso malicioso aos garotos, o que não ajudava muito. Os convidados desconfiaram sobre as desculpas improvisadas, porém decidiram não tocar no assunto. A festa rumava normalmente mais uma vez.

Silver separou-se de Gold, murmurando envergonhado que precisava ir ao banheiro. O moreno não resistiu a fofura do ruivo e imediatamente deu um pequeno selinho em seus lábios como uma “despedida”, certificando se ninguém os observaria. Silver repreendeu o garoto após o beijo, mesmo gostando daquela sua atitude atrevida.

Enquanto o ruivo se dirigia ao banheiro, Gold não pensou duas vezes em procurar um lugar para sentar. No momento, queria evitar multidões, principalmente porque ele e Silver eram foco principal das conversas em grupo. Provavelmente, estavam falando que ele o ruivo estavam saindo ou algo parecido. Só esse pensamento já despertava seus sentidos.

Não é como se ele não quisesse dizer que estava saindo com Silver, porém ainda aquele assunto continuava ser íntimo entre os garotos e, além disso, Silver não o apoiaria de contar para todos sobre sua relação com o moreno. Pelo menos, não ainda.

O lugar que havia escolhido encontrava-se bem afastado dos “grupinhos” entre os treinadores. Um lugar perfeito para que Silver e ele pudessem passar um momento juntos sem serem vistos. Um sorriso bobo brotou em seus lábios e também não tinha menção de desaparecer tão rápido. Saber que Silver era só dele não deixava de ser excitante e aqueles pensamentos faziam-no ansiar para que festa acabasse logo e que finalmente pudesse ficar a sós com Silver em sua casa.

Sua mãe provavelmente iria passar o natal com seus tios, já que havia terminado de arrumar a casa e também alimentado os Pokémons. Mais um motivo para que Gold sentisse nervoso quando chegar o momento em que Silver e ele estivessem a sós em casa, sem ninguém para interferir. Seu sorriso aumentou.

— Hey... O que você está pensando? – Gold não evitou assustar com a voz repentina vinda da garota de cabelos azuis escuros. Suspirou após descobrir quem era a dona daquela voz.

— ... Não é da sua conta Crystal. – fitou qualquer canto da sala, ainda surpreso pela aparição repentina da jovem ao seu lado. Ignorou a presença desta, apesar de que esta o encarava de forma intensa, impossível para que ele não deixasse de sentir nervoso.

— Hm... Então por que estava sorrindo tanto? Foi o sorriso mais bobo que já vi em toda minha vida. – alguns risos bobos foram cessados pelo garoto. Será que ela podia ter percebido algo diferente? – Com certeza você devia estar pensando em algo pervertido... Pelo menos você não babou enquanto sonhava acordado...

Gold não respondeu as perguntas da jovem, simplesmente porque ela estava totalmente correta. Não tinha argumentos para responder e por isso lhe deixava em dificuldade. A jovem percebeu a tensão do mais novo e, desanimada, decidiu afastar-se do garoto, pois fazer piadas com ele não estava dando certo.

Gold nunca imaginou que o afasto da garota pudesse lhe dar um grande alivio. Um suspiro cansado escapou de seus lábios, enquanto sua mão tocava os cabelos da nuca, a fim de tentar esquecer-se de tudo que pensava sobre Silver ou Crystal. Analisou o local com mais precisão do que antes. Todos pareciam estar se divertindo a cada minuto, aumentando o fluxo de conversas e brincadeiras que faziam um com o outro. Sorriu mais uma vez. A festa estava realmente rumando bem.

Repentinamente, um copo surgiu perante seu rosto de forma inexplicável, tampando quase tudo que observava na festa. Como se fosse natural, Gold assustou-se por isso, porém ao dirigir seu olhar para o dono que segurava o recipiente, o sorriso satisfeito que obtinha antes mudara por outro motivo.

— Você me assustou. – segurou o copo estendido pelas mãos pálidas de Silver, tocando-a propositalmente na pele clara e macia do ruivo. Silver não deixou de corar.

— Você que anda muito distraído... – sentou ao lado do amado, evitando encarar diretamente em seus olhos. O moreno ria da situação, tomando um gole do refrigerante que lhe havia sido entregue há pouco tempo.

Após isso, o silêncio pairou. Como algo natural, ambos estavam nervosos por ainda não se acostumarem pelo pensamento que estavam saindo juntos, porém isso não fazia da festa entediante. Muito pelo contrário, ambos estavam se divertindo.

Gold notando o quanto o ruivo estava próximo de si, levou sua mão à do menor, entrelaçando os dedos nos dele, tendo em mente que ele separaria o contato por ambos estarem em público. Entretanto, este não separou, e, por isso, Gold assustou-se quando o ruivo retribuiu o entrelace das mãos. Talvez o ruivo quisesse avançar um pouco mais sua relação com o maior. Nossa... Como aquilo podia ser tão constrangedor, mas ao mesmo tempo tão bom.

Mais 2 horas para o término da festa.

XxXx

— Foi bem divertido! – Yellow comentou para o aniversariante e ao moreno. Quase todos já haviam ido embora, somente Pr. Oak, Yellow, Green, Blue e Red não foram.

— Realmente. Foi uma grande festa. – Red disse, sorrindo timidamente.

— Vocês não ficarão aqui por mais um tempo? – Pr. Elm perguntou, desanimado pela despedida.

— Não, não... Ainda temos que chegar pra Pallet o mais rápido possível, antes que fique muito tarde. – Pr. Oak aproximou de Elm, murmurando algo em seu ouvido. Elm entendeu o recado.

— Entendi. Então boa viagem na volta. – acenou o professor, enquanto os convidados caminhavam de volta à Kanto, despedindo de todos de forma animada.

Após todos irem embora, o casal sentou no chão, totalmente acabados. Gold estava ainda mais, pois sabia que seria obrigado a arrumar toda aquela bagunça no laboratório. Nessas horas, tinha medo de como Crystal poderia agir, caso percebesse que estivesse arrumando o lugar sem dedicação. Por fim das dúvidas, Crystal o chamou para conversar, em particular, um pouco distante do ruivo. Já sabia que seria obrigado a arrumar a bagunça da festa e, por isso, levantou e dirigiu à garota com desânimo.

— Ok, ok... Eu irei ajudar na limpeza... – disse como se já soubesse o que a mais velha argumentaria. Seus momentos a sós com Silver seriam adiados.

— Limpeza? – a jovem perguntou, sem saber do que se tratava a conversa de Gold. – Ah... Não se preocupe com a bagunça. Eu e o professor limpamos aqui. Mas eu queria que você levasse Silver logo pra sua casa, ele está totalmente cansado e se ver eu ou o professor limpando, ele vai se oferecer em ajudar também. Lembre-se: não podemos deixar o aniversariante fazer isso! Por isso, você está dispensado! Leve Silver pra casa imediatamente e trate de cuida-lo bem!

Aquilo soava como música para seus ouvidos. Gold agarrou a mão da jovem e a agradeceu por tudo, chamando-a de *-sama ao referir seu nome. Suas forças haviam retornado, assim como a empolgação. Crystal riu pela atitude do garoto, exigindo que Gold levasse logo Silver para casa. O moreno concordou com a cabeça e dirigiu ao corpo caído de Silver, estendendo sua mão para que ele levantasse.

— Então vamos indo? – sorriu para o menor com o melhor sorriso que podia fazer. Silver sorriu de volta, estendendo sua mão de volta para agarrar à do moreno.

— Sim.

XxXx

— Sabe... Isso tem me perturbado um pouco... – Silver disse após finalmente ambos pararem a caminhada. – Mas... Por que estamos em frente da sua casa?! – disse irritado.

— Ué... Você vai dormir aqui em casa, oras. Pensei que Crystal havia falado com você antes... – Gold disse sem encarar o ruivo, procurando as chaves em seu bolso. Silver calou-se.

— Ela disse, mas não pensava que era sério... – comentou, enquanto o moreno já girava a chave recém-encontrada na maçaneta da porta, abrindo-a para o menor. A luz de dentro cegara-os em breves instantes, percebendo finalmente como o lado de fora estava escuro.

— Bem... Como você está aqui mesmo, não há problemas de você ficar esta noite... Não se preocupe. Minha mãe não está aqui, então não tem problema. – sorriu carinhosamente, entrando primeiro na casa e retirando os sapatos na entrada desta. Silver continuou parado, sem saber o que fazer.

— M-Mas... – evitou fitar os castanhos, indeciso e envergonhado em o que falar. Gold não pareceu entender, mas após interpretar a situação, corou violentamente sobre o que Silver estava prestes a dizer. Num momento como esse, Gold sempre tentava fugir do assunto da pior maneira possível: dizer mentiras, que pra falar a verdade, era péssimo.

— N-Não se preocupe! N-Não farei nada que você não quiser! E-Eu também não quis dizer nada estranho como isso... – queria amaldiçoar-se por não conseguir falar aquelas palavras de forma não “atropelada”. Aquilo realmente não podia piorar...

Respirou fundo, numa tentativa de acalmar tudo que o afligia. Teria que tomar controle da situação e foi graças a essa determinação que o deu coragem para agarrar as mãos do menor e puxá-las para que seu corpo colidisse um com o outro. Abraçou-o de forma protetora, ainda sem saber o que poder falar ou como agir. Silver simplesmente ficou sem reação, despreparado pelo o que estava prestes a acontecer.

