Clonagem
1 Capítulo 1
Clonagem
14:30 PM – Laboratório do Franja.
-Franja: Então, Magali, está é a minha máquina de clonagem!
-E você tem certeza de que funciona?
-Bem... certeza não! Por isso eu preciso da sua ajuda, para
testá-la.
-Quer que eu seja cobaia? Hahahaha! Boa tentativa!
-Eu te pago um lanche.
-Eu topo! Quero um sanduiche natural e...
-Tá, tá, tá, deixe as exigências para depois. Vem, entre na máquina.
Franja colocou a Magali na máquina, só que quando foi fechar a porta, ela segurou a mesma. Perguntou:
-E não dói?
-Não vai doer ou te machucar, caso contrário eu não me chamaria Titi.
-Você não se chama Titi!
-Detalhes, detalhes.
Terminou de fechar a porta.
-Eper...aaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiii!!!
Do outro lado saiu um clone exato de Magali. Franja abriu a porta de um lado para o clone e a do outro lado para Magali. O clone falou:
-Onde eu estou? Quem são vocês?
-Deu certo!!!
-O que deu certo? Que alegria e que caras são essas? Vocês dois são uns bobões!
E o clone da Magali saiu destruindo todo o laboratório.
-Seu clone é um monstro! Disse Franja.
-Você chama isso de clone? Tem uma personalidade completamente diferente da minha!Você tem que reverter isso Franja!
-Para reverter o processo eu preciso colocar o clone de volta na máquina, mas é quase impossível! Temos que trabalhar juntos! Coloque essa pulseira para eu saber que você é a Magali verdadeira.
Mas o clone ouviu a conversa e empurrou o Franja no meio de substâncias pegajosas que ele tinha feito para fabricar chiclete. Enquanto o garoto se debatia para tentar livrar-se das substâncias, o clone pegou a caixa de ferramentas e acertou na cabeça de Magali, que desmaiou logo em seguida. Fez a mesma coisa com o Franja, que também desmaiou. Depois o clone de Magali saiu andando pelo bairro, como se nada tivesse acontecido. Ia andando de cabeça baixa, seus cabelos esvoaçavam por causa do vento. O dia estava frio e as nuvens cinzentas, dando a impressão de que iria chover. Esbarrou numa pessoa dentucinha, que também não estava prestando atenção por aonde andava. Era Mônica. A garota animou-se em ver a amiga, não sabendo que era um clone. Cumprimentou-a:
-Oi Magali! Tudo bem com você?
-Eu te conheço? E quem disse que meu nome é Magali? Mas gostei, vou ficar com esse nome mesmo. Mas quem é você hein? Nós nem nos conhecemos e,você vem com papo tipo...como se nós fossemos amigas. Falando nisso, você está precisando de um regime...sem falar num aparelho para arrumar esses dentes.
-M-ma-mas, Magali...
-Nada
de mas, tenho que ir.
Deixou Mônica de boca aberta no meio da calçada e continuou a caminhada. Logo mais adiante encontrou Cascão e Cebola conversando:
-E então Cebolinha, você fez o trabalho?
-É Cebola, caramba!
O clone de Magali ouviu e foi se intrometer na conversa
-Como assim Cebola? Seus pais puseram o nome de Cebolinha, você foi registrado como Cebolinha e, não importa se cresceu, seu nome continua sendo Cebolinha! – E se virou para o Cascão – E você hein? Já tomou banho hoje? Tá fedendo! Parece um porco!
Ditas essas palavras, o clone foi andando e deixou os dois ali, confusos:
-Caaaara! O que será que deu na magá?
-E-eu não sei, mas seja o que for, lealmente tem lazão, meu nome nunca vai ser Cebola. Bolas! Ela acabou com as minhas sessões de telapia com a fonoaudióloga!
-Não fica assim não, cara!
Deu um tapinha nas costas de Cebola, como consolo. Os dois foram para a casa do Cascão.
Enquanto isso, Quim convidou o clone para sair:
-Quer ir a lanchonete comigo, Magali?
-Claro!
Quim ia dar um selinho em Magali, quando a mesma desviou.
-Espera aí! Só por que eu aceitei sair com você, não quer dizer que
estamos namorando!
-Mas...nós namoramos há dez anos!
-Eu não me lembro! E, se estamos namorando, então estávamos, por que agora está tudo acabado! E você deve andar vivendo em lanchonetes, para ser gordo desse jeito!
Enquanto isso, no laboratório do Franja:
-Magali! Ei acorda!
-Ahn...Franja, o que aconteceu? Minha última lembrança é o meu clone com uma caixa de ferramentas vindo para cima de mim.
-Ééééé! Depois ela fez a mesma coisa comigo e...pera aí...se o clone não
está mais no laboratório então ele...ele... – Gritaram juntos:
-Está a solta no bairroooooooooo!
-Vamos lá Magá!
E eles saíram atrás do clone. Magali teve uma idéia:
-Peraí! Eu vou chamar a mô pra ajudar a gente!
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