— Silver, lembre-se que eu te amo. Eu não farei nada que você não goste, então não precisa ter medo...

Silver assentiu com a cabeça, tremendo a cada palavra que Gold murmurava em seu ouvido. Ele podia sentir todos os receios que o moreno passava; e com base nisso, o ruivo confirmou que não era o único nervoso naquela situação, pois além de tudo, este pôde ouvir e sentir o quão intenso o coração do treinador conseguia ser tão ritmado como o seu, sem falar que isso era culpa do cheiro nostálgico que somente Gold podia ter. Esse sentimento nostálgico, que ambos compartilharam quando tinham apenas 12 anos de idade, surgiu em meios a pensamentos distintos.

O ruivo sentiu as pernas fraquejarem, porém, num movimento rápido, o maior segurou-o com mais firmeza, certificando-se de que o menor não cairia. Como Gold conseguia ser tão... gentil e dedicado numa hora dessas? Silver respirou fundo, determinado há pelo menos dizer algo para cortar o silêncio.

— Eu confio em você.

Por imediato, Gold ficou quieto. Nunca na vida imaginara Silver poder dizer tais palavras, nem mesmo um momento. E o que lhe mais surpreendeu foi o ruivo ter dado o primeiro passo ao acariciar seu rosto e sorrir-lhe da forma mais terna possível. Este engoliu em seco. Aquela situação era ruim. Gold segurou-se ao máximo para que não fizesse alguma besteira, pois já estava hipnotizado mais uma vez pelo menor, que ainda assim não parava de acariciar seu rosto. Até quando sua razão poderia segurá-lo? Queria saber a resposta.

— Eu... Posso te beijar? – o olhar atencioso de Silver deixava-o fora de si. As orbes, curiosamente cinzentas, pareciam mais ofuscantes pelo sereno da noite, e, graças a pergunta ingênua de Gold, em seus lábios formaram um sorriso singelo.

Baka... Nem precisa perguntar esse tipo de coisa...

Lentamente, ou talvez nem tanto, o moreno aproximou as faces, buscando, com desejo, os lábios do menor, selando-os sem interferências do ruivo. Beijou-o como se fosse a última vez. Talvez quisesse demonstrar ao menor o quanto o amava, o quanto corresponder todos os sentimentos e demonstrar, tudo aquilo, num somente beijo apaixonante. Silver correspondeu suas ações.

Mesmo receoso, o menor levou uma das mãos à nuca do moreno, tentando aprofundar mais aqueles toques. Gold começou a se preocupar com sua razão, pois provavelmente já devia estar no limite. Atacar o ruivo naquela situação era tentador, entretanto inconveniente. Por isso, decidiu repensar em suas ações após cessar o beijo, com medo que este se profundasse mais. Silver não deixou de estar decepcionado por isso.

— Vamos entrando. Já está começando a fazer mais frio aqui fora. – disse o maior, fugindo do assunto, já que usava seu maior triunfo, as desculpas. Silver sorriu timidamente, achando fofo à atitude infantil de seu “amante”. Assentiu ao entrar na casa, certificando de retirar os sapatos após fechado a porta.

Gold avisou-o que iria preparar um chá e que enquanto isso, Silver deveria esperar na sala ao lado de onde dirigia. Como dito, Silver foi ao lugar mandado, ainda em pensamentos de que como aquela casa podia ser tão grande, mesmo não sendo a primeira vez sua vinda àquela casa. Bem... Era de se esperar, pois o garoto cresceu em uma família rica.

Ao finalmente entrar na sala, surpreendeu-se com que havia visto. No canto do lugar, havia uma belíssima e enorme árvore de natal, a mesma que a mãe de Gold enfeitara mais cedo. E embaixo da árvore, havia milhares de presentes enfileirados, dando um contraste bonito da variedade de cores em baixo desta. Ao se aproximar certa distância para que pudesse ter uma visão melhor dos presentes, neles tinham bilhetes pendurados em suas fitas, escritos: “Para Silver” na maioria deles. Aquilo ele não esperava.

Pensando bem, durante a festa, o ruivo não havia ganhado nenhum presente dos convidados. Na verdade, nem se importava se ganharia ou não. Mas dizer que o tanto de presentes dirigidos a ele era pouco seria uma piada muito mal contada. Observando de perto os bilhetes, havia os nomes de todos os convidados da festa. Entretanto, o presente que realmente lhe importava não estava lá. Analisou mais uma vez os nomes dos bilhetes, confirmando se havia o pulado.

Red, Yellow, Ruby, Blue... Não. Infelizmente, não havia nenhum presente com o nome escrito Gold.

Por não encontra-lo, certamente aquilo foi como uma facada pelas costas. Sentia-se desapontado, mas por quê? Em momento nenhum pensou em receber presentes de todos pelo seu aniversário, mas por que sentia-se daquele jeito por somente não ter recebido um presente, quando haviam tantos?

— Ei Silver. Trouxe o chá... – o moreno carregava consigo uma bandeja com duas xícaras de porcelana e um pequeno bule feito do mesmo material. Assustado pela entrada repentina do maior, Silver não respondeu ou se atreveu virar para o outro, pois caso Gold visse seu rosto, provavelmente o ruivo entraria em profunda mágoa, capaz de surgir intrometidas lágrimas solitárias no canto de seus olhos. Mesmo assim, não responder o chamado e continuar de costas para o moreno deixou-o cada vez mais desconfiado e intrigado pelas suas atitudes. – “Será que ele está bravo?”.

Tentando parecer não se incomodar por estar sendo ignorado, Gold dirigiu-se à mesinha do centro da sala, localizada entre dois sofás brancos onde as visitas ficavam quando sua mãe recebia. Prestes a chamar o ruivo novamente para se aproximar, Silver levantou-se por imediato e já se dirigiu ao sofá contrário que Gold estava; mesmo apreensivo por estar de frente ao moreno.

O moreno confirmou suas dúvidas ao analisá-lo aos poucos. Silver estava incomodado; e por um motivo que, misteriosamente, Gold desconhecia. Por via das dúvidas, Gold parecia ser o culpado.

— Ehr... Tem alguma coisa de errado? – arriscou perguntar, pois não podia deixar um convidado, especialmente por ele ser Silver, ficar perturbado por algo que não tinha a mínima ideia pelo motivo.

— ... “Ele percebeu algo?”.— sem delicadeza, o ruivo pegou a xícara de porcelana deixada na mesa há poucos minutos, levando o objeto à boca e engolindo o líquido quente de forma necessitada. Degustando e examinando o sabor do líquido que já lhe esquentava a garganta, reconheceu seu sabor de longe, onde apenas havia experimentado uma única vez: Gyokuro, um chá japonês particularmente caro e geralmente servido em situações especiais, pois além de seus arbustos exigirem muito cuidado, sua produção é complicada e escassa. Fazer chá desse tipo de erva era uma completa estupidez... Por que ele daria o trabalho de servir o chá mais caro e mais especial para alguém como Silver? Por que ele o tratava com tanto carinho, mesmo em momentos como aquele? – Não há.

Naquele momento mesmo, Silver estava mais confuso do que imaginava. Afinal, ele ficaria triste ou não com Gold? As pequenas, porém pensadas atitudes do moreno deixavam o ruivo desorientado, e isso não era a primeira vez. Apesar do comportamento infantil do garoto, ele sempre prestou atenção em cada detalhe provável durante suas aventuras e sempre teve aquele espírito de querer ser o mais forte de todos os treinadores. É por isso que ele é diferente dos outros treinadores e foi graças a isso que intrigou Silver a se aproximar do garoto de mesma idade. Foi isso que fez Silver se apaixonar pelo moreno.

Gold encarava-o, num tanto sério e confuso, pois ainda não entendia o porquê do ruivo mentir descaradamente daquela maneira. O clima estava tenso, mas nenhum dos dois lados queria intervir no silêncio. Isso obrigava ao moreno começar uma conversa, já que nem mesmo o chá fazia o mesmo efeito calmante de antes.

— Pelo jeito, você já viu os seus presentes. Eram tantos que foi num tanto complicado de trazê-los. – este sorriu numa tentativa de fazer o outro sorrir também. Como esperado, o menor não correspondeu o sorriso, mas parecia um pouco mais calmo comparado a antes.

Silver deixou a xícara na pequena mesa como estava antes, conformado com o que sentia. Cruzou as pernas, um pouco mais a vontade naquele sofá macio. Respirou fundo, sentindo as pálpebras fraquejarem aos poucos. Observou vagamente o relógio de pêndulo no canto da sala, curioso de que horas seriam. 23:30. Daqui a meia hora, o dia de seu aniversário finalizaria como todos os anos e tudo voltaria ao normal.

Este não se importava se receberia ou não um presente de Gold, pois sua companhia e seu amor já eram o suficiente. Mas ainda assim, havia uma coisa que não saía de sua cabeça: o fato de sentir Gold ao longe, mesmo que ele estivesse a sua frente. Era complicado demais explicar sobre o que realmente sentia. Medo? Receio? Nem mesmo o ruivo sabia um meio para sua questão. Porém havia uma coisa que ele tinha certeza: queria era quebrar a barreira que havia entre os dois; poder dizer claramente os seus sentimentos sem ter que hesitar. Mas aquilo que desejava, provavelmente, era um desejo impossível. Um sorriso forçado brotou em seus lábios, o que não foi bem recebido pelo moreno.

— Desculpa por isso. Certificarei de que isso não aconteça novamente. – disse, quase desistindo de fitar mais um pouco naqueles ambares tão sérios sobre si. Porque diabos tinha que se apaixonar por ele?

O moreno não disse nada e nem pretendia dizer. E também, deixar de encarar o menor não estava na sua lista. O ruivo sentia-se, de certo, muito desconfortável e por um motivo que desconhecia. Gold já estava saindo do sério, pois odiava de se sentir confuso num mesmo assunto após muito tempo sem avanço, porém não era por isso que descontaria no menor. Cansativamente, massageou as têmporas com a mão esquerda, suspirando logo em seguida quando percebeu que deveria dizer algo.

— Ei... Realmente tem algo de errado com você. O que foi? – o pensamento de se levantar daquele sofá e se aproximar do ruivo não era uma má ideia, mas sabia que o momento não permitiria tal ação. Num olhar suplicante, Silver fechou os olhos com força, como se todos os males do mundo caíssem sobre si.

— Eu... Não sei dizer... – voltou a fitar a xícara deixada na mesa, observando seu próprio reflexo no conteúdo do objeto. Não se importava mais de disfarçar que estava bem. Não estava e Gold já sabia disso. Respirou fundo, pois o peso em seu peito estava maior do que pensava. – Talvez porque eu me sinto distante...

— Hn? – o garoto arqueou as sobrancelhas, erguendo o corpo logo após feito. Já havia pensado em todas as possibilidades de o ruivo estar bravo, menos essa. — Distante de quem? – não resistiu em perguntar. Queria aprofundar o assunto que desconhecia, sem se importar com os sentimentos do amado.

— ... – uma pausa inquietante foi iniciada. As mãos de Silver tremeram de leve, e Gold havia notado, mas não voltaria com sua palavra. — de você.

Um silêncio inquietante fora iniciado.

— O quê...? – Gold precisou de mais alguns minutos para refletir aquelas palavras e confirmar se realmente havia ouvido direito. – Como assim distante de mim? – seus pensamentos foram mais altos do que imaginava. Talvez porque o choque fora maior. Silver parecia perdido no que diria, e por isso pensava numa forma de responder aquela pergunta sem precisar dizer mais explicações.

— Eu sei que parece bobagem no que estou dizendo. Como posso explicar... Nós estarmos juntos é algo surreal, pois não há como sentirmos esse “amor” um pelo outro, não depois de tudo que passamos juntos. Durante todas as nossas aventuras, mal nos encontrávamos, e quando acontecia, sempre ocorria uma briga e, consequentemente, gerava uma batalha. Pensando bem, é coerente dizer que nossa relação era para ser impossível de ter se realizado. Você merece alguém melhor do que eu...

— ... – o moreno finalmente entendeu a situação, porém não sabia se sentia feliz ou triste. Com certeza aquilo era uma declaração. Uma declaração vinda por Silver. O que diria após ouvir aquilo? Nem mesmo um sorriso mostrou-se em seu rosto, apenas uma expressão de choque, acompanhada por satisfação. Mas ainda não era o suficiente. – Eu não preciso de alguém.

Gold levantou-se por imediato do sofá, praticamente avançando no pobre ruivo, e após bem perto em pouco tempo, empurrou-o sem delicadeza para que este ficasse deitado no móvel. Nesse desenlace, seu corpo robusto acabou ficando por cima do corpo frágil do menor, sendo sustentados pelos firmes braços longos e bronzeados, causa dos árduos treinamentos em presença do sol. Silver somente acompanhou os movimentos calculados pelo maior, sem poder intervir ou reclamar algo.

— O q-! – imediatamente, este foi silenciado com um beijo apaixonado, quase desesperado pelo moreno. Por alguns instantes, seu coração havia parado e o vermelho aumentou gradativamente tanto pela posição embaraçosa como pelo beijo inesperado. Não foi profundo, não foi selvagem. Gold apenas interessava-se em demonstrar o quanto amava o menor em seus braços, e este entendeu por imediato. Silver correspondeu suas ações, refletindo como aquele corpo em cima de si podia ser tão quente. — Você... — respondeu após finalmente ter conseguido fôlego naquele beijo um tanto sedutor.

— Silver. Eu te amo. — por um momento, foi difícil respirar, pelo menos, para o ruivo. Sua mente não raciocinava mais nada a não ser ouvir atentamente o que o moreno tinha a dizer. Nem ligava mais para aquela posição constrangedora. — Pensei que tinha me expressado claramente sobre meus sentimentos antes da festa, mas caso eu tenha me enganado, eu direi quantas vezes for preciso. Eu te amo Silver, disso não tenha dúvidas. Eu não me importo mais sobre o que ocorreu no passado, porque foi por esse velho Silver que eu me apaixonei. — talvez sua voz saiu um pouco severa demais, mas revelava seus verdadeiros sentimentos. Seus olhos mostravam isso, e Silver percebeu muito bem sobre.

Nenhum dos dois ousaram dizer algo, pois o clima não estava para brincadeiras. Trocavam olhares apaixonantes, os lábios entreabertos bem próximos um do outro e a respiração ofegante. Era uma situação em que ambos não estavam habituados de ter, mas nem por isso Gold deixaria de fazer algo. Respirando fundo, o moreno tomou a iniciativa de abraçar o menor, do jeito mais acolhedor que pudesse demonstrar. Silver mais uma vez ficou sem reações.

— Consegue ouvir...? Como meu coração está batendo forte? — o ruivo não respondeu. Na verdade conseguia ouvir mesmo se os dois estivessem afastados, mas resolveu ficar calado. Ele estava hipnotizado pelas palavras e pelo cheiro intoxicante do moreno perto de si. Teria afastado o maior há muito tempo se não fosse pela insistência deste. — Ele bate somente por você, Silver. Você é a única pessoa capaz de ouvi-lo bater assim... E o único capaz de acalma-lo.

Gold afastou-se aos poucos do menor, selando mais uma vez os lábios neste num beijo sufocante, mas ao mesmo tempo doce. Silver não conseguia acreditar como aquele garoto que conhecia podia ser alguém atencioso e carinhoso, não só porque conviveu com ele há muito tempo, porém como também sempre que eles se encontravam um com o outro, não chegavam a conversar nem por pelo menos 30 minutos. Mais uma vez, o ruivo se apaixonou pelo maior, sem questionar sobre seu pensamento egoísta.

—Está... tudo bem se eu me apaixonar por você? — o ruivo murmurou por entre os beijos, despertando a atenção do moreno. Sua voz soou trêmula graças às confissões do maior sobre ti, mas para Gold, sua voz soara de maneira extremamente adorável. O maior sorriu, não maliciosamente, mas amavelmente.

— Claro. — aproximando perigosamente os rostos, o moreno beijou mais uma vez o ruivo, sendo correspondido no mesmo instante.

As carícias aumentaram, os beijos intensificaram e a sanidade do moreno chegava ao limite. Silver ficou surpreso pela safadeza que o maior chegou a atingir, mas quando se deparava com os ambares suplicantes, sua mente esvaziava-se. Afinal, ele não precisava ter medo, pois era Gold que estava contigo. Se fosse com o moreno, não se importaria. Pelo menos era isso que acreditava.

Gold separou os lábios junto do outro, dando atenção ao pescoço desprotegido do menos, ora lambendo, ora beijando no maior cuidado possível. Apenas teve certeza que estava dando certo quando o ruivo soltou gemidos bem baixos, quase como murmúrios em sua orelha, causando certa ansiedade no moreno em querer demonstrar mais prazer ao menor.

Mordeu o lóbulo da pequena orelha escondida entre os fios ruivos, sentindo melhor o cheiro anestesiante deste. Ele tremia em seus braços, virando mais o rosto para expor mais a orelha que o moreno dava atenção. Chegou a levar uma das mãos para tampar sua boca para abafar os gemidos que aos poucos, começavam a a ficar mais altos. Uma observação muito útil para Gold: Silver era sensível nas orelhas.

Hesitante, o moreno levou uma de suas mãos ao peitoral do menor, por baixo do fino casaco de lã que Silver vestia, acariciando a região. O menor arrepiou-se com toque e uma mistura estranha de vergonha e prazer surgiram em seu rosto. Gold não admitiria, mas estava apreciando aquela visão de ter Silver dominado. Achava adorável a forma que seu rosto pálido tornava-se vermelho ou mesmo quando tentava esconder a face, mesmo conseguindo ver com total nitidez.

Antes de prosseguir as carícias, o menor segurou seu braço com certa força, impedindo de continuar com aquilo. Gold fitou-o, confuso pela interrupção.

— O quê...?

— Mentiroso... — ele sussurrou, em meio a suspiros pela respiração ofegante, ainda vermelho. — Você disse que não faria nada de estranho enquanto eu estivesse aqui.

— ... — olhar confuso passou para um olhar sério, mas também sedutor. — Você não gosta? Comigo?

— ... — o ruivo foi pego de surpresa. Sinceramente, sabia da resposta, porém não queria dizer a verdade sobre o que sentia. — Não é que eu não goste...

Silver quebrou a troca de olhares, tentando fitar qualquer canto da sala. Não queria mais prolongar com aquela conversa. Um silêncio inquietante permaneceu por alguns minutos, até que o maior saiu de cima do ruivo ajeitando suas roupas amassadas, tentando não parecer frustrado com a situação. O menor sentou-se no sofá, refletindo se havia feito a coisa certa. Encarava o chão, mas aos cantos tentava fitar o moreno que estava de costas para si. Pelo jeito havia deixado ele irritado...

— Tudo bem Silver. Não irei obrigá-lo a fazer algo que você não queira. — ele virou o rosto, não parecendo nem irritado ou frustrado. Isso foi o que deixou o ruivo mais nervoso do que já estava.

— G-Gold! Me desculpa se eu te magoei por isso... M-mas...! — sua voz saiu arrependida e Gold retribuiu como resposta um olhar pesado junto com seus lábios que formavam um linha reta, como se não quisessem dizer mais nenhuma palavra.

Ele se aproximou do ruivo, sem segundas intenções, levando uma de suas mãos à face deste, acariciando esta e tentando esboçar um sorriso para tentar acalma-lo. No fim, nessa tentativa de sorrir para o menor saíra mais forçado quanto qualquer outra situação. Silver podia ver: ele estava triste.

— Não se preocupe. Eu te amo mesmo que você não queira fazer isso. Só de poder estar ao seu lado já me faz ser a pessoa mais sortuda do mundo. — o ruivo pôde sentir como o toque do moreno estava mais frio que o comum, como àquelas palavras podiam machucar tanto ou como sentir-se amado pudesse ser doloroso. Em meio ao desespero, este agarrou o maior e abraçou-o como se tivesse-o perdido de vista.

— Gold... "Como você consegue dizer 'amar' tão facilmente?"— o garoto percebeu que o ombro começara a ficar molhado, porém não reagiu.

Só depois de alguns minutos, Gold separou daquele abraço e fitou o menor com um olhar carinhoso. Como imaginava, Silver estava com o nariz vermelho, mas não chorava.

— Ei... Não tem problema. Você só precisa de tempo, não é? — os ambares fitavam os cinzentos com precisão e o ruivo mais uma vez estava encantado com a atenção que o moreno demonstrava. — Vamos para meu quarto. Lá já está arrumado um lugar para você dormir, além de estar mais quente. — ele sorriu, desta vez verdadeiramente. — Se quiser, posso colocar alguns filmes para nós assistirmos...

O menor assentiu com a cabeça, sabendo que não tinha muitas opções de escolha. Antes de sair da sala, olhou mais uma vez o relógio e percebeu que já marcava 12 pm. Seu aniversário havia terminado.

Subiu as escadas sozinho, pois Gold ainda continuava no andar de baixo para arrumar as xícaras de chá que estavam largadas na sala de estar. Tinha perguntado ao moreno se precisava de ajuda, mas ele respondeu que não precisava. Por aquela casa ser enorme, sua memória estava com dificuldades em descobrir qual daquelas portas dariam para o quarto do maior. Afinal, porque diabos aquela casa era tão grande para apenas duas pessoas morarem?

Vendo que não tinha escolhas, tentou entrar no quarto à esquerda daquele corredor, que por sorte, era exatamente o seu destino. Aquele lugar não havia mudado, mesmo depois de dois anos. Silver havia visitado Gold apenas uma vez, quando ele estava doente por batalhar durante um temporal feio. Não era de se esperar que o ruivo estivesse sem jeito, por estar num local privado do moreno.

Analisando melhor o quarto, percebeu que havia um colchão posicionado ao lado da cama do maior. Provavelmente, sua mãe havia arrumado para o menor, já que ela era muita cuidadosa com certas coisas. O ruivo não pretendia sentar, na verdade sua atenção estava focada na enorme prateleira no canto esquerdo do quarto, de frente para a cama organizada. Aproximou-se para ter uma visão mais apropriada, e notou diversas fotografias em molduras do moreno quando mais novo e no começo de sua jornada para se tornar um mestre Pokémon.

Realmente... Ao observar aquelas fotos, sentia-se nostálgico por lembrar de todos os momentos que passaram juntos. Tinha foto do primeiro Pokémon dele até de todos os ginásios que havia ganhado. Entretanto, a foto que mais lhe chamara atenção foi a imagem de todos os treinadores: desde o moreno e o ruivo, quanto Pr. Oak, Red, Blue, etc. O ruivo sorriu instantaneamente e passou a admirar a fotografia nos próximos segundos até o maior entrar no seu quarto, segurando uma caixa repleta de DVDs que tinha alugado.

— Não quer se sentar? Eu tenho diversos filmes, então eu trouxe pra você escolher um. — ele deixou a caixa em cima da cama, observando o ruivo aproximar-se sem jeito.

— Ok... Obrigado.

O clima entre os dois novamente ficou pesado, mas Silver não queria pensar nisso, e sim observar os filmes em suas mãos. Havia tantos filmes que nunca tivera assistido que seus pensamentos estavam mais voltados para os DVDs, chegando até mesmo esquecer do moreno que estava sentado do seu lado na cama. Mesmo assim, o ruivo não estava com vontade de assistir nenhum.

— Não quer ver nenhum deles? — o moreno finalmente cortou o silêncio, mais como estivesse lendo os pensamentos do menor. Silver assustou-se por isso, confirmando logo após, envergonhado. — Então... Já sei! Vou lá embaixo pegar os presentes que você ganhou e trazê-los aqui para você abrir!

O garoto nem esperou o ruivo dizer algo e logo dirigiu-se para o andar debaixo, deixando novamente o menor sozinho. Realmente, se Silver dissesse que estava tudo bem sentado naquele quarto, estaria mentindo. Tudo daquele lugar tinha o cheiro impregnado do moreno, especialmente sua cama. Seu coração estava acelerado, mas não tinha muito o que fazer. Cogitou em se levantar e ir embora, mas seria muito rude de sua parte, especialmente pela mãe do garoto, que havia dado o trabalho de ter arrumado um colchão para dormir.

Alisou os lençóis da cama que estava sentado, sentindo a maciez desta em sua palma.

"Então é aqui que Gold dorme...".

Mesmo não sendo a primeira vez que havia entrado naquele local, parecia que tudo tinha mudado. Ou talvez devia ser falha de sua memória, já que desde que começou a sair com o garoto tudo parecia mais colorido do que o habitual. Um pouco nervoso ao ouvir os passos apressados subindo a escada, respirou fundo, fitando a porta aberta em que logo revelaria o moreno carregando, com certa dificuldade, diversos pacotes de presentes endereçadas para o outro. Silver levantou no mesmo instante, ajudando a carregar aquelas caixas que tampavam boa parte da visão do maior.

— N-Não precisava fazer isso Silver. Eu já consegui trazê-los até aqui...

— Tudo bem. Apesar de você ter feito a parte mais difícil, não significa que você ainda não está com dificuldades, certo? — um sorriso fraco mostrou-se em seu rosto, tentando demonstrar gentileza. Gold corou por isso.

— T-Tá... Obrigado. — disse sem encarar o ruivo, dirigindo-se novamente para seu leito, deixando os presentes em cima do colchão de Silver. O menor fez o mesmo, sentando ao lado desse, meio sem jeito. — Vamos. Abra os presentes. Eles são seus, né? — sorriu, desistindo de esconder o rosto pela coloração rosada. Apenas coçou o nariz, num hábito recente de disfarçar seu nervosismo.

— O-Ok... — ligeiramente, Silver pegou uma caixa embrulhada num tom azul marinho, sendo a que era a mais próxima de si, abrindo-a com cuidado para não rasgar. Ao tirar a tampa, viu um grande tecido de lã muito bem feito, cinza e comprido. Gold não resistiu em dar uma espiada dentro da caixa, curioso de certo pela surpresa do menor.

— Um cachecol? Falando nisso, eu percebi que a Crystal estava desaparecida nesses últimos dias de inverno... Talvez seja porque ela estava fazendo isso para você. — sorriu ao perceber a pequena alegria que o ruivo demonstrava ao receber a atenção e o carinho da amiga. Este sem mais demoras pegou outro presente, parentando esta um pouco mais animado e ansioso para o que lhe esperava. Desta vez era um embrulho violeta, com um formato de recipiente por dentro que havia escolhido, abrindo-o do mesmo cuidado que antes.

— Hm? — o presente que havia ganhado era um pouco mais diferente do que esperava. Na verdade, muitos chamariam de incomum, mas não estava nem um pouco decepcionado por isso. Carregava um pote de mel que obtinha uma coloração mais intensa, exatamente como a pedra de âmbar. Nisso havia um bilhete escrito junto com o recipiente.

"Caro Silver,

Espero não tê-lo assustado com esse presente diferente. É claro que um pote de mel não é um presente digno para um aniversário, mas isso não é um pote de mel comum. Na verdade eu o colhi e produzi esse mel junto com um especialista em Beedrills, atravessando as montanhas para ir de encontro à cabana dele. Pode não parecer, mas o doce dele é muito bom, então creio eu que você irá gostar. Eu até fiz uma meia dúzia (ou talvez mais) para levar pra casa, então em todo caso, todos nós saímos ganhando! Hehe... Espero que tenha servido para algo.

Atenciosamente,

Diamond"

— Hm... É um presente mais diferente do que eu imaginava. — Gold comentou, percebendo que não tinha nenhum rótulo no pote. Assumiu que fosse caseiro.

Silver pegou os outros presentes e foi abrindo-os um por um com extrema cautela, sem ao menos perceber que Gold encarava-o com um sorriso bobo no rosto. Conferindo os presentes: havia ganhado um perfume importado de Platinum, chocolates de Red e Yellow, um CD com as gravações de Pearl e Diamond (dado por Pearl), um par de roupas de moda para seu Totodille (dado por Ruby), uma bandana roxa por Sapphire, um livro de pesquisas pelos Pr. Oak e Elm, e um casaco preto com detalhe em cinza por Green.

Sinceramente, ele estava extremamente satisfeito com todos os presentes, mas o que mais havia lhe cativado no momento fora o presente de Blue. Era um embrulho cinzento, pequeno e frágil. Quando percebeu que o presente era de Blue, sentiu um aperto no peito. Desde pequeno, a garota tratava-o como um irmão e sabia de todos os gostos e desgostos deste. Ainda quando descobriu que seus pais eram de uma família rica, ela tinha o hábito de comprar presentes exagerados, grandes ou caros para o mais novo. Ele sempre sentiu-se como se estivesse devendo pra mais velha, porém se dissesse isso pra ela, esta o repreenderia.

Gold percebeu o nervosismo do jovem ao seu lado, mas nada disse pois seus pensamentos estavam absortos na pequena caixa embrulhada que as mãos de Silver seguravam com muito mais cuidado comparado aos anteriores. O ruivo retirou o embrulho e abriu a pequena caixa preta, deparando-se com um pequeno colar dourado, onde tinha um pequeno coração, que na verdade, podia-se abrir por dentro. Demorou um pouco para perceber como o abriria, porém quando o fez, deparou-se com a foto de Blue e ele mesmo quando haviam escapado do Masked Man e quando estavam aproveitando a liberdade a qual tanto desejavam. Como a Blue tinha aquela foto era uma questão muito complexa, mas não duvidava que ela havia virado o mundo para encontrá-la, e que felizmente havia conseguido.

— Esse é o presente da Blue? — disse o moreno, com o rosto bem próximo na do Silver, encarando o pequeno objeto dourado nas mãos do outro. "Perto demais!". — Quem diria que a Blue tivesse fotos de você antes de nos conhecermos... Eu não vi nenhuma quando eu fui no seu apartamento, por isso assumi que você não tivesse nenhuma.

— ... O que está querendo insinuar? Até parece que está com ciúmes. — Silver brincou, tentando não ligar pela aproximação instantânea e ligeira do garoto. Podia sentir até a respiração quente do garoto em sua nuca e Gold parecia estar se divertindo com isso.

— Sim. E eu estou. — o ruivo foi pego de surpresa, principalmente ao fitar os olhos intensos do maior. Ele não parecia estar brincando com o que falava. Engoliu em seco. — Eu quero ficar mais próximo de você, até mesmo mais próximo comparado à sua "irmã mais velha". Quero criar um futuro em que você e eu estivermos juntos, independentes se formos namorados ou não. Você não sente o mesmo? — perguntou sério.

— E-Eu... — gaguejou nervoso, não resistindo em se afastar um pouco do moreno com o objetivo de ver se seus pensamentos manteriam em ordem. "Meu deus... Como aquilo era constrangedor", pensou. Gold estava agindo mais diferente do que esperava, o que lhe assustava um pouco. Respirou fundo e rezou para que sua face não estivesse vermelha como costumava ficar, fitando o garoto que assistia tudo o que havia feito. "Por que raios ele não parecia nem um pouco nervoso, mesmo dizendo aquilo?!", amaldiçoou-se. Ele continuava encarando-o sério, não parecendo ligar sobre o que havia falado.

— Verdade. Eu quase me esqueci. — este interrompeu a tensão, levantando-se da cama e dirigindo-se perto da prateleira onde ficavam suas fotografias, retirando ao lado escondido desta uma sacola de presente que Silver não havia reparado antes. O coração deste intensificou ao ver o presente do maior, aliviando-se ao perceber que Gold não havia esquecido de seu aniversário. — Toma. Eu o comprei faz já alguns meses, então espero que você goste e que não ligue pra isso. — estendeu o presente para o menor quando já estava de pé em sua frente. Este o aceitou, sentindo suas mãos tremerem ao tocar a superfície da sacola de papel.

Sendo sincero, quando Silver repousou a sacola em seu colo, não queria esperar mais nada de Gold. Ele não precisava de um presente caro ou incrível, podia ser simples e improvisado. Para o ruivo, tudo o que lhe importava naquele momento era que Gold havia comprado seu presente, pensando há meses, então não tinha o privilégio de reclamar. Ele parecia envergonhado ao dar-lhe a sacola, o que lhe fez retirar um sorriso tímido, porém aliviado.

Aquela situação foi uma das poucas vezes que Silver se sentiu realmente surpreso. Nem precisava retirar o embrulho que impedia sua visão para o objeto em suas mãos, pois já podia decifrar que era um livro que segurava, formulando pelo formato e textura. Silver sempre foi um amante de livros, dizendo de maneira grossa. Tinha um tremendo desejo por informações sobre aventuras descritas por outros treinadores sobre suas descobertas, porém havia adquirido um certo interesse recente em romances. Este sentiu o estômago embrulhar ao abrir o presente aos poucos, analisando com grandes expectativas sobre o que segurava. Gold achou graça disso.

Ao retirar definitivamente o embrulho vermelho, mais uma vez seus pensamentos pararam de funcionar. Observou o formato, a cor e o título na capa deste, e também certificou-se se não estava apenas enganado ou sonhando. Era inacreditável, pensou. Aquilo que ele segurava era um dos volumes originais de seu antigo autor favorito que já não escrevia há um bom tempo e que seus volumes eram quase uma lenda. Se não tivesse enganado, havia apenas 10.000 cópias no mundo inteiro de seu melhor romance, sendo mais da metade vendidas na América. Ter uma cópia dessas era o mesmo que carregar um baú de tesouro, porque barato com certeza não era para um número tão curto de cópias. Sentiu um calafrio na espinha e talvez um pouco de raiva em pensar quanto o moreno havia gastado nisso. Gold podia até que ser rico, mas não precisava exagerar tanto, pensou irritado.

— Gold... Isso- as expressões de indignação pelo presente foram o suficiente para que o moreno se sentisse completamente satisfeito. — Como você sabia que eu queria este livro? Ou melhor, como o conseguiu?!Um sorriso maroto surgiu nos lábios do maior e de costume, coçou a nuca vagamente pelos fios escuros. Ver o ruivo agir daquele jeito era bem inovador para seus olhos e pensar que foi por causa de seu "pequeno esforço" já compensava tudo.

— Bem... Eu tenho os meus contatos. Então achar o livro não foi tão difícil assim... E... — este desviou o olhar para um canto qualquer, deixando o menor intrigado. — Alguns meses atrás eu te encontrei na biblioteca e você estava lendo um livro com uma cara muito satisfeita, então... Quando você foi embora eu fui ver melhor que livro você estava lendo e descobri o nome desse autor. Eu achei que eu já ouvira falar daquele nome em algum lugar, então eu fui procurar todas obras que ele já tinha feito, e eu somente tirei minhas dúvidas que você adorava os romances dele quando eu vi seu nome escrito atrás da capa de todos os livros dele que haviam na biblioteca.

— ... — o ruivo sentiu o rosto esquentar, assim como a do moreno. Pensou em brincar com o maior, dizendo que ele nada mais era que um stalker, mas decidiu deixar de lado.

— Então assim que eu saí da biblioteca, eu pesquisei melhor sobre as obras que não havia aqui em Johto e para minha surpresa, havia apenas uma. O livro era quase tão raro como qualquer Pokémon lendário já visto e que, para minha garantia, você nunca havia lido. Eu só não entendi porque fazer tantas poucas cópias para um livro em que o autor tinha milhares de fãs. Eu só o consegui por alguns milhares de dólares num site de leilão por um fã antigo dele, mas isso é o de menos.

Se dissesse que Silver estava totalmente bravo com o moreno, estava enganado. É claro que se sentia mal por ter ganhado um presente tão caro, entretanto ver o esforço que Gold fez por ele em encontrar o impossível fez dele agir de maneira incomum que seu cotidiano.

— Espero que você tenha gosta- quando decidiu finalmente virar a face para encarar o menor, este havia selado seus lábios nas do moreno, num beijo tão apaixonante como qualquer uma que já havia feito, porém desta vez iniciada pelo ruivo. Gold nunca pensou que Silver partiria para um beijo naquele instante, então não teve muitas reações em corresponder aquele seu imprevisto.

Não demorou muito para que o contato fosse desfeito, mas Silver não desfez o abraço, tendo certeza de que o moreno não viria sua face. Nisso, ambos podiam sentir os batimentos cardíacos acelerados e querendo ou não, estavam em repleta sincronia.

— Tudo bem. — o ruivo murmurou tão baixo que se Gold estivesse desprevenido, não o escutaria.

— O quê? — disse Gold ainda confuso pelo beijo.

— Eu... Estou pronto para fazer isso. — o ruivo disse, tentando ao máximo não fraquejar a voz. O maior pensou que estava ouvindo coisas, porém ao ver que Silver falava sério, empurrou-o para que ambos deitassem em cima da cama. Desta vez Gold podia ver completamente o rosto vermelho de Silver.

— Por que isso tão de repente? — arriscou perguntar, apesar de que independente do que o menor respondesse, este não voltaria atrás. Silver mordeu o lábio inferior, o que deixou o moreno com uma imensa vontade de querer beijá-lo novamente, só que sua pouca razão restante o segurou para que não o fizesse.

— T-Tudo que você fez por mim foi muito mais do que eu esperava... — amaldiçoou-se por ter gaguejado, mas não tinhas escolhas em senão responder aquela pergunta sem se sentir constrangido. — Eu sinto que eu estou devendo algo... E-Então quero retribuir de alguma forma. Se você quer fazer isso, então eu farei por você. P-p-por q-que eu t-te amo...

Este não precisou dar continuidade, pois Gold já havia partido para um beijo rápido, porém profundo, como se sua vida dependesse daquilo. Era a primeira vez que o moreno ouvira o menor dizer "eu te amo", sem ter sido interrompido ou ele mesmo ter desistido de continuar a falar. Todos os esforços e sacrifícios que havia feito pelo outro tinham valido a pena, e independente do resultado que desse, o maior estaria feliz do mesmo jeito caso Silver estivesse feliz.

— Obrigado, Silver. Eu também te amo. — o ruivo arrepiou-se a cada palavra dita pelo moreno, sentindo sua orelha ser tomada pelos lábios deste. Era tão frágil, tão pequena..., pensou o maior. — Não precisa ter medo, Silver. Eu serei cuidadoso...

— ... Não estou com medo. — tentou responder o maior sem perder o fôlego tão facilmente, o que era impossível. Suas orelhas eram extremamente sensíveis, principalmente ao toque do moreno. E o pior era que Gold já havia descoberto isso, o que o influenciava a brincar mais naquela região. — Ei... Desligue a luz.

— Huh? — Gold parou com o que estava fazendo, levando o rosto melhor para ter um visão mais clara. Obviamente, mostrava-se um expressão confusa e ao mesmo tempo incomodada.

— S-Se formos fazer isso... Eu não vou querer que você veja meu rosto, então desliga. — sua face estava tão vermelho quanto os cabelos bagunçados, não conseguindo nem mesmo encarar os ambares de tanta vergonha. Gold não resistiu rir um pouco, pois aquela reação era realmente adorável.

Como mandado, o garoto saiu de cima de Silver, caminhando até o interruptor, desligando a luz. Estava bem escuro o local, mas já era de se esperar, porque devia ser quase meia-noite e meia. O único meio de luz que ajudava o maior era o luar, que "iluminava" por meio da janela fechada. Se ele não estivesse tão focado no corpo do menor, provavelmente perceberia que o lado de fora começava a cair flocos de neve nas escuras ruas de Johto.

Impaciente, voltou novamente aos braços do ruivo, deitando-o na posição correta da cama. Beijou-o novamente com mais intensidade, sendo a temperatura de ambos os corpos esquentarem com o aumento de carícias. Divertindo-se com a situação, o garoto desceu os lábios para o pescoço desprotegido do ruivo, podendo sentir o cheiro intoxicante deste mais claramente. Era tão bom... Tão... doce. Passou a língua por toda aquela extensão, certificando-se de deixar marcas de beijo de propósito para dizer a todos que Silver, oficialmente, era seu. Silver arfava e tentava ao máximo não soltar gemidos muito altos, porém Gold conseguia levá-lo à loucura com apenas alguns gestos simples.

A ereção do menor estava bem evidente em baixo da calça preta que ainda não havia sido retirada, levando ao maior sorrir de maneira perversa.

— Já está assim sem ao menos eu ter tocado? — provocou-o, pressionando a região com uma pernas ajoelhadas em cima da cama. Silver não respondeu, apenas deu um gemido de surpresa pela ação inesperada do outro, que se deleitava ainda mais com a visão.

Silver havia perdido completamente a cabeça. Talvez seria por ser sua primeira vez ou por, simplesmente, Gold estar fazendo isso. Era tão constrangedor e mesmo assim... Tão excitante. O moreno rezou para que não perdesse ainda mais o controle naquele momento, por isso, aproximou os rostos para um beijo mais profundo, enquanto explorava o peitoral do menor por baixo da camisa de linho preta com detalhes em vermelho, acariciando a região. Como o ruivo conseguia ser tão sexy num momento como aquele?!

Com um pouco de dificuldade, Gold retirou a camisa que o menor vestia, tendo uma visão bem mais clara do peitoral desnudo deste. Silver, envergonhado, tentou não encarar muito o moreno que o analisava com o maior desejo em querer devorá-lo. Esse pensamento lhe deixava nervoso. O moreno continuou brincar no pescoço alvo do ruivo, provocando um dos mamilos deste com os dedos livres da mão. Os gemidos haviam intensificado, apesar de abafados, pelo ruivo, dando mais coragem a Gold em continuar com aquela provocação.

Deixando um rastro de saliva, levou seus lábios ao mamilo esquerdo do ruivo, admirando a cor desta por ser tão rosada e clara. Por meio disso, descobriu mais áreas sensíveis do menor, pois ao lamber a pequena extensão, o ruivo passou a gemer mais alto e a estremecer com mais facilidade. Até mesmo as reações dele eram adoráveis... Gold estava perdidamente apaixonado pelo menor, e nada mais queria naquele momento fosse demonstrar o quanto o amava.

Sua atenção voltou-se para o outro mamilo, brincando com uma das mãos no mamilo que estava prestes a ser abandonado. A outra mão que estava livre dirigiu-se ao membro rígido do menor, acariciando por cima das calças mesmo, torturando-o vagarosamente.

— Argh...! G-Gold... — nem mesmo Silver conseguia raciocinar direito. Estava totalmente submisso às sensações que o maior lhe causava. Entretanto, a sensação era tão intensa que seu membro doía, principalmente quando Gold o acariciava. Os olhos cinzentos mostravam um brilho luxurioso que nem mesmo Silver pensaria em ter. Ouvir o menor gemendo por seu nome deu mais confiança ao moreno em se apressar do que estava fazendo.

Continuou a trilhar um caminho de saliva por entre o peitoral do menor, descendo as carícias ainda mais para baixo. Silver não aguentava mais aquela tortura sem fim, sentindo seu membro pulsar cada vez mais à medida que o maior descia. Este se divertia ao máximo com aquela brincadeira de provocar o menor, não resistindo em lamber os lábios antes de descer a peça de roupa que este já não aguentava mais de vestir.

Por um momento, o moreno refletiu sobre seus pensamentos caso estivesse realmente acordado. Assim como nos seus sonhos, ver Silver deitado em sua cama, gemendo por ele e pedindo para que continuasse era tudo que sempre desejava. E se tudo aquilo fosse realmente um sonho, seria o mais real que havia provado. Uma boxer preta com um volume parcialmente elevado era tudo o que o menor usava, não sabendo se devia morrer de vergonha por estar numa situação constrangedora ou simplesmente se levar pelas carícias do amado.

— Ei, Silver... O que quer que eu faça? — perguntou descaradamente, enquanto acariciava o volume por cima da boxer. Silver se contorcia, amaldiçoando Gold por provocá-lo daquela maneira.

— Ah...! Mmh... Onegai Gold... Não me faça dizer isso... A-ah..! — suplicou, contorcendo naquele pequeno espaço que o maior lhe privava.

— Sem chance. Se não me dizer o que fazer, eu não saberei te ajudar. — sempre havia sonhado dizer essas palavras enquanto torturava lentamente o menor, deleitando-se ainda mais com a expressão de frustração misturado com prazer deste. De alguma forma, aquilo estava surtindo mais efeito do que o esperado.

— ...Uhn...!... ais... — sussurrou entre gemidos, fechando os olhos rapidamente para não fitar os ambares.

— O que disse? — este aumentou ainda mais as carícias, num desejo inquietante de querer ouvir a voz do ruivo no mesmo tom suplicante. Isso determinava o pouco do tempo que Gold conseguiria resistir até perder completamente o controle de si.

— T-Toque-me mais... Quero te sentir mais...

— ...! — rapidamente este avançou nos lábios do ruivo, explorando toda a pequena região como se dependesse disso. Silver sentia-se anestesiado ao sentir a língua do outro explorando todos os cantos de sua boca, e sua mente nem mesmo conseguia processar qualquer coisa. Ele nunca tinha feito isso antes, então não era de se esperar que estivesse ansioso por tantas sensações novas.

As mãos travessas do moreno desciam a parte íntima do outro, expondo completamente o membro ereto. Gold não resistiu somente olhar, como também começar a tocar na região, estimulando-o cada vez mais sem permissão do ruivo. O menor não conseguiu argumentar em nada e sentir-se constrangido estava além de sua mente. Tudo o que pôde fazer foi gemer em exclamação, surpreso pela pressa do maior.

— Está sentindo, Silver? O calor da minha mão... — sussurrou no ouvido do amado, beijando e mordiscando a região.

Os gemidos começaram a ficar mais intensos, assim como os movimentos da mão de Gold. A luxúria mostrava-se presente nos olhares suplicantes de Silver, que se contorcia à medida que seu prazer aumentava e o ápice terminava. O moreno assistia aquilo calado, sorrindo maliciosamente ao sentir o esperma do outro sujar sua mão.

— Hm... Isso foi mais rápido do que eu esperava. — provocou o maior, sorrindo triunfante ao ver sua mão completamente suja graças ao outro.

— C-Cala a boca... — disse tomando fôlego aos poucos. Sinceramente, sua cabeça girava e seu rosto continuava vermelho, mas sabia que aquilo não ia acabar por ali.

O moreno, encarando fixamente a mão suja, lambeu o sêmen do garoto, perturbado em qual seria o gosto do ruivo. Essa atitude deixou o menor completamente constrangido e sem palavras.

— Amargo. — disse o maior, como se fosse nada demais.

— O-O q-quê você está fazendo?! — perguntou atônito, sem perceber que havia agarrado o braço do moreno para afastar a mão suja deste. — Por acaso ficou louco?! Não lamba uma coisa dessas!

— Por quê? — aproximou o rosto perto da orelha do ruivo, retirando-lhe um arrepio na espinha. — É natural que eu queira saber que tipo de gosto você tem.

Aquelas palavras tinham afetado os pensamentos do menor com extrema facilidade, não suportando sequer fingir que estava tudo sob controle. O moreno novamente voltou a provocar o pescoço, mordendo e lambendo a região com muito gosto. Mais uma vez, Silver havia caído no abismo do desejo.

— ... Você já está excitado? Você é insaciável mesmo... — apesar de não conseguir ver o rosto do maior, o ruivo tinha certeza absoluta que este estava sorrindo maliciosamente, com aquele mesmo jeito provocador como revelara antes.

— Mhn... Sua mudança de comportamento antes para agora é realmente assustadora. — brincou sem expectativas de que Gold parasse de provocá-lo. O moreno, como resposta, parou com o que estava fazendo, levantando o rosto bem próximo ao do outro, quase como se estivesse prestes a beijá-lo.

— Não há nada que eu possa fazer, Silver. Você me incita a querer agir desse jeito. Se você não fosse tão fofo, talvez eu não te provocaria tanto quanto agora. — como esperado, o menor corou fervorosamente, sem palavras por tudo aquilo que o moreno dizia.

— I-Idiota... Garotos não gostam de ser chamados como "fofo"... — resmungou, tentando não se incomodar com a aproximação do maior em seus lábios. Após um beijo breve, um sorriso simpático brotou nos lábios deste, não resistindo em rir baixinho pelas atitudes cativantes do menor.

— Mas você realmente é. Desculpa. — hipnotizado pelo belo rosto do amado, o moreno encostou ambas as testas gentilmente, num sinal de afeto que tinha muito pelo outro. — Silver... Aishiteru.

— ...! — apesar de ter ficado nervoso, não havia como o menor não estar feliz. Por Gold ter conseguido dizer aquelas palavras sem pensar duas vezes parecia mais como uma prova de que seu coração finalmente estava livre para amar o ruivo. Silver sentiu o mesmo quando ouviu claramente as palavras do garoto, por isso, decidiu largar o orgulho e simplesmente deixar-se levar pelo moreno. — Eu também te amo, Gold.

O garoto fora novamente pego de surpresa pelo amado. Não só pela segunda confissão deste, como também pelo outro beijo iniciado por ele. Mas ao invés de ficar totalmente sem reações como antes, o maior retomou a consciência muito mais rápido, impondo mais controle da situação.

Enquanto o beijo se aprofundava, as carícias aumentavam na mesma proporção. Enquanto uma mão apoiava-se no colchão da cama para que o corpo do moreno não colidisse com a do amado, a outra estava ocupada, deslizando nas coxas lisas e graciosas do ruivo, ambos apreciando cada vez mais o contato. Um filete de saliva era a marca de como o beijo havia sido algo inexplicável, assim como o suor e a respiração descompassada. Seria questão de tempo até eles avançarem ao próximo nível.

— G-... Gold... Tire suas roupas... — apesar de arfar bastante, este conseguiu ao menos murmurar o que queria. — É injusto somente eu estar desse jeito.

— ...

Relutante, o moreno ajoelhou-se em cima da cama, retirando o casaco vermelho e camisa preta que vestia, revelando o peitoral bronzeado, resultado das horas que havia passado treinando com seus Pokémons no último verão. Silver não queria admitir, mas estava fascinado com a visão de Gold despindo-se, mordendo os próprios lábios em questão disso. Claro que não era sua primeira vez de ter visto o garoto nu, mas nas condições que estava, tudo parecia novo e curioso.

Gold percebeu a palpitação do menor ao ter finalmente tirado e largado sua camisa em qualquer canto do quarto, sorrindo triunfante por também não ser o único a se sentir nervoso. Silver nem ao menos conseguia virar os olhos senão no corpo do amado e o moreno sabia disso.

— O que foi Silver? Você está fazendo uma cara engraçada. — disse sorridente, aproximando propositalmente os corpos, querendo tirar alguma reação do menor.

O menor não conseguiu argumentar, virando o olhar para qualquer lugar, percebendo que ainda não havia se acostumado com aquela situação. Mais um vez, Silver conseguiu conquistar o moreno novamente com pequenas reações incomuns de sua parte. Gold beijou a face do amado, sem retirar o sorriso bobo de seus lábios.

— Eu estava brincando. Não me leve a sério, senão me dá mais vontade de querer provocá-lo. — o ruivo fitou o amado com um olhar desaprovador, porém logo deixou de lado isso após perceber o sorriso gentil que ele mantinha no rosto. De alguma forma, somente Gold conseguiu controlar suas emoções daquele jeito, sendo que nem mesmo Blue conseguia influenciá-lo de tal forma.

Enquanto o ruivo organizava seus pensamentos, o moreno estava ocupado olhando ao redor do quarto, tentando procurar algo útil que facilitaria o momento íntimo entre o casal. Claro que este não havia pensado em comprar lubrificante, pois as situações nunca pareciam estar estáveis na sua vida amorosa. E no mesmo momento que encontrou o que queria, sorriu maliciosamente para o objeto, esticando-se para alcançá-lo em cima do colchão de Silver.

— Ei, Silver... Esse presente é realmente interessante. Tenho certeza que se experimentarmos ele agora, Diamond com certeza ficaria feliz. — com apenas um pouco de força, o garoto destampou o pote de mel, sentindo o cheiro doce enjoativo em suas narinas.

— N-Não me diga que você pretende... — sua face congelou, envergonhado e ao mesmo tempo excitado graças as intenções do maior. Com certeza, ele estava extremamente louco por querer fazer aquilo utilizando mel, mas não podia culpá-lo, já que sua paciência estava perto do limite. Gold sorriu, adorando ver a expressão do menor.

Sem pedir permissão, o garoto melou os dedos, cheio de desejo, investindo os mesmos para os lábios do ruivo. Este não reagiu nem mesmo quanto Gold começou a lambuzar seu rosto, obrigando-o abrir sua boca para provar o sabor do mel caseiro. Ele somente começou a responder após ler os lábios do moreno, mandando chupar seus dedos, e foi isso que fez.

Sedutoramente, o menor lambeu as pontas dos dedos do amado, sentindo o gosto doce invadir seu paladar. Não era ruim, na verdade o gosto do mel estava excelente, como esperado de Diamond. Envolvido com a situação, Silver começou a chupá-los com mais avidez, emitindo sons eróticos baixos no local. Muita saliva havia escorrido de sua boca, uma visão deliciosa para o moreno que assistia tudo com muito gosto.

Fascinado pela beleza do menor, Gold retirou os dedos molhados, lambendo o rastro de saliva que escorria no canto dos lábios do amado, de maneira incrivelmente encantadora. Mais uma vez, a mesma sensação de querer mais contato crescia dentro do ruivo, agarrando nervosamente os braços do moreno em busca de demonstrar isso.

— Silver... Por acaso, você quer tentar me guiar? — perguntou, mais como se estivesse lendo a mente do amado ao invés de um simples chute. Nervosamente, o menor assentiu com a cabeça, extasiado pelo tamanho prazer que sentia. Quanto daquele mel havia lhe feito sentir assim?

O moreno, sem escolhas, decidiu deixar o ruivo comandar por um tempo, curioso com o que este pretendia fazer. Saiu de cima dele, sentando na outra ponta da cama com o corpo todo exposto para poder ser tocado pelo ruivo, que ainda tentava recuperar fôlego. Ainda sem jeito de como podia fazer o amado sentir prazer, Silver decidiu pegar o pote de mel largado anteriormente e despejá-lo um pouco no peitoral de Gold, sem ser interrompido por este.

Basicamente tudo o que pôde pensar foi em começar a lamber o corpo bronzeado do maior, aproveitando em provar mais um pouco daquele delicioso mel, como se fosse um pirulito. Já que não tinha muita prática com esse tipo de coisa, decidiu copiar da mesma forma quando Gold havia lhe feito antes, tentando manter o controle.

No começo, o moreno não parecia reagir, mas aos poucos, à medida que as carícias desciam seu corpo, seu corpo chegava a formigar e sua voz gemia abafadamente. Arrependeu-se por não ter tirado suas calças no momento que havia retirado sua camisa, sentindo o membro pulsar embaixo das roupas problemáticas, encarando-as mais como um obstáculo desagradável. Silver levou as mãos na calça do maior, desabotoando e livrando-a finalmente com um pouco de auxílio do amado. Não esperava ter que fazer isso, mas sabia que não havia promovido tanto prazer ao garoto comparado ao que ele havia lhe proporcionado. Não queria admitir, mas não queria ser o único a se sentir bem.

Constrangido ao ver o volume por baixo da roupa íntima, Silver tocou no membro totalmente ereto do maior, tirando-o totalmente da boxer cinza e também livrando-se desta. Assim como ele, Gold estava totalmente nu, encarando fixamente o amado com os olhos cheios de desejo. O ruivo observava a condição de estava, refletindo se realmente conseguiria colocar tudo aquilo na boca. Relutante, teve a ideia de lambuzar o membro rígido com o mel que ainda sobrava no recipiente antes de abocanhar por completo este.

Sabe como é se sentir como se o tempo tivesse paralisado? Foi mais ou menos assim que o casal sentiu no momento. A falta de experiência do ruivo não fora um problema para o moreno, pois este parecia usufruir bastante, já que não esperava um avanço desses do amado. Como sempre, o menor lhe surpreendia mesmo em situações como esta.

O gosto intenso de açúcar dificultava qualquer percepção do ruivo caso engolisse pré-gozo sem querer, por isso, a única dificuldade que estava tendo era devorar completamente o membro pulsante. Se aquilo se prolongasse por mais tempo, Gold com certeza perderia a cabeça, por isso, interrompeu o menor com o ato, apressando-se em lubrificar seus dedos para preparar este.

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Com os resquícios de mel dentro do pote, o garoto pediu para que Silver deitasse de maneira a conseguir introduzir os dedos dele com mais facilidade. Incerto com a ideia, o menor deitou como pedido, ainda sentindo o gosto doce em seus lábios misturado com o gosto do moreno. Seu corpo estava mais tenso do que imaginava.

— Não se preocupe. Serei gentil. — o moreno beijou a testa do amado, conseguindo influenciar o ruivo relaxar o corpo .

Cuidadosamente, Gold introduziu um dos dedos facilmente na abertura do ruivo, tendo este uma sensação muito estranha ao sentir algo dentro de si. Não doía, porém era uma sensação bizarramente inquietante, não achando comparações para aquilo. Percebendo o alívio breve do desconforto, o maior introduziu o segundo dedo, sendo este um pouco mais difícil com parado ao primeiro.

Você tem noção de como é se sentir invadido em lugares que você nunca pensou em mostrar? Pois Silver havia sentido isso bem na carne. Era um sentimento inexplicável de dizer... Apertado, se fosse resumir com uma só palavra. Gold ainda se atrevia mover os dedos para alargar mais a região, o que foi mais inusitado ainda. Apesar de gemer, incomodado com aquela invasão, ao sentir cada vez mais os dedos de Gold, o sentimento de desconforto foi aos poucos modificado por prazer.

O terceiro dedo foi extremamente doloroso, porém sutil. Sem perceber que estava chorando, Gold sugava suas lágrimas, tentando aliviar a dor que o amado sentia, na tentativa de estimular com a outra mão livre no membro solitário. Ele encarava a expressão de dor que o menor fazia, preocupado se realmente devia continuar. Silver sorriu, murmurando palavras como que estava bem. Gold retirou os dedos, como se estivesse esperando uma confirmação de que se poderia continuar.

Posicionando entre as pernas de Silver, colocando-as uma de cada lado de seus ombros, o moreno começou a invadir o menor, lentamente, sentindo a temperatura aumentar à medida que seu membro penetrava o menor. Silver não aguentou em gritar de dor em contrapartida, abafando os berros com as próprias mãos a fim de não perturbar a vizinhança. Felizmente a mãe de Gold não estava ali, então mesmo se gritasse um pouco, ninguém escutaria, exceto os dois.

Foi uma batalha intensa até Gold conseguir colocar por inteiro seu membro dentro do outro, ambos suando e arfando exaustos. O moreno não conseguiria ter uma visão mais bela do que ver Silver deitado em sua cama naquela posição, ainda mais que podia apreciar essa visão a qualquer ponto de vista. A expressão do ruivo mostrava-se séria e concentrada em não perder o controle. Seus lábios estavam vermelhos de tanto que havia mordido para segurar a dor, chegando quase a sangrar.

A dor era inexplicável quando o maior começara a colocar, parecendo quase uma eternidade dele conseguir colocar o membro por inteiro. Entretanto, quando finalmente havia acabado, conseguiu esquecer um pouco menos a dor e sentir mais o membro do moreno dentro de si. Tudo bem que não era algo cujo um garoto gostaria de sentir, mas era tão quente. Este sentiu seu coração palpitar novamente.

Como se tivesse recebido um sinal do menor, o garoto começou a se movimentar no momento certo que Silver estava pronto, resistindo manter um ritmo lento e cuidadoso. Sinceramente, queria movimentar-se mais rápido, com mais força. Entretanto, mesmo em momentos como este, escolheu ter paciência, pois prezava muito seu ruivinho, e também não queria deixar uma memória traumatizante, já que tudo o que acontecia com certeza devia ser estranho para o menor.

Com o tempo, o clima havia mudado de rumo. O cheiro intoxicante e o suor de ambos os corpos mesclavam-se, os gemidos de dor foram modificados por prazer e respirar já se tornava um desafio. As estocadas foram aumentando, cada vez mais fortes e Silver não tinha condições de protestar sobre isso. Na verdade, ansiava por mais. Pediu suplicante para o maior beijá-lo, sendo atendido quase por imediato.

Sua mente extasiada, gritava por mais. Independente se seu orgulho estivesse em jogo, o menor conseguia pensar apenas no prazer que sentia. Gold sentia seu corpo arder, como se uma chama estivesse o queimando por dentro. Sua cabeça estava repletos de pensamentos voltados no amado, e mesmo sabendo que era impossível, orou para que aquele momento durasse para sempre.

— A-Ahh...! — um gemido claramente mais alto e diferente dos outros saiu dos lábios do ruivo. O maior sorriu com aprovação.

— Aqui? — demorou um pouco, porém ao descobrir o ponto sensível de Silver, concentrou daquele momento em diante as estocadas naquela região.

— Ah-! Mgh... G-Gold...! — este não conseguia formular uma frase, apertando os lençóis da cama como resposta de sua tensão. Mesmo assim, o moreno avançava impiedoso em seu corpo, parecendo até mais animado ao ouvir Silver dizer seu nome.

— Isso... Diga mais... ugh... o meu nome...! — suas palavras não soaram bem como uma ordem, mas o ruivo seguiu muito bem elas.

O movimento vai-e-vem havia se intensificado. Muito provável pela obediência de Silver em seguir as ordens do garoto sem negar. A locomoção brusca de Gold era uma espécie de convite para o menor cair em delírios, não sabendo até quando conseguiria resistir o momento para seu ápice. O moreno também se sentia assim, no entanto, não deixou de diminuir a velocidade de seus estoques por causa disso.

Evidentemente, ambos chegaram aos seus limites, desfazendo-se por completo em poucos minutos. Respiravam e arfavam quase sem ar, exaustos pela noite intensa. Não era a intenção de Gold chegar no clímax dentro do ruivo, mas sua mente havia perdido o rumo e tudo o que pôde fazer era se lamentar ao retirar o membro dentro deste, acompanhado com o líquido viscoso e branco de sua autoria.

Silver não conseguia pensar em nada. Sua cabeça girava e seus olhos pesavam, visto que nem havia ligado ao sentir o sêmen do moreno escorrer entre suas pernas. Sua visão estava bem embaçada, porém conseguia dizer que Gold estava o arrumando em sua cama, ajeitando os travesseiros de maneira mais confortante e pegando-o no colo, para ajustá-lo embaixo das suas cobertas. Sua garganta estava seca e parecia rasgar caso dissesse uma palavra, então decidiu somente ficar quieto enquanto o moreno preparava com cuidado o leito para seu descanso noturno.

Sentindo-se esgotado, o ruivo fechou os olhos no momento que a maciez da cama e dos lençóis envolveram o seu corpo, quase adormecendo naquele instante. Mas com as suas poucas forças restantes, conseguiu manter-se consciente nos últimos minutos, sentindo os lábios macios e aconchegantes do maior em sua testa e murmurando as seguintes palavras:

Boa noite e feliz natal, Silver.

Notas finais
Não sei como deve estar a fic no momento, pois perdi tanto tempo escrevendo e relendo que eu simplesmente não consigo nem mesmo me lembrar de nada... ^^'' Mas se foi de bom gosto à vocês, pra mim é o que mais importa. Antes de mais nada, gostaria de agradecer a todos que me mandaram mensagem pedindo continuação da fic, ou mesmo recomendaram ou favoritaram-na. Sério, vocês não sabem (ou talvez sabem) como é empolgante ver a quantidade enorme de pessoas acompanhando a fic, mesmo não mandando mensagens ou dizer o que acharam. Ver também as mensagens tanto privadas quanto aos da fic mesmo, pedindo por mais e elogiando meu trabalho me faz me sentir a pessoa mais sortuda do mundo, por ter tantos leitores e pessoas maravilhosas ao meu redor, sempre dispostas a dar apoio. Eu queria realmente agradecer a todas elas, assim como você que está acompanhando esse estória faz tempo. Eu infelizmente não posso afirmar se ainda vou conseguir postar mais capítulos com mais rapidez, mas posso afirmar duas coisas, senão três: 1- Esse é o penúltimo capítulo, fechando o arco do casal Gold x Silver; 2- O próximo capítulo, com certeza, vai ser sobre o casal Green x Red e, no caso, o último; 3- Tenho expectativas de eu escrever um ou dois extras sobre a estória, visando comemorar o final dela e diversificar um pouco no contexto desta. São todas as informações que consigo dar no momento sobre o rumo da estória, mas então, eu quero pedir-lhes mais uma vez mil perdões pelo meu grande atraso na postagem e quero avisá-los mais uma vez que: não pretendo abandonar a fic, então independente se eu demorar pra postar muito, eu não a abandonei, então não precisam ficar aflitos. Mais uma vez, obrigada pela atenção de todos e se você é novo por aqui, bem-vindo!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.